segunda-feira, 11 de julho de 2016

ALIMENTOS  LEITE MATERNO
CRIANÇA SOBREVIVEU A QUEDA DO TERCEIRO ANDAR DE UM PRÉDIO
EVOLUÇÃO DA CRIANÇA SEGUNDO A ANTROPOSOFIA
TERMOS DE SUA MISSÃO
PRINCÍPIOS DA PEDAGOGIA WALDORF
SETE GRANDES REGRAS PARA O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

TERMOS DE SUA MISSÃO

CRIANÇA SOBREVIVEU A QUEDA DO TERCEIRO ANDAR DE UM PRÉDIO

Após queda, criança tenta engatinhar e é amparada por mototaxista; assista.
UPA que atendeu a criança afirma que ela sofreu escoriações leves.
Uma criança de um ano caiu do terceiro andar de um prédio no Centro de Fortaleza nesta sexta-feira (15) e sobreviveu tendo apenas ferimentos leves. A menina foi levada pela mãe para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Cristo Redentor, onde passou por exames e recebeu alta.
Após o bebê receber alta, a mãe da criança falou ao G1 atribuiu a sobrevivência da filha a um milgare
 
De acordo com informações repassadas pela unidade, a criança foi atendida na manhã desta sexta-feira com escoriações.
 
Testemunhas afirmam que, antes de cair no chão, a criança esbarrou na fiação elétrica, o que pode ter amortecido a queda.
 

Uma câmara de segurança registrou o momento do acidente. Segundos após cair, a criança se mexe, tenta engatinhar e é amparada por um mototaxista que passava pela rua. Em seguida, chega a mãe da menina, que a leva a unidade de saúde.

G1

TERMOS DE SUA MISSÃO

Você receberá um corpo
Goste ou não, mas ele será seu durante todo este ciclo.

Você aprenderá lições
Você entrará em uma escola informal chamada vida. Cada dia nesta escola você terá a oportunidade de aprender lições. Você poderá gostar das lições ou achá-las irrelevantes até mesmo estúpidas.

Não existem erros, apenas aprendizados.
Crescimento é um progresso de tentativa e erro. Experimentação. Os experimentos “falhos” desempenham um papel tão importante quanto os experimentos que dão certo.

A lição é repetida até que seja aprendida.
A lição será apresentada a você de diversas formas diferentes até que você aprenda, então você poderá seguir para a próxima lição.

As lições não acabam.
Não há uma parte da vida em que não há lições. Se está vivo, existem lições a serem aprendidas.

“Lá” não é melhor do que “aqui”.
Quando seu “lá” se tornar “aqui”, você imediatamente verá outro “lá” que, novamente, parecerá melhor do que “aqui”.

Os outros são apenas espelhos de você.
Você não poderá amar ou odiar algo sobre alguém a não ser que este algo reflita um elemento que ame ou odeie em você mesmo.

O que você faz da sua visa depende de você.
Você receberá todas as ferramentas e recursos que precisa para as suas lições, o que fará com estes é sua escolha.

As respostas estão dentro de você.
As respostas para as provas da vida estão dentro de você. Tudo que precisa fazer é procurar, prestar atenção e acreditar.

Você poderá pensar que “consegue” ou que “não consegue”, em ambos os casos você estará correto.

www.antroposofy.com.br/forum/termos-de-sua-missao

A FORMA INCRÍVEL PELA QUAL O LEITE MATERNO FUNCIONA

Os estudiosos ainda estão tentando entender exatamente como esse líquido mágico funciona.
Ninguém discute o valor nutricional do leite materno. É um fato dado que ele possui tudo que seu bebê precisa nos primeiros anos de vida. Nem água é necessário dar a um recém-nascido, visto que o leite materno hidrata.
•Açúcar no leite materno forma uma camada protetora no intestino do bebê
No entanto, a amamentação é mais do que um alimento: pode ser um medicamento potente e um poderoso meio de comunicação entre as mães e seus bebês.
 
Como, pergunta você? Ao que tudo indica, o sistema imunológico do bebê de fato conversa com o da mãe através dos mamilos.
Nada disso é de espantar, visto que as mulheres têm desenvolvido esse sistema por 300 milhões de anos.
 
Troca de saliva
 Sabia que seu leite lentamente se personaliza às necessidades do seu bebê, “recalibrando” sua composição para levar em conta sua idade e até mesmo a temperatura exterior (em um clima mais quente, adiciona mais água para hidratar o bebê de forma mais eficaz, por exemplo)?
 
É, o leite materno é algo muito complexo. A matéria de Angela Garbes no site The Stranger ajuda a entendermos um pouco melhor como ele age. Garbes entrevistou Katie Hinde, bióloga evolucionista que possui um blog sobre amamentação.
De acordo com Hinde, quando um bebê mama no peito da sua mãe, um “vácuo” é criado. Dentro desse vácuo, a saliva do bebê é sugada pelo mamilo da mãe, onde os receptores em sua glândula mamária leem seus sinais.
 
A saliva contém informações sobre o estado imunológico do bebê. Tudo o que os cientistas sabem sobre a fisiologia indica que essa troca de saliva é uma das coisas que o leite materno usa para ajustar sua composição imunológica. Se os receptores da glândula mamária detectam a presença de patógenos, eles obrigam o corpo da mãe a produzir anticorpos para combatê-lo, e esses anticorpos viajam através do leite materno de volta para o corpo do bebê, protegendo-o, por exemplo, de infecções.
Como você pode imaginar, por esta e muitas outras razões, o leite materno de grande interesse para os cientistas em áreas como microbiologia e química dos alimentos.

 Quando entendemos a forma como a amamentação funciona, todos os seus benefícios ficam ainda mais evidentes. Já que seus componentes nutricionais e imunológicos mudam todos os dias de acordo com as necessidades específicas individuais da criança, não é de admirar que seja atribuído ao leite materno todo o tipo de vantagens, incluindo um QI mais alto e menor taxa de obesidade. 

Gizmodo
hypescience.com/o-leite-materno-e-incrivel

PARACELSO SETE GRANDES REGRAS PARA O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL


Paracelso
Que não seja de outro, quem pode ser dono de si mesmo.
Tua alma é um templo que jamais deve ser profanada pelo ódio.
Todos os grandes seres se deixaram guiar por essa suave voz interior.

“Se durante alguns meses se observarem rigorosamente as prescrições que se dão a seguir,verás operar na tua vida uma MUDANÇA TÃO FAVORÁVEL, que jamais as abandonarás. Mas para que obtenhas o êxito desejado, é necessário, isso sim que adaptes a tua vida à estrita observação destas regras. São simples e fáceis de seguir, mas é preciso segui-las com perseverança muito firme. Não achas que a felicidade vale bem algum esforço? Se não és capaz de seguir estas regras tão fáceis, com que direito te podes queixar dos teus fracassos? Que custaria fazer uma experiência? São regras ensinadas pelas mais Antigas Sabedorias e existe nelas mais TRANSCENDÊNCIA do que a sua simplicidade te leva a supor.”
 
Melhorar a saúde
Para isso deve-se respirar, com a maior frequência possível profunda e ritmicamente, enchendo bem os pulmões; ar livre ou assomando-se a uma janela. Beber diariamente, em pequenos sorvos, dois litros de água, comer muitas frutas; mastigar os alimentos do modo mais perfeito possível, evitar álcool, o tabaco e os medicamentos, excepto se por um motivo grave esteja submetido a algum tratamento.
 
Afastar toda a ideia de pessimismo, rancor, ódio, tédio ou tristeza
 Fugir como da peste de todas as ocasiões de lidar com pessoas maldizentes, viciadas, ruins, bisbilhoteiras, indolentes, mexeriqueiras, vaidosas, ordinárias e inferiores por natural baixeza intelectual ou pelos tópicos sensualistas que constituem a base dos seus discursos ou ocupações.
 
A observância desta regra é de importância decisiva: trata-se de mudar a contextura espiritual da tua ALMA. É o único meio de mudar o teu destino, pois isto depende dos nossos atos e pensamentos… O AZAR NÃO EXISTE.
 
Faz todo o bem possível
Auxilia todos sempre que possas, mas jamais tenhas debilidades por nenhuma pessoa. Deves cuidar das tuas próprias energias e fugir de todo o sentimentalismo.
 
É necessário esquecer todas as ofensas
 Mais ainda, esforça-te por pensar bem do teu maior inimigo: a tua alma é um templo que não deve ser profanado pelo ódio.
 
Deves recolher-te todos os dias aonde ninguém possa perturbar-te
Nem que seja por meia hora, sentar-te o mais comodamente possível e NÃO PENSAR EM NADA Isto fortifica energicamente o cérebro e o espirito por-te-às em contacto com boas influências.
 
Nesse estado de recolhimento e silêncio costumam ocorrer-nos ideias luminosas, susceptíveis de mudar toda uma existência. Com o tempo todos os problemas que se apresentam serão resolvidos vitoriosamente pois uma voz interior te guiará em tais instantes de silêncio, a sós com a tua consciência. Esse é o DAIMON de que falava Sócrates. Todos os grandes espíritos deixaram-se guiar por essa suave voz interior. Mas não a encontrarás assim de imediato, tens que preparar-te durante algum tempo, destruir as sobrepostas capas dos velhos hábitos, pensamentos e erros que pesam sobre o teu espirito, que é divino e perfeito em si, mas impotente por causa do imperfeito do veiculo que lhe ofereces hoje para se manifestar. A carne é fraca.
 
Deves guardar silêncio absoluto de todos os assuntos pessoais
Abster-te como se tivesses feito juramento solene, de referir aos outros, por mais íntimos que sejam, tudo quanto pensas, ouças, saibas, suspeitas, aprendas ou descubras. Durante muito tempo pelo menos, deve ser como CASA MURADA ou JARDIM FECHADO: é regra de suma importância.

Nunca temas aos homens nem te inspire sobressalto o dia de amanhã
Mantém a tua alma forte e limpa e tudo te correrá bem. Nunca te julgues só, nem débil, porque há atrás de ti poderosos exércitos, que não concebes nem em sonhos. Se elevas o teu espírito, não existirá mal que te possa tocar.
 
O único inimigo a quem deves temer é a TI MESMO. O medo e a desconfiança do futuro são mãe funesta de todos os fracassos, atraem as más influências e com elas o desastre. Se estudares atentamente as pessoas de “boa sorte”, verás que instintivamente observam grande parte das regras antecedentes; muitas das que obtêm riquezas, o mais certo é que não são de todo boas pessoas, no sentido justo, mas possuem muitas das virtudes que acima se mencionam.
 
Por outro lado, a riqueza não é sinónimo de felicidade: pode ser um dos fatores que a ela conduz, pelo poder que nos dá para exercer grandes obras nobres, mas a felicidade mais duradoura só se consegue por outros caminhos, lá onde não impera o antigo SATÁN da lenda, cujo verdadeiro nome é o EGOÍSMO. Nunca te queixes de nada. Domina os teus sentidos e foge tanto da modéstia como da vaidade, porque são funestas para o êxito. A modéstia retirar-te-á forças e a vaidade é tão nociva, que é como se disséssemos pecado mortal contra o Espírito Santo. Muitos grandes espíritos caíram despenhados dos mais elevados cumes por causa da vaidade, devendo a ela a sua queda muito possivelmente Júlio César, aquele homem extraordinário que se chamou Napoleão e outros.
 

EVOLUÇÃO DA CRIANÇA SEGUNDO A ANTROPOSOFIA

A criança, meio inconsciente e sonhadora, está entregue às influências do ambiente. Tudo a permeia. O ideal seria deixar a criança pequena entregue à sua fantasia, num mundo harmonioso, sem distúrbios. Durante os primeiros três anos a criança aprende mais do que em qualquer outra época da vida: o andar ereto, o falar e o pensar são três vitórias básicas sobre o animal. Com elas, a criança torna-se homem. Durante essas três conquistas, e durante todo o resto da evolução, pais ou outros adultos devem sempre estar presentes para dar uma mão, tão firme quanto carinhosa. De dentro para fora, deverá desabrochar uma vida anímica baseada principalmente no corpo, na vida orgânica e seus ritmos.  A disciplina e a regularidade são base para toda a sua vida futura e constituem uma poderosa ajuda para o fortalecimento de sua confiança e o desenvolvimento de uma criança segura de si.

Em fins do século passado o grande biólogo Ernst Haeckel formulou sua genial lei bio-genética fundamental: “Em sua evolução embrionária, todo animal percorre, sucessivamente, estados correspondentes aos graus de evolução que os animais inferiores percorreram, na história das espécies, até chegarem a ele”. Essa lei pode ser aplicada, de certa maneira, à evolução da criança: ela também repete, de maneira concentrada, as várias fases da evolução anímico-espiritual do gênero humano.
 
Antes de examinar as etapas da evolução da criança, lembremo-nos de alguns fatos importantes:
 
A personalidade não nasce com o nascimento! O eu de um recém-nascido é tão velho como o de qualquer outra pessoa. Na presente encarnação, porém, ele ainda não permeou os diversos envoltórios terrenos.
No decorrer da vida, o eu procura realizar-se, a si e ao seu carma. Pais e educadores devem ajudá-lo nessa tarefa.
Daí a grande responsabilidade de quem lida com crianças. Não se pode criar uma personalidade, um eu! Mas pode-se favorecer ou dificultar o seu desabrochar correto.
Muito do que é aprendido na vida infantil, e esquecido depois, reaparece mais tarde, sob forma de faculdades adquiridas. A lei da metamorfose domina a evolução da criança.
Rudolf Steiner ensina que a vida humana é caracterizada por ciclos de 7 anos, marcados pela predominância de determinada configuração anímico espiritual.
Sem investigar o porquê desses ciclos, estudaremos rapidamente os três primeiros.
 
Ao nascer, o corpo físico está “acabado”. Existem e funcionam todos os órgãos (menos os da reprodução). Mas o corpo etérico ainda está, durante os primeiros sete anos, intimamente ligado ao corpo físico, ao qual consolida, estrutura e dota de funcionamento certo: a criança se fixa pouco a pouco na alimentação dos adultos, ergue-se, aprende a mover-se no espaço, aprende a falar; finalmente, o aparecimento da segunda dentição marca a época em que essa tarefa plasmadora do corpo etérico chega a um certo fim, libertando-o em parte para outras funções. Poderíamos, pois, dizer que o nascimento de um corpo etérico autônomo apenas ocorre aproximadamente aos 7 anos, na idade em que a criança está pronta para entrar na escola.
 
Quem conhece a existência de um corpo etérico, e mais ainda, quem admite o seu intenso desenvolvimento durante os primeiros 7 anos de vida, (o corpo físico foi construído durante os 9 meses de gravidez) não estranha que esse corpo precise de “alimentação” adequada. Em outras palavras: para se desenvolver harmoniosamente, o corpo etérico deve receber certos impulsos; em caso de falta destes, ou quando são prejudiciais, o corpo etérico não desenvolve harmoniosamente suas forças e funções.
 
Quais são esses alimentos úteis?
 
Em primeiro lugar, tudo o que constitui um ritmo. A regularidade da vida cotidiana (horas certas para se levantar, comer, deitar-se) e a repetição de certos atos (passeios, oração para agradecer o alimento que recebe, ouvir sempre uma história antes de dormir) constituem uma poderosa ajuda para o fortalecimento do corpo etérico, dando à criança uma confiante segurança.
 
Depois, a criança deve ter a possibilidade de dar vazão à sua fantasia criadora. De dentro para fora, deverá desabrochar uma vida anímica baseada principalmente no corpo, na vida orgânica e seus ritmos. Contos de fadas devem animar a imaginação; brinquedos simples devem deixar lugar à fantasia. Nada de trens elétricos, de brinquedos mecânicos, de bonecas de matéria plástica, caricaturas horríveis de seres humanos. Todos esses brinquedos matam a imaginação da criança e desfiguram seus instintos plasmadores e sadios. Nada também de formas geométricas, de jogos de matéria plástica que deturpam o sentido táctil da criança. Materiais naturais, pedaços de madeira, trapos, pedras, conchas, plantas, areia, lápis de cera, eis os companheiros ideais, com os quais a criança pequena, cheia de imaginação, constrói o “seu” mundo.
 
Nessa idade, mais do que em qualquer outra, a criança, meio inconsciente e sonhadora, está entregue às influências do ambiente. Tudo a permeia. Como o seu organismo tão delicado sofre com discussões em voz alta entre seus pais, com o ruído do rádio, com as irradiações da TV, com o barulho e o nervosismo da nossa vida citadina, e com as mudanças bruscas de ambiente!
 
O ideal seria deixar a criança pequena entregue à sua fantasia, num mundo harmonioso, sem distúrbios. Nessa idade a criança não é acessível a conceitos de moral e a regras abstratas de comportamento. Ela vive imitando o seu ambiente, em geral de maneira inconsciente. Muitas vezes, a semelhança de uma criança com seus pais ou avós não é congênita, mas adquirida pela imitarão de gestos e expressões. O exemplo dos pais e irmãos educa, e não os gritos e preceitos lógicos.
 
Durante os primeiros três anos a criança aprende mais do que em qualquer outra época da vida: o andar ereto, o falar e o pensar são três vitórias básicas sobre o animal. Com elas, a criança torna-se homem. Durante essas três conquistas, e durante todo o resto da evolução, pais ou outros adultos devem sempre estar presentes para dar uma mão, tão firme quanto carinhosa. A pequena criança deve ser guiada! Nada mais errado do que deixá-la sempre “livre”. A disciplina e a regularidade são alimentos da sua organização etérica, base de toda a sua vida futura.
 
Se as crianças já aparentam, muitas vezes, um caráter bem pronunciado, elas não possuem ainda, salvo erros da educação, manifestações tipicamente intelectuais e conscientes. A criança pequena naturalmente possui um eu, mas ainda sem autoconsciência. Ela vive entregue ao mundo exterior que a permeia. Até a idade de três anos, ela nem emprega as palavras “eu” ou “você”: chama a si própria pelo seu nome (“Maria quer comer”), e somente a partir dessa idade nascem os primeiros vestígios da memória permanente: o adulto, em geral, não tem reminiscências de fatos anteriores à idade de três anos.
 
Qualquer despertar artificial e prematuro das faculdades sentimentais e mentais prejudica a evolução harmoniosa da criança. Ela chegará sozinha ao grau de desenvolvimento que constitui o fim desse primeiro período de 7 anos e que se manifesta por vários sinais: ela se alonga, seus dentes definitivos aparecem, ela muda de aspecto e tudo indica que está, com o segundo período de 7 anos, ingressando na maturidade escolar.
 
O segundo período, que se estende dos sete aos catorze anos, é caracterizado pelo desenvolvimento intensivo do corpo astral, que passa a ser o elemento predominante, até o seu turbulento “nascimento” definitivo, no momento do reboliço da puberdade. A astralidade toma, então, posse do corpo físico.
 
Durante essa fase – que corresponde à idade escolar – é principalmente o corpo astral que deve ser “alimentado” de maneira sadia, como o corpo etérico o foi durante a época anterior. Os sentimentos se formam e precisam de impulsos apropriados. Os sentidos, de simples órgãos sensitivos, passam a ser “antenas” de uma alma: a criança começa a adorar música, pintura; ela compartilha dos sofrimentos e das virtudes dos heróis das suas leituras; em uma palavra, a alma e a vida anímica passam ao primeiro plano.
 
Nessa idade a criança desenvolve seus dons artísticos. Ao mesmo tempo, o corpo etérico, liberto das suas tarefas do primeiro setênio, torna-se instrumento poderoso do pensar e da memória. Ainda seria prematuro qualquer intelectualismo (que pressupõe o poder de abstração do eu), mas acoplado à vida sentimental, o pensamento se torna capaz de grandes esforços deverá ser desenvolvido na escola de maneira adequada.
 
Entre os “alimentos” do corpo astral figuram ideais, exemplos de figuras com sentimentos nobres e empolgantes. Os grandes heróis dos mitos e da história fecundam a imaginação e o idealismo, as vivências artísticas elevam a alma e o corpo inteiro, com a sua intensa reserva de forças, quer ser o instrumento de impulsos volitivos (esporte), estéticos (dança, mímica), etc. A imaginação e a fantasia sentimental se projetam para fora, e nunca, mais tarde de, as crianças saberão interpretar com tanto fervor, em peças teatrais ou pequenas encenações de vivências próprias.
 
Os perigos, nessa idade, são múltiplos, mas o maior é a fixação do idealismo e da fantasia em figuras de valor duvidoso. Daí o efeito nefasto das estórias em quadrinhos, da idolatria de bandidos. Horrível também é a influência dos meios modernos de divulgação, com seu baixíssimo nível moral, intelectual e artístico: TV, rádio, revistas, etc. Os crimes que se cometem contra a criança nessa idade têm efeitos incalculáveis e definitivos.
 
Nessa idade, dos 7 aos 14 anos, a personalidade já se afirma mais. Não se limitando a imitar, a deixar-se permear, a criança quer agora idealizar, respeitar, venerar. A autoridade baseada no afeto, no amor, é a melhor relação pedagógica nessa idade, e o professor deve respeitar o eu dos seus alunos, que se vai afirmando cada vez mais, e ao mesmo tempo procurar corresponder ao seu idealismo ainda meio inconsciente.
 
No terceiro período, dos 14 aos 21 anos, a parte que se desenvolve é o eu. Tendo alcançado sua plena maturidade, o indivíduo é considerado civil e penalmente responsável; passa a ser um membro aprovado da coletividade.
 
Com a evolução do eu, nasce a consciência da própria personalidade e, com ela, um sentimento de alienação e de separação dos outros. O indivíduo começa a ter uma vida íntima própria. O adolescente faz poesias, a mocinha escreve um diário íntimo. Depois da crise da puberdade, a vida sentimental, salvo influências negativas de fora, se sublima. O jovem começa a “amar”. Ao mesmo tempo, seu idealismo se dirige para objetos mais elevados, mais abstratos: discussões filosóficas e metafísicas, ideais políticos e sociais, enchem-Ihe o espírito.
 
Nessa altura suas faculdades mentais estão plenamente desenvolvidas.
 
Sem perigo de prejuízos, o pedagogo pode e até deve recorrer ao poder de abstração do seu aluno. Do mundo da alma, o jovem passa ao mundo do espírito. Dúvidas e problemas religiosos o atormentam; ele começa a criticar tudo. Uma educação bem dirigida não impedirá esse desejo de criticar, mas procurará evitar o cinismo e a negatividade, dando ênfase à necessidade de sempre respeitar o outro, de nunca esquecer a própria responsabilidade moral e social.
 
O término dos estudos escolares e universitários marca o fim desse terceiro setênio. O homem é agora maduro para poder tomar o seu destino em suas próprias mãos. Mas, até o dia da sua morte, deveria conservar este apanágio de um verdadeiro jovem: saber aprender e corrigir suas próprias ideias.
 
Rudolf Lanz
www.antroposofy.com.br/forum/a-evolucao-da-crianca-segundo-a-antroposofia/

PRINCÍPIOS DA PEDAGOGIA WALDORF


A Pedagogia Waldorf concebe o homem como uma unidade harmônica físico-anímico-espiritual e sobre esse princípio fundamenta toda a prática educativa. A partir de uma visão antropológica, a Pedagogia Waldorf abrange todas as dimensões humanas, que estão em íntima relação com o mundo, explica e fundamenta o desenvolvimento dos seres humanos segundo princípios gerais evolutivos que compreendem etapas de sete anos, denominadas setênios.
 
Cabe ao educador Waldorf, que deve buscar uma profunda compreensão antropológica e pedagógica do processo evolutivo do ser humano, criar o ambiente que atenda às necessidades da criança. Na pedagogia Waldorf, o papel do educador infantil é visto como de extrema importância e até mesmo decisivo para toda a vida do indivíduo. A primeira fase da vida é o fundamento, o primeiro degrau sobre o qual se edifica todo o desenvolvimento futuro. Isto requer uma ampla formação do educador infantil em todos os âmbitos.

 A Pedagogia Waldorf concebe o homem como uma unidade harmônica físico-anímico-espiritual e sobre esse princípio fundamenta toda a prática educativa.
 
A partir de uma visão antropológica, a Pedagogia Waldorf abrange todas as dimensões humanas, que estão em íntima relação com o mundo, explica e fundamenta o desenvolvimento dos seres humanos segundo princípios gerais evolutivos que compreendem etapas de sete anos, denominadas setênios.
 
Cada setênio apresenta momentos claramente diferenciáveis, nos quais surgem ou despertam interesses, perguntas latentes e necessidades concretas.
 
No primeiro setênio (zero a sete anos), a criança emprega todas as suas energias para o desenvolvimento de seu físico. Ela manifesta toda sua volição através de intensa atividade corporal.
 
Essa atividade, que desencadeia a formação do físico, metamorfoseia-se em maior ou menor capacidade de atuar com liberdade na vida adulta, no âmbito cultural-intelectual.
 
Nesta fase a criança tem uma grande abertura em relação ao mundo. Ela acolhe sem resistência anímica tudo o que lhe advém do ambiente em redor, entregando-se ao mundo com CONFIANÇA ilimitada. Vive num estado de ingenuidade paradisíaca, num mundo em que o bem e o mal se confundem indistintamente.
 
Na criança, todos os órgãos de percepção sensória estão abertos e, a partir de uma intensa atividade em seu interior, ela responde com a repetição dos estímulos vindos do ambiente exterior, a IMITAÇÃO. Essa imitação é a grande força que a criança de primeiro setênio tem disponível para a aprendizagem, inclusive a do falar, do fazer, do adequado ou impróprio no comportamento humano. E é por meio da imitação mais sutil que ela gera, ainda sem consciência, o fundamento da sua moralidade futura.
 
Nesse período a criança tem muitos amigos. Está aberta a novos contatos, porém as amizades ainda são bastante superficiais, não atingindo efetivamente o outro; são muito mais destinadas a trazer o outro para o seu próprio mundo e brincar.
 
Durante esse primeiro setênio, a relação mais importante com o mundo exterior transcorre de fora para dentro. Todavia, as experiências adquiridas ainda não são centralizadas no eu, ou seja, no centro de sua consciência.
 
A Pedagogia Waldorf transcende a mera transmissão de conhecimento e se converte em sustentação do desenvolvimento integral do educando, cuidando que tudo o que se faça tenha como meta a transformação de sua vontade e o cultivo de sua sensibilidade e intelecto. Desse modo, procura-se estabelecer uma relação harmônica entre desenvolvimento e aprendizagem, fazendo confluir a dinâmica interna da pessoa com a ação pedagógica direta, ou seja, integrando os processos de desenvolvimento individual com a aprendizagem da experiência humana culturalmente organizada.
 
A Pedagogia Waldorf dá especial atenção para que no ensino se encontrem entretecidos pontos de vista científicos e estético-artísticos com os aspectos relativos ao respeito profundo e à admiração ante o mundo.
 
Aprofundando-se nos estudos antropológicos e ampliando-os, Rudolf Steiner compreendeu que os fundamentos para a realização dos ideais humanos de convivência moral-social baseados na liberdade com responsabilidade, fraternidade, respeito mútuo, consciência plena de igualdade de direitos e deveres, desenvolvem-se na criança e no jovem através do cultivo da admiração e da veneração, os quais só podem se dar através de uma religiosidade livre e verdadeira. Respeitando todas as religiões, foi no cristianismo que Rudolf Steiner encontrou caminho para essa religiosidade. Assim, as Escolas Waldorf têm sua pedagogia permeada por valores cristãos livres de qualquer instituição confessional.
 
 “Educar para o futuro” significa encarar, a partir da própria organização escolar, os principais desafios que a atualidade nos propõe.
 
A seguir se explica como a Escola Waldorf busca respostas às problemáticas fundamentais da sociedade atual, com base nos conhecimentos antroposóficos, desde a Educação Infantil.
 
Na Pedagogia Waldorf, é dada uma importância fundamental à educação no primeiro setênio por se tratar da fase da vida na qual é desenvolvida a organização do corpo físico, o veículo que o indivíduo irá usar como meio e instrumento para a concretização de sua missão na Terra. A educação visa proporcionar um corpo são para uma mente sã.
 
Fatos importantes para o desenvolvimento da organização do corpo físico é o meio ambiente de onde vêm os estímulos para a formação dos órgãos sensoriais e o ambiente anímico-espiritual (psicológico) que influenciará mais a formação dos órgãos internos. A saúde do indivíduo para toda sua vida depende, em grande parte, das pré-disposições implantadas nessa fase, em que todas as forças vitais estão empenhadas na formação do organismo corpóreo.
 
Até aproximadamente os três anos de idade, o cérebro, centro nervoso, está em franco desenvolvimento, cheio de vitalidade, sendo moldado conforme os estímulos vindos do ambiente e pelas experiências corporais que fazem uso da motricidade. As experiências vividas inicialmente em nível corpóreo ficarão gravadas no cérebro e poderão ser usadas posteriormente como base para o pensar. A criança que pôde desenvolver corretamente sua habilidade corpórea natural tem uma boa pré-disposição para um pensar vivo e ativo, posteriormente.
 
Durante seu desenvolvimento, nos três primeiros anos de vida, quando por meio de um grande empenho, a criança conquista o andar ereto, o falar e inicia o processo de pensar, é a fase do aprendizado mais importante da vida. Trata-se das três capacidades intrínsecas do homem que o distinguem do animal. O acompanhamento correto desse processo é a base para a elaboração educacional para berçários e maternais. Quanto menos interferências houver nesses processos, acelerando-os ou deixando de criar condições propícias, tanto melhor para a criança.
 
Outro momento importante entre os dois ou três anos de idade, é quando a criança diz “eu” para si. Antes ela se sentia uma com o mundo, não se distinguia dele; agora, ela se vivencia separada dele, deparando-se inclusive com o “tu” e com as outras pessoas. Antes era egocêntrica, egoísta por natureza; agora, ela vai despertando para o convívio social. A teimosia típica dessa idade deve ser compreendida como uma medição de forças para o conhecimento das capacidades do eu próprio.
 
A maturidade da criança para ingressar no jardim da infância, onde vai ter que aprender a conviver socialmente, mostra-se à medida que ela sabe lidar com o “tu”, em torno dos três a quatro anos de idade. Também é o momento em que as primeiras características do pensar se ampliam, mostrando uma grande mobilidade de pensamentos que podem se unir arbitrariamente, nem sempre fieis à realidade exterior: chama-se fantasia infantil. Muda todo o mundo de brincar da criança, que é influenciado intensamente pela imitação e pela fantasia. No ambiente corpóreo se apresenta uma crescente capacidade no uso dos braços e das mãos como também um domínio no uso da respiração.
 
Ao redor dos cinco anos de idade, ocorre uma nova mudança de comportamento da criança. As brincadeiras se tornam mais ordenadas, numa imitação fiel da realidade vivida pela criança. As perguntas muitas vezes têm um cunho “filosófico” e também aparece a capacidade de compreender o ontem, o hoje e o amanhã, significando um novo passo no despertar do pensamento.
 
No âmbito corpóreo, as crianças de cinco e seis anos mostram maior habilidade no uso de pernas e pés. As habilidades corpóreas vão se desenvolvendo da cabeça aos pés, repetindo o processo formativo do feto e o processo do nascimento. No final do primeiro setênio, a criança já deve ter colocado seus pés firmemente no chão, quando ela encarnou na sua própria corporalidade e agora está pronta para o aprendizado no Ensino Fundamental.
 
Como a criança de primeiro setênio ainda não desenvolveu, por natureza, sua capacidade de raciocínio, o educador não pode apelar para uma compreensão. Ele terá que apelar a um elemento nato, ou seja, a imitação. A criança aprende a se adequar aos apelos do mundo por meio da imitação das pessoas e das ocorrências do seu redor. O educador é um exemplo que deve ser digno de ser imitado. Ele faz parte do meio ambiente formador da criança. Na educação infantil, o educador deve apelar para a imitação e para a fantasia, ajudando a criança de primeiro setênio a adaptar-se à realidade do mundo.
 
No jardim de infância são agrupadas crianças de quatro a seis anos, porque o ambiente e as atividades desenvolvidas atendem a todas as idades, uma vez que a proposta da pedagogia Waldorf para o primeiro setênio é criar um ambiente propício para a formação, e não uma pré-escola com informações ou ensino formal. O jardim de infância, como o maternal, é o prolongamento do lar e não uma “ante-sala” do ensino escolar. Assim como numa família onde irmãos de idades diferentes educam-se mutuamente, também as crianças de jardim de infância, em grupos de idades mistas, têm essa mesma oportunidade.
 
No primeiro setênio, o desenvolvimento está centrado principalmente na organização corpórea e sendo influenciado intensamente pelos estímulos do ambiente no qual a criança vive, a atenção que o educador deve dar à formação dos órgãos sensoriais é indiscutível. São os sentidos que trazem as mensagens do próprio corpo e ajudam a criança a fazer uso dessa corporalidade para ir se adaptando ao mundo. O educador Waldorf dá muita importância à qualidade dos fenômenos e objetos que justamente vão influenciar a formação e o funcionamento dos órgãos dos sentidos.
 
Todo processo vivo de aprendizagem deverá necessariamente respeitar e fomentar um ritmo adequado. A pedagogia Waldorf considera fundamental a alternância sadia e equilibrada entre concentração e expansão, entre atividade intelectual e prática, entre esforço e descanso, entre recordação e esquecimento. Assim se planeja o mais cuidadosamente possível, a partir desse ponto de vista, tanto na prática educativa anual, mensal, semanal e diária, como também cada uma das horas de aula, a fim de conseguir o ritmo adequado às fases de compreensão, assimilação e produção da aprendizagem.
 
Isso requer estruturas flexíveis e móveis que integrem tempos, durações e ritmos multiformes, ou seja, um novo significado do tempo. Em educação, isso exige uma organização dinâmica que se adapte aos conteúdos, às práticas pedagógicas e ao aluno.
 
A criança vivencia o ciclo anual de uma forma direta, pois o perfaz com todo seu ser, como se fizesse parte da natureza. Neste contexto, as festas anuais podem ser compreendidas mais conscientemente, cada uma de acordo com as suas características.
 
Nas escolas Waldorf, as festas do ano seguem o calendário cristão. Delas são extraídos os verdadeiros conteúdos e transformados para as crianças em imagens retiradas da natureza.
 
Também é comemorado o aniversário de cada criança, e neste dia, além da festa, todo o ritmo é voltado para esse evento.
 
O valor do brincar para o desenvolvimento sadio da criança é cientificamente comprovado e é a preocupação de muitos educadores. Na pedagogia Waldorf ele tem valor preponderante, principalmente na educação da criança de primeiro setênio. O brincar livre, não dirigido ou proposto, é visto como o maior e o melhor estimulador para um desenvolvimento que esteja de acordo com a maturidade etária e as capacidades individuais de cada criança. O impulso natural interior da criança para aprender a se tornar humana, para adaptar-se e se adequar ao ambiente, encontra evasão no brincar livre. Ela procura a atividade lúdica que melhor corresponde às suas necessidades evolutivas momentâneas, seguindo inconscientemente e instintivamente os estímulos provenientes de uma sabedoria corpórea. Faz parte da natureza da criança querer sempre se superar, tornando-se cada vez mais capaz no domínio de sua própria corporalidade e na interação com o mundo.
 
Os educadores têm a tarefa de criar o ambiente e as condições para o processo auto-educativo da criança no brincar livre. Sua primeira preocupação é criar um ambiente propício para o desenvolvimento dos órgãos dos sentidos, que irão se formar de acordo com as qualidades dos estímulos. Não é o excesso de estímulos que irá proporcionar uma organização sensória capaz de perceber as sutilezas do mundo, justamente aquelas que mais enriquecem a vida interior. O excesso de impressões e estímulos não permite que a criança tenha tempo para se ligar ao percebido; ela irá desenvolver o hábito para a superficialidade e terá dificuldades para a concentração. Cada objeto em sala de aula deve ter seu valor para que as crianças possam criar vínculo com os mesmos. Estas são qualidades importantes a serem desenvolvidas em nossa época em que quase tudo é descartável e, portanto, desprezível. Os objetos e os brinquedos devem ser de materiais naturais, duradouros e bonitos esteticamente, já que irão influenciar a formação dos órgãos dos sentidos e, indiretamente, despertar o amor e o respeito pela natureza.
 
Os objetos com os quais as crianças brincam não devem ter um acabamento pormenorizado, réplicas fiéis dos objetos usados pelos adultos. Eles devem despertar a fantasia infantil que lhes dará o “acabamento personalizado”, de acordo com as necessidades solicitadas pela imaginação.
 
Além dos brinquedos estruturados usuais como bonecas de pano, carros de madeira, etc, dá-se muita importância, na Pedagogia Waldorf, ao oferecimento de objetos rústicos naturais, tais como a natureza oferece, como pinhas, sementes de vários tamanhos, tocos de madeira de vários tamanhos e formas, conchas, pedras, raízes e tudo que possa estimular a fantasia da criança, que logo encontrará uma “utilidade” para eles. Também são oferecidos instrumentos musicais bem afinados e de percussão como metalofone, xilofone, triângulos, sinos, etc.
 
Dentre as atividades desenvolvidas no jardim de infância Waldorf, cabe destacar alguns pontos que demonstram, na prática, a proposta pedagógica em foco.
 
O tema utilizado nas rodas rítmicas (cirandas e dramatizações) é inspirado na natureza, na vida. A professora vai pesquisar os movimentos que expressam coerentemente cada imagem, cada ação que ela quer trazer às crianças.
 
Com relação ao desenho, devemos lembrar que a criança do primeiro setênio não deve aprender a desenhar de forma dirigida. Devemos incentivar o desenho livre como uma atividade diária, sendo que o lápis ideal para ser usado é o lápis de cera ou outros que tenham a superfície corante bem larga.
 
O mesmo se dá no que diz respeito à música, pois cabe aos educadores discernir que características a música levada à criança deve ter, pois essa música deve ir de encontro ao estágio de desenvolvimento em que a crinça se encontra.
 
E assim, nas demais atividades propostas, também procura-se atender as reais necessidades físicas, psíquicas e espirituais de cada criança, proporcionando um ambiente adequado ao grupo como um todo e a cada uma em sua individualidade.
 
Na pedagogia Waldorf não se pretende contribuir para a aceleração do desenvolvimento da criança. Temos hoje na sociedade, de modo geral, a tendência a estimular o aprendizado causando uma precocidade infantil.
 
Uma das questões fundamentais da educação é como lidar com essa aceleração do desenvolvimento da criança. Será que, de fato, a solução consiste na antecipação dos conteúdos de ensino? Ou as crianças estão esperando outra solução para suas necessidades? Na pedagogia Waldorf não se vê a aceleração ou a antecipação como solução. A solução está na real compreensão fisiológica e psicológica do desenvolvimento da criança, e a partir dessa compreensão profunda, criar um ambiente de situações propícias para o aprendizado das crianças de uma determinada faixa etária. A aceleração e o adiantamento do ensino formal, já no primeiro setênio, não permitem o amadurecimento das vivências e experiências. Esse procedimento favorece o acúmulo de informações e ajuda a criar o hábito da superficialidade, ao exigir sempre mais novidades, mas sem o aprofundamento de nenhuma.
 
A criança passa por fases de desenvolvimento e cada uma delas é um passo no despertar da consciência.
 
Na pedagogia Waldorf, procura-se propiciar que a criança experimente amplamente as possibilidades que seu processo de amadurecimento lhe proporciona. A criança deve usufruir com muita alegria a repetição de cada nova conquista no seu caminho de adaptação e conhecimento do mundo. Entende-se que a qualidade sempre tem mais valor do que a quantidade.
 
Cabe ao educador Waldorf. que deve buscar uma profunda compreensão antropológica e pedagógica do processo evolutivo do ser humano, criar o ambiente que atenda às necessidades da criança.
 
Na pedagogia Waldorf, o papel do educador infantil é visto como de extrema importância e até mesmo decisivo para toda a vida do indivíduo. A primeira fase da vida é o fundamento, o primeiro degrau sobre o qual se edifica todo o desenvolvimento futuro. Isto requer uma ampla formação do educador infantil em todos os âmbitos.
 
Como a educação da criança do primeiro setênio apela essencialmente para a imitação, o educador, como exemplo, deve ter a capacidade para uma autêntica auto-crítica e força de vontade para a auto-educação.
 
O educador tem de ter uma boa capacidade de observação tanto para observar o processo evolutivo das crianças, como também para observar as manifestações da natureza. Sua função é justamente a de ajudar as crianças a se familiarizarem e se adaptarem às condições da vida na Terra, e ajudá-las a conhecer o mundo no qual irão atuar futuramente. Com a incapacidade da criança de compreender racionalmente os fenômenos do mundo, o educador terá que usar a linguagem compreendida nessa faixa etária: a linguagem dos gestos, dos movimentos vivenciados na natureza. A linguagem falada ou cantada é mais um acompanhamento dos gestos que caracterizam a natureza, e proporciona maior vivência e aprendizado da própria língua, do vocabulário e a imitação correta dos fonemas. O educador deve ter uma voz agradável para falar e afinada para cantar. Também é importante ter uma dicção clara e bem formulada para o contato constante com as crianças e para contar-lhes histórias e contos de fadas.
 
O educador deve ter bom senso rítmico e conhecer a atuação dos ritmos falados, cantados e musicais sobre a índole da criança.
 
Apesar de as crianças de jardim e infância não fazerem tantos trabalhos manuais dirigidos, é importante que o educador seja habilidoso manual e corporeamente para todos os afazeres do dia a dia em sala de aula, pois estes serão imitados pelas crianças em seu brincar livre.
 
Dentre esses afazeres, consta o preparo do lanche de cada dia, que é feito pela professora na presença das crianças e com a colaboração das mais velhas e/ou interessadas em participar deste momento que, na Pedagogia Waldorf, é visto como uma importante atividade.
 
Procura-se sempre preparar e oferecer alimentos naturais, selecionados de acordo com orientações antroposóficas a respeito da alimentação das crianças. Produtos como frutas, legumes, cereais integrais, mel (evita-se o uso do açúcar branco) entre outros fazem parte do cardápio, que também tem um ritmo que se repete a cada semana. Neste aspecto o educador deveria refletir e, se preciso for, rever sua própria alimentação, pois a criança assimila mais e melhor aquilo que sente ser verdadeiro na vida da professora.
 
Um bom educador estará sempre preocupado com sua auto-educação. O verdadeiro interesse e preocupação do adulto em melhor conhecer e servir cada criança, fará com que desenvolva a capacidade interior de tecer um elo de investigação invisível com cada criança do seu grupo.
 
Também faz parte da auto-educação o constante estudo de aprofundamento das bases da Pedagogia Waldorf, assim como na Antroposofia, filosofia que a norteia. Além do estudo individual, o educador procura participar de grupos de estudos, encontros regionais de jardineiras (assim são chamadas as professoras do jardim de infância Waldorf) e congressos específicos que tratam da faixa etária em questão, tanto no Brasil como no exterior.
 
Os educadores devem trabalhar em conjunto com as famílias, pois as escolas Waldorf têm como meta básica fazer com que os pais acompanhem de perto o desenvolvimento de seus filhos. Escola e família trabalham conscientemente para a formação harmoniosa das crianças. Para isso, desde o momento da matrícula, a escola deverá deixar bem claro aos pais qual é a proposta pedagógica. Os pais, então, de posse desse material, poderão refletir e tomar uma decisão consciente sobre a futura educação de seus filhos, participando assim, ativamente, desse processo.
 
Pais serão chamados para conversas particulares sobre o andamento de seus filhos na escola e, ainda em respeito ao espírito de convivência entre a escola e a família, os professores deverão, pelo menos uma vez por ano, visitar seus alunos em suas casas.
 
A escola promoverá também passeios visando o entrosamento e a convivência social harmônica.
 
Festas escolares, normalmente relacionadas às épocas do ano, devem ser prestigiadas pelos pais, assim como o evento do Bazar.
 
O Bazar é fruto da organização e trabalho efetivo realizado, ao longo do ano, pelas famílias. Trabalhos de marcenaria, confecção de brinquedos, encadernação de livros, artesanato e pintura são executados pelos pais e expostos para toda a comunidade, revelando às nossas crianças a grande potencialidade humana.
 
Grupos de estudos sobre a Pedagogia Waldorf e desenvolvimento infantil serão oferecidos aos pais para que escola e família caminhem juntas no processo de educação da criança.
 
A pedagogia Waldorf estuda cada criança, individualmente, buscando suprir suas necessidades. Trabalha com o grupo de classe, fornecendo o alimento anímico à sua etapa de desenvolvimento e ainda orienta os pais para que participem ativamente do desenvolvimento e formação de seus filhos, construindo uma comunidade viva, forte e muito mais feliz.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS 22.05.2016

CÂMARA MIRIM 2016 ABRE AS INSCRIÇÕES

Câmara Mirim 2016 abre as inscrições 
 Evento ocorrerá nos dias 20 e 21 de outubro

Atenção crianças matriculadas do 5º ao 9º ano: vocês têm alguma ideia legal para melhorar o Brasil? Então vocês não podem deixar de se inscrever para o Câmara Mirim 2016.
Mas o que é Câmara Mirim?
O Câmara Mirim acontece todos os anos, promovido pelo Plenarinho, portal infantil da Câmara dos Deputados. As crianças enviam projetos de lei sobre assuntos de seu interesse. Os autores dos três melhores projetos vêm à Brasília em outubro para defender sua proposta em comissão e no Plenário da Câmara dos Deputados. Cerca de 350 crianças e adolescentes, trazidos por suas escolas e câmaras mirins municipais, viram deputados e deputadas por dois dias, discutindo e votando os projetos na Câmara. 
No dia 20 de outubro, os projetos serão discutidos em três comissões. No dia seguinte, crianças e adolescentes tomarão conta do Plenário Ulysses Guimarães, ocupando a Mesa Diretora, a tribuna, tendo voz, vez e voto, igualzinho ao trabalho dos deputados.
Como fazer a inscrição de projetos de lei?
Se você estuda do 5º ao 9º ano, pense numa ideia bem interessante que pode transformar o Brasil. Você pode inscrever sua proposta, clicando aqui.  O prazo final para envio é até o dia 1º de julho. No dia 5 de agosto, o Plenarinho vai divulgar o resultado com os três melhores projetos. 
As inscrições de projetos também podem ser feitas pelos Correios, em documento a ser enviado para:
Plenarinho – Câmara Mirim
Palácio do Congresso Nacional – Câmara dos Deputados
Ed. Anexo I, 16º andar, sala 1609
Praça dos Três Poderes
Brasília/DF – CEP: 70160-900
Inscrição de escolas e câmaras mirins municipais
Professores e coordenadores de câmaras mirins municipais que queiram trazer seus alunos e vereadores mirins para serem deputados, devem fazer a inscrição até 1º de julho, escrevendo uma justificativa que explique por que é importante trazer suas crianças para o Câmara Mirim. São seis vagas para escolas e dez para vereadores mirins. Cada escola tem o direito de trazer até 40 alunos e as câmaras mirins podem trazer até 10 vereadores cada.
Havendo número de interessados maior que o de vagas, o texto usado como justificativa na inscrição será critério de avaliação. É bom salientar que escolas e câmaras mirins municipais devem arcar com suas próprias despesas. Nos dois dias do Câmara Mirim, será oferecido um lanche às crianças participantes e seus acompanhantes.
- Professor, clique aqui para se inscrever.
- Coordenador de câmara mirim municipal, clique aqui.
Dúvidas? Mande um e-mail pra nós: camaramirim@camara.leg.br
Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura Plenarinho - Câmara dos Deputados.
08/04/2016 – 10h24

GERAÇÃO POLÍTICA PLENARINHO VEREADORES MIRINS ESTUDANTES E PROFESSORES


No dia a dia da Câmara dos Deputados, leis - que influenciam diretamente nossas vidas - são votadas. É na Câmara que as principais discussões relacionadas a temas como economia, educação, agricultura, habitação, saúde, outros assuntos de interesse nacional entram em pauta e se transformam em leis.

Mas política, por mais sério que seja, não é assunto apenas para adultos. E é exatamente por isso que
a Câmara dos Deputados desenvolve, há 10 anos, o programa Plenarinho. Trata-se de uma ação educativa que visa aproximar as crianças desse universo político. A ação simula atividades legislativas, estimulando que crianças enviem projetos e participem da votação na Câmara, em Brasília (DF), nos dias 22 e 23 de outubro de 2015.

As inscrições para o Plenarinho estão abertas e há três formas de participar:
- inscrição de projetos de leis individuais;
- inscrição de escolas (feita pelos professores);
- inscrições de Câmaras Mirins Municipais.

Para a
inscrição individual, os alunos devem cursar do 5º ao 9º anos do ensino fundamental, de escolas públicas e privadas. Os projetos de lei devem abordar temas relacionados à Educação, Cultura, Saúde, Segurança, Meio Ambiente ou Transporte. Sem limite de número de projetos por aluno, a restrição é que cada um seja de autoria de uma única criança.

Os projetos são analisados por uma comissão de consultores e os seis melhores selecionados para votação das crianças nas câmaras municipais mirins.
 Os autores dos três projetos mais votados são convidados para defender seus projetos em sessão especial da Câmara, em Brasília, reunindo crianças de todo o país para votação de projetos de lei, podendo ser aprovados e desenvolvidos.


Para inscrição de escolas, os professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental devem enviar projetos pedagógicos desenvolvendo atividades ligadas à democracia, representação, respeito à decisão da maioria, importância das leis ou como elas são feitas e seu impacto na vida das pessoas.

Já as
inscrições para participação dos vereadores mirins no projeto Câmara Mirim devem ser feitas pelas Câmaras Municipais, iniciativa do município que visa incluir as crianças nas atividades das Câmaras, para o desenvolvimento da consciência política e educação cidadã. Os vereadores mirins se reúnem regularmente na Câmara Municipal para discutir problemas da comunidade e formular propostas para tentar resolvê-los. Dez Câmaras serão selecionadas e cada uma pode levar até dez vereadores mirins para a sessão, em Brasília.

Para se inscrever, acompanhar a seleção e mais informações, acesse o
Portal Plenarinho.

SERVIÇO
Inscrição de projetos pedagógicos (professores)
Data: até 30/04

Confira o regulamento

Inscrição para Câmaras Mirins Municipais
Data: até 15/05

Confira o regulamento

Inscrição de projetos de lei (para estudantes)
Datas: pelo correio até 22/06 e pela internet até 30/06
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Confira o regulamento