domingo, 20 de julho de 2014

GENOMA DO "LÓTUS SAGRADO" PODERÁ REVELAR SEGREDOS DA VIDA ETERNA


O que poucos sabem é que ela é conhecida também pelos biólogos por uma quase "vida eterna".

Segredos genéticos do lótus sagrado
O lótus sagrado já foi documento no registro geológico de 135 milhões de anos atrás, quando os dinossauros ainda viviam na Terra.

E existem casos documentados de sementes de lótus que sobreviveram e continuaram viáveis por 1.300 anos.

Ou seja, não é apenas pela beleza da flor de lótus que esta planta é considerada símbolo de elevação espiritual - sua biologia também é absolutamente de outro mundo.

Por isso, uma equipe de 70 cientistas dos EUA, China, Austrália e Japão dispuseram-se a partir em busca dos segredos sagrados do lótus - biologicamente falando.

Para isso, eles sequenciaram seu genoma completo.
Os cientistas acreditam que o chamado lótus sagrado tenha um sistema genético capaz de consertar defeitos genéticos induzidos ambientalmente, podendo conter segredos sobre como envelhecer com saúde.

A equipe sequenciou cerca de 86% dos cerca de 27 mil genes da planta, cujo nome científico é Nelumbo nucifera.

O lótus e vida eterna biológica
"O genoma do lótus é muito antigo, e agora conhecemos seu ABC," disse Jane Shen-Miller, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA). "Os biólogos moleculares agora poderão estudar mais facilmente a forma como os seus genes são ligados e desligados durante períodos de estresse, e porque as sementes desta planta podem viver por 1.300 anos. Este é um passo para aprender o segredo anti-envelhecimento que o lótus sagrado pode nos revelar."

A Dra Shen-Miller afirma que os mecanismos de reparo genéticos do lótus podem ser muito úteis se puderem ser transferidos para os seres humanos ou para culturas - como arroz, milho e trigo -, cujas sementes têm períodos de poucos anos de vida.

"Se os nossos genes pudessem reparar doenças, assim como os genes do lótus, poderíamos ter um envelhecimento saudável. Precisamos aprender sobre seus mecanismos de reparação, e sobre as suas propriedades bioquímicas, fisiológicas e moleculares, e o genoma do lótus agora está aberto a todos."

A genética incomum do lótus sagrado lhe dá algumas habilidades de sobrevivência únicas. Suas folhas repelem a sujeira e a água, suas flores geram calor para atrair polinizadores e o revestimento do fruto do lótus possui antibióticos e cera que asseguram a viabilidade da semente que ele contém. 

Redação do Diário da Saúde

ALQUIMIA INTERIOR


Um processo de mutação psicossomático
A alquimia tem diversas dimensões operativas, sendo a mais conhecida a que se refere ao alquimista no seu laboratório “externo”, habitualmente imaginado como cheio de símbolos e instrumentos “químicos” estranhos. A Alquimia Interior, muito embora utilize os mesmos símbolos e operações arquetípicas, trabalha num único laboratório, o “interno”, que é o próprio indivíduo em processo de transformação.

A alquimia não tem objecto.
A alquimia é uma prática intuitiva não cultural e não mental. Não há alquimia sem consciência e alargamento do campo da percepção. A alquimia é a capacidade de operar transformações, ou mutações, na estrutura da realidade a partir da intensificação da própria consciência. A alquimia fala sobre o desconhecido, sobre algo ao qual ninguém dá um nome. É este o aspecto fascinante da sua prática – ela é a figuração da consciência intrínseca, proporcionando um discurso sobre algo que ninguém sabe o que é. Gerou, no entanto, muita coisa concreta sem que se possa estipular qualquer objecto. Pode-se dizer que é uma invenção de génio, a de criar ao nível real, no laboratório, e não ao nível intelectual, o mistério da consciência intrínseca. A matriz do homem como o seu próprio laboratório, que a alquimia cria, é universal e encontra-se em todas as civilizações. Da China até ao Médio Oriente e ao Ocidente, atravessa transversalmente o mundo. O problema da alquimia é uma questão prática,  não é especulativa nem interpretativa ou seja, não é um objecto cultural. Não interessa onde é que ela nasceu, e não é possível fazer-se um estudo comparativo das alquimias do Oriente e Ocidente.
O homem como laboratório de si próprio.
A alquimia parte do princípio que não é necessário laboratório “externo” para encarnar o princípio da consciência intrínseca, para a operação de depuração que permite encarnar o mistério do princípio crístico. A alquimia, neste sentido, implica que a relação espírito / matéria se alterará no futuro. Já Eugène Canseliet, que forneceu informação sobre o mítico Fulcanelli, deu muitas pistas para dar a compreender que a alquimia se constrói em redor de um objecto que está fora de alcance do intelecto e que, pelo contrário, se trata de uma prática sobre si próprio. A alquimia como química / física pré-Lavoisier foi uma espécie de hiperquímica com uma imensa quantidade de receitas e analogias tradicionais que não tem propriamente a ver com a alquimia da qual falamos aqui. A prática base daquela é a sublimação ou seja, o processo de deixar a matéria “cozer” vezes sem fim ao sol ou ao fogo, para chegar à sua transmutação. A alquimia, por outro lado, é a ciência das relações do homem com o cosmos e a natureza.
Assim, em gravuras antigas, o laboratório do alquimista abrange sempre um oratório, lembrando a velha máxima dos monges cristãos “ora et labora”, ou seja, procura primeiro a tua inspiração em Deus (em ti) e depois trabalha no laboratório da Terra. O que, por outras palavras, significa encontrar primeira referências em si mesmo através do auto-conhecimento e da consciência de si mesmo. A consciência intrínseca é o material da alquimia, não a consciência psicológica. A alquimia põe à nossa disposição processos de alargamento do campo da consciência, e não se ocupa da consciência psicológica que dá apenas pelos gastos do dia a dia.

A transmutação da percepção.
A alquimia traz mais consciência a todas as coisas e proporciona a capacidade de operar transmutações no campo da consciência. Quem não alarga conscientemente – cosmicamente – a sua consciência, fica ao nível da química. Neste caso não pode haver transmutação porque o campo de consciência do operador não deixa que esta transmutação aconteça. Para ela acontecer, é preciso ter um olhar de lince, uma percepção alterada. É no oratório que acontece o trabalho sobre si mesmo para alcançar este olhar de lince, esta percepção apurada que permite distinguir entre uma simples operação química e a alquimia propriamente dita. Assim, o código da alquimia tem a ver com a percepção.

A Alquimia – uma demanda de sageza.
Como é possível descodificar os antigos tratados de alquimia? É preciso ver que o texto em si não interessa. O que os entendidos sempre fizeram, é seleccionar trechos do texto para com eles compor outro texto que é já um texto que nasce da experiência própria e não pode ser ensinado. A leitura passa sempre pela prática.
Um desses tratados antigos é o Mutus Liber, composto apenas por imagens, aproveitando da faculdade humana de representação do mundo e de auto-representação através de imagens que surgem, por exemplo, no sonho. Este é fruto da faculdade humana de construir o mundo em imagens, faculdade explorada, por exemplo, por C.G.Jung, sobre o lado arquetípico dos sonhos e o seu respectivo significado.
Os sonhos significativos dão conta da mudança interna do homem, dão ordem ao caos das nossas percepções. São tentativas de encontrar soluções através da organização do caos numa espécie de cogitação sobre o sentido da vida ou da dimensão filosófica da vida. São sonhos de sageza. O sonho é um livro sem texto, é um livro de imagens. Em nós começa a primeira leitura, nós somos o livro. A alquimia é uma demanda de sageza na vigília, fora do eixo do dia a dia. Leva-nos a encontrar outra relação com a realidade, um outro olhar sobre as coisas. Como um estereograma, permite-nos descobrir o que é significante. Como nos tratados antigos de alquimia, também no texto da vida diária só uma ínfima parte interessa. É esta que somos levados a descobrir através da transmutação alquímica.

O maharaja e o mendigo.
Uma história indiana explicita esta noção de que se esconde, em cada dia da nossa vida, um tesouro que tem de ser desenterrado. Era uma vez um maharaja que vivia numa corte faustosa. Todos os dias, na altura do almoço, um mendigo entrava no seu palácio e oferecia-lhe um fruto fresco, acabado de colher. O maharaja mandava um servo receber o fruto e guardá-lo nas caves do palácio. Este ritual repetia-se todos os dias, e o maharaja, no seu mais íntimo, perguntava-se qual o sentido desta oferta sem encontrar uma resposta. Um dia, quando o mendigo se aproximou de novo como o fruto na mão, um macaco saltou e roubou o fruto. Depois sentou-se ao pé do trono e começou a trincar o fruto. Para espanto do maharaja e de toda a corte, o caroço do fruto emitia um imenso brilho e quando olharam de perto, descobriram que se tratava de um lindíssimo diamante. Espantado, o maharaja mandou um servo ir buscar os outros frutos que já estavam meio podres. Todos tinham no interior um diamante brilhante.

A suspensão entre os dois pólos – morte e ressurreição.
A prática da alquimia inicia-se no equinócio da Primavera – a “primeira verdade” só pode ser descoberta nesta época do ano, quando tudo volta à vida, quando se celebra a morte e a ressurreição. A primeira verdade sobre as coisas começa a ser perceptível, a Primavera começa em nós. A alquimia permite este trabalho sobre a consciência de si próprio, numa prática meditativa que explora o limite da mente discursiva, e que é também possível no sonho lúcido, num sonho como o de Jacob, por exemplo, que sonha com a subida e descida dos anjos na chamada Escada de Jacob, representando a relação funcional entre micro e macrocosmos. Os anjos, neste sonho, querem acordar Jacob que está num profundo sono.
Temos de despertar deste sono para perceber, dentro do campo da consciência, a morte e ressurreição. O seu símbolo é o ovo, no qual está a totalidade da vida. Nós somos o adormecido que não acorda, que vive apenas para os gastos. É preciso ir mais além, entrar neste jogo da consciência, este fluxo constante entre o Sol e a Lua, entre as polaridades do mundo. Este fluxo entre os dois extremos existe continuamente. A questão é como dar por ele e vivê-lo sem se ficar pela visão de “dentro” e “fora”. O que é preciso é ficar na suspensão entre os dois pólos.
O trabalho interno.
A alquimia é a sageza pessoal que encontra o nexo entre o dentro e o fora por além do movimento pendular da consciência psicológica. Permite perceber que entre dentro e fora não há diferença, que são uma e a mesma coisa.
A Primavera das coisas começa em nós, a transfiguração é possível: no estado mercurial os opostos são unificados sem contradição, fazem parte do processo de percepção, não há divisão na percepção, há unificação ou pura percepção.. No trabalho interno revela-se a qualidade alquímica da nossa consciência. Vemos então que as dicotomias não são contraditórias e a dualidade deixa de existir. A nossa percepção torna-se total, é parte integrante da unidade de todas as coisas.

A ferramenta da respiração.
Este é o Tao dos Orientais, que une o Yin e Yang, o mistério que liga os opostos. Esta consciência intrínseca de todas as coisas capta-se pela respiração. Desde que a sua prática seja consciente, permite a mutação, ou seja, permite ver o que é, e não o que parece ser. Deste modo, as ferramentas básicas estão à disposição de todos, não é preciso mestre nem discípulos. Cada um pode descobri-las por si mesmo, utilizando a respiração. É apenas necessário criar espaço e tempo em cada dia para utilizar estas ferramentas. Descobre-se então que a interacção da consciência altera tudo, o uso vibracional da consciência provoca um efeito de diapasão.
 
A alquimia como trabalho sobre a percepção, coloca-se no ponto de fuga, aponta a mutação da realidade, permite um tipo de percepção triangular, não somos sem emissor nem receptor, estamos em unidade com o cosmos e a natureza e descobrimos que a diferenciação não existe na realidade.

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AUTO-INICIAÇÃO​ ​


Hoje em dia, muitas pessoas falam em iniciação. Todos querem ser iniciados. Mas entendem por iniciação uma alô-iniciação, uma iniciação por outra pessoa, por um mestre, um guru. Esta alô-iniciação é uma utopia, uma ilusão, uma fraude espiritual.

Só existe auto-iniciação. O homem só pode ser iniciado por si mesmo.

O que o mestre, o guru, pode fazer é mostrar o caminho por onde alguém se pode auto-iniciar; pode colocar setas ao longo do caminho setas ao longo da encruzilhada, setas que indiquem a direção certa que o discípulo deve seguir para chegar ao conhecimento da verdade sobre Si mesmo. Isto pode e deve o mestre fazer - suposto que ele mesmo seja um auto-iniciado.

Jesus, o maior dos Mestres que a humanidade ocidental conhece, ao menos aqui, durante três anos consecutivos, mostrou a seus discípulos o caminho da iniciação, o que ele chama o "Reino dos Céus", mas não iniciou nenhum dos seus discípulos. Eles mesmos se auto-iniciaram na gloriosa manhã do domingo de Pentecostes, às 9 horas da manhã - como diz Lucas nos Atos dos Apóstolos. Mas esta grandiosa auto-iniciação aconteceu só depois de 9 dias de profundo silêncio e meditação; 120 pessoas se auto-iniciaram, sem nenhum mestre externo só dirigidas pelo mestre interno de cada um, pela consciência de seu próprio EU divino, da sua alma do seu Cristo Interno. E esta auto-iniciação do primeiro Pentecostes, em Jerusalém, pode e deve ser realizada por toda pessoa.

Mas acima de tudo, o que quer dizer Iniciação?

Iniciação é o início na experiência da verdade sobre si mesmo. O homem profano vive na ilusão sobre si mesmo. Não sabe o que ele é realmente. O homem profano se identifica com o seu corpo, com a sua mente com as suas emoções. E nesta Ilusão vive o homem profano a vida inteira, 30, 50, 80 anos. Não se iniciou na verdade sobre si mesmo, não possui autoconhecimento, e por isso não pode entrar na auto- realização. O que deve um homem profano fazer para se auto-iniciar? Para sair do mundo da ilusão sobre SI mesmo e entrar no mundo da verdade? Deve fazer o que fez o primeiro grupo de auto-iniciados, no ano 33, em Jerusalém, isto é, deve aprender a meditar, ou cosmo-meditar.

O iniciado dá tudo e não espera nada do mundo. Ele já encerrou as contas com o mundo. Pode dar tudo sem perder nada.
O auto-iniciado é um místico não um místico de isolamento solitário, mas um místico dinâmico e solidário, que vive no meio do mundo sem ser do mundo.

Onde há plenitude, aí há um transbordamento. O homem plenificado pelo autoconhecimento e pela auto-realização transborda a sua plenitude, consciente ou inconscientemente, saiba ou não saiba, queira ou não queira.
Esta lei cósmica funciona infalivelmente. Ele faz o bem pelo fato de ser bom, de viver em harmonia com a alma do Universo. Por isto, para fazer bem aos outros e à humanidade, não é necessário nem é suficiente fazer muitas coisas, mas é necessário e suficiente ser bom, ser realizado e plenificado do seu EU central, conscientizar e vivenciar de acordo com o seu EU central, com o seu Cristo Interno. A plenitude da consciência mística da paternidade única de Deus transborda irresistivelmente na vivência ética da fraternidade universal dos homens.

Para ter laranjas - laranjas verdadeiras - não é necessário fabricá-las. É necessário e suficiente ter uma laranjeira real e mantê-la forte e vigorosa. Nem é necessário ensinar a laranjeira como fazer laranjas, ela mesma sabe, com infalível certeza, como fazer flores e frutos. Assim, toda a preocupação de querer fazer bem aos outros sem ser bom é uma ilusão tão funesta como o esforço de querer fabricar uma laranja verdadeira sem ter uma laranjeira.

Mais importante que todo o fazer é o ser.  Onde não há plenitude interna não pode haver transbordamento externo.
Para fazer o bem aos outros deve o homem ser realmente bom em si mesmo. Que quer dizer ser bom? Ser bom não é ser bonachão, nem bonzinho, nem bombonzinho. Para ser realmente bom deve o homem estar em perfeita harmonia com as leis eternas da verdade, da justiça, da honestidade, do amor, da fraternidade, e viver de acordo com esta sua consciência. Todo o fazer bem sem ser bom é ilusório, assim como qualquer transbordamento é impossível sem haver plenitude. O nosso fazer bem vale tanto quanto nosso ser bom. O ser bom é autoconhecimento e auto-realização.

Somente o conhecimento da verdade sobre si mesmo é libertador; toda e qualquer ilusão sobre si mesmo é escravizante.

Os mais ruidosos sucessos sem a realização interna são deslumbrantes vacuidades; são como bolhas de sabão - belas por fora, mas cheias de vacuidade por dentro. 1% de ser bom realiza mais do que 100% de fazer bem. Auto-iniciação é essencialmente uma questão de ser e não de fazer. Esta plenitude do ser não se realiza pela simples solidão, mas pelo revezamento de introversão e extroversão. O homem deve, periodicamente, fazer o seu ingresso dentro de si mesmo, na solidão da meditação e depois fazer o regresso para o mundo externo, a fim de testar a força e autenticidade do seu ingresso.


Todo auto-iniciado consiste nesse ingredir e nesse regredir, nessa implosão mística e nessa explosão ética.

Os discípulos de Jesus fizeram três anos de aprendizado e nove dias de meditação, depois se auto-iniciaram. Descobriram a verdade libertadora sobre si mesmos. A verdade que os libertou da velha ilusão de se identificarem com o seu corpo, com a sua mente, com as suas emoções, saíram das trevas da ilusão escravizante, e ingressaram na luz da verdade libertadora:

“Eu sou espírito, eu sou alma, eu e o Pai somos um, o Pai está em mim e eu estou no Pai... o Reino dos Céus está dentro de mim." (é a afirmação da UNIDADE de toda a VIDA)

E quem descobre a verdade sobre si mesmo, liberta-se de todas as inverdades e ilusões. Liberta-se do egoísmo, da ganância, da luxúria, da vontade de explorar, de defraudar os outros. Liberta-se de toda injustiça, de toda desonestidade, de todos os ódios e malevolências - de todo o mundo caótico do velho ego. O iniciado morre para o seu ego ilusório e nasce para o seu EU verdadeiro. O iniciado dá o início, o primeiro passo, para dentro do "Reino dos Céus". Começa a vida eterna em plena vida terrestre. Não espera um céu para depois da morte, vive no céu da verdade, aqui e agora - e para sempre. Isto é auto-iniciação. Isto é autoconhecimento. Isto é auto-realização.

Humberto Rohden -
Livro Profanos e Iniciados

ALAN TURING SEGREDO DE POSITVIDADE


Considerado um dos primeiros (e mais influentes) cientistas da computação do mundo, o matemático, lógico e especialista em códigos Alan Turing teve uma trajetória conturbada (foi desprezado por ser homossexual e cometeu suicídio em 1954, aos 41 anos), mas extremamente produtiva.

Seu esforço e sua inteligência dependiam, pelo menos um pouco, de três “segredos” de produtividade. Veja:

Uma estratégia lógica (mas nem sempre fácil de aplicar) é descobrir como lidar com um problema “por partes” ao invés de tentar resolvê-lo todo de uma vez – ou de encará-lo como algo simplesmente “insolúvel”. Essa abordagem ajudou Turing e seus colaboradores a decifrar os segredos da Enigma Machine, um conjunto de equipamentos usado pelos nazistas para enviar mensagens em código durante a II Guerra Mundial.
Passo a passo, eles eliminaram possibilidades (todas as letras eram substituídas por outra, por exemplo), encontraram padrões e analisaram o funcionamento de uma das máquinas até descobrir como todo o sistema operava, uma vitória fundamental no conflito.

Da mesma forma que Albert Einstein, Francis Bacon e Alexander Fleming, Alan Turing era um “gênio bagunçado”, que contrariava a ideia de que só é possível ser produtivo em ambientes extremamente organizados. Por outro lado, tem gente igualmente produtiva que só consegue se concentrar quando sabe que seus materiais estão todos “em ordem”.

A dica, nesse caso, é descobrir o que funciona para você (caos ou ordem) em termos de organização de espaço de trabalho. 

Turing gostava de correr (tanto que ficou em 5º lugar em uma maratona em 1949) e dizia que isso o ajudava a fugir um pouco do estresse do trabalho e a pensar com mais clareza quando voltava. O esforço físico exige foco, e se distanciar temporariamente de um problema pode ajudar a lidar com ele depois. Além disso, há os benefícios físicos propriamente ditos. Lifehacker

ECKHART TOLLE DESPERTAR


"Quando cada célula do seu corpo estiver tão presente que você a sente vibrar de vida, e quando sentir cada momento dessa vida como sendo a alegria do Ser, então poderá dizer que está livre do tempo. O problema não são as contas de amanhã. A morte do corpo físico não é um problema. A perda do Agora é que é o problema, ou antes, a ilusão central que transforma uma mera situação, um simples acontecimento ou uma emoção, num problema pessoal e num sofrimento. A perda do Agora é a perda do Ser. Estar livre do tempo é estar livre da necessidade psicológica do passado para formar a sua identidade e do futuro para atingir a sua realização pessoal. O melhor indicador do seu nível de consciência é a maneira como lida com os desafios da vida quando eles surgem."

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