quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PONTO DE DEUS NO CEREBRO A TERCEIRA INTELIGÊNCIA

No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a "descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções."

A ciência começa o novo milenio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.

Drª DanaZohar, da Universiade de Oxford no seu livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.

Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.

O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune

Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português.

QS - Inteligência Espiritual. Já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.

O que é inteligência espiritual? É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos 
e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os  mais efetivos.Ter alto quociente espiritual (QS) é ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido,adequado senso de finalidade e direção pessoal. 

O Quociente Espiritual aumenta nossos horizontes, nos torna mais criativos. 
É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O Quociente Espiritual  está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos 
e crenças que vão nortear nossas ações.*

Como essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência? Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afectado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

Qual a diferença entre Inteligência Espiritual e Inteligência Emocional? É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação.

A inteligência espiritual fala da lama, me permite perguntar se quero estar nessa situação particular.Implica trabalhar com os limites da situação.

O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afectam minha emoção e como eu reajo a isso.


Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:


01 - São  holisticas
02 - Têm compaixão
03 - Têm independência
04 - Tem espontaneidade
05 - Celebram a diversidade
06 - Perguntam sempre "por quê?"
07 - São levadas por valores positivos. São idealistas
08 - Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
09 - Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
10 - Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo

personalmente.multiply.com/journal

OUVIR VOZES NA CABEÇA PODE SER NORMAL

Ouvir vozes na cabeça, interrompendo seus pensamentos, é tão comum que é considerado normal, segundo psicólogos.Uma pesquisa realizada na Holanda
sugere que uma em 25 pessoas ouve vozes regularmente.

Pesquisadores britânicos na Universidade de Manchester afirmam que, ao contrário da crença tradicional, ouvir vozes não é necessariamente um sintoma de doença mental. Muitos que ouvem vozes não procuram ajuda de médicos e afirmam que as vozes têm um impacto positivo em suas vidas, dando conforto e inspiração.

"Sabemos que muitos integrantes da população em geral ouvem vozes, mas muitos nunca sentiram a necessidade de pedir ajuda aos serviços de saúde mental", disse a pesquisadora Aylish Campbell.

Algumas pessoas que ouvem vozes descrevem o evento como se alguém as chamasse pelo nome, mas quando elas vão atender descobrem que não há ninguém.

As pessoas também ouvem vozes como se fossem pensamentos de fora entrando em suas mentes. Elas não têm idéia do que estas vozes vão afirmar e podem até iniciar uma conversa.

A equipe de pesquisadores de Manchester quer investigar a razão de algumas pessoas encararem o evento de forma positiva enquanto outras ficam angustiadas e procuram tratamento médico. "Não parece que o fato de ouvir vozes em si cause o problema. O que parece ser mais importante é como as pessoas interpretam estas vozes", disse Campbell.

"Se uma pessoa está lutando para superar um trauma ou se vê como uma pessoa vulnerável e sem valor, ou ainda acredita que todas as outras pessoas são agressivas, elas podem vir a interpretar as vozes como hostis, poderosas ou danosas", disse a pesquisadora.

"Por outro lado, uma pessoa que tem experiências de vida mais positivas e uma imagem mais positiva de si mesma e de outros pode desenvolver uma visão mais positiva das vozes", acrescentou.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia