segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS

Propósito Sagrado, você é uma criação de Deus
Jesus Cristo Autoconhecimento
A brisa do mar traz bem-estar
Altruísmo aumenta massa cinzenta do cérebro
Cérebro Sistema de limpeza
Cérebro se "liberta do corpo"
Eternos estudantes caem na armadilha de adiar a vida profissional
Gasto com filho pode chegar a R$ 2 milhões até os 23 anos
Olho de Hórus, Terceiro Olho e Glândula Pineal
Homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres
Não somos separados do cosmos
Nicholas Schiefer cria algoritmo de busca mais preciso que o Google
O corpo humano é um TemploPersonalidade
Nietzsche Sobre o amor

CÉREBRO "SE LIBERTA DO CORPO"

O cérebro vai aos poucos se libertando do corpo, o "cérebro define a nossa percepção do que é o corpo que o abriga".[Imagem: Everton Zanella Alvarenga]

Nova era nas pesquisas sobre o cérebro
"Para entender o cérebro é preciso entender como funciona uma orquestra neural." Com essa imagem, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, abriu a conferência Just follow the music (Simplesmente siga a música) na 24ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada em Águas de Lindoia, em São Paulo.

O neurocientista apresentou ao público as ideias que nortearam suas pesquisas sobre o cérebro, destacando que "não existe a ditadura do neurônio único. O que existe são circuitos". Essa ideia, conta, vem do psicólogo canadense Donald Hebb que, em 1949, publicou Organização do Comportamento, um dos livros "mais citados e menos lidos da neurociência".

"Como Hebb não tinha provas experimentais de suas teorias, a publicação não teve impacto imediato. Mas sua contribuição foi imensamente maior. Ele criou uma nova era sem que ninguém percebesse", apontou.

O cérebro não é simplesmente uma máquina
Segundo Nicolelis, durante mais de 100 anos o ponto de vista da neurociência foi o de mandar uma informação para o cérebro e tentar decodificar o que o cérebro fazia com aquela informação. Ou seja, a idéia era entender o funcionamento do cérebro de fora dele. Mandava-se um sinal (visual ou tático) e tentava-se decodificar o que ocorreu. "Mas esse ponto de vista está incompleto. É preciso entrar na perspectiva do cérebro para entendê-lo."

"Sob essa abordagem, o sinal que eu mandei e que para mim não tem significado, para você tem um significado já adquirido antes mesmo de olhar pra ele. Ou seja, o fato de que você sabe que vai olhar ou tocar alguma coisa, como a sua história pregressa dominou ou influenciou a definição da dinâmica do seu cérebro durante toda a sua vida, faz com que esse evento já tenha um significado para você antes mesmo que ele ocorra", explicou.

Em outras palavras, "o cérebro não é um agente passivo, não é um decodificador de informação, ele é um modelador de realidade".

O cérebro que se liberta do corpo
"O que eu estou tentando fazer na minha pesquisa é mudar o ponto de vista da neurofisiologia para dentro do cérebro e ver o mundo de lá para fora, em vez de fora para dentro. E quando fazemos isso, tudo muda, porque quando racionalizamos o cérebro em casinhas, mostramos nossa maneira cartesiana de ver o mundo. Mas o cérebro não evoluiu sobre esses preceitos, ele não evoluiu sobre a lógica das ciências humanas", disse o neurocientista, que se denomina um "relativista do cérebro".

Seu trabalho atesta a ideia de que o cérebro vai aos poucos se libertando do corpo, ou seja, a ideia segundo a qual o "cérebro define a nossa percepção do que é o corpo que o abriga".

O pesquisador brasileiro exemplifica com estudos feitos em seu laboratório com animais, como a macaca rhesus Aurora, que, posicionada diante de um videogame sem joystick, demonstrou destreza em um jogo mesmo sem usar as mãos, apenas com os impulsos emitidos pelo cérebro que controlaram um braço robótico.

"O cérebro tem o potencial de se libertar do corpo e é capaz de condicionar padrões corticais sem contração muscular. Aurora incorporou o braço robótico como uma parte do corpo, o que leva a crer que o cérebro pode simular o desejo motor em uma dinâmica espaço-temporal", afirmou.

Interface cérebro-máquina
Uma das hipóteses de trabalho considera que as funções do cérebro não são definidas por áreas corticais específicas, mas por interações distribuídas por múltiplas áreas corticais e subcorticais, que definem os comportamentos e as funções.

Nicolelis em seu trabalho de pesquisa pretende, além de explicar comportamentos motores e princípios de funcionamento dos circuitos neurais, que em breve essa interface cérebro-máquina possa ser "a base, o coração de algo chamado neuroprótese cortical que sirva para a restauração das funções motoras que sofreram algum tipo de lesão".

"Essa é uma possibilidade: restaurar um comportamento motor pela leitura da música cerebral", disse o cientista, que atualmente elabora um livro sobre o assunto para o público em geral.

Alex Sander Alcântara - Agência Fapesp

ALTRUÍSMO AUMENTA MASSA CINZENTA DO CÉREBRO

A junção entre os lobos parietal e temporal (amarelo) é fortemente correlacionada com o comportamento altruístico da pessoa.[Imagem: University of Zurich]

Cientistas descobriram que pessoas altruístas apresentam um significativo incremento na massa cinzenta do cérebro.

"Este é o primeiro estudo a relacionar a anatomia do cérebro e a ativação do cérebro humano para o altruísmo," disse Ernst Fehr, da Universidade de Zurique.

"Os resultados sugerem que o desenvolvimento do altruísmo através de um treinamento adequado ou práticas sociais pode ocorrer através de mudanças na estrutura cerebral e das ativações neurais que identificamos em nosso estudo," prevê ele.

Holismo científico
Descobertas recentes das neurociências têm revolucionado o conhecimento que temos do cérebro.

Mas, depois de décadas de determinismo biológico - a crença de que somos o que somos devido unicamente à nossa biologia - a ciência tem timidamente começado a ceder espaço para percepções mais integrais do ser humano.

A descoberta de que o cérebro é altamente adaptável levou a descobertas como a de que as mudanças no cérebro podem ser induzidas voluntariamente, dando sustentação a novas pesquisas na área de psicoterapia e meditação, entre outras, abrindo caminho para terapias não-medicamentosas de alta eficácia.

Cérebro é mais do que uma máquina e se "liberta do corpo", diz cientista.

O presente estudo não se insere diretamente nessa linha, mas lhe dá um forte suporte experimental.

Empatia e altruísmo
Pessoas com elevada empatia e capacidade de compreensão dos outros são mais altruístas.

Por sua vez, a capacidade de compreender as perspectivas dos outros já havia sido previamente associada com a maior atividade em uma região do cérebro conhecida como a junção temporoparietal.

Sentimento da empatia é detectado no cérebro
Com base nestes resultados passados, Fehr e sua equipe levantaram a hipótese de que o tamanho da junção temporoparietal e seus níveis de ativação poderiam dar pistas sobre diferenças individuais quanto ao altruísmo.

A interpretação subjacente é de que o altruísmo é a empatia posta em ação, assim como a caridade é o amor em movimento.

As imagens de tomografia cerebral não deixaram dúvidas: quanto mais difícil é o ato altruístico - o experimento envolvia dar até todo o seu dinheiro para os outros - maior é a ativação da junção temporoparietal, algo não percebido naqueles que simplesmente preferem ficar com seu próprio dinheiro.

Além disso, essa maior ativação é suportada por uma junção temporoparietal fisicamente maior.

Treinando o altruísmo
"Nós elucidamos a relação entre o hardware e o software do comportamento altruístico humano," comemora Yosuke Morishima, coautor do estudo.

"Esses resultados são muito entusiasmantes para nós. Entretanto, ninguém deve ir logo tirando a conclusão de que o comportamento altruístico é determinado apenas pelos fatores biológicos," alerta o Dr. Fehr.

Segundo ele, os resultados levantam a questão fascinante de se é possível promover o desenvolvimento de regiões cerebrais que deem suporte ao comportamento altruístico.

Redação do Diário da Saúde

PROPOSITO SAGRADO VOCÊ É UMA CRIAÇÃO DE DEUS

Você é uma criação magnífica e divinamente inspirada de Deus. Você está aqui na Terra durante este tempo tumultuoso na história com um propósito sagrado. Cada alma que está aqui, cada alma que chega agora, participa do significativo processo de transformação que está acontecendo na Terra.

Você está aqui não por acaso, mas por um plano divinal. Você tem algo extraordinário e precioso para distribuir para o mundo e agora é o momento para que seja revelado quem você é e qual é seu propósito sagrado.

Este processo de transformação na Terra é mais do que as mudanças ambientais que são visíveis a olho nu. A Terra é um ser vivo que esperou pacientemente em sua evolução por este momento no tempo, quando os portais espirituais de luz começariam a se abrir, permitindo-lhe expandir e crescer para um novo nível de si mesma.

Esta mudança espiritual tem um profundo significado por toda a vida, e muitos bilhões de almas se reuniram para estarem presentes fisicamente durante este tempo, para experienciarem esta mudança. Para todas as almas e para você em particular que é orientado pelo seu coração a ler esta mensagem, há uma cura em sua vida agora possível, profunda e milagrosa.

Tudo que tem sido um pesado fardo em seu coração, tudo que o limitou e o manteve separado de Deus e do seu verdadeiro eu interior, é agora capaz de ser total e completamente liberado e transformado. Esta é a razão pela qual muitas almas estão aqui agora, para serem transformadas e avançarem para um novo nível de si mesmas.

Neste momento na Terra, você está presenciando um intenso processo de purificação. Tudo o que esteve fora de harmonia e separado da sacralidade e do Amor de Deus, está sendo exposto e visto.

O caminho se encontra nos recessos do seu coração, que conhece a pureza, a inocência e o amor. O caminho é se entregar ao amor de Deus, e abrir mais ainda o seu coração. Ore para amar mais. Ore para ter maior fé e para que uma porta se abra para você.

Quando o seu coração e a sua consciência se tornam alinhadas com o amor de Deus, com a luz e com a verdade, você se torna uma luz para os outros e a sua presença começa a ter um efeito positivo nos outros ao seu redor.

Até a própria Terra se beneficia da sua presença física, pois quando você se alinha com o amor e a luz de Deus, então você se torna um canal divino para que a luz de Deus entre mais completamente na Terra, auxiliando-a em seu próprio processo de transformação.

Você tem diante de si uma magnífica responsabilidade. Cada pensamento que tenha, cada palavra que expresse, cada ação que empregue, tem um impacto na rede maior da vida com a qual está conectado. A sua escolha de manter uma consciência de amor, de paz, de esperança e de fé, faz uma contribuição significativa à rede de luz que está sendo criada na Terra.

A sua consciência, a sua atenção e os seus pensamentos, tudo impacta esta rede de luz. Seu amor fortalece outros, seu amor ajuda a apoiar e a confortar aqueles que estão sofrendo.

Suas preces, pensamentos e ações contribuem para a magnífica rede de luz, elevam e transformam a sua própria consciência para a cura de toda a humanidade, incluindo simples pensamentos que ninguém percebe. Deus percebe!

Lucano enviou esta Mensagem

OLHO DE HORUS GLANDULA PINEAL TERCEIRO OLHO

"Que o Olho de Horus, o que governa com dois olhos,
possa tomar a frente do deus e brilhar através de sua boca"
Os Textos das Pirâmides

Na mitologia egípcia, Horus era um dos 5 filhos de Ra e Rhea, o par original de deuses egípcios. Seus irmãos eram Osiris, Set, Isis e Neftis. Osiris sucedeu a Ra como rei do Egito e casou-se com Isis, sua irmã.

O Olho Direito de Horus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.

O Olho Esquerdo de Horus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos esotéricos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.

www.flordavida.com.br

NICHOLAS SCHIEFER CRIA ALGORITMO DE BUSCA MAIS PRECISO QUE O GOOGLE




Nicholas Schiefer, um estudante de 17 anos, foi o vencedor da feira de ciências Intel Foundation Young Scientist, para jovens cientistas. O adolescente ganhou na categoria de ciências da computação após criar um algoritmo de buscas que, no futuro, pode ser mais preciso que o Google ou agregar ao buscador um sistema de pesquisas mais aprimorado.  



Em entrevista para o Wall Street Journal, Nicholas explica que os mecanismos atuais de sites e páginas da internet, como o do Facebook ou Twitter, por exemplo, exibem resultados limitados e palavras-chaves que, muitas vezes, não estão associadas ao que os usuários realmente desejam encontrar.  

O jovem, que sempre foi interessado por computadores, explica que seu trabalho foi encontrar estatísticas relacionadas entre os termos pesquisados para então gerar um resultado mais completo, além de seu método simplificar a vida do internauta na hora de buscar por alguma coisa.   Nicholas ainda disse que seu próximo passo é continuar trabalhando no projeto para torná-lo mais rápido e prático. 

domingo, 19 de agosto de 2012

O CORPO HUMANO É UM TEMPLO.

O cérebro antigo é a base da sobrevivência biológica, o restante é muito plástico e está constantemente fazendo sinapses, ou seja, se modificando, modificando sua estrutura de conformação. Se moldando de acordo com nossas experiências e expectativas.

A base mais geral do ser depende do genoma, não podemos negar nossa herança genética, afinal ela determina muito daquilo que trazemos como potencial, e todo o restante depende da estimulação do ambiente e principalmente das emoções/razões do ser. A memória é fundamentalmente emocional.

O cérebro funciona com sub-sistemas. Cada cérebro é capaz de perceber de forma particular e única. A plasticidade cerebral nos faz instáveis sempre.

A plasticidade cerebral gera economia de espaço, economiza sinapses. Quanto mais se usa o cérebro, mais ele se torna capaz de sinapses.

Não existem áreas específicas para as funções, porque elas estão associadas às emoções, ao histórico pessoal. Cada indivíduo constrói a área de atuação cerebral.

A parte antiga do cérebro tem o registro da espécie e trabalha por conta própria, dirigindo o sistema simpático e o parassimpático. É responsável, por exemplo, por necessidades de luta, de fuga, de persecutoriedade, prontidão e outros, ele põe glicose no organismo para que possamos agir nestes casos e etc.

A parte nova do cérebro depende do ambiente, das estimulações que nós vamos receber e das emoções, porém, tudo passa pelo crivo do cérebro antigo: o que é bom para a minha sobrevivência está liberado, e aí a memória é construída. Quando reconstruímos a memória passamos pelo processo cerebral e aí ela se torna uma realidade, uma experiência própria.

MARCADOR SOMÁTICO – o ponto chave é a amigdala (cerebral), córtex pré-frontal e hipotálamo, que são os responsáveis pelas emoções. A amigdala recebe as aferências e distribui para os outros sistemas. O que decide a distribuição, na verdade, é o significado do que a amigdala recebe, e o significado é dado por uma esfera não fisiológica.

Quando o marcador somático é acionado surge uma percepção de estresse, diminui o nível de anticorpos, e várias sintomatologias podem aparecer, porque ele aciona o cérebro antigo que é alertado para agir em defesa do organismo, e essa prontidão para a luta, para a fuga, etc. acaba adoecendo o indivíduo.

Para mudar o marcador somático é preciso mudar o significado que está impresso nele, ou seja, mudar o cérebro que é plástico e pode mudar toda a atuação.

O marcador somático aciona o organismo para produzir proteínas, essas substâncias são transmitidas às células e aí se instalam as doenças.

O estresse é o grande causador de produção excessiva. E o marcador somático é o grande causador de estresse.

Os mecanismos de memória são os mesmos para o passado e para o futuro, porque o marcador somático interpreta como agora.

O sistema nervoso conversa com o resto do corpo. A cada duas horas mudamos os receptores das células, por isso eles não são passivos aos neurotransmissores . Daí a importância do significado  sentimento de fundo, que é aquele em que se fica ordinariamente. Na homeopatia conhecemos como a emoção que desencadeou a tendência mórbida, quando dos casos de desarmonia (ou patologia). O sentimento de fundo é muito mais personalizado do que consta dos livros de neurofisiologia, ele não é neutro.

A terapia pode mudar esse sentimento de fundo, mas nem sempre, a meditação ajuda a atenuar os sintomas, que são os efeitos desse sentimento de fundo, mas só encarando a causa desse sentimento de fundo e mudando seu significado podemos alterá-lo e mudar o genoma das nossas células.

Nosso EU é formado pelo soma que se identifica com o corpo biológico, mais a psique que adiciona o fator psíquico, mais o nôus que vem somar aos 2 anteriores a esfera espiritual, e ainda uma quarta esfera que é o Pneuma que traz a transcendência à nossa existência.

Nossos corpos carregam diversas memórias: genética, emocional, transgeracional, etc, herdamos esse pacote e tendemos a repetir o scripte (principalmente nos casos de abandono e abuso e tb na baixa auto-estima, conforme estudos psicológicos). Por que essa tendência de viver papéis herdados?

Por que valorizamos sempre a doença em nós e não os aspectos saudáveis? A doença é o aviso, o alerta de que algo não está certo em um, ou vários, de nossos corpos, mas o que promove a cura são os aspectos saudáveis em nós, esses é que devem ser realçados na terapia. O foco tem que estar no bom, no belo e no verdadeiro. Essas esferas do ser que promovem a reação da parte doente rumo a cura. É preciso acionar o nosso corpo de luz, o nosso corpo diamantino, o Pneuma, o sagrado em nós.

NOSSO CORPO É TEMPLO.

Dra Ercilia Simone Dalvio Magaldi
Professora do IJEP/FACIS
www.ijep.com.br

SISTEMA DE LIMPEZA DO CÉREBRO

Neurocientistas do Centro Médico da Universidade de Rochester, nos EUA, descobriram um sistema de drenagem pelo qual o cérebro elimina resíduos.

O estudo foi publicado esta semana na revista “Science Translational Medicine”, e os pesquisadores esperam aplicá-lo em tratamentos de Alzheimer e Parkinson.

O sistema atua como se fossem encanamentos que aproveitam os vasos sanguíneos do cérebro e fazem a “drenagem” da mesma forma que o sistema linfático no restante do corpo. A equipe chamou o novo sistema de “glinfático”, já que está administrado pelas células do cérebro conhecidas como células da glia.

A autora principal do artigo e co-diretora do Centro de Neuromedicina da Universidade de Rochester, Maiken Nedergaar, afirmou que “a limpeza de resíduos é de vital importância para todos os órgãos, e há muito tempo há perguntas sobre como o cérebro se desfaz de seus resíduos”.

“O trabalho demonstra que o cérebro está se limpando de maneira mais organizada e em uma escala muito maior do que se tinha pensado anteriormente”, disse Maiken, que expressou seu desejo de que a descoberta sirva para tratar doenças cerebrais.

“Temos a esperança de que esses resultados tenham implicações para muitas condições que afetam o cérebro, como lesões cerebrais por traumatismo, derrames, mal de Alzheimer e Parkinson”, acrescentou.

Os cientistas observaram que o líquido cefalorraquidiano tem um papel importante na limpeza do tecido cerebral, encarregado de levar os produtos dos resíduos e os nutrientes para o tecido cerebral, por meio de um processo conhecido como difusão.

O sistema recentemente descoberto circula por todos os cantos do cérebro de maneira eficiente, pelo que os cientistas chamam de fluxo global.

“É como se o cérebro tivesse dois coletores de lixo: um lento que já conhecíamos e um rápido que acabamos de conhecer”, disse Maiken.

“Dada a alta taxa de metabolismo no cérebro e sua grande sensibilidade, não é de se estranhar que seus mecanismos para se desfazer dos resíduos sejam mais especializados e amplos do que se pensava”, acrescentou.
G1 – Ciência e Saúde