quinta-feira, 15 de julho de 2010

MANTRA LIBERAÇÃO DA MENTE

Em Sânscrito, "man" significa mente, e "tra"significa liberação. Assim, mantra é a combinação de sons transcendentais que libertam nossa mente da ansiedade.

A pessoa que faz do mantra a fonte, extrai muitos benefícios desta prática. O efeito que se experimenta é o da expansão da consciência , a abertura das faculdades intuitivas. Seus corações , por assim dizer, abrem-se a todo tipo de beleza que existe, seja esta beleza algo objetivo ou mesmo espiritual.

Manners, inventou um instrumento cimático que transmite a "correta freqüência da saúde ao órgão". Esta teoria, que já se aplica com grande eficácia , concebe o organismo humano como um complexo acorde, no qual cada órgão possui um tom de afinação determinado. Restaurar a saúde deste órgão é restitui-lhe a sua correta afinação", vibração que é medida por freqüências de movimento da onda sonora.

Acaso não usamos amiúde o termo "estar harmonizado", quando alcançamos um determinado estado de afinação ou plenitude psicofísica? Encontram-se, representados na coluna vertebral humana, tanto os instrumentos de sopro quanto o de corda. A coluna é como uma flauta, cujo som flutuante é a medula espinhal, que sobe e desce com a atividade cerebral, a pulsação do coração e a respiração. Esta verdadeira coluna de luz e som vibra quando a energia vibratória flui através do corpo humano.

A ciência do som pode ser usada para a cura, na educação, no mundo dos negócios, na industria, no comercio. O som apresenta grande influencia sobre o corpo humano. Seu mecanismo inteiro - músculos, circulação sanguinea, nervos - é movido pelo poder da vibração. Como há uma reação entre o som e cada substância, o corpo humano é um bom ressonador para ele. Embora através do som possamos facilmente fazer ressoar certas substâncias como metal e o cobre, não há nada que ressoe mais do que o corpo humano.

Os mantras são formas de expressão espiritual vocalizadas, de cunho profundamente da realidade global das historia das civilizações humanas. Não existe nenhuma civilização passada ou presente que não tenha utilizado as fórmulas mântricas como elementos de integração da alma, e creio que nenhuma futura evitará esta bela manifestação. A base do mantra está no som, este grande e talvez maior dos elementos da arte universal.

matthias.grob.org

MANTRAS SÃO VETORES DE PODER


LOTUS OM MANI PADME HUM

No Tibete, a tradição budista admite que a recitação dos mantras traz efeitos benéficos, essas palavras podem agir sobre a mente.

As palavras vibram através do som pronunciado, elas são os vetores de um poder muito grande.  É um sinal claro de seu poder, que é exercido em vários domínios, como se pode constatar facilmente.

Além disso, todo mundo sabe a importância que as palavras desempenham em nossos estudos, dos quais são um veículo indispensável. Um provérbio tibetano salienta muito bem a força da palavra:

As palavras não tem nem pontas, nem corte,
Mas podem ferir o coração de um homem.

Os tantras ensinam que o corpo do ser humano é inervado por uma rede de 72 mil canais sutis (sânsc. nadis), cujas extremidades acredita-se terem a forma de letras, mais particularmente das dezesseis vogais e das trinta consoantes do alfabeto sânscrito. Os ventos (sânsc.prana) que circulam nos canais são influenciados por essas formas, o que explica o fato de os humanos possuírem a faculdade de produzir uma grande variedade de sons, cuja combinação proporciona a riqueza da língua. A estrutura da rede dos canais sutis parece muito menos elaborada dos animais; é por isso que só dispõe de pouquíssimos sons para se comunicarem.

Um sexto elemento
Contudo, a configuração dos canais sutis não basta para conferir a possibilidade de se exprimir de maneira complexa. O corpo e a mente são, com efeito, compostos por cinco elementos: a terra, o fogo, o ar e o espaço. Os humanos possuem, um sexto elemento que falta aos animais: o elemento consciência primordial (sânsc. jnana).
Por causa desse elemento, o corpo humano é chamado "corpo vajra sêxtuplo". A consciência primordial permite, de um lado, exprimir-se com ajuda de um vocábulo muito amplo e, de outro lado, compreender o sentido do que nos é dito. Ela permite também a reflexão, a informação e o conhecimento.

Os mantras constituem um aspecto da linguagem cuja criação requer capacidades particulares. Tomemos alguém que tenha atingido um nível já bastante superior em relação à humanidade comum: a primeira terra de bodhisattva. Ele possui doze poderes cêntuplos: a capacidade de conhecer os acontecimentos de cem vidas passadas e de cem vidas futuras, de ir a cem campos puros simultaneamente, de escutar simultaneamente o ensinamento de cem buddhas, de permanecer ao mesmo tempo em cem estados meditativos, etc. Entretanto, mesmo um tal ser não pode criar um mantra.

À medida que um bodhisattva percorre a seqüência das dez terras, a potência de seus doze poderes é multiplicada por dez. Chegando à sétima terra, ele fica, além disso, totalmente livre do véu das emoções conflituosas. Mas, a faculdade de compor um mantra ainda lhe é vedada.

Na oitava terra, é produzida uma nova etapa na progressão do bodhisattva que confere à sua mente dez domínios: sobre a duração da vida, sobre os estados de absorção meditativa, etc., e principalmente, sobre o sentido das palavras, tanto que, a partir desse nível, a composição dos mantras torna-se possível.

Na décima terra, graças à "meditação semelhante ao vajra", o bodhisattva atinge a realização última, o estado de Buddha. Um Buddha que possui a onisciência tem, por definição, a faculdade de criar todas as categorias de mantras.

É apenas no nível das três últimas terras de bodhisattva, as "três terras puras", e do estado de Buddha, que a visão de todos os elementos que compõem o samsara e o nirvana é suficientemente vasta para que as implicações dos sons e das palavras sejam perfeitamente compreendidas, o que autoriza a enunciação de um mantra.

Os mantras assim criados veiculam o poder de purificar a mente e tornar evidente sua verdadeira natureza. Portanto, sua função é extremamente benéfica.

Tomemos como exemplo o mantra de Avalokita (Chenrezi), dito "mantra de seis sílabas", Om Mani Peme Hung. Atribui-se a cada uma das sílabas os seguintes poderes:

elas fecham a porta dos renascimentos
nas seis classes de seres do samsara;

elas eliminam as seis emoções conflituosas de base:
elas permitem realizar as seis sabedorias;
elas conduzem à prática perfeita das seis paramitas, etc.

Essas qualidades extraordinárias do mantra de seis sílabas foram descritas pelo próprio Buddha, assim como por Guru Padmasambhava.

Os mantras foram enunciados pelos buddhas e pelos bodhisattvas com ajuda das palavras e sons da língua sânscrita, considerada como língua ideal sobre a terra, superior a qualquer outra. Como o som desempenha um papel muito importante no uso dos mantras, os tibetanos nunca os traduziram para sua língua, mas os transcreveram graças a um sistema de transliteração que permite conservar o som sânscrito, utilizando o alfabeto tibetano. Assim, eles preservaram o poder espiritual inerente à sonoridade sânscrita e à enunciação original do mantra. Os efeitos dos mantras são muito vastos e muito poderosos.

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