quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A JORNADA DO FEMININO AO SAGRADO

O princípio-mãe, que há em tudo, está chamando as mulheres a acordarem sua memória ancestral, despertando sua força interna para o caminho de retorno do feminino ao sagrado”

O momento de despertar é agora, a consciência do sagrado deve ser também despertada nos homens; afinal, todos devem ser reconectados à Grande Teia Mãe, que está nos chamando de volta.

O sagrado é uma consciência, que é uma essência, é a origem essencial que se manifesta em tudo: na parte, no todo, e essa origem, o sagrado, tem movimentos naturais e que essas leis são gestadoras, e por isso é feminina, é
mãe, é mulher nessa dimensão.

O sagrado também é masculino, cada um de nós é filho desse sagrado e herda esse potencial gestador. Eu, como mulher, você, como homem, e tudo na natureza, temos esse potencial. É a nossa herança materna original e natural. Assim, a mulher, por ser mulher nesta dimensão e possuir este manto físico [ela é a mãe que gesta fisicamente e portal para o nascimento], manifesta em si mesma, no seu ser, toda a cosmologia do sagrado gestador, de forma natural.

O sagrado é a essência origem, o sagrado feminino é a reunião desta origem ao feminino, no reconhecimento de seu valor natural e o retorno do feminino ao sagrado é trazer de volta o feminino à consciência-mãe, essencial, gestadora contínua, que é a origem a ser sustentada como consciência. É o que Ísis revela, como um registro do movimento histórico do feminino dentro da tradição da deusa Ísis, em Atlântida, que é a origem do tempo nesta dimensão, buscando a consciência do sagrado, o qual é essa essência, a origem em tudo. A partir dessa consciência, mudar toda a visão da vida, de SI Mesma, do outro, da natureza e reconhecer o valor do sagrado feminino no retorno à consciência do sagrado gestador.

Esta natureza gestadora se encontra mais próxima às mulheres, porque a mulher manifesta em si mesma, de forma natural este potencial gestador, e é aí que começa todo o trabalho do resgate do feminino. Se já é difícil para as mulheres se reconhecerem assim, o que se dirá em relação aos homens. O princípio cosmológico é mãe, por isso esse trabalho, hoje, está mais voltado para as mulheres. As mulheres estão mais abertas, são mais guerreiras, mais sustentadoras, para irem em busca dessa consciência e, aí sim, resgatar o sagrado feminino, no retorno ao próprio sagrado. As mulheres estão cansadas do padrão de dor, sofrimento e injustiças em relação ao feminino e se encontram em busca da freqüência do amor.

Em relação ao masculino, a origem mãe não “contém o masculino“, “é” também o masculino, pois tanto mulheres quanto homens são filhos desta mesma origem, portanto possuidores desta herança natural. Porém, despertar a força gestadora natural interna que se encontra adormecida e aprender a gestar, depende simplesmente da escolha interna. Gestar não é somente engravidar e parir filhos é saber conscientemente direcionar e manifestar seu potencial de consciência intelectual, mental, psíquico, emocional, energético, espiritual em alinhamento à leis gestadoras, ao sagrado.

As tradições cosmológicas são fundamentadas na observação da natureza, nas leis naturais. Elas estudam a origem da vida, independentemente de religião ou crença; elas estão à parte disso. Religião não é fundamentada em cosmologia, tradições cosmológicas, mas mesmo dentro delas existem diferenças, da origem da vida, do universo, de tudo, mas também que essa origem é mãe, gestadora contínua e ainda nos ensina através da observação da origem, como construirmos uma consciência em alinhamento às leis naturaus, ao sagrado.

A verdadeira tradição de Ísis é em sua origem a cosmologia do sagrado gestador, por isto, Ísis é uma deusa “Mãe“ a qual os egípcios mesmo numa consciência fragmentada do sagrado a reverenciavam desta forma. A tradição de Ísis não é o que os livros e pesquisas fundamentadas apenas na arqueologia diz, muito menos o que é mostrado nas paredes frias dos Templos, ou que pessoas fundamentas na fragmentação da consciência, que alimenta conteúdos de fascinação, induz a se imaginar, principalmente sobre o poder das sacerdotisa de Ísis.

A tradição de Ísis fundamentada na consciência do sagrado, que veio de Atlântida e, depois, se estendeu para diversos movimentos do planeta inteiro, e também para o Egito. A deusa Ísis tomou essa forma no Egito porque a civilização egípcia assim a criou, mas a tradição de Ísis, que é origem feminina, descende da cosmologia do sagrado gestador, que era a consciência que foi implantada através do projeto Atlântida no planeta Terra.

Quando houve o rompimento com a origem, com a consciência de que o sagrado é gestador e, por isso, é feminino, as mulheres ficaram sem sua identidade. A partir desse momento, passaram-se milênios e foi perdido o princípio de comando, que é feminino por conta da essência gestadora, de origem.

Não se deve confundir comandar com “mandar”. Estávamos falando aqui de comandar, devido à origem ser feminina. Depois que homens e mulheres romperam com isso, precisou haver o domínio, o qual veio da força masculina. Os homens então tomaram o poder e a mulher, com sua força feminina, ficou fora. Isso é história; não precisa nem acessar as vidas passadas. É só observar que as mulheres ficaram em um plano de inferioridade e passaram a ser objeto de desprezo, servindo apenas para dar à luz. E os homens passaram a tomar conta de tudo.

Só que chegou uma época em que as mulheres quiseram estudar, trabalhar, serem ativas na sociedade como um todo; assim, conseguiram posições e partiram para uma disputa de igualdade, pois estavam cansadas de ser sinônimo de dor e sofrimento por serem consideradas inferiores em todos os sentidos. Elas escolheram tomar como modelo de força, o poder masculino, só que pegaram deste modelo o que ele têm de pior, porque, para mostrar que tinham força, era preciso mostrar que mais fortes que a força masculina, senão elas não seriam reconhecidas. Quando falo que as mulheres se inspiraram no pior do modelo masculino é porque sei que a força masculina também se encontra deturpada em sua verdadeira origem.

As mulheres perderam a identificação com o universo feminino e não reconhecem mais os valores desse universo. E nisso, homens e mulheres estão perdendo muito. A partir do momento em que a mulher não reconhece o universo feminino, tudo perde o sentido, pois se rompe da origem. Ainda na sociedade existe muita resistência ao verdadeiro valor da mulher e ao reconhecimento de sua capacidade de manifestação. O domínio ainda é masculino em tudo. Infelizmente, tanto homens quanto mulheres se encontram muito distantes do sagrado e com isto se encontram distantes de si mesmos e conseqüentemente da natureza-Mãe.

Todos os seres que se encontram em sintonia à busca da consciência do sagrado tem como missão pessoal nesta dimensão este retorno. Assim, primeiramente é necessária uma escolha interna, clara, firme, direcionando para a manifestação do movimento. A partir do momento que se tem a ciência de que o sagrado existe, é necessário ir ao seu encontro para poder desenvolver de dentro para fora esta consciência e assim construir este retorno através do alinhamento às Leis naturais.

Para você construir a consciência do sagrado, é preciso vivenciar. A partir do momento em que você vivencia, você reconhece. E tudo o que eu estou dizendo são leis naturais que fazem parte do nosso dia-a-dia; você precisa focar a visão interna, para reconhecer que tudo tem origem no sagrado gestador, e que esta visão vai além de mulheres e homens. Porém, as mulheres precisam resgatar isto como prioridade, porque o planeta está precisando. Cada ser consciente desse retorno, desse sagrado, se torna um canal. E ser canal vai além de ser um paranormal; canal é “ser” consciência dessa freqüência que está sendo direcionada ao nosso planeta, e a ciência já diz que existem sinais partindo do centro da galáxia. Imaginem os sinais que as dimensões espirituais estão enviando ao nosso planeta “Mãe” e a nós filhos desta dimensão. Porém é preciso “ser” não apenas querer ter. Esses sinais são freqüências que estão chegando, e a que eu considero a mais preenchedora e de maior elevação é a freqüência do amor. Que não é o amor que sentimos, mas é além dele: é a própria consciência do sagrado. O momento é agora. As mulheres são mais próximas a responderem a estes sinais e serem os canais dessas freqüências-mãe para poderem alimentar um pouco a mãe-terra. Se houver também abertura dos homens, ai sim, mulheres e homens reunidos em unicidade sendo canais para sustentar a freqüência do amor, sustentarão de forma firme a abertura deste grande portal para a evolução: o retorno à origem.

Para ser canal é preciso ser como a mata, que é um portal natural, como a cachoeira que é um portal natural, como a natureza que é a origem; isto é um trabalho de construção interna, vivenciado de dentro para fora. É preciso desenvolver a consciência e saber o que se está fazendo. Vai fazer uma fogueira? Então é preciso ser o próprio fogo, as madeiras, as pedras; precisa ser esta gestação que reúne todos os elementos em unicidade e gestam a fogueira como um todo. É a consciência no “ser” e não do “ter”.

Agora é o momento. Não adianta só deixar de usar alguns produtos que poluem a natureza, porque nós, pessoas que não temos acesso ao poder governamental, não vamos conseguir desaquecer o planeta . O que nós devemos fazer é observar qual é o melhor movimento de consumo de produtos, mas principalmente sermos canais, sermos conscientemente uma freqüência para que se nutra a mãe e as mulheres com certeza se encontram mais próximas, mais abertas ao serem tocadas no coração pela mãe. Essa é a missão do dia a dia, sustentar a consciência do sagrado e estendê-la a tudo: à família, filhos, marido, trabalho, amigos, a si mesma, à vida como um todo.

Estamos todos num movimento de consciência espiritual, de unicidade, e é como se as portas estivessem abertas à evolução do ser humano que se encontra nesta busca de origem. Nós mulheres, devemos comungar com esse momento, em que temos o direito e o espaço para manifestar nossa força feminina, nossas idéias filosóficas, religiosas, cosmológicas e outras. É a oportunidade de desenvolvermos a consciência gestadora e poder manifestá-la livremente, pois não temos mais o peso da perseguição fundamentada na distorção dos movimentos cosmológicos, ou seja, não somos mais perseguidas por sermos mulheres e por manifestarmos nossa força gestadora e assumirmos que o comando é Mãe.

Estamos vivendo o melhor momento de todas nossas vidas. É a Teia Mãe que está nos chamando de volta à origem, ao sagrado, clareando o caminho da consciência para um novo ciclo, pois como a Lei é natural, tudo parte da origem e para ela retorna e assim o feminino se encontra em retorno à sua origem: o sagrado.

http://www.revistasextosentido.net/

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