sábado, 26 de junho de 2010

O BUDA E O DEVA

O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte "duelo":

O Deva: - Qual é a espada mais cortante?

Ao que Buda respondeu:
- A palavra raivosa é a espada mais cortante.

- Qual é o maior veneno?
- A inveja é o mais mortal veneno.

- Qual é o fogo mais ardente?
- A luxúria.

- Qual é a noite mais escura?
- A ignorância.

- Quem obtém a maior recompensa?
- Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.

- Quem sofre a maior perda?
- Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.

- Qual é a armadura mais impenetrável?
- A paciência.

- Qual é a melhor arma?
- A sabedoria.

- Qual é o ladrão mais perigoso?
- Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.

- Qual o tesouro mais precioso?
- A virtude.

- Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?
- Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.

- O que atrai?
- O bem atrai.

- O que repugna?
- O mal repugna.

- Qual é a dor mais terrível?
- A má conduta.

- Qual é a maior felicidade?
- A libertação.

- O que ocasiona a ruína no mundo?
- A ignorância.

- O que destrói a amizade?
- A inveja e o egoísmo.

- Qual é a febre mais aguda?
- O ódio.

- Qual é o melhor médico?
- O Buda.

O Deva então faz sua última pergunta: -
O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?

Buda respondeu:
- O benefício das boas ações.

Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.

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SABEDORIA TIBETANA

Himalaia
Discipulo ajoelhado diante do Mestre

"Em 1986, tinha conquistado tudo o que imaginei ser possível para me tornar feliz. Mas eu vivia frustrado, perguntava-me se a vida era só uma coletânea de momentos. Como sempre fui muito religioso, não acreditava que o Criador fosse capaz de me mandar para essa viagem por tão pouco... ... ... Assim, decidi ir para o Oriente conversar com os mestres e saber o que eles pensavam
a respeito da felicidade. Fui para o Nepal, mais exatamente para o mosteiro budista nos arredores de Katmandu. Chegar àquele lugar já foi uma epopéia...

Um amigo havia me indicado um mestre que vivia ali. Instalei-me em um hotel e saí à procura do mosteiro. Na portaria, a pessoa que me atendeu disse que ele iria me receber às 9 horas da manhã seguinte.

Naquela noite praticamente não dormi. Fiquei excitado com a possibilidade de me ser revelado o segredo da felicidade. Saí ainda de madrugada do hotel, na esperança de o mestre estar disponível e poder conversar mais cedo comigo. Fiquei esperando até que, por volta de 9 horas, uma mulher que falava inglês com sotaque francês entrou na sala.

Imaginei que me levaria ao mestre. Acompanhou-me até uma sala, estendeu uma almofada e pediu para que me sentasse a sua frente. Era uma moça morena, jovem, muito bonita, a quem pedi: - Quero falar com o mestre.

Ela então me respondeu:
- Eu sou o mestre.

Não consegui esconder meu desapontamento e raciocinei: 'Viagei tanto para chegar até aqui e conversar com um mestre de verdade, e me aparece uma mestra francesa! Todo mundo procura um mestre velhinho, oriental, com longas barbas. Não uma mulher jovem e bonita, que nem nasceu no Oriente!'

Resolvi insistir: 
- Você não entendeu direito, quero falar com o mestre.

E novamente ela me erspondeu: 
- Eu sou o mestre.

Então pensei: 'Vou fazer uma pergunta bem difícil para que ela se sinta embaraçada e me leve ao mestre de verdade'.

- O que é budismo?
- perguntei.

Tranqüilamente, ela me respondeu: 
- A base do budismo é o fato de que todo ser humano sofre.

Pensei comigo mesmo: 'Não é possível. Saio da cultura ocidental, que prega o sofrimento como base da purificação e da sabedoria, e aqui ouço que a base do budismo é o sofrimento?' Não satisfeito, resolvi fazer uma pergunta ainda mais difícil para que ela não soubesse a resposta e me levasse ao verdadeiro mestre:

- E por que os seres humanos sofrem? 
- Porque são ignorantes - ela respondeu.

Pensei: 'Bem, se são ignorantes, deve haver alguma coisa que não saibam e que talvez seja a resposta para o que estou procurando'.

- E qual é o conhecimento que nos falta? - arrisquei.
- O que precisamos ter é a compreensão de que as coisas na nossa vida são dinâmicas e fluidas. Quando o ser humano está feliz bloqueia a felicidade, pois deseja a eternidade para esse momento. Torna-se rígido, com medo de que o prazer acabe. Quando está infeliz, julga que o sofrimento não terá fim, mergulha na sombra, e assim amplia sua dor.

A mestra continuou:
- Como as ondas do mar, a vida é dinâmica. É tão certa a subida quanto a descida. Cada momento tem sua beleza. No prazer nós nos expandimos e na dor nos contraímos. Um movimento é complementar ao outro. Saber apreciar a alegria e a dor constitui a base da felicidade. Você não pode ser feliz somente quando tem prazer, pois perderá o maior aprendizado da existência. Você deve descobrir um jeito de ser feliz na experiência dolorida porque ela carrega a oportunidade de desenvolvimento.

À medida que a mestra falava, meu queixo caía. Como ela tinha atingido tanta sabedoria? Por que eu não havia chegado antes àquelas conclusões? Será que, finalmente, iria conhecer o segredo da felicidade?

E ela continuava a me ensinar:
- Não desfrute somente o sol, aprecie também a lua. Não desfrute somente a calmaria, aproveite a tempestade. Tudo isso enriquece a existência. A vida não acontece somente dentro de uma casa, de uma cidade, de um país: ela tem de ser experimentada dentro do universo. A felicidade é um jeito de viver, é uma conduta, é uma maneira de estar agradecido ao sol, à lua, a quem lhe estende a mão e também a quem o abandona, pois certamente nesse abandono está a possibilidade de você descobrir a força que existe em seu interior. A felicidade não é o que as pessoas têm, mas o que elas fazem com isso. Por esse motivo há pessoas que, apesar de ter bens materiais, de ser bem relacionadas, com filhos saudáveis, ainda assim se sentem angustiadas e deprimidas.

Encantado com suas palavras, consegui apenas balbuciar antes de sair:
- Obrigado, mestra!

No caminho de volta, fiquei pensando: 'A felicidade não é o que acontece na vida, mas como nós elaboramos esses acontecimentos. A diferença entre o sábio e o ignorante é que o primeiro sabe aproveitar suas dificuldades para evoluir, enquanto o segundo se sente vítima de seus problemas.

A felicidade é uma experiência ligada à sabedoria.Qualquer estúpido pode ser infeliz. Não é necessário alguém especial para ver problemas em qualquer coisa, a qualquer hora. Aliás, há pessoas que não desperdiçam uma oportunidade de sofrer. Mas saber transformar pequenos acontecimentos em fonte de alegria é habilidade de poucos.

Quando o discípulo está preparado, o mestre sempre aparece - seja como uma mulher francesa, seja na forma do pai, de um colega de trabalho, de um animal de estimação, de uma criança caminhando na relva.

Isso acontece quando se está aberto a todas as lições da vida, e é a forma de se graduar na escola da existência. 

Site Saint Germain

OS ANTIGOS SEGREDOS DA FONTE DA JUVENTUDE

http://www.youtube.com/watch?v=eceH74LwmVo


Um espanhol, chamado Ponce de Leon, tentou achar esta fonte na Flórida, mas não conseguiu. Um inglês, apelidado de Coronel Bradford, descobriu os segredos desta fonte em um mosteiro do Tibet: ele saiu velho, quando foi para esse mosteiro, e voltou um jovem. Os segredos divulgados por Bradford estão relatados em um pequeno livro [73 páginas], chamado "A Fonte da Juventude", escrito pelo norte-americano Peter Kelder e publicado, no Brasil, pela Editora Best Seller. Vou fazer, abaixo, um resumo dos pontos importantes desse livro.
A fonte da juventude está dentro de cada um de nós e pode ser colocada em funcionamento excelente através de cinco tipos de exercícios, chamados de cinco ritos. Iremos apresentá-los logo a seguir. Antes, porém, vamos apresentar algumas informações que servem de base para o entendimento teórico desse assunto.

O corpo humano possui sete centros principais de energia, correspondentes às sete glândulas endócrinas, e os hormônios produzidos por essas glândulas regulam todas as nossas funções corporais. Recentes pesquisas médicas descobriram indícios convincentes de que até mesmo o processo de envelhecimento é regulado por um hormônio. Tudo indica que a glândula pituitária começa a produzir um "hormônio" por ocasião do início da puberdade. Aparentemente, esse "hormônio" interfere na capacidade de nossas células utilizarem os hormônios benéficos, tal como o "hormônio do crescimento". Como resultado, nossas células e órgãos pouco-a-pouco vão se deteriorando.

Os sete centros de energia do corpo poderiam ser chamados de vórtices. Os hindus os chamam de chacras. Trata-se de poderosos campos elétricos girantes, invisíveis ao olho humano, mas cuja existência é indiscutível. Cada um desses sete vórtices centra-se em uma das sete glândulas do sistema endócrino e estimula sua respectiva produção de hormônio. São esses hormônios que regulam todas as funções corporais, incluindo o processo de envelhecimento.

O primeiro vórtice, o mais baixo, tem seu centro nas glândulas reprodutoras. O segundo centra-se no pâncreas, na região abdominal. O terceiro tem como centro a glândula supra-renal, na região do plexo solar. O quarto vórtice centra-se na glândula timo, na região do coração. O quinto, na tireóide, no pescoço. O sexto tem como centro a glândula pineal, situada na parte posterior da base do cérebro. E o sétimo vórtice tem seu centro na glândula pituitária, que fica na parte anterior da base do cérebro.

Num corpo humano saudável, todos esses sete vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que a energia vital, também chamada de "prana" ou energia "etérica", flua de baixo para cima por intermédio do sistema endócrino. Mas, se um ou mais desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo da energia vital fica inibido ou bloqueado - e disso resulta o envelhecimento.

Num indivíduo jovem, esses vórtices estendem-se para fora do corpo, mas nos velhos, fracos e doentes, eles mal conseguem atingir a superfície do corpo. O modo mais rápido de se recuperar a saúde, vitalidade e juventude, é fazer esses centros de energia voltarem a girar normalmente. Existem cinco exercícios simples para tal finalidade. Qualquer um deles sozinho já é bom, mas os melhores resultados são alcançados quando se pratica todos eles. Esses exercícios não são para serem entendidos como ginástica. Os lamas do Tibete os chamam de "ritos", que será como os chamaremos.

Quanto ao número de vezes para praticar cada rito, o coronel sugere que, na primeira semana você pratique cada rito três vezes, cada dia. Depois, de semana em semana, vá aumentando as repetições de duas em duas [5 na segunda semana, 7 na terceira, 9, 11,13,15, 17, 19, 21], até estar fazendo cada rito 21 vezes por dia. A partir daí, estabilize neste número de repetições. Quanto à hora do dia para praticar os ritos, eles podem ser feitos pela manhã ou à noite, o que for mais conveniente. Sugere-se, também, um banho morno [não frio!] após a prática dos ritos.

RITO 1
Fique em pé, com os braços na horizontal, e gire, num círculo completo, todo o corpo no sentido horário [sentido dos ponteiros de um relógio que estivesse nos seus pés]. Para diminuir a tontura, procure fixar o olhar em um ponto fixo, o máximo que puder, durante o giro. Diminuir a velocidade de giro do corpo também ajuda a diminuir a tontura. Descançe até sumir a tontura, antes de ir para o Rito 2.

RITO 2
Deite de costas no chão, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para baixo, mantendo os dedos fechados. Então, erga a cabeça do chão, encostando o queixo no peito. Ao mesmo tempo, vá levantando as pernas, com os joelhos retos, até ficarem na vertical. Se possível, deixe as pernas descerem um pouco para trás, ficando sobre a cabeça, mas não dobre os joelhos. Depois, vagarosamente, abaixe a cabeça e as pernas, mantendo os joelhos firmes e retos, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem um pouco e depois repita o rito. Ao repeti-lo, vá estabelecendo um ritmo mais lento para sua respiração. Inspire profundamente quando estiver levantando as pernas e a cabeça, e exale ao descê-las. Inspire e exale sempre pelo nariz. Entre as repetições, no relaxamento, continue respirando no mesmo ritmo. Quanto mais profundas as respirações, melhor.
RITO 3
Ajoelhe-se no chão com o corpo ereto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas. Incline a cabeça para a frente, até o queixo tocar o peito. Depois, atire a cabeça para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, arqueando o corpo. Nesse movimento você se escorará nas mãos que se apóiam nas coxas. Feito isso, volte à posição original e comece de novo o rito. Como no Rito 2, você deve estabelecer uma respiração ritmada. Inspire profundamente quando arquear a espinha para trás e exale ao voltar à posição ereta. A respiração profunda é extremamente benéfica, porisso encha os pulmões o máximo que conseguir.

RITO 4
Primeiro, sente-se no chão com as pernas estendidas para a frente, deixando uma distância de uns quarenta centímetros entre os pés. Mantendo o corpo ereto, coloque as palmas das mãos no chão, voltadas para frente, ao lado das nádegas. Depois, incline a cabeça, fazendo o queixo tocar o peito. Em seguida, incline a cabeça para trás o máximo possível. Ao mesmo tempo, erga o corpo de modo que os joelhos dobrem enquanto os braços permanecem retos. O tronco e as coxas deverão ficar retos e alinhados horizontalmente em relação ao chão; os braços e as canelas estarão em posição perpendicular ao chão. Então, tensione todos os músculos do corpo que puder. Por fim, relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir este rito. Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo, segure a respiração durante o tensionamento dos músculos e exale completamente enquanto volta à posição inicial. Continue respirando no mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.
RITO 5
Deite-se de bruços no chão. Em seguida, erga o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés, que deverão ficar flexionados. Durante todo o rito, mantenha uma distância de cerca de 40 centímetros entre os pés e entre as mãos. Mantendo pernas e braços retos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. Depois, dobrando-se nos quadris, erga o corpo até ele ficar como um 'V' invertido. Ao mesmo tempo, encoste o queixo no peito. Volte à posiçao inicial e repita o rito. Tensione os músculos por um instante, tanto no ponto mais alto como no mais baixo. Siga o mesmo padrão de respirações profundas e lentas que usou nos outros ritos. Inspire ao erguer o corpo, em V, e exale quando o abaixar. Lembre-se de que você só volta à posição inicial - deitado de bruços no chão - quando tiver completado todo o ciclo de repetições.

Pronto, eis aí o programa básico para rejuvenescer! O Coronel Bradford faz algumas outras recomendações suplementares: pouco sexo [ao qual ele associa um sexto rito], alimentação adequada [natural, pouco volume, pouca variedade numa refeição, mastigar bem, comer um ovo por dia, comer devagar, etc], usar adequadamente a voz, etc. Estes detalhes vocês podem ler no livro citado. Atualmete, existe um livro "A Fonte de Juventude - Livro 2", escrito pelos entusiastas do primeiro livro e editado, no Brasil, também pela Editora Best Seller. Ele é bem mais grosso que o primeiro [382 páginas] e contém, além das informações fornecidas acima, uma série de outras informações interessantes. Em particular, o Capítulo 5 deste Livro 2, apresenta detalhadamente os cinco ritos apresentados.

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