quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS 04 01 2018

PEDOFILIA DISQUE 100 OU 181

A Organização Mundial de Saúde, na sua Classificação Internacional das Doenças, define a pedofilia como uma categoria das parafilias, ou seja, um transtorno caracterizado por um padrão de comportamento sexual no qual, em geral, a fonte predominante de prazer está em crianças pré-púberes (com idade até 13 anos). Problema de saúde mental, a pedofilia é, portanto, um transtorno sexual e não um
ato ou um crime.

No entanto, quando a pessoa que sofre desse tipo de transtorno tem relação sexual com as vítimas, ela está agindo como criminosa e vai responder por abuso ou exploração de crianças. É importante ressaltar que nem toda pessoa que sofre do transtorno de pedofilia necessariamente comete crimes sexuais (ela pode procurar tratamento ou se abster, e não chegar a cometer o crime). Por outro lado, nem toda pessoa que comete abuso sexual contra uma criança pode ser classificada como pedófilo.

O abuso sexual é geralmente praticado por pessoa com quem a criança ou adolescente possui relação de confiança, que faz parte do seu convívio. Essa violência pode se manifestar dentro ou fora do ambiente doméstico.

A exploração sexual pode ocorrer de formas diferentes: no contexto da prostituição; através do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual; no contexto do turismo e, ainda, por práticas relacionadas à pornografia infantil.


Combate
A Lei nº 11.829/2008, que alterou os artigos 240 e 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, tornou a punição para crimes de pornografia infantil mais severa, aumentando as penas e incluindo várias condutas relacionadas a essa prática. A partir de então, é crime: produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente. E ainda: adquirir, possuir ou armazenar, oferecer, vender, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.


Cabe ao Governo Federal desenvolver programas e ações que promovam a defesa dos direitos humanos da criança e do adolescente. Uma importante iniciativa é o Disque 100, um canal de denúncias disponível para a população e que pode ser acessado gratuitamente em todo o território nacional. O serviço funciona 24 horas
e a denúncia pode ser anônima. 

Outro exemplo é o programa Escola que Protege, que financia projetos de capacitação de profissionais da educação pública para lidar com situações de violência identificadas no ambiente escolar e, com isso, ajudar a prevenir ou romper o ciclo da violência infanto juvenil. 

www.brasil.gov.br › Cidadania e Justiça › 2011 › 07


PERITOS DA POLÍCIA FEDERAL CRIAM PROGRAMA QUE VASCULHA CELULARES E COMPUTADORES EM BUSCA DE PORNOGRAFIA INFANTIL




Peritos da Polícia Federal em Campo Grande (MS) desenvolveram e aprimoraram um programa capaz de identificar, em poucos minutos, imagens e vídeos de pornografia infantojuvenil arquivados com suspeitos de pedofilia.

A ferramenta forense NuDetective auxilia operações com a busca de arquivos de pornografia com imagens de crianças e pré-adolescentes, ainda no local do crime, durante o mandado de busca e apreensão.

"O suspeito não precisa compartilhar as imagens para responder criminalmente. Basta ter fotografias e filmes que exponham crianças para ser responsabilizado", explica o engenheiro Pedro Monteiro da Silva Eleutério, 40, que desenvolveu o programa em parceria com o cientista da computação Mateus de Castro Polastro, 37.

Esta é a principal diferença da ferramenta NuDetective em relação aos outros programas. Ela detecta e identifica arquivos que são desconhecidos e que nunca foram compartilhados na internet. O nome junta dois termos em inglês: "nude" (nu) e "detective" (detetive).

Os peritos já identificaram vídeos e fotos de abuso até de bebês com menos de um ano de idade. Em um computador de uma pessoa que se interessa por esse tipo de conteúdo, geralmente existem fotografias e vídeos de crianças de ambos os sexos e idades antes da puberdade.

Não existem estudos que definam um padrão sobre o pedófilo. No geral, de acordo com a Polícia Federal, essa pessoa possui muitos arquivos ilícitos, podendo variar de cem a 5.000 imagens de crianças.

Já foram flagrados em operações desde pedófilos jovens, com 18 anos, até pessoas com mais de 60 anos.

De acordo com os peritos da Polícia Federal, existe uma tendência de se acreditar que as meninas são as mais procuradas pelos pedófilos, mas isso não é verdade. Os arquivos de pornografia infanto juvenil incluem meninos na mesma proporção.
A ideia do NuDetective surgiu devido à mudança do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 2008, que tipificou como crime a posse de arquivos de pornografia infantojuvenil.

"Ele vasculha o dispositivo de armazenamento computacional e identifica os arquivos mais prováveis de conterem pornografia infantojuvenil, através da utilização de quatro técnicas [análise de imagens, análise de vídeos, análise de
hash e análise de nomes, leia mais abaixo], que são utilizadas conjuntamente, de forma combinada. Cabe ao perito visualizar os arquivos trazidos pela ferramenta
e definir se é pornografia", afirma Eleutério.

O programa vasculha dispositivos de armazenamento computacional em HDs, computadores, cartões de memória, pendrives, notebooks, celulares e tablets.

"Em geral, 15 minutos são suficientes para identificar se um dispositivo possui arquivos relacionados à pornografia infantojuvenil e esse tempo já inclui a análise do conteúdo. Isso é possível, pois o perito não precisa aguardar o programa terminar a varredura para analisar os resultados. Enquanto roda, o programa já exibe os arquivos suspeitos encontrados em tempo real."

Antes, os peritos podiam levar até 20 dias para contabilizar, na Polícia Federal, todas as imagens armazenadas em um dispositivo. No laboratório, os peritos apuram, inclusive, se o pedófilo está se comunicando com a criança ou compartilhando as imagens com outras pessoas.

Como funciona
A análise de imagens, que foi a ideia original para concepção da NuDetective, atua como um detector de nudez.

Inicialmente, o software realiza a detecção automática de nudez em imagens por meio de técnicas de identificação de pixels de pele e de geometria computacional.

Depois, o NuDetective verifica o nome dos arquivos a fim de detectar as expressões mais comuns de pedofilia.

Em seguida, o programa compara o valor hash [a impressão digital do arquivo] com uma lista de valores de arquivos ilegais conhecidos.

Por fim, o programa calcula a amostra ideal e extrai frames de vídeos, realizando a detecção de nudez nos frames a partir dos algoritmos utilizados pela análise de imagem, permitindo a identificação de vídeos de pornografia infanto-juvenil.

A taxa de sucesso do programa é de 95% de detecção de fotografias e 85% para vídeos com imagens de pedofilia.
 Silva Júnior/Folhapress
"Crianças não devem possuir redes sociais convencionais"
Segundo os peritos, a melhor forma para evitar abusos na internet é a prevenção. Eles aconselham aos pais a ficarem atentos a todo o conteúdo que as crianças acessam e, principalmente, com quem conversam no mundo virtual.

"Antigamente a gente ouvia dizer que o computador tinha que ficar na sala. Mas hoje as crianças têm smartphones e tablets. E elas ficam 100% do tempo conectadas, sozinhas no quarto. Aí mora um perigo muito grande. Crianças não devem possuir redes sociais convencionais --existem redes sociais específicas para elas. A política de segurança e uso do Facebook, por exemplo, proíbe menores de 13 anos de possuírem um perfil-- só que ninguém lê esse tipo de coisa", explica Eleutério.

Tecnologia foi desenvolvida pelos próprios peritos
Os peritos da Polícia Federal desenvolveram o programa fora do horário de trabalho, no final de 2009. Hoje está na versão 3.2. "Toda a metodologia foi pesquisada e desenvolvida por nós mesmos. Lemos diversos artigos científicos relacionados e a partir de testes e experimentos desenvolvemos as melhores técnicas que entendemos que iriam funcionar bem", explica Eleutério.

O NuDetective é gratuito, mas exclusivo de forças da lei e de instituições públicas. Já solicitaram e receberam o programa mais de 50 instituições nacionais, como a Polícia Federal, institutos de criminalística estaduais, polícias civis estaduais, Exército, Marinha, Ministérios Públicos estaduais e federais, além de universidades públicas. Fora do Brasil, a NuDetective foi enviada a nove países, incluindo Portugal, Argentina e EUA.

Os peritos já receberam prêmios por publicações, um dos quais no Encontro Mundial de Peritos, que aconteceu na Coreia do Sul, em 2014. O prêmio mais relevante, segundo eles, foi o Destaque Forense, concedido pela Sociedade Brasileira de Ciências Forenses, que escolheu uma das publicações da dupla como o melhor artigo científico nacional em ciências forenses no biênio 12-13.

Embora não tenham estimativas oficiais, os peritos avaliam que mais de 300 pedófilos já foram identificados com o auxílio da NuDetective no Brasil.

As denúncias sobre pedofilia podem ser feitas nas delegacias de Polícia Civil da cidade ou por telefone, no Disque 100. Pela internet, é possível denunciar pelo aplicativo Proteja Brasil.
Paulo Renato Coelho Netto
UOL, em Campo Grande
19/11/201704h00

PENSAMENTO POSITIVO FISICA QUANTICA [VIDEO]

Pensamento Positivo e a Física Quântica 
 


NOOSFERA ESFERA DO PENSAMENTO HUMANO

 

 A Noosfera pode ser vista como a "esfera do pensamento humano", sendo uma definição derivada da palavra grega νους (nous, "mente") em um sentido semelhante àatmosfera e biosfera.

Na teoria original de Vernadsky, a noosfera seria a terceira etapa no desenvolvimento da Terra, depois da geosfera (matéria inanimada) e da biosfera (vida biológica). Assim como o surgimento da vida transformou significativamente a geosfera, o surgimento da conhecimento humano, e os consequentes efeitos das ciências aplicadas sobre anatureza, alterou igualmente a biosfera.

 
No Conceito da Noosfera do filósofo francês Teilhard de Chardin, assim como há a atmosfera, existe também o mundo das ideias, formado por produtos culturais, pelo espírito, linguagens, teorias e conhecimentos.

Seguindo esse pensamento, alimentamos a Noosfera quando pensamos e nos comunicamos. A partir de então, o conceito de Noosfera foi revisto e consequentemente sendo previsto como o próximo degrau evolutivo de nosso mundo, após sua passagem pelas posteriores transformações de "Geosfera", "Biosfera", "Tecnosfera" (temporária e em andamento) e então Noosfera.

A transição da biosfera de uma ordem inconsciente de instinto para a ordem superconsciente de telepatia é uma função da Lei do Tempo e é denominada transição biosfera–noosfera. A transição biosfera-noosfera é o resultado direto do aumento exponencial de complexidade biogeoquímica e a consequente liberação de “energia livre” devido à aceleração da transformação termo-químico-nuclear dos elementos.

A evolução do "Cérebro Galáctico" segue um processo estritamente regulado no qual a transição da consciência instintiva para a consciência telepática contínua é inevitável e representa a derradeira crise no desenvolvimento da biosfera. Essa mudança, caracterizaria então a próxima era Geológica denominada Era "Psicozóica", definida como a sequência normativa da evolução do superconsciente hiperorgânico da noosfera unificada telepaticamente. No séc. XXI, M.Mocatino deu origem a uma vertente de pensamento sem nome e mutável (fazendo referência ao universo), a qual detinha como intuito também "traduzir" a Noosfera. Essa vertente, não se baseia em conceitos mas sim em ideias que são refutadas e transformadas (quase como um programa "open-source"), seguindo uma lógica de pensamento baseada em hipóteses e probabilidades levando em consideração o princípio da incerteza, assim como o modelo universal. Essa vertente de pensamento possibilita à mente humana a capacidade de esboçar em seu sub-consciente um cenário da Noosfera, diferente do modelo relativamente "estático" a que estamos acostumados em nosso cotidiano.

Um dos indícios de noosfera é traduzido pelo crescente aumento de pessoas tendo a mesma ideia praticamente ao mesmo tempo, mesmo estando isoladas. Seguindo Leis físicas, a explicação para isso seria dada por uma relatividade divergente de velocidade presente entre a matéria e a energia, ou entre o cérebro e a noogênese, na qual as informações acessadas já estariam dispostas na Noosfera, mesmo que de forma primordial. Algumas das ideias usadas de base para isso estão concentradas em temas como "Agnosticismo", "Cosmologia" e "Cultura Maia" entre outros povos, os quais detinham um conceito sobre o tempo diferente das sociedades ocidentais e dominavam a Matemática e o Mapeamento Astral...

wikipédia

MONGE OSHO AUTOCONHECIMENTO

Osho – Meditação


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

METAMORFOSE E TRANSFORMAÇÃO COLETIVA

 
DEEPAK CHOPRA
METAMORFOSE E TRANSFORMAÇÃO COLETIVA

INCRÍVEL MÁQUINA HUMANA

A Incrível Máquina Humana
 

FÍSICA QUANTICA EXPLICA HOMEOPATIA

 
Física Cuántica explica la homeopatía

Gota com expressão humana

GERAÇÃO TOUCH

 
Os movimentos finos de nossas mãos ainda são comandados pelos polegares, que, nos últimos anos, aprenderam a digitar velozmente em telas touch de smartphones e tablets. Esses aparelhos poderosos e de uso intuitivo se tornaram de tal modo uma extensão de nossos dedos que passaram a moldar o comportamento de uma geração inteira.
 
Os jovens que hoje têm 15 anos conhecem a vida com um celular nas mãos. Eles não são os primeiros a crescer sob a influência da internet, mas os primeiros a se definir pela ligação com um universo digital e móvel: com o celular conectado à internet, carregam no bolso as amizades, a escola, o trabalho e uma fonte inesgotável de conhecimento. Ainda não há um nome estabelecido para eles. Há quem fale em geração Z ou pós-millennials. Pode-se batizá-los de "geração touch".

Estima-se que os jovens nessa faixa etária sejam hoje 26% da população mundial. Em pouco mais de uma década, eles deverão representar 75% da força de trabalho global. Muitos estarão à frente do próprio negócio. Vão se casar, ou se unir em outros tipos de relação estável. Terão os seus filhos. Pintar um retrato dessa multidão implica, obviamente, passar por cima de diferenças marcantes. A influência do lugar onde se nasce não deve ser ignorada, mesmo que esses adolescentes, vivendo ao redor do planeta mas interligados pela tecnologia móvel, tenham, como nenhuma outra geração anterior, um mesmo repertório de referências, imagens, informações. E a adolescência - bem, a adolescência continua a ser o turbilhão que sempre foi. Não há remédio para a maneira como ela exacerba comportamentos e traços de personalidade. Segundo os estudiosos, no entanto, o perfil de grupos etários que compartilham experiências culturais, econômicas e políticas pode ser codificado e estudado de maneira proveitosa.

É na escola que a primeira característica da geração touch se torna evidente. Pesquisas internacionais demonstram que 52% dos adolescentes usam o YouTube e as redes sociais para estudar. "Prefiro ver as aulas de matemática e ciência em vídeo - para mim é muito mais fácil de entendê-las", diz a mineira Gabriela Salles, que confessa que passa doze horas por dia conectada.

Ainda é cedo para ter certeza do impacto que esse uso constante da internet terá na formação dos jovens. Neurocientistas como Maryanne Wolf, da Universidade Tufts, observam que a leitura não é uma atividade natural para a espécie humana, e depende de circuitos cerebrais que requerem o treino da atenção prolongada para se formar. Um efeito colateral desse aprendizado é a ampliação da capacidade de analisar ideias. A imersão permanente na internet, em aplicativos e redes sociais, estimula de maneira diferente os jovens.

A geração touch está habituada a lidar simultaneamente com até cinco telas. São três telas a mais em comparação com seus antecessores imediatos da chamada geração Y, que hoje têm por volta de 30 anos.

Pesquisas feitas por médicos e psiquiatras do Canadá e dos Estados Unidos confirmam que os adolescentes de hoje demonstram um limite médio de atenção reduzido: são apenas oito segundos, e 11% deles são diagnosticados com transtorno de déficit de atenção. Existe, portanto, um risco no horizonte. Mas faltam estudos para que se possa chegar a conclusões sólidas.
 
"Não há dúvida de que eles aprendem de maneira diferente", diz Wilton Ormundo, diretor do ensino médio da Escola Móbile, em São Paulo. "Isso nos levou a usar não só o computador mas até o celular e as redes sociais na escola. Não é possível excluir das aulas essas ferramentas tão naturais para eles. Grande parte do nosso trabalho atual é ensinar a selecionar as informações e oferecer formas de lidar com as distrações e as multitarefas. Mas não acredito que por isso eles são mais superficiais ou aprendem menos. Na verdade, são bastante exigentes e têm conhecimentos integrados, abrangentes e internacionalizados."

Rita Loiola e Raquel Carneiro
Revista Veja

PESSOAS COM SUPER GENES ESTÃO ENTRE NÓS

 
 Resultados de um estudo chamado “Projeto Resiliência” detectaram 13 pessoas “resilientes” – entre mais de meio milhão de genomas estudados. São indivíduos que têm mutações genéticas que deveriam ter as condenado a graves doenças, muitas vezes mortais, na infância. Mas, em vez disso, eles aparentemente vivem uma vida saudável na idade adulta.

 Mas então como e quando nós vamos colocar essas pessoas em um laboratório, estudar seus genes para encontrar curas e fazer toda a raça humana viver feliz para sempre? Aí é que está: os cientistas não têm sido capazes de entrar em contato com essas pessoas, seja para contar-lhes sobre o seu estado genético especial, seja para fazer qualquer pesquisa de acompanhamento. Formulários de consentimento de pesquisa elaborados muito antes de o Projeto de Resiliência sequer existir inviabilizam a ideia – outro exemplo da questão complicada de consentimento para estudos genéticos.

 O estudo, publicado na revista Nature Biotechnology, é o primeiro passo para o Projeto – ele é a prova de que essas pessoas resilientes com genes superpoderosos realmente existem. E para esta primeira etapa, os cientistas se basearam em dados de genes originalmente recolhidos para outros estudos. A maioria dos genomas, cerca de 400.000 deles, veio de pessoas que enviaram sua saliva para a empresa de sequenciamento 23andMe, e marcaram no formulário de acompanhamento que deixavam seu DNA ser usado em pesquisas.

 “Quando você está lidando com um estudo retrospectivo, você está lidando com dados de outras pessoas”, diz Jason Bobe, geneticista da Centro Médico Mount Sinai, nos EUA, envolvido com o Projeto Resiliência. “Não responde a todas suas perguntas. Não tem todas as informações que você precisa”.

Heróis anônimos
Os cientistas do projeto não têm nomes, informações ou registros médicos completos de contato. A equipe construiu um programa para analisar dados genômicos para encontrar pessoas com mutações de 584 doenças genéticas graves, como fibrose cística. Eles enviaram o programa aos seus parceiros como a 23andMe, o Hospital Infantil da Filadélfia e o Instituto de Genoma de Pequim, que ofereceram os dados anônimos de 303 candidatos. Fazendo o seu melhor para verificar os dados usando informações médicas autorrelatadas das pessoas sequenciadas, a equipe peneirou os candidatos a 13 pessoas resilientes.
 
É aí que a coisa parou. Para algumas das fontes de dados, os participantes assinaram um termo de consentimento que não permite que eles sejam recontatados por qualquer motivo. “A última ‘geração’ de consentimentos e coleta de amostras correspondentes para estes tipos de estudos em larga escala foram feitos sem um recontato em mente”, diz Jay Shendure, pesquisador de genética da Universidade de Washington, que não esteve envolvido no estudo.

O raciocínio era de que laboratórios de pesquisa não são mantidos ao mesmo nível que os laboratórios clínicos certificadas pelo governo. E para algumas pessoas, a informação genética indesejada pode ser um fardo, também. Por exemplo, você pode doar DNA para um estudo sobre o fígado, mas isso significa que você quer saber se o seu DNA mais tarde terá um gene de uma doença cerebral imprevisível e incurável? Devido a estes limites, o Projeto Resiliência não foi capaz de verificar os registros médicos ou, na maioria dos casos, re-sequenciar o DNA.

Consentimento facilitado
O termo de consentimento da 23andMe não promete nenhum novo contato, mas não explicitamente pede consentimento para que ele seja feito, deixando-o em um limbo. Bobe diz que o Projeto Resiliência pediu à 23andMe para elaborar um processo para recontatar oito indivíduos identificados neste estudo. “Mesmo que nós façamos este novo contato regularmente com participantes de pesquisas”, disse a 23andMe em um comunicado ao site Wired, “às vezes pode ser um processo complexo, que envolve tempo e recursos significativos, o que é o caso neste momento”.

Esse problema do consentimento para recontatar doadores pode não ser um problema para sempre. “Cada vez mais, os projetos de investigação estão construindo um engajamento dos participantes na estrutura de suas pesquisas”, diz Michelle Meyer, especialista em bioética da Universidade Clarkson e do Monte Sinai. Isso poderia significar, por exemplo, manter os pacientes por perto quando seu DNA torna-se um achado inesperado como uma superpotência genética. Meyer também tem consultado sobre a próxima fase do Projeto Resiliência, que irá recrutar um adicional de um milhão de pessoas que concordarão expressamente com o recontato.

O Projeto Resiliência tem certamente seu desafio estabelecido. Basta considerar o paciente típico a participar de um estudo que poderia algum dia curar sua doença, mas este projeto terá de recrutar pessoas saudáveis, ​​cuja proteção contra falhas genéticas só poderia ser conhecida quando eles se juntassem ao estudo. “Sabemos que temos que atingir números muito grandes. Sabemos que vai ser raro”, diz Bobe. Mas uma vez que a equipe identificar as pessoas resilientes, eles vão finalmente ser capazes de falar com elas.
 
Wired