terça-feira, 23 de novembro de 2010

VALORIZE SUA ASSERTIVIDADE


A dificuldade do ser humano em se relacionar é um dos fatores que gera problemas tanto no campo pessoal quanto profissional. Hoje, por exemplo, existe uma grande necessidade dos colaboradores desenvolverem uma competência comportamental - a assertividade. Ou seja, é a capacidade que o indivíduo tem em se posicionar diante das pessoas e de situações. Contudo, é preciso tomar cuidado para que as atitudes não sejam consideradas agressivas e culminem em conflitos. Confira algumas características de que é assertivo.

Uma maneira de desenvolver a assertividade é ser um bom ouvinte e realmente entender a mensagem que foi transmitida a você.

Quando apresentar uma ideia, uma proposta a alguém, ir direto ao assunto é uma ótima dica para trabalhar a assertividade. Fazer rodeios para expressar opiniões é perda de tempo e isso pode prejudicar a interação e o diálogo.

A prática do feedback é fundamental para a assertividade. Diante disso, quando for preciso revelar algo que alguém fez que não está dentro daquilo que foi acordado, que o comportamento ou a performance não atendem às expectativas, revele o que pode acontecer se não houver uma mudança naquela situação. Esteja aberto à troca de ideias.

Atenha-se aos fatos, apresente argumentos plausíveis e não apenas diga que "isso ou aquilo deve ser feito, e pronto".

Quem é assertivo sempre encontra tempo para pensar e planejar, antes de defender suas ações. Fazer algo no "susto" geralmente resulta em um "tiro pela culatra".

Para ser assertivo é preciso estar aberto ao constante aprendizado, não ficar na zona do conforto e tampouco fechar-se às inovações.

Se você é assertivo, estimule essa competência entre as demais pessoas que convivem com você, seja no trabalho ou mesmo na vida pessoal. Os reflexos positivos serão sentidos no dia-a-dia.

COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS

É a capacidade de contatar, integrar e identificar as próprias emoções, motivações e pensamentos, vivenciando e gerenciando-os conscientemente, para expressá-los eficazmente na forma de comportamentos e atitudes que garantam mais satisfação e realizações em sua vida profissional e pessoal.

Não há como tomar uma boa decisão se não levarmos em conta as emoções que sempre estão presentes em nossas vidas. Uma boa decisão é sempre o resultado da combinação das competências racionais [técnicas] e emocionais ou, ainda, da integração das funções que estão presentes no hemisfério esquerdo [razão] e direito (emoção) do nosso cérebro. É um engano pensar que não há sentimentos e emoções em qualquer decisão que tomamos, por mais racional que pareça ser ou queremos que ela seja.

Em outras palavras, temos que estar presentes integral e conscientemente em tudo que fazemos, com a razão e emoção atuando em parceria. Acontece que, ao contrário do que ocorre com o lado racional da vida, é da natureza do lado emocional viver meio que escondido e inacessível à nossa consciência. Por isso que, às vezes, como que analfabetos emocionais, tomamos decisões que não parecem ser nossas e nem contemplam nossas reais necessidades.

Simplesmente desconhecemos quais emoções participaram, como participaram e com que intensidade participaram da decisão. É uma espécie de analfabetismo emocional que age e determina, à revelia de nossa consciência, a qualidade de nossas decisões. Pagamos, quase sempre, um alto preço ao ignorarmos e não integrarmos, de forma consciente, as emoções que estão envolvidas nas decisões que precisamos tomar.

A competência emocional, neste momento do mundo corporativo, é de fundamental importância. Hoje já se sabe, através de vários estudos, que o diferencial de sucesso de muitos empreendedores, líderes mundiais e benfeitores da humanidade está mais na sua personalidade do que num pressuposto saber acadêmico.

A formação acadêmica e outras competências técnicas sempre foram consideradas importantes numa trajetória de sucesso. Porém, atualmente, ninguém nega que a personalidade também é determinante ou até mais determinante para o sucesso. Apenas não se falava muito disso, ou não se tinha consciência do tamanho de sua importância num bom desempenho profissional. Hoje é indiscutível que cuidar da própria empregabilidade vai muito além dos títulos acadêmicos e experiência profissional. A empregabilidade passa, principalmente, pelas competências comportamentais e pelo aprimoramento da própria personalidade.

Philip Slater, em seu artigo no capítulo 9, p.119, no livro “O Futuro da Liderança”, 2001, Futura, organizado por Warren Bennis, autoridade mundial em assuntos de liderança, afirmou: “Liderança é tanto arte, quanto ciência. Métodos analíticos bastam para esta última, mas o principal instrumento ou ferramenta, para o líder no papel de artesão, é ele mesmo e a capacidade que tem de usar criativamente sua própria personalidade. Assim como para o médico, é importante para o líder seguir a máxima “conhece-te a ti mesmo”, de forma que ele possa controlar alguns efeitos prejudiciais que venha a criar inadvertidamente”.

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CONVIVÊNCIA DAS GERAÇÕES X E Y NAS EMPRESAS

Nos últimos 10 anos a “bolha da Internet” provocou mudanças fantásticas em todo o mundo; por este motivo a Humanidade está passando por uma revolução fantástica e sem precedentes na sua história. O que parece, numa primeira análise, é que o mundo ficou menor, as notícias – boas ou más - se espalham como um raio, as pessoas podem fazer negócios e discutir estando a milhares de quilômetros uma das outras, da mesma forma já é possível morar em um determinado local e contratar serviços a milhares de quilômetros, reuniões à distância, aulas à distância, acesso às bibliotecas virtuais e por ai vai.

Se por um lado isto de certa forma facilita a vida de muitas pessoas, existe também um preço a ser considerado e que parece que está sendo muito caro: a falta de contato entre as pessoas. Portanto, o que se acredita é que as conversas à distância, as salas de “bate papo” virtuais e muitas outras ações virtuais, têm feito com que as pessoas percam a sensibilidade das relações presenciais e que deixem de perceber como é importante uma conversa “olho no olho”. Isso tem feito com que a falta de comunicação entre as pessoas, principalmente, nas organizações tenha chegado a níveis muito altos e preocupantes. Um exemplo que presenciei: uma pessoa, que convive mesma sala de trabalho oito horas por dia envia um e-mail para outra parceira do mesmo departamento que está aniversariando naquele dia.

Por outro lado, há também uma realidade que não pode deixar de ser considerada que para milhões e milhões de pessoas a internet tem sido uma poderosa e fantástica ferramenta de ajuda ao trabalho, ao estudo, ao negócio, à diversão e às pesquisas.

Pessoas que tem a habilidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo: falar ao telefone, escrever e-mails, baixar músicas e filmes na internet, conversar com várias pessoas nos programas de bate papo, ler jornais nos sites e ao mesmo tempo escrever um relatório sobre um projeto de trabalho. Este grupo é chamado por “Geração Y”, ou seja, são pessoas que nasceram no final da década de 70 até o início da década de 90, que têm idade entre 16 e 29 anos e, portanto, estão ligados à internet desde que nasceram e que, muitas vezes, possuem habilidades tecnológicas que superam às das gerações anteriores.

Essa geração foi precedida por duas gerações de características bastante diferenciadas: a geração que foi chamada de “Baby Boomers” constituída por indivíduos que nasceram entre 1946 e 1965 e a “Geração X” constituída por indivíduos que nasceram entre 1966 e 1975.

A geração dos “Baby Boomers” é formada por pessoas que nasceram logo após a Segunda Guerra Mundial e que tinham como ideal de vida atuar na reconstrução do mundo. Com essa fixação, praticamente inconsciente, traduziam essa ansiedade tornando o seu dia de vida apenas focado no trabalho intenso e contínuo, dia e noite. Para os “Baby Boomers” o trabalho era encarado como a coisa mais importante do mundo e, por sua vez, o emprego era a sua identidade. Muitos deles construíram grandes empresas e estão no topo dos altos cargos dessas companhias ainda hoje. Trata-se de uma geração que foi orientada pelos seus pais a preservar o emprego, a buscar um emprego garantido e seguro, para ficarem nele até o dia da aposentadoria. Hoje em dia, muito desses indivíduos, já aposentáveis teimam em continuar na empresa, porque estão tão acostumados ao trabalho que não conseguem se ver em outro cenário de atuação.

Depois da geração dos “Baby Boomers” veio a “Geração “X”, juntamente no momento em que aconteceu o Movimento Hippie e a Revolução Sexual e, por esse motivo, esses indivíduos apresentam uma característica forte de pregar a paz e a liberdade.

A “Geração Y” por sua vez foi criada por babás ou então chegou muito cedo às creches, escolinhas e maternal; portanto foi uma geração criada à frente da televisão com pais ausentes por força do trabalho ou omissos. Por conta dessa experiência essa geração tornou-se bastante exigente quanto ao seu trabalho e à qualidade de sua vida.

O cenário de trabalho dessa geração é bastante variado, pois é possível encontrar simultaneamente os workholics, worklovers e profissionais estressados e, bem como, aqueles indivíduos que priorizam a qualidade de vida e tratam de deixar no seu dia horários específicos para o seu lazer. Assim sendo, da mesma forma que é possível se encontrar jovens com 25 anos que já se encontram extremamente bem sucedidos nas suas carreiras profissionais, encontramos outros que ainda não amadureceram e vivem às custas dos seus pais.

Um fato a se considerar é que em quase todos os jovens dessa geração uma característica predominante e forte: o egoísmo. Portanto, a “Geração Y” tem como ponto forte a priorização dos seus interesses e dificilmente abre mão de satisfazer um desejo pessoal em detrimento a um emprego. Logo, trabalhar no que gosta e fazer diferente é o que é fundamental para eles, além disto, fazer uma boa gestão do seu tempo, priorizar a excelência e a consciência ambiental são também aspectos muito importantes para os indivíduos dessa geração.

Para serem atraídos para uma determinada empresa precisam estar certos que conceitos como criatividade, estrutura horizontal, democracia, flexibilidade e grandes desafios serão conceitos que estarão presentes e vivenciados no seu dia a dia.

Outro aspecto bastante importante a ser considerado é que a sua relação com as empresas que trabalham é estritamente profissional, estarão nelas enquanto as mesmas permitirem que os seus projetos profissionais possam ser atendidos e quando isso não acontecer mudarão de empresa como quem muda de camisa. Esse é um comportamento totalmente diferente dos seus pais e avos, que eram fiéis às empresas nas quais trabalhavam e buscavam o tempo todo a estabilidade no trabalho. Portanto, trabalhar toda uma vida em uma única empresa é uma coisa que não passa de forma alguma pela cabeça desses jovens, pois a fidelidade deles é com o seu projeto de vida e nunca com a empresa. Quando percebem que a empresa na qual estão trabalhando não irá lhes permitir crescer profissionalmente, pois não está lhes oferecendo os desafios que esperam encontrar não irão pensar duas vezes em mudar de emprego, sem o menor constrangimento. Por este motivo, estão mais atraídos por empresas jovens, ou que tenham espírito jovem que nasceram na mesma época que eles e por esse motivo têm os mesmos valores.

O fato de lidarem com muita informação que está disponível na internet e, por outro lado, atropelados pela pressa constante que é uma característica dessa geração, esses jovens da atualidade se especializaram – em sua maioria – em generalidades, pois de tudo sabem um pouquinho e por esse motivo não possuem conhecimento aprofundado, muito menos se interessam por isto. A causa disto poderá estar associada ao fato de não terem muita paciência para lidar com nada que demande muito tempo.

Portanto, ao chegarem às organizações, esses jovens muitas vezes se chocam com o que vêm, pois querem mudanças rápidas e, na maioria das vezes entram em conflitos abertos ou velados com os integrantes da “Geração X”, a qual por sua vez acredita que os jovens são difíceis de serem tratados. Logo o que se espera é que os integrantes das duas gerações em evidência entendam que são dois grupos com vantagens e desvantagens, mas que podem se transformar .

GERAÇÃO Z HABILIDADE PARA CUMPRIR VÁRIAS TAREFAS

Nascidos diante do avanço tecnológico, a geração Z [pessoas que nasceram
a partir de 1995] não se diferencia da geração Y [pessoas nascida entre os
anos 80 e 90] quando o assunto é imediatismo na carreira.

De acordo com o consultor e diretor da Sociedade Crer Ser Treinamentos,
Eduardo Shinyashiki, esses adolescentes da geração Z serão profissionais
que almejarão subir de cargos hierárquicos rapidamente.

"Outra característica desses profissionais do futuro será a aptidão para fazer
várias tarefas ao mesmo tempo, otimizando mais o tempo do que a geração Y.
As pessoas da geração Z terão sede em gerar resultados rápidos para a
empresa, por isso, a companhia precisará gerenciar essa agilidade", explica Shinyashiki.

No mercado de trabalhoSegundo o consultor, para a empresa administrar essa pressa, uma das medidas será dividir uma tarefa de longo prazo em várias fases. Assim, o profissional da geração Z vai cumprir as metas estabelecidas, sem frustrações, como se fosse um jogo de vídeogame, no qual ele precisa
vencer várias etapas para ser o campeão.

Por ser um profissional multitarefas, o líder responsável pela geração Z, que provavelmente será da geração Y, terá o desafio de focar essas tarefas.
"Impaciente para fazer várias tarefas ao mesmo tempo, o profissional da
geração Z, se não tiver um direcionamento adequado, irá perder o seu foco",
ressalta Shinyashiki.

Para administrar bem o profissional da geração Z o líder terá que ter um
cuidado especial com relação ao feedback ."O feedback será fundamental
para integrar a geração Z às outras gerações. Como essas crianças estão
crescendo diante de um cenário instável, com a crise econômica, com
maior índice de divórcio entre seus pais, elas serão mais emotivas, logo o
'loveback', ou seja, a avaliação do gestor terá de mostrar que esse
profissional é reconhecido e valorizado".

O departamento de RH [Recursos Humanos], por sua vez, passará a ser
cada vez mais solicitado no âmbito emocional, por isso, será preciso saber
reconhecer e diferenciar a característica de cada colaborador da empresa.

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