sábado, 19 de junho de 2010

RESILIÊNCIA

É um conceito da física, utilizado primeiramente pela engenharia que se refere a capacidade de um material sofrer tensão e recuperar seu estado normal, quando suspenso o "estado de risco".

No campo das relações humanas, é compreendido como um processo que excede a simples superação de experiências, já que permite ao indivíduo sair fortalecido por elas, superar, o que necessariamente promoveria a saúde mental.

O termo Resiliência, apesar de guardar uma discussão a respeito de sua definição, vem sendo consensualmente utilizado como a capacidade humana para enfrentar, vencer e ser fortalecido ou transformado por experiências de adversidade. Tem sido utilizado em psicologia como a capacidade humana de enfrentar adversidades sucessivas ou acumuladas, com o mínimo de disfuncionalidade para o desenvolvimento, agindo com equilíbrio no pensar e no agir.

A resiliência pode ser pensada como capacidade de adaptação ou faculdade de recuperação. Uma atitude resiliente significa ter uma conduta positiva apesar das adversidades, ou seja, soma-se à resiliência a capacidade de construção positiva, superação, re-significação dos problemas, flexibilidade cognitiva. Este constructo apesar de atual, nas ciências humanas não é apenas
um fenômeno individual, pode ser grupal, institucional, comunitária e por que não empresarial e mercadológica.

A resiliência é ativada e desencadeia um processo positivo de construção, através da vivência das pessoas, instituições ou empresas. Fatores como: alcançar resultados positivos em situações de alto risco, manter competência sob ameaças e no caso de empresas, a ataques de concorrentes ou enfrentar situações inesperadas revertendo-as a seu favor, são como se recuperar de
traumas.

As pesquisas cada vez mais aprofundadas em resiliência mudaram a forma como se percebe o ser humano, saindo de um modelo de risco, baseado nas necessidades, para um modelo de prevenção e promoção, baseado nas potencialidades e recursos que o ser humano tem em si mesmo e ao seu redor, considerando o indivíduo agente de sua própria ecologia e adaptação social.
Nesta nova concepção, o indivíduo não apenas carece , mas é capaz de procurar seus próprios recursos e sair fortalecido das adversidades.

A resiliência não pode ser confundida com invulnerabilidade. Ser resiliente não é ser invulnerável, não significa dizer que em outras circunstâncias o indivíduo não se abateria, pelo contrário, é ter a capacidade de se reerguer depois de atingido, de adaptar-se positivamente ao que lhe foi imposto, extraindo experiência das situações difíceis, enriquecendo de maneira única a vivência do indivíduo ou da empresa e depois, utilizar esse aprendizado para reverter a situação a seu favor.

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ADMINISTRAÇÃO HOLISTICA

O holismo significa que o homem é um ser indivisível, que não pode ser entendido através de uma análise separada de suas diferentes partes

Uma nova visão de mundo,  lhes permitirá perceber com todos os sentidos a unicidade de si mesmo e de tudo que os cerca. A empresa ganha uma nova
visão, valorizando todos os processos e departamentos, e tendo consciência
que todos têm a sua importância e que todos compõem a empresa, que a
empresa não é mera soma de departamentos e processos, mas que são eles
a empresa. Traz a percepção da organização como uma série de processos
e atividades interligadas.

A Administração Holística tem como base que a empresa não pode mais ser
vista como um conjunto de departamentos [Departamentalização] que
executam atividades isoladas, mas sim como em conjunto único, um sistema
aberto em continua interação.

A abordagem holística propõe uma integração de conceitos defendidos por
outros modelos de administração, como: a valorização da intuição preconizada
pelo modelo japonês, o desenvolvimento pessoal defendido pela administração
por objetivos e a interação valorizada pelo Desenvolvimento Organizacional.

A visão holística está mais para uma forma de pensar, de perceber a realidade,
do que para um modelo. As organizações reproduzem em pequenas escalas
as configurações e dimensões do universo. Por isso se diz que o desenho das organizações atuais deveria ser uma estrutura de holograma, sem forma e limite definidos, adaptáveis às circunstâncias, com linhas hierárquicas simplificadas,
muitos canais de comunicação e trabalho matricial ou em redes, formando-se
equipes interdisciplinares para resolver desafios que enfrenta a organização.

Um pensamento deve ser levado em consideração: a relação hologramática
entre as partes e o todo. Quem não compreende o princípio de recursividade,
está condenado à insipidez, à trivialidade e ao erro. Assim deve-se criar no
homem a ideia de viver em harmonia com a natureza, como parte integrante
dela, de quem é reflexo e a quem modifica, e esta necessidade de que se crie
uma nova consciência ecológica e se desenvolva uma nova postura ética
erante a natureza é tarefa do gerenciamento holístico.

A ideia do holismo não é nova. Ela está subjacente a várias concepções
filosóficas ao longo de toda a evolução do pensamento humano. O termo
holismo origina-se do grego “holos”, que significa todo. Na concepção
holística, não só as partes de cada sistema se encontram no todo, mas os
princípios e leis que regem o todo se encontram em cada uma das partes e
todos os fenômenos ou eventos se interligam e se interpenetram, de forma
global.

Holística não é ciência, nem filosofia. Não é uma religião nem uma disciplina
mística. Também não constitui um paradigma. Segundo Pierre Weil, (1991),
a abordagem holística propõe uma visão não-fragmentada da realidade onde sensação, sentimento, razão e intuição se equilibram e se reforçam”.

O pensamento holístico é profundamente ecológico. O indivíduo e a natureza
não estão separados, formam um conjunto impossível de ser dissociado. É
por isso que qualquer forma de agressão à natureza é pura e simplesmente
uma forma de gerar a própria aniquilação.

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