segunda-feira, 23 de maio de 2016

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS 22.05.2016

CÂMARA MIRIM 2016 ABRE AS INSCRIÇÕES

Câmara Mirim 2016 abre as inscrições 
 Evento ocorrerá nos dias 20 e 21 de outubro

Atenção crianças matriculadas do 5º ao 9º ano: vocês têm alguma ideia legal para melhorar o Brasil? Então vocês não podem deixar de se inscrever para o Câmara Mirim 2016.
Mas o que é Câmara Mirim?
O Câmara Mirim acontece todos os anos, promovido pelo Plenarinho, portal infantil da Câmara dos Deputados. As crianças enviam projetos de lei sobre assuntos de seu interesse. Os autores dos três melhores projetos vêm à Brasília em outubro para defender sua proposta em comissão e no Plenário da Câmara dos Deputados. Cerca de 350 crianças e adolescentes, trazidos por suas escolas e câmaras mirins municipais, viram deputados e deputadas por dois dias, discutindo e votando os projetos na Câmara. 
No dia 20 de outubro, os projetos serão discutidos em três comissões. No dia seguinte, crianças e adolescentes tomarão conta do Plenário Ulysses Guimarães, ocupando a Mesa Diretora, a tribuna, tendo voz, vez e voto, igualzinho ao trabalho dos deputados.
Como fazer a inscrição de projetos de lei?
Se você estuda do 5º ao 9º ano, pense numa ideia bem interessante que pode transformar o Brasil. Você pode inscrever sua proposta, clicando aqui.  O prazo final para envio é até o dia 1º de julho. No dia 5 de agosto, o Plenarinho vai divulgar o resultado com os três melhores projetos. 
As inscrições de projetos também podem ser feitas pelos Correios, em documento a ser enviado para:
Plenarinho – Câmara Mirim
Palácio do Congresso Nacional – Câmara dos Deputados
Ed. Anexo I, 16º andar, sala 1609
Praça dos Três Poderes
Brasília/DF – CEP: 70160-900
Inscrição de escolas e câmaras mirins municipais
Professores e coordenadores de câmaras mirins municipais que queiram trazer seus alunos e vereadores mirins para serem deputados, devem fazer a inscrição até 1º de julho, escrevendo uma justificativa que explique por que é importante trazer suas crianças para o Câmara Mirim. São seis vagas para escolas e dez para vereadores mirins. Cada escola tem o direito de trazer até 40 alunos e as câmaras mirins podem trazer até 10 vereadores cada.
Havendo número de interessados maior que o de vagas, o texto usado como justificativa na inscrição será critério de avaliação. É bom salientar que escolas e câmaras mirins municipais devem arcar com suas próprias despesas. Nos dois dias do Câmara Mirim, será oferecido um lanche às crianças participantes e seus acompanhantes.
- Professor, clique aqui para se inscrever.
- Coordenador de câmara mirim municipal, clique aqui.
Dúvidas? Mande um e-mail pra nós: camaramirim@camara.leg.br
Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura Plenarinho - Câmara dos Deputados.
08/04/2016 – 10h24

GERAÇÃO POLÍTICA PLENARINHO VEREADORES MIRINS ESTUDANTES E PROFESSORES


No dia a dia da Câmara dos Deputados, leis - que influenciam diretamente nossas vidas - são votadas. É na Câmara que as principais discussões relacionadas a temas como economia, educação, agricultura, habitação, saúde, outros assuntos de interesse nacional entram em pauta e se transformam em leis.

Mas política, por mais sério que seja, não é assunto apenas para adultos. E é exatamente por isso que
a Câmara dos Deputados desenvolve, há 10 anos, o programa Plenarinho. Trata-se de uma ação educativa que visa aproximar as crianças desse universo político. A ação simula atividades legislativas, estimulando que crianças enviem projetos e participem da votação na Câmara, em Brasília (DF), nos dias 22 e 23 de outubro de 2015.

As inscrições para o Plenarinho estão abertas e há três formas de participar:
- inscrição de projetos de leis individuais;
- inscrição de escolas (feita pelos professores);
- inscrições de Câmaras Mirins Municipais.

Para a
inscrição individual, os alunos devem cursar do 5º ao 9º anos do ensino fundamental, de escolas públicas e privadas. Os projetos de lei devem abordar temas relacionados à Educação, Cultura, Saúde, Segurança, Meio Ambiente ou Transporte. Sem limite de número de projetos por aluno, a restrição é que cada um seja de autoria de uma única criança.

Os projetos são analisados por uma comissão de consultores e os seis melhores selecionados para votação das crianças nas câmaras municipais mirins.
 Os autores dos três projetos mais votados são convidados para defender seus projetos em sessão especial da Câmara, em Brasília, reunindo crianças de todo o país para votação de projetos de lei, podendo ser aprovados e desenvolvidos.


Para inscrição de escolas, os professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental devem enviar projetos pedagógicos desenvolvendo atividades ligadas à democracia, representação, respeito à decisão da maioria, importância das leis ou como elas são feitas e seu impacto na vida das pessoas.

Já as
inscrições para participação dos vereadores mirins no projeto Câmara Mirim devem ser feitas pelas Câmaras Municipais, iniciativa do município que visa incluir as crianças nas atividades das Câmaras, para o desenvolvimento da consciência política e educação cidadã. Os vereadores mirins se reúnem regularmente na Câmara Municipal para discutir problemas da comunidade e formular propostas para tentar resolvê-los. Dez Câmaras serão selecionadas e cada uma pode levar até dez vereadores mirins para a sessão, em Brasília.

Para se inscrever, acompanhar a seleção e mais informações, acesse o
Portal Plenarinho.

SERVIÇO
Inscrição de projetos pedagógicos (professores)
Data: até 30/04

Confira o regulamento

Inscrição para Câmaras Mirins Municipais
Data: até 15/05

Confira o regulamento

Inscrição de projetos de lei (para estudantes)
Datas: pelo correio até 22/06 e pela internet até 30/06
.



www2.camara.leg.br › Comunicação › Institucional › Notícias
planetasustentavel.abril.com.br/.../plenarinho-abre-inscricoes-para-vereadores-mirins
Confira o regulamento 

KRTIN NITHIYANANDAM CRIA TESTE QUE DETECTA ALZHEIMER 10 ANOS ANTES DOS PRIMEIROS SINTOMAS


O britânico Krtin Nithiyanandam, estudante da cidade de Epsom, Surrey, tem apenas 15 anos, mas já conseguiu criar um teste que consegue identificar a presença do Alzheimer no cérebro até 10 anos antes dos primeiros sintomas aparecerem.
O jovem criou um anticorpo que, ao ser injetado no sangue, funciona como cavalo de Tróia, que vai penetrando no cérebro e ligando-as às proteínas neurotóxicas que compõem o primeiro estágio da doença.

O grande trunfo é que esses anticorpos trazem consigo partículas fluorescentes, tornando possível enxergar a presença das proteínas ligadas ao Alzheimer mediante uma ressonância magnética. O mesmo estudo também traz uma alternativa terapêutica, já que o anticorpo tem a capacidade de combater a doença.
“As principais vantagens do meu teste estão relacionadas à possibilidade de ele ser usado para diagnosticar a doença de Alzheimer antes de os sintomas se manifestarem, focando-se nas mudanças patofisiológicas, algumas das quais podem ocorrer uma década antes dos sintomas“, afirmou Nithiyanandam ao Telegraph.
O projeto está concorrendo ao Google Science Fair Prize, um concurso mundial voltado a adolescentes de até 18 anos que desenvolvem projetos científicos inovadores.
90 países participam. O estudante Krtin Nithiyanandam é um dos finalistas e, se ganhar, receberá uma bolsa de estudos para dar continuidade ao teste.

www.hypeness.com.br/.../jovem-de-15-anos-desenvolve-teste-que-permite-detectar-al.

ADOLESCENTE ROBÓTICA CAÇADORA DE PEDÓFILOS


Em 1950, o matemático Alan Turing propôs um teste de inteligência para quando houvesse cérebros eletrônicos. A versão mais popular do teste consiste em uma troca de perguntas e respostas entre um operador humano e um operador eletrônico. Se o operador humano se convencesse que o operador eletrônico fosse um outro operador humano, então o cérebro eletrônico em questão passaria no teste de inteligência.

Desde os anos 1950, várias abordagens foram tentadas para conseguir passar no Teste de Turing. Uma delas é uma “trapaça”, um programa que cria um padrão de conversa que parece inteligente. São os “chatbots”, como a Sete Zoom e o Cleverbot.

Na tradição destes chatbots está o Negobot, um chatbot programado para se fazer passar por uma adolescente com uma missão nobre: ajudar a polícia a identificar pedófilos em salas de bate-papo da Internet. Negobot é o resultado do trabalho do 
Dr. Carlos Laorden Gómez e sua equipe da Universidade de Deusto, próximo a Bilbao, na Espanha. Especializado em segurança de rede, semântica e análise de linguagem, o Dr. Gómez já tem vários trabalhos publicados, na maioria sobre filtros de spam.

Esforço extra foi gasto para tornar Negobot convincente. Foram examinadas 377 conversas de pedófilos com suas vítimas, obtidas do site Perverted Justice. A partir desta base, foram criadas sete “personalidades” diferentes, ou maneiras diferentes do chatbot agir, dependendo de como as pessoas estão interagindo com ele. O aparato total do chatbot conta com processamento de linguagem natural, recuperação de informação e aprendizado automático. E para decidir a melhor estratégia a seguir, muito da Teoria de Jogos, uma teoria matemática usada na tomada de decisões, foi integrada na criação do chatbot.

O comportamento do Negobot em uma sala de bate-papo é, inicialmente, passivo. Assim que alguém começa a conversar com ele, ele identifica-se como uma menina de 14 anos e começa a conversa. Para ser mais convincente vale tudo. O chatbot escreve com erros de ortografia, utiliza a gíria da internet, relata problemas familiares. A finalidade é obter o máximo de informações para a polícia ter elementos para iniciar uma investigação, mas especialistas alertam que o chatbot pode acabar servindo de armadilha e levando pessoas a agir de forma que não agiriam normalmente.

Por enquanto, o chatbot foi testado apenas no Google Chat, em ambiente fechado, e também tem alguns problemas – ele não consegue identificar ironia, por exemplo. Apesar disso, a polícia espanhola interessou-se pelo programa. Segundo o Dr. Gómez, “o Negobot pode ser de grande ajuda para detectar suspeitos de pedofilia e iniciar uma investigação oficial. Este sistema não vai substituir os agentes especializados da lei, mas pode ajudar a filtrar os suspeitos para otimizar os esforços [da polícia] e aperfeiçoar o trabalho deles, que já é muito bom”. 

BBC, Huffington Post, Independent

GERAÇÃO TECNOLÓGICA CRIANÇAS ALPHA NASCIDAS A PARTIR DE 2010

domingo, 22 de maio de 2016

DIVALDO FRANCO UMA VISÃO CÓSMICA CRIANÇAS ÍNDIGO E CRISTAL


Divaldo Franco é um dos principais instrutores do cristianismo espírita e, neste vídeo, ele expõe uma visão espiritual das crianças índigo e cristal. 

"Parte da transição e atualização pela qual estamos passando pode ser percebida, através de uma observação atenciosa que possamos dar às experiências oferecidas para nós, por algumas destas novas crianças que estão nascendo recentemente na Terra. Elas fazem parte de um projeto de renovação da vida dentro do Reino Humano da Terra e, atualmente, têm sido reconhecidas como Índigo, Cristal, Esmeralda, Dourada, etc... Pois apresentam tonalidades de cores de auras sutis destacadas e harmônicas para os seus propósitos existenciais. Talvez, uma das principais mensagens que estas crianças estão nos trazendo é aquela que nos faz olhar mais para além das fronteiras do nosso limitado planeta. Talvez, já tenhamos alguma maturidade suficiente para lidarmos conscientemente com a vida cósmica e com outras humanidades mais evoluídas abertamente. Com as novas revelações espirituais que estão associando as experiências destas crianças a propósitos celestiais, poderíamos nos sentir agraciados sempre que estivermos diante destas crianças pois, em verdade, são elas que estão introduzindo no planeta uma nova forma de 'SER' humano." (Do livro "COMANDO ESTRELINHA, Temas Transcendentais", págs 121, 122, 261 e 262, Horácio Netho, Ed. Alfabeto, 2012)

"Com o atual processo de transição cósmica em pleno andamento, transmigrações de seres entre mundos diferentes estão ocorrendo. A raça humana terrena está recebendo uma nova codificação genética que possibilitará experiências supranaturais para aqueles que estiverem em sua órbita. Neste ínterim, várias crianças estão em adaptação, na Terra, para assumirem as suas posições evolutivas, num futuro breve. Auxiliarão os seres humanos terrenos e o próprio planeta a manifestarem as leis que regem a vida superior cósmica que estão sendo implantadas. São portadores de Luz Estelar. Vários seres humanos de outras civilizações mais elevadas estão dirigindo as suas consciências para experiências neste planeta, decorrente da sua abertura de portais em direção aos desígnios da Confederação Intergaláctica." (Do livro "VIA CORAÇÃO, caminhos da transformação", pág 203, Horácio Netho, Ed. Alfabeto, 2011)


http://horacionetho.blogspot.com.br/ 
http://confederacaointergalactica.blo...

quarta-feira, 20 de abril de 2016

GERAÇÃO ALPHA E O FUTURO DA EDUCAÇÃO


A chamada geração Alpha são as crianças que nasceram depois do ano 2010 – a mais nova geração deste século 21. O termo foi usado pela primeira vez pelo sociólogo australiano Mark McCrindle, em março de 2010, e seu nome tem origem na primeira letra do alfabeto grego, “α”.

A geração Alpha nasceu em um contexto global no qual as novas tecnologias estão bem mais desenvolvidas do que há dez anos. O uso dessas ferramentas tecnológicas, hoje, é diferente, os desafios ambientais são mais preocupantes e a quantidade de informações com as quais lidamos no dia a dia nunca foi tão grande.

“Acredito que o importante ao se falar da geração Alpha é iluminar a primeira infância, que é a fase mais importante da vida. Investir na primeira infância previne problemas em todas as esferas de uma sociedade”, diz Fernanda Furia, mestre em Psicologia de Crianças e Adolescentes pela University College London, de Londres, e fundadora do Playground da Inovação, consultoria de psicologia e educação.

As crianças da geração Alpha são muito curiosas, espertas e ligadas em tudo à sua volta; terão, provavelmente, o maior nível educacional de todas as gerações; começarão a estudar mais cedo; serão as primeiras a experimentar um novo sistema escolar, mais personalizado e híbrido (on-line e off-line), com foco na autonomia do aluno e no aprendizado, baseado em projetos para aprender por meio de situações do cotidiano; e vão deter o maior conhecimento tecnológico da história.

“Em pleno desenvolvimento, é precoce afirmar o que pensam, mas a tendência indica que sejam muito mais independentes que suas antecessoras e com habilidade de adaptação a novas tecnologias”, afirma a psicóloga Vanessa Vieira Beraldo. “A mobilidade da tecnologia atual também auxilia bombardearmos esta geração com cores e formas de educação em todos os lugares e momentos, gerando uma aceleração ainda maior no processo de desenvolvimento”, complementa.

Além disso, elas se relacionarão de forma menos hierárquica, serão desde cedo criadoras de conteúdo, de produtos e serviços, viverão em um mundo mais interconectado com a “internet das coisas” (próximo estágio da evolução digital, onde objetos do cotidiano estarão interconectados), realidade aumentada, tecnologia no corpo, impressora 3D/4D e terão produtos e serviços personalizados e sob medida.


“Tudo isso vai impactar a maneira de a geração Alpha consumir serviços, produtos e informação. Além de se refletir na forma como as pessoas se relacionarão entre elas e com as coisas”, avalia Fernanda Furia.

Para o neuropsiquiatra e psicoterapeuta Tabajara Dias de Andrade, diretor do Centro Latino-Americano de Desenvolvimento, de Campinas, o futuro dessas crianças também resultará em um novo mundo. “Em qualquer fase da nossa vida, somos o resultado de múltiplos fatores que nos determinam: carga genética, ambiente, estímulos e experiências, associados a algo fantástico e indescritível que é a nossa soberania e livre arbítrio, que fazem de cada pessoa um ser único”, afirma.

“Essas crianças nasceram em um mundo totalmente novo para elas – porque estão explorando tudo pela primeira vez – e também para nós – pois vivemos novidades e desestruturações surpreendentes. Muito inteligentes, elas operam equipamentos eletrônicos com uma facilidade incrível. O pensamento, moldado e estimulado por esta nova realidade, certamente trilhará caminhos diferentes dos vividos pelas gerações anteriores”, diz.



Matéria publicada na edição nº7 da Revista Tutores

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS 27 01 2016

QUEM É O SEU LÍDER?

“Servir a si mesmo, não se abandonar, ser fiel aos seus princípios, ser verdadeiro consigo, amar a si mesmo, ter dentro da alma um desejo incontestável de ser livre, e assim libertar todos os outros que por algum momento esqueceram do líder que mora dentro de si.”

Quem é o seu líder?

Se hoje eu lhe fizesse essa pergunta,  qual seria sua resposta? 
Aposto que as respostas seriam as mais variadas, de Budha a Bob Marley. Mas o que tem Budha ou Bob Marley em comum?

O fato é que cada líder inspira o seu seguidor, por algo que existe dentro de si, mas, não só dentro do líder, como também dentro do “liderado”.  Admiramos e seguimos pessoas quando identificamos dentro do outro, valores que carregamos dentro de nós.

Os grandes líderes muitas vezes conseguem transformar em ações aquilo que não temos nem palavras para descrever, com suas atitudes e forma de viver a vida, eles tocam um relicário sagrado que existe dentro de cada um de nós, eles transformam a vontade de mudar o mundo em algo que conseguimos concretamente vivenciar. Ele muda o mundo com ações, ele transforma sentimentos em realidade.

Gandhi, por exemplo, transformou o sonho de um mundo pacífico em um movimento onde a resiliência, a tolerância, ganharam corpo em ações, como suportar o escárnio, o riso, a dor, suportando a violência física e verbal, com isso tocou multidões, que conseguiram através de seu comportamento, reconhecer uma forma de transformar aquilo que vivia dentro de seus corações, em realidade e então…os seguiram.

Pessoas seguem os exemplos de seus líderes, é como se eles tivessem encontrado a fórmula mágica para viver de uma forma onde seus atos estejam de acordo com seus sentimentos e convicções.

Isso existe desde tempos antigos onde líderes surgiram na humanidade para com seu exemplo relembrar o ser humano que dentro dele existem sentimentos tão nobres que quando surgem, mudam o mundo. Simples assim, sentimentos que existem dentro de nós são capazes de mudar o mundo.

Vive em cada um de nós, um líder. Capaz de inspirar a nós mesmos, capaz de nos dar confiança e certeza no caminho a ser seguido, capaz de nos fazer livres e capaz de tornar nossa própria vida um testemunho de transformação.

E agora se eu lhe perguntar: Quem é o seu líder?
Onde está o ser humano que acredita em um mundo digno, em um mundo livre, em um mundo socialmente correto, para  onde foi aquele que mudaria o mundo, cheio de compaixão, onde está o amor incondicional consigo e com o próximo, onde é que dentro de você ainda mora, a coragem, a aceitação de si mesmo e do próximo? Onde está a força para fazer diferente mesmo depois de todas as quedas, onde está a certeza que o melhor caminho é o seu, mesmo que todos digam o contrário, onde está sua perseverança, sua confiança, seu olhar maravilhado para o mundo, onde está a sua fé?

Quando foi que você abandonou o líder que mora dentro de você, para buscar um líder que mora fora de você?

Quando foi que você deixou de acreditar que é capaz de transformar seus desejos em atos concretos para mudar sua vida?

Quando foi que você se perdeu pelo caminho, e teve que levantar seus olhos para algum lugar fora do seu coração para encontrar a resposta para algo que você sempre soube o que é?

Quando foi que você deixou de servir o líder que existe dentro de você? Quando foi que você deixou de seguir o líder que mora em você?

Sentimo-nos perdidos porque nos perdemos de nós.

O grande líder é aquele que serve a uma causa maior, e essa causa maior não está fora, está dentro de cada um.

Posso mudar a pergunta: “A qual causa você serve e que te faz um grande líder de si mesmo?”

O que não te permite maltratar o próximo, o que não te permite ser cruel com quem menos pode, o que não te permite, machucar, julgar, exercer seu poder em excesso, o que não te permite aprisionar o próximo e a si mesmo?

Não sabe, pois encontre, talvez seja a falta dessa certeza que faça com que você machuque a si mesmo, julgue em excesso seus atos, aprisione as suas vontades, minta para você, esconda as suas verdades, e viva hoje em uma vida vazia, com medo e sem sentido. Se você abandonou o seu líder, abandonou a si mesmo.

Lembre-se, grandes líderes não buscam reconhecimento, buscam uma causa a servir, buscam a verdade que mora dentro deles.

Grandes líderes antes de liderarem, sabem muito bem ao que servem, sabem muito bem que o melhor do caminho é o servir. Servir a si mesmo, não se abandonar, ser fiel aos seus princípios, ser verdadeiro consigo, amar a si mesmo, ter dentro da alma um desejo incontestável de ser livre, e assim libertar todos os outros que por algum momento esqueceram do líder que mora dentro de si.

E você, serve a quem?

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da
Biblioteca Virtual da Antroposofia


Fonte: Milene Mizuta - www.liderdesi.com.br

O TRABALHO MAIS DIFÍCIL DO MUNDO - FELIZ DIA DAS MÃES !!!

Agência recruta funcionários para o trabalho mais difícil do mundo. 24 candidatos foram testados para a vaga, mas nenhum aceitou os termos. Você aceitaria

Quem iria querer um trabalho desses? Full time, sem hora para descanso, 135 horas por semana, que exige o máximo do funcionário, conhecimentos em medicina, finanças e culinária, sem férias nem feriados (incluindo Natal e Ano Novo), sem hora para dormir e o pior: sem nenhuma remuneração, apenas por amor.



Provavelmente, você achará essas exigências insanas e ilegais. Os 24 candidatos entrevistados para o posto também acharam. Mas milhões de pessoas exercem esse emprego sem sequer reclamar: as mães.
A campanha, em homenagem ao Dia das Mães, foi realizada pela agência Mullen e divulgado pelo site AdWeek. Foram publicados anúncios reais na internet e em jornais. Nenhum dos candidatos conhecia o propósito real da campanha. O Dia das Mães neste ano será comemorado no dia 11 de maio.
O resultado da pegadinha do emprego “mais difícil” do mundo você vê abaixo.
Assista aqui ao vídeo legendado https://youtu.be/MJLMpABG86E

www.pragmatismopolitico.com.br/.../contrata-se-para-o-trabalho-mais-di

BUDISMO E CIÊNCIA CONCORDAM NÃO EXISTE NENHUM VOCÊ AÍ DENTRO


Evan Thompson, da Universidade de British Columbia, no Canadá, decidiu verificar a crença budista da “anatta”, ou “não eu”. A neurociência tem se interessado pelo budismo desde o final dos anos 1980, quando o Instituto Mente e Vida foi criado pelo Dalai Lama e uma equipe de cientistas. O conhecimento proveniente desses primeiros estudos validou o que os monges já sabiam há anos – se você treinar sua mente, você pode mudar seu cérebro.

A anatta é um conceito um pouco confuso, centrado na ideia de que não há um você consistente. A crença de que somos os mesmos de um momento para o outro, ou de um ano para o outro, é uma ilusão. “O cérebro e o corpo estão constantemente em fluxo. Não há nada que corresponda ao sentido de que há um eu imutável”, afirma Thompson.

Um artigo publicado em julho na revista “Trends in Cognitive Sciences” liga a crença budista de que o nosso eu está sempre mudando a áreas físicas do cérebro. Há evidências de que o “autoprocessamento no cérebro não é instanciado em uma determinada região ou rede, mas se estende a uma ampla gama de flutuação de processos neurais que não parecem ser autoespecíficos”, escrevem os autores.

Thompson, cujo trabalho inclui estudos de ciência cognitiva, fenomenologia e filosofia budista, diz que esta não é a única área em que a neurociência e o budismo convergem. Porém, nem a neurociência nem o budismo têm uma resposta definitiva sobre exatamente como a consciência se relaciona com o cérebro. E os dois campos divergem sobre certos aspectos do tema. Os budistas acreditam que há alguma forma de consciência que não é dependente do corpo físico, enquanto os neurocientistas (e Thompson), discordam.

O pesquisador, no entanto, apoia a opinião dos budistas de que o “eu” de fato existe. “Na neurociência, muitas vezes você se depara com pessoas que dizem que o eu é uma ilusão criada pelo cérebro. Minha opinião é que o cérebro e o corpo trabalham em conjunto no contexto de nosso ambiente físico para criar um senso do eu. E é equivocado dizer que só porque é uma construção, é uma ilusão”, afirma.

É útil assistir a um vídeo de si mesmo do passado, ou ler algo que você escreveu anos atrás. Seus interesses, perspectivas, crenças, conexões, relacionamentos, todos mudaram de alguma forma. Anatta não significa que não existe nenhum você, mas significa apenas que você está em constante mudança e evolução. Por que isso é importante?

Rick Hanson, autor dos livros “Hardwiring Happiness” e “Buddha’s Brain”, argumenta que, quando não há um eu consistente, significa que não temos de levar tudo para o lado pessoal. Isto é, os nossos pensamentos internos são apenas pensamentos e não nos definem. Os eventos externos são apenas os eventos externos e não estão acontecendo conosco pessoalmente. Ou, como diz a professora de budismo e meditação Tara Brach em seu blog pessoal, nossos pensamentos são “reais, mas não são verdadeiros”.

Há uma tremenda libertação em não nos identificarmos com uma ideia estabelecida de quem nós somos. É assim que podemos crescer e mudar, com a ajuda da neuroplasticidade – a capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal e quando sujeito a novas experiências. Assim também há esperança de que possamos superar nossos vícios ou maus hábitos (de mente e corpo), porque se não estamos presos às crenças autolimitantes inerentes a um eu consistente, podemos nos tornarmos quem nós queremos ser, no momento em que queremos.

Enquanto a ciência e o pensamento oriental continuam trocando figurinhas, pode haver mais estudos apoiando pensamentos de 2.600 anos de idade. Mas é preciso manter a cabeça aberta. Como bem lembrou Dalai Lama no livro “Buddhism and Science: Breaking New Ground”, “Suponha que algo está definitivamente comprovado através da investigação científica. Suponhamos que esse fato é incompatível com a teoria budista. Não há dúvida de que devemos aceitar o resultado da pesquisa científica”.

Ouvir uma postura pró-ciência de um líder religioso é um alívio para muitos. No final das contas, parece que o budismo e neurociência têm objetivos semelhantes: descobrir o que é essa coisa que chamamos de mente e como podemos usá-la para nos tornarmos um pouco mais felizes.

Big Think, Quartz

A ALMA É UM COMPUTADOR QUÂNTICO CONECTADO AO UNIVERSO


Em uma tentativa de inserir na ciência os conceitos de  alma e “consciência”, os cientistas Stuart Hameroff (diretor do Centro de Estudos da Consciência na Universidade do Arizona, EUA) e Sir Roger Penrose (físico matemático da Universidade de Oxford, Inglaterra) criaram a teoria quântica da consciência, segundo a qual a alma estaria contida em pequenas estruturas (microtúbulos) no interior das células cerebrais.
 
Eles argumentam que nossa “consciência” não seria fruto da simples interação entre neurônios, mas sim resultado de efeitos quânticos gravitacionais sobre esses microtúbulos – teoria da “redução objetiva orquestrada”. Indo mais longe: a alma seria “parte do universo” e a morte, um “retorno” a ele (conceitos similares aos do Budismo e do Hinduísmo).
 
A alma e a mecânica quântica
De acordo com Hameroff, experiências de quase morte estariam relacionadas com essa natureza da alma e da consciência: quando o coração para de bater e o sangue deixa de circular, os microtúbulos perdem seu estado quântico. “A informação quântica contida neles não é destruída, não pode ser; apenas se distribui e se dissipa pelo universo”.
 
Se o paciente é trazido da beira da morte, essa informação volta aos microtúbulos. “Se o paciente morre, é possível que a informação quântica possa existir fora do corpo, talvez de modo indefinido, como uma alma”, acrescenta.
 
Embora a teoria ainda seja considerada bastante controversa na comunidade científica, Hameroff acredita que os avanços no estudo da física quântica estão começando a validá-la: tem sido demonstrado que efeitos quânticos interferem em fenômenos biológicos, como a fotossíntese e a navegação de pássaros.
 
Vale ressaltar que Hameroff e Penrose desenvolveram sua teoria com base no método científico de experimentação e em estudos feitos por outros cientistas, ao contrário do que ocorrem em casos de “pseudociência” em que simplesmente se acrescenta a física quântica como “ingrediente legitimador” de teorias sem fundo científico. Basta aguardar para ver se outros experimentos e estudos validam as descobertas da dupla.
 
Confira um vídeo sobre a pesquisa de Hameroff e Penrose (conteúdo em inglês): https://youtu.be/MG3YkbRFjuc
 

Daily Mail UK

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A CIÊNCIA DO ENCONTRO COM A MENTE

Em 2007, Wallace iniciou o Projeto Shamatha, o maior estudo científico dos efeitos da prática intensiva de meditação em atenção e regulação emocional e seus correlatos neurais”

“Vinte cabanas alimentadas com energia solar, cada uma com tudo que é necessário, cozinhas funcionais e jardins orgânicos privados, espalhadas ao longo de uma linda área verde”, diz B. Alan Wallace com brilho no olho, como se fosse uma criança animada falando de um novo brinquedo. Não, não se trata de um lindo espaço recreacional em meio à natureza, e sim do que Wallace vê como um observatório contemporâneo em que a ciência encontra a mente. E se a mágica da motivação correta e da aspiração pura funcionarem, sua visão pode se concretizar em breve – não tão diferente de cerca de 40 anos atrás, quando Wallace escreveu em seu caderno “Que eu conheça um homem velho e sábio” e acabou se tornando um dos maiores estudantes ocidentais de Sua Santidade Dalai Lama.

Alan Wallace, erudito do Budismo, professor de meditação, palestrante e autor, está em uma cruzada para liberar as ciências das lentes limitadoras do pensamento reducionista e materialista, partindo para uma exploração do mundo a um nível experimental e intersubjetivo ainda mais profundo. “Na ciência da física tivemos duas grandes revoluções – Galileu, e depois Planck e Einstein. Mas as ciências da mente estagnaram-se por todo século passado em termos de contemplação da natureza da consciência e do problema da mente-corpo, como um vagão encalhado na lama. Não me oponho às ciências. O problema é que há uma aceitação superficial da parte de muitos cientistas, de que toda a realidade consiste integralmente daquilo que é físico, mensurável em espaço e tempo, ou em matéria e energia e suas propriedades derivadas. Eles simplesmente não contemplam a possibilidade de ocorrer algo fora da esfera física. Aplicado à consciência e existência humana, o materialismo científico não consegue ir além do aspecto físico”.

Tal como o psicólogo americano William James, que ele cita frequentemente, Wallace desafia a equação da mente-cérebro com paixão, até com impaciência. “Os materialistas asseguram que o mundo afora corresponde apenas àquilo que os cientistas podem medir. Todos fenômenos mentais, nossos pensamentos, emoções e imaginação são reduzidos puramente a ondas cerebrais ou atividades neurais. Não há lógica em simplesmente concluir da correlação mente-cérebro que a mente é o cérebro e reificar todas nossas experiências como sendo físicas ou materiais. Onde está a evidência? Isto é como uma crença religiosa, ausente de embasamento sólido ou de evidência empírica.

Pelo contrário, Wallace vê muitas evidências para derrubar o mito mente = cérebro, assim como o famoso caso de Pam Reynolds, que desconcertou a comunidade científica com seus relatos de experiências de quase-morte. Mas não é preciso ir tão longe. “Tomemos por exemplo o amarelo que vejo nestas flores. A luz incide no objeto e é transmitida até que as ondas de luz cheguem à retina. Um impulso é enviado ao cérebro, que processa o sinal e eu tenho a percepção das flores amarelas.  Mas o amarelo que vejo não existe nem na forma de impulsos elétricos, nem na de algum objeto físico específico, nem mesmo das flores, que consistem de átomos e moléculas incolores.

O que pode ser medido fisicamente é inteiramente diferente da natureza da experiência em si. Onde está o amarelo? Mesmo se abrirmos um crânio, tudo o que veremos é matéria cinzenta. O amarelo das flores está apenas em minha experiência”.

Tendo trabalhado com iogues altamente realizados no Himalaia e meditantes de longa data de muitas tradições, este devoto estudante do Dalai Lama está convicto de que a meditação proporciona uma ponte entre ciência e religião e oferece insights inestimáveis sobre a natureza da consciência. No entanto, ele reconhece que uma abordagem científica é necessária para que os resultados de quaisquer descobertas possam ser universalmente aceitos. “Neste mundo moderno, para qualquer descoberta ter alguma credibilidade fora de seu próprio grupo, você deve trazer a ciência. Não é uma verdade apenas budista ou uma verdade cristã. Se é verdade, é verdade”.

Alan Wallace vê a colaboração entre contemplativos e cientistas como o caminho a seguir. “Estou muito feliz em colaborar com os cientistas e não assumir que temos todas as respostas. A ciência tem muito conhecimento de áreas que o budismo não têm, como a psicologia infantil e o estudo sofisticado do cérebro, que é muito importante. A tradição budista é uma tradição muito antiga, com uma enorme quantidade de insight, e a ciência moderna é uma disciplina mais jovem que tem muito mais conhecimento do mundo físico, mas não da natureza da consciência ou do problema mente-corpo. Portanto, este é realmente o ponto de colaboração, com respeito e abertura mútua “.

Em 2003, Wallace fundou o Instituto Santa Barbara para Estudos da Consciência, sendo pioneiro em pesquisas sobre a natureza da mente. Durante os últimos 12 anos, o instituto já trabalhou com cientistas, psicólogos, filósofos e contemplativos através de seminários, palestras e retiros longos para investigar a realidade da consciência. Em 2007, Wallace iniciou o Projeto Shamatha, o maior estudo científico dos efeitos da prática intensiva de meditação em atenção e regulação emocional e seus correlatos neurais. “Tivemos um bom grupo de cientistas de mente aberta o suficiente para assumir o desafio, não para debater questões filosóficas ou a natureza da mente, mas para assumir uma abordagem muito mais pragmática. Durante três meses, tivemos 70 pessoas em retiros residenciais intensivos, e tivemos dois laboratórios de última geração fazendo exames de EEG, exames de sangue, questionários, etc. Eles produziram um grande número de medidas e uma enorme quantidade de dados”. Vários trabalhos científicos foram publicados com base neste projeto, e o trabalho ainda está em curso.

No verdadeiro espírito de investigação budista, Wallace convida todos a experimentar a mente em primeira pessoa em seu estado natural. “Ehipassiko, venha e veja! Você não pode entender a mente sem olhar para dentro”, diz ele enquanto ele orienta os alunos em retiro para examinar a consciência dos pensamentos, o espaço da consciência, e a consciência da consciência. Apesar de suas profundas raízes budistas, ele é rápido em apontar que esta abordagem contemplativa não se limita ao budismo, mas é encontrada em muitos outros ensinamentos ancestrais, como o cristianismo antigo, no hinduísmo, taoísmo e sufismo. Ao enfatizar o não-sectarismo, Wallace vê uma base em comum entre todas as fés para compreender e aprender uns com os outros e, talvez, agir como catalisador para uma verdadeira renascença da investigação contemplativa sem dogmatismo.

Além do aspecto científico e religioso, quais são as implicações práticas de tudo isso? “Aquilo que me oponho é a ignorância e a delusão, que são as raízes do sofrimento no budismo. Aquilo que realmente promovo é uma abordagem imparcial para entender a natureza da mente, da felicidade genuína, e das verdadeiras causas do sofrimento. O desenvolvimento simbiótico da ciência e da tecnologia ao longo dos últimos 400 anos tem contribuído enormemente para o hedônico, prazer e felicidade derivados de estímulos externos. Vivemos em uma época de consumismo insaciável. Imagine se todos os sete bilhões de pessoas no mundo de hoje tentarem satisfazer seus desejos, desta forma, querendo mais e mais de tudo. Este hedonismo e indulgência obsessiva estão drenando os recursos do mundo e consumindo o próprio mundo, levando a guerras, conflitos, crimes e violência, estresse mental e depressão. Embora seja importante satisfazer as nossas necessidades hedônicas, precisamos enfatizar a eudemonia, a felicidade que não depende de quaisquer estímulos externos, mas nasce de um profundo senso de bem-estar e calma interior. Esta paz interior pode ser alcançada através do cultivo da mente e no desenvolvimento do equilíbrio emocional com as qualidades de bondade amorosa, compaixão, alegria empática e equanimidade”.

No começo de um curso sobre o cultivo de equilíbrio emocional, uma senhora de cerca de cinquenta anos de cabelos grisalhos, professora em uma vizinhança precária de Oakland por 30 anos e com o cansaço expresso no rosto, comentou com desânimo: “Estou contando os dias para me aposentar”. No entanto, ao final do curso de oito semanas sua atitude e visão de vida de alguma forma se transformaram: “Quero continuar a ensinar e ver que a cada ano posso fazer meu trabalho o mais significante possível”, disse ela entusiasmada. Para Alan Wallace isso faz toda a diferença, e dá significado àquilo que dedica a cumprir em sua vida enquanto segue no caminho do bodhisattva.

Shuyin
Publicado originalmente em inglês no Buddhistdoor Global
Traduzido por Lucas de Lima (Jigme Norphel) e Luís Oliveira

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

DEPENDÊNCIA DIGITAL CORRÓI A MEMÓRIA HUMANA

Dependência digital “corrói” a memória humana, diz estudo
Um novo estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, afirmou que o excesso de confiança na utilização de computadores e motores de busca está enfraquecendo as memórias das pessoas.
Ou seja, o senso comum acabou de ganhar respaldo científico: usar computadores em vez de memorizar informações está nos deixando esquecidos.
 
Por exemplo, no estudo, muitos adultos que ainda podiam recordar os números de telefone da sua infância não conseguiam lembrar o número do seu trabalho atual ou o número do telefone de membros da família,
 
A pesquisa
Os hábitos de memória de 6.000 adultos no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo foram analisados.
 
Mais de um terço recorria primeiro a computadores para recordar informações – especialmente no Reino Unido, onde mais de metade das pessoas pesquisavam online em busca de uma resposta primeiro.
 
O estudo sugere que depender de um computador desta forma tem um impacto a longo prazo no desenvolvimento de memórias, porque tais informações podem muitas vezes ser imediatamente esquecidas.
 
Cérebro não exercitado
“Nosso cérebro parece reforçar uma memória cada vez que lembramos dela, e ao mesmo tempo esquecer memórias irrelevantes que estão nos distraindo”, disse a autora do estudo, Maria Wimber.
 
  • Posts do Facebook são mais memoráveis que livros e rostos

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    O processo de recordar a informação é “uma maneira muito eficiente de criar uma memória permanente”, segundo a pesquisadora. “Em contraste, repetir passivamente informações, como repetidamente pesquisá-las na internet, não cria um traço de memória com duração sólida da mesma forma”.
     
    Memória humana? Não lembro
    Entre os adultos pesquisados no Reino Unido, 45% conseguiam lembrar o número de telefone da casa onde moraram aos 10 anos de idade, enquanto somente 29% conseguiam se lembrar dos números de telefone de seus próprios filhos, e 43% conseguiam lembrar o número do seu local de trabalho atual.
     
    A capacidade de lembrar o número de um parceiro romântico foi menor no Reino Unido do que em qualquer outro país europeu. 51% dos entrevistados no Reino Unido sabiam o número de telefone do seu parceiro, por exemplo, em comparação com quase 80% na Itália.
     
    Falsa sensação de segurança
    As pessoas se acostumaram a usar dispositivos tecnológicos como uma “extensão” do seu próprio cérebro. Logo, tem havido uma ascensão do que pode ser chamada de “amnésia digital”, em que as pessoas não se importam em esquecer informações importantes na crença de que tais informações podem ser imediatamente recuperadas em um dispositivo digital.
     
    Além do armazenamento de informações factuais, há uma tendência de manter memórias pessoais em formato digital também, como fotografias de momentos importantes. Se elas só existirem em um smartphone, há o risco de extingui-las se o dispositivo for perdido ou roubado, coisa que muitos não parecem levar em conta.
     
    BBC

    MOLÉCULAS SE TRANSFORMANDO EM MEMÓRIA


    Pesquisadores da Universidade Yeshiva (Nova York, EUA) realizaram um feito inédito: acompanharam moléculas viajando em tempo real nos neurônios vivos de ratos para estudar como o cérebro cria memórias.
     
    O esforço para descobrir como os neurônios criam memórias há muito tempo enfrenta um grande obstáculo: neurônios são extremamente sensíveis a qualquer tipo de interrupção. Para analisá-los profundamente sem prejudicá-los, os pesquisadores “etiquetaram” com fluorescência todas as moléculas do RNA mensageiro (mRNA) que codificam proteínas beta-actina – uma proteína estrutural essencial encontrada em grandes quantidades nos neurônios e considerada chave no processo de memorização.
     
    “É digno de nota que fomos capazes de desenvolver este rato sem ter que usar um gene artificial ou outras intervenções que poderiam ter interrompido seus neurônios e questionado nossos resultados”, disse Robert Singer, autor sênior do estudo e professor e copresidente do departamento de anatomia e biologia estrutural do Colégio de Medicina Albert Einstein da Universidade Yeshiva. Os animais permaneceram saudáveis e capazes de se reproduzir.
     
    Na pesquisa descrita em dois artigos publicados na revista Science, os pesquisadores estimularam neurônios do hipocampo de ratos, onde as memórias são feitas e armazenadas, e depois assistiram moléculas fluorescentes se formarem nos núcleos de neurônios e viajarem dentro dos dendritos, ramificações dos neurônios.
     
    Eles descobriram que o mRNA em neurônios é regulado por meio de um processo descrito como “mascaramento” e “desmascaramento”, que permite que a proteína beta-actina seja sintetizada em horários, quantidades e locais específicos.
     
    Os neurônios se unem nas sinapses, onde “espinhas dendríticas” agarraram umas às outras, assim como os dedos de uma mão podem se entrelaçar com os da outra. Evidências indicam que a estimulação neural repetida aumenta a resistência dessas ligações sinápticas, alterando a forma destes “dedos”.
     
    A proteína beta-actina parece fortalecer essas conexões sinápticas, alterando a forma das espinhas dendríticas. Os cientistas pensam que as memórias são codificadas quando conexões sinápticas estáveis de longa duração entre os neurônios entram em contato umas com as outras.
     
    O estudo
    O primeiro artigo descreve o trabalho de Hye Yoon Park, estudante de pós-doutorado no laboratório do Dr. Singer que passou três anos desenvolvendo os mRNA fluorescentes.
     
    Ela estimulou neurônios do hipocampo de ratos e observou moléculas recém-formadas dentro de 10 a 15 minutos, indicando que a estimulação do nervo tinha causado transcrição rápida do gene da beta-actina. Outras observações sugeriram que estas moléculas continuamente montavam-se e desmontavam-se em partículas grandes e pequenas, respectivamente. Estas partículas de mRNA foram vistas viajando para seus destinos em dendritos onde a proteína beta-actina seria sintetizada.
     
    No segundo artigo, a estudante do mesmo laboratório Adina Buxbaum mostrou que os neurônios podem ser únicos na sua maneira de controlar a síntese da proteína beta-actina. Ela estimulou neurônios do hipocampo de ratos e observou moléculas recém-formadas dentro de 10 a 15 minutos, indicando que a estimulação do nervo tinha causado transcrição rápida do gene da beta-actina. Outras observações sugeriram que estas moléculas continuamente montavam-se e desmontavam-se em partículas grandes e pequenas, respectivamente. Estas partículas de mRNA foram vistas viajando para seus destinos em dendritos onde a proteína beta-actina seria sintetizada.
     
    No segundo artigo, a estudante do mesmo laboratório Adina Buxbaum mostrou que os neurônios podem ser únicos na sua maneira de controlar a síntese da proteína beta-actina.
     
    Os neurônios precisam controlar seu mRNA para que ele crie proteína beta-actina apenas em certas regiões na base das espinhas dendríticas. A pesquisa de Buxbaum revelou o mecanismo pelo qual os neurônios lidam com este desafio.
     
    Ela descobriu que, logo que moléculas de mRNA de beta-actina se formam no núcleo de neurônios do hipocampo e viajam para o citoplasma, os mRNAs são embalados em grânulos e assim tornam-se inacessíveis para a produção de proteína. A estudante então percebeu que estimular o neurônio fez com que esses grânulos desmoronassem, e moléculas de mRNA ficassem “desmascaradas” e disponíveis para a síntese de proteína beta-actina.
     
    Mas essa observação levantou uma questão: como é que os neurônios evitam que mRNAs recém-liberados façam mais proteína beta-actina do que é desejável?
    A disponibilidade de mRNA em neurônios é um fenômeno transitório. Após as moléculas de mRNA produzirem proteína por alguns minutos, elas se “reembalam” e voltar a ser “mascaradas”.
     
    Estes resultados sugerem que os neurônios têm desenvolvido uma estratégia engenhosa para controlar como as proteínas de memória fazem o seu trabalho.
     
    “Esta observação de que os neurônios ativam seletivamente a síntese de proteínas e, em seguida, a desligam se encaixa perfeitamente com a forma como pensamos que as memórias são feitas”, disse Singer. “A estimulação frequente do neurônio torna o mRNA disponível em explosões controladas, fazendo com que a proteína beta-actina se acumule precisamente onde é necessária para fortalecer a sinapse”.
     
    MedicalXpress