segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PESSOAS BEM SUCEDIDAS


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BIOLOGIA DO PENSAMENTO CONCEITOS DE FÍSICA QUÃNTICA

Um respeitado pesquisador de células-tronco, o norte-americano Bruce Lipton rompeu as fronteiras da biologia tradicional ao incorporar a ela conceitos da física quântica. Idéias surgidas a partir dessa ótica, como a equivalência da membrana celular ao "cérebro" das células e o controle que o ambiente exerce sobre as células a partir de suas membranas, confirmam a íntima relação mente-corpo e indicam como podemos usar os pensamentos para assumir o controle de nossa vida. Lipton relata sua extraordinária trajetória em "A Biologia da Crença" (Ed. Butterfly), tema da entrevista a seguir.

PLANETA - O que é a "nova biologia" a que o senhor se refere em seu livro? Quando introduzi esses conceitos, em 1980, quase todos
os meus colegas cientistas os consideraram inverossímeis. Mas a profunda revisão que a biologia convencional tem feito desde aquela época a leva hoje às mesmas conclusões a que cheguei 25 anos atrás.

Os cientistas sabem que os genes não controlam a vida, mas a maior parte da imprensa ainda informa ao povo o contrário. As pessoas atribuem inicialmente suas deficiências e doenças a disfunções genéticas. As crenças sobre os genes levam-nas a se ver como "vítimas" da hereditariedade.

Os biólogos convencionais ainda consideram que o núcleo (o componente interno da célula que contém os genes) "controla" a vida, uma idéia que enfatiza os genes como o fator primário desse controle. Já a nova biologia conclui que a membrana celular (a "pele" da célula) é a estrutura que primariamente "controla" o comportamento e a genética de um organismo.

A membrana contém os interruptores moleculares que regulam as funções de uma célula em resposta a sinais do ambiente. Para exemplificar: um interruptor de luz pode ser usado para ligá-la ou desligá-la. O interruptor "controla" a luz? Não, já que ele é controlado pela pessoa que o aciona. Um interruptor de membrana é análogo a um interruptor de luz quando liga ou desliga uma função celular, ou a leitura de um gene - mas ele é, de fato, ativado por um sinal do ambiente. A nova biologia enfatiza o ambiente como o controle primordial na biologia.

Sua teoria também está relacionada à física quântica...
Pela medicina convencional, os "mecanismos" físicos que controlam a biologia se baseiam na mecânica newtoniana, a qual enfatiza o reino material (átomos e moléculas). Já a nova biologia considera que os mecanismos da célula são controlados pela mecânica quântica. Ela se concentra no papel das forças de energia invisíveis que formam, coletivamente, campos integrados e interdependentes.

Para a mecânica quântica, as forças invisíveis em movimento nos campos são os fatores fundamentais que modelam a matéria. Os cientistas também reconhecem que as moléculas do corpo são controladas por freqüências de energia vibracional, de forma que a luz, o som e outras energias eletromagnéticas influenciam profundamente todas as funções da vida.

Entre as forças energéticas que controlam a vida estão os campos eletromagnéticos gerados pela mente. Na biologia convencional, a ação da mente não é incorporada à compreensão da vida. Por isso, é uma surpresa a medicina reconhecer que o efeito placebo responde por pelo menos um terço das curas médicas, incluindo cirurgias. Ele ocorre quando alguém sara devido à sua crença de que um remédio ou procedimento médico vai curá-lo, mesmo se o medicamento for uma pílula de açúcar ou o procedimento for uma impostura.

A nova biologia ressalta o papel da mente como o fator primordial a influenciar a saúde. Nessa realidade, uma vez que controlamos nossos pensamentos, tornamo-nos mestres de nossa vida, e não vítimas dos genes. 

Em que a nova biologia difere do darwinismo?Ela frisa que a evolução não é conduzida pelos mecanismos sublinhados na biologia darwiniana. A teoria de Darwin oferece dois passos básicos para explicar como a evolução ocorreu: 1) mutação aleatória, a crença de que as mutações genéticas são randômicas e não influenciadas pelo meio ambiente - a evolução é conduzida por "acidentes"; 2) seleção natural, na qual a natureza elimina os organismos mais fracos numa "luta" pela existência, na qual há vencedores e perdedores.

Novas descobertas oferecem uma imagem diferente. Em 1988, uma pesquisa revelou que, quando estressados, os organismos têm mecanismos de adaptação molecular para selecionar genes e alterar seu código genético. Ou seja, eles podem mudar sua genética em resposta a experiências ambientais. Outros estudos mostram que a biosfera (todos os animais e plantas) é uma gigantesca comunidade integrada que se baseia em uma cooperação das espécies. A natureza não se importa com indivíduos numa espécie, mas com o que a espécie como um todo está fazendo para o ambiente.

Segundo a nova biologia, a evolução: 1) não é um acidente; 2) baseia-se em cooperação. Uma teoria mais recente sobre o tema ressaltaria a natureza da harmonia e da comunidade como uma força motriz por trás da evolução.

Como o senhor concluiu que podemos comandar e mudar nossas células e genes? Minhas primeiras idéias científicas basearam-se em experiências que comecei em 1967, usando culturas de células- tronco clonadas. Nesses estudos, células geneticamente idênticas foram inoculadas em três placas de cultura, cada qual com um diferente meio de crescimento. Em uma placa, as célulastronco se tornaram músculo; em outra, células ósseas; na terceira, células de gordura. Meus resultados, publicados em 1977, revelam que o ambiente controlou a atividade genética das células.

Esses estudos mostram que os genes propiciam o surgimento de células com "potenciais", os quais são selecionados e controlados pela célula a partir de condições ambientais. As células ajustam dinamicamente seus genes de forma que eles possam adaptar-se às demandas do ambiente.

Mais tarde, descobri que a membrana celular equivalia ao cérebro da célula. No desenvolvimento humano, a pele embriônica é a precursora do cérebro. Nas células e no ser humano, o cérebro lê e interpreta a informação ambiental e então envia sinais para controlar as funções e o comportamento do organismo. 

Quem está no comando do nosso corpo? Nas primeiras semanas do desenvolvimento do embrião, os genes basicamente controlam o desenvolvimento do plano corporal de um humano (criam dois braços, duas pernas, etc.). Uma vez que o embrião toma a forma humana (torna-se um feto), os genes assumem uma posição secundária, controlando o desenvolvimento do corpo pela informação ambiental. Durante esse período, a estrutura e a função do corpo fetal são ajustadas em resposta à percepção do ambiente da mãe, que, via placenta, influencia a genética e a programação comportamental do feto.

A "leitura" dos sinais ambientais (no útero e após o nascimento) capacita as células do corpo e seus genes a fazer ajustes biológicos para sustentar a vida. Como os sinais ambientais são lidos e interpretados pelas "percepções da mente", a mente se torna a força básica que, em última instância, modela a vida de uma pessoa.

Como os campos energéticos controlam a bioquímica do corpo? As funções do corpo derivam do movimento das moléculas (basicamente proteínas). As moléculas mudam de forma em resposta a cargas eletromagnéticas ambientais. Influências físicas tais como hormônios e remédios podem oferecer essas cargas elétricas indutoras de movimento. Mas campos de energia vibracional harmonicamente ressonantes também fazem as moléculas mudar de forma e ativar suas funções. Enzimas de proteínas podem ser ativadas num tubo de ensaio por substâncias químicas e por freqüências eletromagnéticas, como ondas de luz.

Podemos evitar doenças enviando mensagens positivas para nossas células? Só 5% das doenças humanas são relacionadas a defeitos genéticos de nascença. Portanto, 95% de nós nascemos com um genoma adequado a uma vida saudável. Para os doentes dessa maioria, a pergunta é: por que estamos tendo problemas de saúde? Reconhece-se hoje que o estilo de vida causa mais de 90% dos problemas de coração, mais de 60% dos casos de câncer e, talvez, todos os casos de diabete tipo 2. Quanto mais olhamos, mais vemos como nossas emoções, reações à vida, dieta pobre, falta de exercício e estresse modelam nossa vida. Como temos um controle significativo sobre nosso organismo, podemos reprogramar a saúde e a vida com nossas intenções. Se de fato soubessem como o seu organismo funciona, as pessoas poderiam influenciar sua saúde, e isso seria o melhor preventivo para a doença.

É possível remodelar nossos pensamentos mais profundos?
O problema é que não entendíamos como a mente trabalha. Temos duas mentes, a consciente e a inconsciente. Associamos a primeira à nossa identidade pessoal - é a mente pensante, racional. A mente subconsciente opera sem a supervisão da consciente - é a "mente automática". Se as crenças da mente subconsciente conflitarem com os desejos da mente consciente, quem ganhará? A resposta é clara: a mente subconsciente, pois ela é uma processadora de informações um milhão de vezes mais poderosa do que a outra e, como os neurocientistas revelam, opera em torno de 95% do tempo.

Pensávamos que se a mente consciente se tornasse cônscia de nossos problemas, automaticamente corrigiria quaisquer programas negativos descarregados na mente subconsciente. Mas isso não funciona, porque a mente subconsciente é como um gravador - ela grava comportamentos (os fundamentais, na maioria, são armazenados antes dos seis anos de idade) e, ao se apertar um botão, o programa será repetido incontáveis vezes (hábitos). Não existe uma "entidade" na mente subconsciente que "ouça" o que a mente consciente quer.

Pensamentos positivos funcionam quando a meta desejada é apoiada pelas intenções da mente consciente e pelos programas da mente subconsciente. Quanto a isso, existem três maneiras de mudar crenças velhas, limitantes ou sabotadoras na mente subconsciente: a meditação budista mindfulness, a hipnoterapia clínica e a chamada "psicologia da energia". Todos esses métodos são discutidos na seção "Resources" do meu site
www.brucelipton.com

O PENSAMENTO NUTRE A MENTE E O SISTEMA IMUNOLÓGICO


A conexão entre as imagens produzidas pela mente, seja em forma de fantasia ou visualização, e os mecanismos biológicos há muito é conhecida e pesquisada. Um dos primeiros estudos foi realizado pelo médico americano Edmund Jacobson. Ele descobriu que, quando se mentaliza um movimento, como mover a perna para caminhar, os músculos naquela perna aumentam instantaneamente a atividade elétrica.   Da mesma forma que o corpo precisa de um equilíbrio de vitaminas, minerais, proteínas e outros nutrientes para crescer e manter-se sadio, a mente necessita de “nutrientes mentais” que possibilitem a sua saúde fisiológica e emocional.   Você é responsável pela sua saúde física e mental. O respeito que tem por si mesmo e o seu amor próprio determinam suas atitudes e emoções. Assim, através do alimento que você consome, de suas horas de relaxamento e de sono, de sua rotina de exercícios, está sempre optando por uma qualidade de vida – estas decisões controlam cerca de 90% dos fatores que afetam sua saúde, afirma o cirurgião Bernie Siegel, autor do best-seller Love, Medicine & Miracles (Amor, Medicina e Milagres).

Algumas pessoas, quando ficam extremamente estressadas, se mantêm equilibradas e em boa saúde, e com freqüência ficam doentes quando tudo volta ao normal. Outras parecem se adaptar às intempéries da vida, permanecendo saudáveis e ativas.

Até recentemente, a ciência médica tinha pouco a dizer sobre essas diferenças, especialmente o papel dos pensamentos e atitudes para regular o que se supunha ser uma reação involuntária ao estresse. Novas pesquisas têm indicado que o sistema imunológico, arma principal do corpo contra doenças infecciosas, é regulado por um constante fluxo de automensagem. Essas doenças se originam nas emoções produzidas pela tensão e pelo estresse.

A idéia de que as imagens geradas pela mente, quer de forma espontânea ou programada, influenciam o sistema de imunidade e, em conseqüência, a saúde da pessoa tem sido explorada principalmente na qualidade de sobrevida de pacientes

Um dos pioneiros nesses estudos usando técnicas de relaxamento combinadas com imagens mentais O. Carl Simonton. Outros profissionais, como o cirurgião Bernie Siegel e a psicóloga Patrícia Norris, têm obtido sucesso no tratamento de pacientes com a prática de visualização personalizada.

Cientificamente, fica cada vez mais aparente o elo entre o psíquico (pensamento e emoções) e o sistema imunológico. Pode-se fazer previsões a respeito da saúde de uma pessoa avaliando como ela reage ao estresse do dia-adia e lida com seus sentimentos. As emoções causam uma alteração química no cérebro que afeta o sistema endócrino, alterando os níveis de hormônios, repercutindo também no sistema nervoso e nas respostas do sistema imunológico. Dependendo da personalidade e do comportamento da pessoa, esse processo tanto pode apresentar riscos à saúde como proteger o organismo da presença de invasores (bactérias, vírus etc.).

A mente tem a função mais importante na recuperação de doenças. Por meio dos pensamentos, imagens, crenças, memórias e emoções, ela pode alterar a estrutura bioquímica e o sistema nervoso. Esta interação é constante e involuntária. Poucas pessoas sabem que têm poder para alterar a maneira como a mente e o corpo interagem e que podem aprimorar essa comunicação, aprendendo a prevenir doenças e expandir seu potencial humano.

A mente e o corpo estão constantemente se comunicando, e reagem de maneira holística aos estímulos externos. Portanto, todo pensamento aciona automaticamente o mecanismo bioquímico e a atividade eletroquímica. Este é o princípio que guia as pesquisas na área do estresse desde os estudos realizados na década de 1960 na Menninger Foundation, nos Estados Unidos. Acredita-se que o estado mental de uma pessoa determina adaptações em níveis fisiológico e emocional.

De acordo com a fisiologia do estresse, as reações são desencadeadas a partir do acionamento de uma parte do cérebro chamada hipotálamo. O hipotálamo libera uma substância que estimula a glândula hipófise a produzir um hormônio (ACTH–hormônio adreno corticotrópico). O principal destinatário do ACTH são as glândulas suprarenais. Recebendo uma mensagem elétrica direta do cérebro, as glândulas suprarenais são estimuladas a liberar dois hormônios: adrenalina e no radrenalina, que podem afetar o funcionamento do sistema imunológico, causando até sua paralisação.

O hipotálamo é responsável pelo controle e ativação do sistema nervoso autônomo. Além de regular o sistema endócrino e outras funções do organismo, o sistema nervoso autônomo também é responsável pela atividade do sistema nervoso simpático, que prepara o corpo para enfrentar a situação estressante, e do sistema nervoso parassimpático, que prepara o corpo para relaxar.

O sistema nervoso simpático desencadeia as adaptações fisiológicas, incluindo aumento da freqüência cardíaca, aumento da pressão arterial do sangue, maior consumo de oxigênio devido a uma respiração mais rápida e superfi cial, redução da temperatura dos pés e das mãos, aumento no nível de sudorese das mãos e dos pés, contratura muscular e dilatação das pupilas. Além da ativação das glândulas supra-renais e pituitária, o pâncreas produz mais insulina devido a um aumento de açúcar no sangue. Portanto, no caso do estresse, todo o organismo é ativado – sistema nervoso, sistema endócrino e siste ma imunológico – para o enfrentamento ou fuga da situação estressante.

Da mesma forma que o hipotálamo pode enviar uma mensagem de alerta preparando o corpo para lutar ou fugir, pode ativar o sistema nervoso parassimpático, desencadeando uma resposta de relaxamento. Esta é uma condição necessária para que o organismo possa se recuperar dos desgastes contínuos que sofre e manter um equilíbrio que propicie a recuperação do corpo.

SISTEMA IMUNOLÓGICO
A relação entre estresse, sistema de imunidade e doenças é demonstrada em muitas pesquisas, as frustrações do dia-a-dia afetam as células do sistema imunológico. Neste cenário, a postura mental pode atuar como um escudo, imunizando contra doenças Mais recentemente, devido à grande incidência de doenças relacionadas ao estresse e à maior conscientização do efeito do pensamento e das emoções, retornou-se à medicina psicossomática, desenvolvida pelas culturas assíria e grega. A palavra psicossomático, de origem grega, é formada de dois termos: psyche, que signifca mente ou espírito, e soma, que significa corpo.

Novamente, uma perspectiva mais global começou a surgir, considerando a pessoa como um todo, em vez de fragmentá-la. Essa visão enfatiza os fatores psicos sociais que contribuem para as doenças ou facilitam o processo de recuperação.

O cardiologista Herbert Benson, diz que 75% das doenças estão diretamente relacionadas ao estresse. Para ele, estamos apenas começando a entender a relação entre a mente e o corpo. Em 25% das vezes, o tratamento médico tradicional apresenta resultados animadores, como o da insulina, penicilina e cirurgia. No entanto, segundo Benson, em 99% dos casos a mente é responsável pelas reações fisiológicas e emocionais e pelo poder que os pensamentos exercerão na recuperação da pessoa. Por isso, é imprescindível que a pessoa se conscientize da qualidade de suas automensagens e aprenda a fazer as mudanças necessárias para regular o seu sistema imunológico.

O sistema imunológico agrupa células, tecidos, bioquímicos e órgãos espalhados pelo corpo. Ele tem a missão de detectar e defender o organismo de intrusos. Alguns desses elementos estranhos ao corpo podem trazer benefícios, enquanto outros podem causar a morte. O sistema de defesa é responsável por identificar os agentes invasores, determinando o grau de ameaça para, então, destruí-los, se for o caso. O mau funcionamento do sistema imunológico torna o orga nismo vulnerável a todo tipo de invasores, do simples vírus da gripe .

O sistema imunológico é como um exército bem orquestrado, onde o esquema de segurança é coordenado pelas células brancas – fagócitos e linfóides. Os fagócitos atuam como patrulheiros, que atacam o invasor. Após a captura, os linfóides (células B e T) entram em ação, produzindo anticorpos para neutrali zar o inimigo ou identifi - cá-lo para um futuro ataque.

A atividade cerebral interfere na execução da defesa do sistema imunológico. O hipotálamo e outras partes do cérebro produzem neurotransmissores e hormônios – mensageiros químicos – que circulam no coração, músculos e sistema imunológico. O estresse pode impedir que os mensageiros executem sua tarefa.

Uma área de grande interesse científico tem sido a de hormônios. A produção de endorfina, por exemplo, parece regular não apenas o sistema imunológico como também a sensibilidade à dor. A produção de cortisol é acelerada pelo estresse e pode suprimir as células de imunidade, tornando a pessoa extremamen te vulnerável a qualquer doença. Outro hormônio – a epinefrina –, conhecido como adrenalina, às vezes estimula as defesas do corpo. Em outros momentos, no entanto, inibe esta capacidade. A norepinefrina atua primariamente como um neurotransmissor e pode ser perniciosa ao sistema imunológico.

Muitas vezes os agentes invasores podem viver secretamente no organismo até que uma situação mui to estressante ou problemas de nutrição estimulem seu ataque. Assim, podem passar despercebidos pelo exército de defesa do sistema imunológico.

Em algumas pessoas, o esquema de defesa está sempre alerta. Em outras, parece que os soldados responsáveis pela defesa do corpo caíram em sono profundo, deixando o organismo desguarnecido. Esta diferença ocorre em função da qualidade da alimentação, hábitos pessoais como o sono, exercício físico regular, prática de relaxamento e, acima de tudo, da postura mental.

Em suma, a mente e o corpo controlam um sistema complexo que se comunica e interage. A mente é a parte mais importante desse sistema. Ela tem o poder de regular todas as funções orgânicas e produzir elementos químicos indispensáveis para o bem-estar do indivíduo.

A mente possui dois escravos: o corpo e as emoções. Eles reagem de acordo com a qualidade dos pensamentos que ela produz. Quando a pessoa não gosta de si, ela se comunica consigo mesma através de pensamentos negativos e autodestrutivos. Este processo determina o comportamento e as atitudes das pessoas.

Para mudar uma personalidade negativa ou disfuncional, é necessário primeiro mudar a qualidade dos pensamentos. Use sua imaginação para criar uma imagem daquilo que gostaria de ser e utilize os poderes da visualização para materializar imagens mentais que possam melhorar sua qualidade de vida física e mental. Assim, diminuirá o risco de acidentes de percurso, como ter um sistema de defesa sonolento e displicente que permita a invasão de agentes estranhos ao seu organismo.

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CURSOR CONTROLADO PELO PENSAMENTO SABE A HORA CERTA DE PARAR

O novo algoritmo (à direita) decodifica os sinais neurais com uma precisão que representa um salto em relação aos modelosanteriores
Imagem: Vikash Gilja/Stanford University

Próteses neurais. Quando uma pessoa com paralisia imagina mover o membro paralisado, os neurônios da parte do cérebro que controlam aquele movimento ainda disparam como se estivessem tentando fazer o membro imóvel mexer-se novamente.

Apesar da lesão neurológica ou da doença que rompeu a via entre o cérebro e o músculo, a região onde os sinais são emitidos permanece intacta e funcional.

Nos últimos anos, neurocientistas e neuroengenheiros que trabalham com próteses começaram a desenvolver sensores implantáveis no cérebro que podem medir sinais a partir de neurônios individuais.

Depois de submeter esses sinais a um algoritmo matemático para decodificação, eles os utilizaram para controlar cursores de computador apenas com o pensamento. Essa área de estudo é conhecida como protética neural.

Algoritmo neural. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveu agora um novo algoritmo, chamado ReFIT (REcalibrated Feedback InTention, intenção de feedback recalibrada, em tradução livre).

O algoritmo melhora muito a velocidade e a precisão das próteses neurais que controlam os cursores na tela do computador.

Em demonstrações lado a lado com macacos-rhesus, cursores controlados pelo algoritmo ReFIT duplicaram o desempenho dos sistemas existentes, aproximando-se do desempenho do braço real.

Melhor ainda, mais de quatro anos após a implantação, o novo sistema continua funcionando de forma robusta, enquanto os sistemas anteriores apresentam uma diminuição constante de desempenho ao longo do tempo.

"Essas descobertas podem levar a um desempenho e robustez muito melhores das próteses implantadas em pessoas com paralisia, algo que estamos buscando ativamente como parte dos testes clínicos [com a plataforma] BrainGate," disse Krishna Shenoy, coordenador do experimento.
Comparação de desempenho entre o braço real (esquerda), o novo algortimo (centro) e o algoritmo anterior com melhor desempenho (direita). [Imagem: Vikash Gilja/Stanford University].


Monitor neural em tempo real. O sistema se baseia em chip de silício implantado no cérebro, que registra "potenciais de ação" na atividade neural a partir de uma matriz de eletrodos, e envia os dados para um computador.

A frequência com que os potenciais de ação são gerados fornece as informações sobre a direção e a velocidade do movimento pretendido.

O algoritmo ReFIT decodifica esses sinais com uma precisão que representa um salto em relação aos modelos anteriores.
Na maioria das pesquisas com próteses neurais controladas pelo pensamento, os cientistas gravam a atividade cerebral enquanto o usuário move ou imagina mover um braço, e analisam os dados a posteriori.

O pesquisador Vikash Gilja descobriu como fazer isso on-line, em um circuito fechado de controle no qual o computador analisa e implementa o feedback visual capturado em tempo real, conforme o macaco controla neuralmente o cursor rumo a um alvo na tela.

Por estranho que pareça, um dos elementos fundamentais do trabalho de Gilja foi a forma de parar o cursor, e não de movê-lo.

Embora os algoritmos anteriores atinjam o alvo quase tão rapidamente quanto o novo algoritmo, eles muitas vezes ultrapassam o destino, exigindo tempo para trazer o cursor de volta, sendo necessárias várias passagens para "clicar" no alvo.

Kelly Servick