quinta-feira, 17 de junho de 2010

HOLISMO, ECOLOGIA E SAÚDE

Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia
intrincadíssima de relações. Todos são importantes. Não há isso
de alguém ser rei ou rainha e considerar-se independente, sem
precisar dos demais. A moderna cosmologia nos ensina que tudo
tem a ver com tudo, em todos os momentos e em todas as
circunstâncias. O ser humano esquece essa realidade. Afasta-se e
se coloca sobre as coisas em vez de sentir-se junto e com elas,
numa imensa comunidade planetária e cósmica.

A concepção sistêmica da vida, mente, consciência e evolução
nos propõe uma abordagem holística da saúde e da cura. Essa
“nova visão”, segundo Fritjof Capra, inclui também a integração
dos enfoques ocidental e oriental da psicologia e das
psicoterapias. Importa agora, recuperarmos atitudes de amor,
respeito e solidariedade, uns para com os outros, para com a
natureza, a terra, o cosmos, com Deus e conosco mesmos.

Essa visão exige uma nova civilização e um novo tipo de religião,
capaz de religar Deus e o mundo, mundo e ser humano e a
espiritualidade do cosmos. Cumpre refazermos uma aliança de
fraternidade e de respeito para com a terra.

Sentirmo-nos imbuídos do Espírito que tudo penetra e daquele
AMOR que, no dizer de Dante, move o céu, todas as estrelas e
também nossos corações.

A Organização Mundial de Saúde [OMS], órgão da ONU, conceitua
saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e
social”.

A metodologia reducionista fez com que os aspectos psicológicos
e espirituais  não fossem considerados, embora tenha sido no
séc. XX que a medicina psicossomática conheceu seu
extraordinário desenvolvimento.

Numa abordagem holística da saúde e da arte de curar, será possível
reconhecer o potencial do indivíduo desenvolvendo técnicas
psicológicas que facilitem o processo de cura. O objetivo da educação
para a saúde será fazer com que as pessoas entendam como seu
comportamento e seu meio ambiente afetam sua saúde e ensiná-las a
enfrentar o estresse em sua vida cotidiana.