quarta-feira, 19 de junho de 2013

15 EXTRAORDINÁRIOS FATOS SOBRE O CORPO HUMANO

Em nossa constante busca por dados sobre as coisas mais interessantes, nós montamos esta lista de incríveis fatos sobre o corpo humano. Estes são os 15 fatos mais incríveis sobre nossos corpos que esperamos serem novidades para a maioria de nossos leitores.

01
Os ácidos digestivos do estômago possuem potência suficiente para digerir zinco. Felizmente as células naquele órgão se renovam em velocidade suficiente para que o seu suco gástrico não possa digerir a si mesmo.

02
Os pulmões possuem 300 milhões de capilares,  minúsculos vasos sanguíneos. Se eles fossem ligados ponta a ponta poderiam percorrer a distância de 2.400 km.

03
Um homem libera em média 250 milhões de espermatozoides durante um único ato sexual, produzindo cerca de 525 bilhões destas células durante toda a sua vida. A mulher libera apenas cerca de 450 óvulos maduros durante toda a sua vida.

04
Os ossos humanos são tão fortes quanto o granito ao sustentar peso. Um bloco de ossos do tamanho de uma caixa de fósforos grande pode sustentar até nove toneladas, isso é quatro vezes a capacidade do concreto.

05
Cada unha do corpo leva seis meses para crescer da base até a ponta.

06
O maior órgão do corpo é a pele. Um homem adulto é coberto por cerca de 1,9m2 de pele. Cada um de nós perde cerca de 600 mil partículas de pele por hora. A pele morta é constantemente esfoliada do corpo somando cerca de 48kg ao longo de 70 anos. A pele morta também é a responsável pela maior parte do pó na sua casa.

 07
Enquanto você dorme sua altura aumenta cerca de 8mm. Durante o dia cada um encolhe novamente para o tamanho normal. A causa são os discos de cartilagem em nossa coluna vertebral que se hidratam durante o sono, aumentando de volume, e são espremidas como esponjas durante o dia, por causa da força da gravidade.

08
Uma pessoa comum do ocidente ingere cerca de 50 toneladas de comida e bebe 50 mil litros de líquidos durante a sua vida.

09
Cada rim contém cerca de um milhão de filtros individuais. Eles filtram cerca de 1,3 litros de sangue por minuto e expelem até 1,4 litros de urina por dia.

10
Os músculos focais dos olhos se movem cerca de 100 mil vezes por dia. Para malhar as pernas da mesma maneira você teria que andar 80km.

11
Em apenas uma hora um corpo humano gera calor combinado suficiente para ferver 3,8 litros de água.

12
Uma única hemácia do seu sangue leva apenas um minuto para circular completamente o seu corpo.

13
O prepúcio (pele da ponta do pênis) removido de bebês circuncidados, quando colocado em cultura, leva apenas 21 dias para crescer pele suficiente para cobrir três quadras de basquete. Graças à ciência esta pele é usada para tratar pacientes de queimaduras entre outras enfermidades.

14
É comum ouvir a frase que afirma que “somos criaturas visuais”. Isso se dá pelo fato de que os olhos recebem cerca de 90% de toda a nossa informação.

15
O coração bombeia cerca de 5 litros de sangue por minuto, ou seja 7.200 litros por dia, mais de 2,5 milhões de litros a cada ano ou 184 milhões litros até os 70 anos de idade. Nada mal para uma bomba biológica de apenas 300 gramas! 

Hype Science

NOVOS NEURÔNIOS SÃO CRIADOS DURANTE A VIDA TODA

 
Há evidências de que novas células neuronais são geradas em algumas estruturas cerebrais até a vida adulta, mas a frequência com que isso ocorre e a importância desse processo, chamado neurogênese, dentro da fisiologia do cérebro como um todo são temas ainda pouco compreendidos pela ciência.
Estudo publicado na revista científica Cell, revelam evidências diretas e inéditas
de que neurônios são formados continuamente ao longo da vida no hipocampo, numa região do cérebro fortemente associada à memória e ao aprendizado, especificamente, são cerca de 700 novos neurônios por dia em cada hipocampo
— o cérebro tem dois, um em cada hemisfério. De acordo com a pesquisa, cerca
de um terço dos neurônios são renováveis e repostos regularmente, e o restante
foi criado na fase fetal e, uma vez morto, não é substituído.

Testes nucleares
O estudo foi feito com cérebros congelados (doados após a morte) de pessoas entre 19 e 92 anos, sob a coordenação de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia. Para determinar a idade dos neurônios e concluir em que momento da
vida eles foram gerados, utilizou-se uma técnica de datação de carbono semelhante
à que se usa na arqueologia e na paleontologia para datação de fósseis e objetos antigos.
Os cientistas mediram no DNA de cada neurônio a concentração de carbono-14, um isótopo de carbono não radioativo. Embora o carbono-14 ocorra naturalmente, os vários testes nucleares realizados durante a Guerra Fria nas décadas de 1950 e 1960 aumentaram muito a sua concentração no meio ambiente e no DNA de plantas e animais.
Por isso, quando os pesquisadores compararam a concentração de carbono-14 nos neurônios às concentrações presentes na atmosfera no passado, foi possível determinar em que ano cada neurônio foi gerado. Ou seja, a concentração de carbono-14 serviu como marca para determinar a idade de um neurônio. Se um neurônio “nasceu” em 1995, mas a pessoa nasceu em 1965, por exemplo, isso significa que ele foi gerado na vida adulta.

O estudo observou que, em um mesmo cérebro, havia neurônios com concentrações diferentes – e, portanto, com idades diferentes, mostrando que uns foram gerados anos antes do que outros.  “Algumas células estão morrendo, outras sendo repostas. Há um constante fluxo de vida e morte no nosso cérebro”, diz Kirsty Spalding, uma das autoras do estudo.
De acordo com os autores, o próximo passo é tentar determinar a importância dessa neurogênese nas funções cerebrais. Segundo cientistas, o fato de tantas células serem formadas continuamente sugere fortemente que elas têm um papel importante na manutenção das funções cognitivas do hipocampo ao longo da vida.
Hypescience

terça-feira, 18 de junho de 2013

QUANDO COMPUTADORES SERÃO TÃO PODEROSOS QUANTO O CÉREBRO HUMANO?

De máquinas gigantescas que ocupavam o andar de um prédio a aparelhos que cabem no bolso, os computadores passaram por uma evolução impressionante em questão de décadas – dobrando sua capacidade de processamento a cada 18 meses, aproximadamente. Se mantivermos esse ritmo, quando a humanidade estará mais próxima de um cenário como o de O Exterminador do Futuro ou Eu, Robô

Antes de prosseguir, é importante estabelecer um critério de comparação. A equipe do site Mother Jones escolheu a capacidade de cálculos por segundo e, para facilitar a visualização, traçou um paralelo entre a quantidade de água (em onça fluida estadunidense, que equivale a cerca de 29 ml) do Lago Michigan (EUA) e o número de cálculos que o cérebro humano consegue realizar em um segundo.

Em cálculos por segundo, o volume em onças fluidas do Lago Michigan é igual a capacidade do nosso cérebro: 2,88 x 10¹⁷. Se o esvaziássemos e o quiséssemos preencher totalmente, isso seria possível em 85 anos. Ou seja, partindo de um cálculo por segundo em 1940, os computadores seguem evoluindo cada vez mais rápido e, nesse ritmo, chegarão à capacidade do cérebro humano em 2025. Se isso vai se traduzir em robôs tiranos capazes de escravizar a humanidade, porém, ainda é cedo para dizer.

Gizmodo

TODA A INFORMAÇÃO DIGITAL DO MUNDO CABE EM UM ÚNICO CÉREBRO HUMANO

Segundo uma nova pesquisa, se fosse possível colocar todos os dados do mundo em CDs e empilhá-los, a pilha se estenderia da Terra para além da lua.

Esse e muitos outros dados e conclusões foram descobertos por Martin Hilbert e Priscila López, que assumiram a difícil tarefa de descobrir quanta informação está lá fora, e como seu armazenamento mudou com o tempo.

Toda a infra-estrutura tecnológica do mundo tem uma capacidade incrível de armazenar e processar informações, que alcançou 295 exabytes em 2007 (um número com 20 zeros), um reflexo da transição mundial quase completa para a era digital.

Hilbert e López pesquisaram mais de 1.000 fontes e peneiraram através de 60 categorias incrivelmente completas de tecnologias analógicas e digitais, de papel e discos de vinil até discos Blu-ray. Ao todo, os pesquisadores dizem que o mundo poderia armazenar 295 trilhões de megabytes comprimidos; comunicar quase dois quatrilhões de megabytes, e realizar 6.4 trilhões de MIPS (milhões de instruções por segundo) em computadores de propósito geral.

Alguns dos resultados parecem óbvios, como o fato da internet e redes de celular terem crescido bastante (28% ao ano), enquanto a TV e o rádio cresceram muito mais lentamente. Outros são mais surpreendentes, como a descoberta de que 75% da informação armazenada do mundo ainda estavam em formato analógico em 2000, principalmente sob a forma de cassetes de vídeo. Em 2007, 94% da informação do mundo era digital.

Em 2007, todos os computadores de uso geral no mundo computavam 6,4 x 1018 instruções por segundo. Segundo os pesquisadores, fazer isso a mão levaria 2.200 vezes o período desde o Big Bang.

A evolução é clara: em 1986, primeiro ano examinado pela dupla, 41% de todas as computações eram feitas por calculadoras. Em 2000, os computadores pessoais estavam fazendo 86% da computação. Até 2007, hardwares de videogames estavam fazendo 25% das computações. No geral, consoles de jogos tem mais poder de computação do que os supercomputadores do mundo.

Os telefones celulares representavam 6% de todas as computações em 2007. É importante notar que esse é o primeiro ano que o iPhone foi lançado, e um ano antes que alguém pudesse comprar um celular desse estilo no mercado de massa. É justo supor que este número tem aumentado exponencialmente desde então.

Porém, eis uma informação que não tem comparação: no grande esquema de informação, estes números que parecem gigantes são apenas um “pontinho”. Eles são ainda menores do que o número de bits armazenados em todas as moléculas de DNA de um ser humano adulto solteiro.

Por exemplo, as 6,4 x 1018 instruções por segundo que a humanidade realizou em computadores de uso geral em 2007 estão na mesma área que a estimativa do número máximo de impulsos nervosos executados pelo cérebro humano em um segundo. Quem precisa de computador? 

POPSCI

ESTUDOS MOSTRAM IMPACTO DE PROPAGANDA POLÍTICA NO CÉREBRO

Diversos cientistas norte-americanos trabalham para avaliar os impactos que as propagandas políticas têm no cérebro dos eleitores. A informação divulgada pela agência de notícias Associated Press aparece em um momento propício para se debater o assunto: na próxima terça-feira (07), os EUA realizam eleições para eleger o partido que controlará o Congresso e governadores de 36 estados.
O psiquiatra Marco Iacoboni, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), realiza um trabalho para identificar as áreas estimuladas no cérebro dos eleitores quando seus candidatos são atacados. “O efeito dessas propagandas no cérebro são chocantes”, afirmou o especialista. Uma de suas descobertas foi o fato de os norte-americanos perderem parte da empatia com seus políticos favoritos, depois de estes candidatos serem agredidos por seus opositores.
Em 2004, Iacoboni fez um estudo no início da campanha presidencial disputada entre George W. Bush e John Kerry. Quando os voluntários viam uma foto de seu candidato, a parte do cérebro associada à empatia era estimulada. Quando se deparavam com o opositor, o estímulo ia para áreas ligadas ao desgosto.
Ao repetir o trabalho no final da campanha, depois de os eleitores terem visto diversas informações negativas sobre seus candidatos, o sinal de empatia indicado pelo cérebro desaparecia. “Quanto mais você for bombardeado por propagandas, mais será afetado por elas”, disse Iacoboni.
O professor de psicologia George Bizer, do Union College in Schenectady (Nova York), colocou sensores em voluntários para medir reações faciais -- como sorrisos -- relacionadas às propagandas. “Todos dizem que as odeiam, que elas são horríveis. No entanto, os estudos mostram que elas funcionam”, disse o professor. Na maioria dos casos, acredita Bizeer, os ataques podem fazer com que eleitores desistam de votar em seus candidatos.
Shanto Iyengar, professor de comunicação da Universidade de Stanford, e co-autor do livro “Como a Propaganda Eleitoral Diminui e Polariza o Eleitorado” (em inglês), defende uma opinião parecida. “A propaganda negativa aumenta as chances de o eleitor do ‘agressor’ votar, enquanto diminui as possibilidades de voto para o ‘agredido’”, afirmou o especialista.
 
Os políticos parecem já ter notado a eficácia dos ataques para prejudicar a campanha de seus concorrentes. Segundo a Associated Press, os partidos apostam mais nas propagandas “negativas” (contra os adversários) do que “positivas” (a seu favor) -- essa taxa fica em dez para um.
G1

O BOCEJO É O TERMOSTATO DO CORPO HUMANO

Nosso cérebro é como um computador: os dois funcionam melhor quando estão frios. Quando colocados sob uma tensão muito grande, eles superaquecem e tem a capacidade de processar informações reduzida.
Quando nossa cabeça começa a aquecer, o bocejo funciona como um “termostato” natural, que permite que o ar fresco entre e leve o cérebro de volta para uma temperatura saudável.
 
Um estudo com 160 voluntários do Arizona (EUA) descobriu que as pessoas bocejam quase o dobro no inverno, quando a temperatura corporal é maior do que a do ambiente. Haveria menos benefícios em bocejar no verão porque o ar respirado seria mais quente que o corpo da pessoa.

A temperatura do cérebro é influenciada pela quantidade de trabalho que o cérebro tem que processar, a temperatura do sangue e a taxa na qual ele flui para o cérebro.
Um cérebro superaquecido pode causar sensações de sonolência, o que explica porque nós bocejamos quando estamos com sono. Quando você está prestes a dormir, depois de um dia cansativo, o cérebro certamente está com a temperatura no ponto mais alto do dia. 

Telegraph

NEURONIOS PODEM TER UM ENORME EFEITO EM CADEIA

Você já deve ter ouvido falar naquela teoria sobre efeitos em cadeia, que diz o seguinte: quando uma borboleta bate as asas no Brasil, provoca um furacão nos Estados Unidos, ou algo parecido. Para cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) essa teoria pareceu fazer sentido, mas não em seu significado literal. Eles estão se dedicando a testes baseados nessa ideia para esclarecer aspectos ainda obscuros sobre o funcionamento do cérebro humano.

Os neurônios são a chave do estudo. A ideia do cientista que coordena o projeto foi a seguinte: provocar uma pequena perturbação em um neurônio e observar se ela poderia dar origem a um efeito em cadeia e resultar em consequências observáveis no corpo. Para isso, eles controlaram a transmissão de impulsos de um neurônio de um rato.

Para determinada tarefa, eles provocavam um impulso extra nos dendritos (porção final de cada neurônio), para observar a continuidade. Esse único impulso a mais causou trinta novos impulsos na transmissão para o neurônio seguinte, esses trinta causaram, cada um, novos trinta impulsos no seguinte, e assim por diante. Pode parecer insignificante sabendo que os dendritos produzem milhões de impulsos, mas a interferência se propaga, por sua vez, por milhões de neurônios.

Isso pode ajudar a explicar porque às vezes nós confundimos coisas, nos esquecemos de umas e lembramos outras. Nosso cérebro absorve muitas informações a cada momento, o que torna comuns essas “interferências” (impulsos nervosos fora do que seria normal, se você passasse o dia todo sem pensar em nada), a cada instante. Por isso, embaralhamos informações.

Mais uma vez, nasce a comparação com computadores. Se pudéssemos ouvir o ruído no interior de nossos cérebros (ainda bem que não podemos) veríamos que é muito mais barulhento do que qualquer computador, já que são muito mais impulsos se cruzando a cada instante. Os neurônios estão ligados uns aos outros como em uma gigantesca fiação (tal como os computadores) então, uma pequena alteração parece ser mesmo capaz de fazer uma grande diferença no conjunto. Cada neurônio conecta-se a outros dez mil, em média. Se pudéssemos colocar todos eles lado a lado, em uma única linha, seriam 8.000 km de neurônios. Mais do que você vai caminhar em uns dez anos, no mínimo. 

Science Daily

REGIÃO NOBRE DO CÉREBRO É CAPAZ DE ‘PREVER’ QUANDO VERÁ UMA FACE

Área ligada exclusivamente á identificação de faces age mesmo quando interpreta um rosto, como na famosa "face de Marte".
 
Segundo cientistas, o córtex frontal envia informações para uma área especificada do cérebro, que decodifica rostos. 
 
Cientistas comprovaram uma teoria que diz que o cérebro é capaz de prever uma informação antes de recebê-la, ao mesmo tempo em que encontraram uma ligação entre uma área cerebral nobre, ligada á atenção e à memória, e outra, logada á identificação de faces. 
 
Ninguém vê uma face da mesma maneira que vê um objeto qualquer. Ao ver um rosto, nós automaticamente registramos a aparência da pessoa, como ela está se sentindo e como ela se relaciona conosco. Por isso, não é surpreendente que uma certa parte do cérebro seja devotada, exclusivamente, para fazer isso. 
 
Um especifico, chamado de "área fusiforme de faces" [ou FFA, na sigla em inglês], na parte posterior inferior do cérebro, é ativado somente quando achamos que vimos um rosto. Mesmo que apenas um pescoço apoiando um circulo cinza nos seja mostrado, a FFA é ativada. Se confundirmos um objeto com uma face, também. No entanto, se confundirmos uma face com um objeto, nada acontece. 
 
"Esse comportamento dessa área especifica levou cientistas a interpretarem que a atividade neural ali não é estimulada apenas pelo mundo exterior, mas também por expectativas e crenças internas", explicou o autor do estudo. Christopher Summerfield, da Universidade Columbia, em Nova York, ao G1. "Esses sinais internos" precisam, então vir de outra parte do cérebro. E foi exatamente isso que descobrimos", diz ele. 
 
Em seu estudo, publicado na revista "Science", Summerfield observou o cérebro de algumas pessoas, através de ressonância magnética, enquanto elas respondiam a certos estímulos. Eles mostraram faces tanto para quem esperava ver faces, quanto para quem esperava ver qualquer outro objeto. Da mesma maneira, mostraram objetos para os mesmos dois grupos. 
 
Conforme esperado, nós descobrimos que a região FFA respondia tanto quanto se via um rosto, quanto quando se esperava ver um rosto. No entanto, encontramos também uma região, no córtex frontal, sensível apenas á expectativa por uma face" conta Summerfield. "Com isso, pudemos mostrar, depois, que havia ligação entre essa área e a FFA. 
 
O estudo de Summerfiel comprova uma antiga teoria de psicólogos chamada "codificação preditiva". Segundo ela, o cérebro prevê uma informação antes de recebê-la, facilitando a codificação.  Summerfield explica "quando você está conversando com um amigo, sabe que ele não vai desaparecer. Então, quando você
se vira, seu cérebro, sabe que quando voltar, o amigo estará lá. E já codifica isso antecipadamente", explica. 
 
Uma vez eu estava pintando o banheiro do meu apartamento e tirei um espelho que havia na parede. No meio do serviço, tive que viajar por duas semanas. Quando voltei, havia esquecido que o espelho não estava ali. Quando me virei, por uma fração de segundo, vi minha imagem refletida, conta o cientista. 
 
Para ele, o estudo não é importante apenas por mostrar que podem existir neurônios especializados em prever imagens, mas também porque mostra, pela primeira vez, 
um fluxo de informações entre uma área mais nobre do cérebro e uma região ligada a recepção visual. 
 
G1 SP

ROBÔS INDUSTRIAIS DIRIGIDOS COM OLHOS E SOBRANCELHAS

O objetivo é facilitar a programação dos robôs industriais quando é necessário ensiná-los a mexer com novas peças ou novas ferramentas. 

Programação por movimentos
Mexendo as sobrancelhas, o pesquisador seleciona qual junta de um robô industrial deve se mover.
Piscando os olhos, ou concentrando a atenção em um determinado ponto, ele efetua o movimento desejado.
"Eu uso o movimento dos meus olhos, sobrancelhas e outras partes do meu rosto," diz Angel Perez Garcia, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.
E o que há de prático nisso?
"Bem, todo o mundo sabe que os robôs industriais são pré-programados e relativamente inflexíveis," diz o pesquisador, exemplificando o caso da troca de ferramentas usadas pelo robô e sua adaptação para pegar novos tipos de peças.
"A substituição das garras e do programa de orientação do robô é um processo complexo, e nós queremos tornar isso mais simples. Queremos programar robôs de forma mais intuitiva, e não apenas na forma tradicional, utilizando um painel com teclas pressionadas por um operador," diz ele.
Para isso, ele está adaptando as tecnologias de "controle de equipamentos pelo pensamento" para o ambiente dos robôs industriais.
Para ir mais direto ao assunto, o pesquisador dispensou os pensamentos, e está guiando o robô por seus próprios movimentos.
Cada movimento facial gera uma atividade neural na parte do cérebro responsável pela coordenação motora, que é forte, padronizada e mais fácil de captar por meio de sinais de eletroencefalografia do que a simples intenção de movimento.
O objetivo é que o pesquisador - ou o programador de robôs - guie o braço industrial, ensinando-o a mexer com as novas peças ou com a nova ferramenta.
Enquanto os primeiros movimentos são feitos, os dados são gravados para gerarem a programação definitiva do robô.
Os pesquisadores noruegueses estão também comparando a precisão obtida por meio dos capacetes de leitura neural e por meio de um Kinect, que é bem mais simples de operar.
Site Inovação Tecnológica - 12/06/2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

OLHOS ENTENDEM PROPRIEDADES QUÂNTICAS DA LUZ

Interfaces bioquânticas poderão usar sistemas biológicos para detectar a natureza quântica da luz, permitindo a criação de novos dispositivos ópticos mais simples.[Imagem: Sim et al./PRL].

Milhões de anos de evolução moldaram nossos olhos para que eles funcionassem como detectores ópticos de alta sensibilidade, superando qualquer dispositivo artificial.
O que não se sabia é que as células fotorreceptoras da retina detectam a diferença entre diferentes fontes de luz, algo que só pode ser mensurado pelas propriedades quânticas da luz.
Em termos técnicos, as fotocélulas biológicas interpretam as propriedades estatísticas da luz.
Segundo os pesquisadores do instituto AStar, de Cingapura, que fizeram a descoberta, isso abre o caminho para a criação de uma nova classe de dispositivos ópticos "bioquânticos".
Estas interfaces bioquânticas poderão usar sistemas biológicos para detectar a natureza quântica da luz, permitindo a criação de novos dispositivos ópticos mais simples.
Estatística da luz
A distribuição estatística dos fótons emitidos por uma fonte de luz depende da natureza dessa fonte de luz.
Fontes de luz quentes, como o filamento de uma lâmpada incandescente, geram fótons aos borbotões. Já os lasers criam fótons aleatoriamente - cada um é emitido independentemente do seguinte.
O que os pesquisadores descobriram é que as células fotorreceptoras da retina, conhecidas como bastonetes, detectam se o pulso de luz foi emitido por um laser ou por uma luz térmica.
E elas fazem isto com base apenas nas diferentes distribuições de fótons, ou seja, naquilo que os físicos chamam de estatística dos fótons.
As moléculas de rodopsina nos bastonetes absorvem os fótons, gerando uma corrente de íons.
Ao amplificar e medir essa corrente de íons, os pesquisadores perceberam que ela coincide perfeitamente com o número médio de fótons em cada pulso de luz - no caso de um laser, a corrente atinge um pico muito mais elevado do que quando a luz vem de uma lâmpada comum.
"A demonstração de que essas células podem avaliar a estatística dos fótons traz a esperança de acessarmos as propriedades quânticas da luz usando biodetectores," disse Leonid Krivitsky, membro da equipe.
Os dois tipos de emissores de fótons investigados neste experimento são exemplos de fontes de luz "clássicas".
"O próximo passo é investigar luz quântica, como pulsos com um número fixo de fótons," revelou Krivitsky.
Site Inovação Tecnológica - 28/05/2013

BEBÊS REAGEM A BRIGAS DOS PAIS MESMO DORMINDO

 
Os bebês reagem a um tom de voz raivoso de seus pais mesmo quando estão dormindo.

O cérebro dos bebês tem uma plasticidade muito maior do que o cérebro dos adultos, permitindo que eles se desenvolvam em resposta ao ambiente em que se encontram.

O que a nova pesquisa mostra é que essa plasticidade vem com uma certa dose de vulnerabilidade.

Por exemplo, o estresse severo, tal como o induzido por maus tratos ou institucionalização, podem ter um forte impacto negativo no desenvolvimento das crianças.

Mas Alice Graham e seus colegas da Universidade de Oregon (EUA) estavam interessados em avaliar situações familiares comuns.

"Nós estávamos interessados em saber se uma fonte comum de estresse no início da vida das crianças - um conflito entre os pais - tem alguma associação com a função cerebral dos bebês," diz ela.

Foram avaliados bebês com idades entre 6 e 12 meses, ao lado dos quais foram vocalizadas frases sem sentido, mas faladas em tons muito irritado, levemente irritado, feliz e neutro.

"Mesmo durante o sono, as crianças apresentaram padrões distintos de atividade cerebral, dependendo do tom emocional da voz que apresentamos," conta a pesquisadora.

Isto mostra que os bebês não são alheios aos conflitos entre os pais, e a exposição a esses conflitos pode influenciar a forma como o cérebro dos bebês processa a emoção e o estresse.

O estudo foi publicado na revista Psychological Science.

INTERNET E REDES SOCIAIS PODEM ESTAR MUDANDO NOSSOS CÉREBROS


Segundo um novo estudo, os sites de redes sociais podem estar mudando o cérebro das pessoas, bem como sua vida social.

Varreduras do cérebro das pessoas mostram uma ligação direta entre o número de amigos no Facebook e o tamanho de certas partes de seu cérebro.

Os cientistas não sabem dizer se o uso de redes sociais é que aumenta a massa cinzenta, ou se as pessoas com certas estruturas cerebrais são apenas melhores em fazer amigos.

As regiões envolvidas no estudo têm um papel na interação social, memória e autismo.

Os pesquisadores contaram o número de amigos no Facebook que cada voluntário tinha, bem como avaliaram o tamanho de sua rede real de amigos.

Uma forte ligação foi encontrada entre o número de amigos no Facebook que uma pessoa tinha, e a quantidade de matéria cinzenta em certas partes de seu cérebro.

O estudo também mostrou que o número de amigos no Facebook refletia o número de amigos “verdadeiros” que alguém tinha.

“Encontramos algumas regiões do cérebro que parecem se ligar com o número de amigos que temos, tanto ‘reais’ quanto ‘virtuais’”, disse Ryota Kanai, um dos pesquisadores da University College London. “A questão interessante agora é saber se estas estruturas mudam com o tempo. Isto nos ajudará a responder à pergunta de se a internet está mudando nossos cérebros”, explica.

Uma região envolvida é a amígdala, que está associada com a memória e as respostas emocionais.
Pesquisas anteriores já haviam mostrado uma ligação entre o volume de massa cinzenta na amígdala e o tamanho e complexidade das redes sociais do mundo real. 

Massa cinzenta é o tecido do cérebro onde o processamento mental ocorre.
Três outras áreas do cérebro estavam ligadas com o tamanho da rede online de alguém, mas não com a contagem de amigos do mundo real.

O sulco superior direito temporal tem um papel importante na percepção e pode ser prejudicado no autismo. O giro médio esquerdo temporal é associado a “ler” os sinais sociais, enquanto a terceira área – o complexo direito entorrinal – é pensado para ser importante na memória e navegação.

Geraint Rees, cientista que liderou a pesquisa, disse que pouco se sabe sobre o impacto das redes sociais sobre o cérebro, o que levou a especulações de que a internet é algo ruim para nós.

“Nosso estudo nos ajudará a começar a entender como nossas interações com o mundo são mediadas através de redes sociais”, disse. “Isso deve nos permitir começar a fazer perguntas inteligentes sobre a relação entre a internet e o cérebro – questões científicas, não políticas”.

Embora o estudo tenha encontrado uma ligação entre a estrutura do cérebro humano e o tamanho da rede social online de uma pessoa, não é possível estabelecer causa e efeito.

BBC


JACOB BARNETT GÊNIO DA FÍSICA QUÂNTICA É AUTISTA


Jacob Barnett, 14, diagnosticado com autismo aos dois anos de idade, hoje estuda para obter seu mestrado em física quântica

Aos dois anos de idade, o jovem americano Jacob Barnett foi diagnosticado com autismo, e o prognóstico era ruim: especialistas diziam a sua mãe que ele provavelmente não conseguiria aprender a ler ou sequer a amarrar seus sapatos. Mas Jacob acabou indo muito além. 

Aos 14 anos, o adolescente estuda para obter seu mestrado em física quântica, e seus trabalhos em astrofísica foram vistos por um acadêmico da Universidade de Princeton como potenciais ganhadores de futuros prêmios Nobel.

O caminho trilhado, no entanto, nem sempre foi fácil. Kristine Barnett, mãe de Jacob, diz à BBC que, quando criança, ele quase não falava e ela tinha muitas dúvidas sobre a melhor forma de educá-lo.

"[Após ser diagnosticado,] Jacob foi colocado em um programa especial [de aprendizagem]. Com quase quatro anos, ele fazia horas de terapia para tentar desenvolver suas habilidades e voltar a falar", relembra. "Mas percebi que, fora da terapia, ele fazia coisas extraordinárias. Criava mapas no chão da sala, com cotonetes, de lugares em que havíamos estado. Recitava o alfabeto de trás para frente e falava quatro línguas."

Jacob diz ter poucas memórias dessa época, mas acha que o que estava representando com tudo isso eram padrões matemáticos. "Para mim, eram pequenos padrões interessantes."

Certa vez, Kristine levou Jacob para um passeio no campo, e os dois deitaram no capô do carro para observar as estrelas. Foi um momento impactante para ele.


Meses depois, em uma visita a um planetário local, um professor perguntou à plateia coisas relacionadas a tamanhos de planetas e às luas que gravitavam ao redor. Para a surpresa de Kristine, o pequeno Jacob, com 4 anos incompletos, levantou a mão para responder. Foi quando teve certeza de que seu filho tinha uma inteligência fora do comum.

Alguns especialistas dizem, hoje, que o QI do jovem é superior ao de Albert Einstein.
Jacob começou a desenvolver teorias sobre astrofísica aos 9 anos. No livro The Spark (A Faísca, em tradução livre), que narra a história de Jacob, ela conta que buscou aconselhamento de um famoso astrofísico do Instituto de Estudos 

Avançados de Princeton, que disse a ela que as teorias do filho eram não apenas originais como também poderiam colocá-lo na fila por um prêmio Nobel.

Dois anos depois, quando Jacob estava com 11 anos, ele entrou na universidade, onde faz pesquisas avançadas em física quântica.

Questionada pela BBC que conselhos daria a pais de crianças autistas - considerando que nem todas serão especialistas em física quântica -, Kristine diz acreditar que "toda criança tem algum dom especial, a despeito de suas diferenças".

"No caso de Jacob, precisamos encontrar isso e nos sintonizar nisso. [O que sugiro] É cercar as crianças de coisas que elas gostem, seja isso artes ou música, por exemplo."

BBC Brasil

GÊMEOS DERAM AS MÃOS POUCO DEPOIS DE NASCEREM


Os gêmeos Daniel e Maria deram as mãos pouco depois de nascerem em San Sebastián, na Espanha. O registro do momento especial causou comoção nas redes sociais espanholas e logo ganhou o mundo. 

A foto foi tirada por um enfermeiro da maternidade e, segundo o obstetra Javier Rodríguez, que fez o parto dos gêmeos, o momento foi algo quase instintivo: "Os bebês se buscaram inconscientemente, como se quisessem prolongar fora do útero a sensação de estar tanto tempo juntos", disse o médico

EFE - 17.05.2013 

GRUPO HACKER ANÔNIMOS TIRA DO AR 40 SITES DE PORNOGRAFIA INFANTIL



O grupo hacker Anônimos conseguiu tirar do ar brevemente 40 sites que eles afirmam conterem imagens de abuso sexual infantil.

Os ataques foram realizados como parte da Operação Darknet, que visava grupos de abuso que trocavam imagens através da rede Tor.

Como parte de suas ações, o grupo hacktivista publicou os nomes de 1.500 pessoas que eles disseram que usaram um site conhecido como “Lolita City”.

A rede Tor tenta manter o anonimato de seus usuários fazendo roteamento de navegação na web através de uma série de servidores espalhados pela rede. Isto torna mais difícil de rastrear usuários e monitorar o que eles estão vendo.

Muitos manifestantes em nações como o Egito e a Síria usaram o Tor para esconder sua localização por parte das autoridades nesses tempos de crise.

Uma inovação, recentemente adicionada ao Tor, é a capacidade de criar uma “darknet” – uma rede que funciona de forma semelhante à web, mas pode ser vista apenas por usuários Tor.

No início de outubro, os hackers do grupo Anônimos notaram que um site hospedado na darknet de Tor continha links para imagens de abuso sexual infantil.

Os membros do Anônimos removeram os links, que logo foram repostados. Assim, o grupo deixou o site offline, e avisou a empresa que estava hospedando os links.

Em um documento que detalha suas ações, o grupo Anônimos disse que pediu a empresa para remover o conteúdo ilegal, mas o pedido foi recusado, por isso eles invadiram a rede da empresa e encerraram uma série de computadores que hospedavam as imagens do abuso. O grupo prometeu continuar os ataques até que as imagens fossem removidas.

A empresa acusada de hospedar o conteúdo ainda tem de responder a um pedido de comentário sobre os ataques.

Especialistas condenaram os ataques do grupo, dizendo que eles poderiam ter minado investigações em curso ou infectado provas contra os abusadores.

Christian Sjoberg, chefe da empresa de análise de imagem NetClean, que ajuda as forças policiais a categorizar imagens de abuso, disse que os hackers devem pensar cuidadosamente sobre o que eles fizeram. “Pode ser perigoso. Se você pensar nessas imagens como provas de um crime publicadas na internet, então a situação fica um pouco mais complicada”, disse.

Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia da empresa de segurança Sophos, disse que os ataques foram equivocados. “Fechamentos de sites e redes de compartilhamento ilegais devem ser feitos pelas autoridades, e não por vigilantes da internet”, afirmou.

Os ataques poderiam ter colocado uma investigação existente em situação de risco, impedido a coleta de provas necessárias, ou dificultado a argumentação de que as provas não foram corrompidas.

“Os hackers Anônimos podem sentir que fizeram a coisa certa, mas na verdade podem ter, inadvertidamente, colocado mais crianças em maior risco através de suas ações”, explicou Cluley.

MENSAGEM SECRETA ANÚNCIO CONTRA ABUSO INFANTIL PODE SER LIDO APENAS POR CRIANÇAS


Mensagem secreta: 
 anúncio contra abuso infantil pode ser lido apenas por crianças
Uma velha tecnologia para divertir crianças está sendo utilizada para protegê-las

A tecnologia das figurinhas “3D” chamada de impressão lenticular, que muda a imagem de acordo com o ângulo do qual você a olha, tem sido aperfeiçoada nos últimos anos para maior qualidade e precisão. Hoje ela está sendo utilizada na Espanha em uma campanha contra o abuso infantil.

A foto pode ser vista por todos, mas uma mensagem em espanhol e número de telefone só podem ser vistos por crianças com menos de 10 anos:


“Se alguém está te machucando ligue que te ajudaremos 116 111″


A fundação espanhola ANAR de proteção infantil criou a campanha para que apenas pessoas com menos de 1,6m possam enxergar a mensagem secreta e o rosto machucado da criança da foto.;


A versão que adultos enxergam diz apenas:


 “Às vezes o abuso infantil só é visível para a criança que sofre dele”


 É um alerta para os adultos e uma mensagem exclusiva para as crianças.


 Hypescience



PEDÓFILOS SE PROLIFERAM NA INTERNET ALERTA DELEGACIA ESPECIALIZADA


Os pedófilos estão se proliferando pela internet ao passo em que crianças e adolescentes estão cada vez mais conectados as redes sociais, alerta a 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Essa é a única delegacia no Brasil especializada nesse tipo de crime, mas é pouco conhecida pelo público paulista, mostra reportagem do "TV Folha" deste domingo --exibido às 19h30 na TV Cultura, com reprise às 23h.

O número de casos envolvendo abusos sexuais contra crianças e adolescentes cresceu quase 20% no Brasil entre 2011 e 2012, de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos. Quando se computa todas as denúncias de violência contra menores o aumento chega a 58,35%.

A delegada da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia Ana Paula Rodrigues, 38, conta ao "TV Folha" as técnicas para coibir esse tipo de crime na internet. A reportagem também traz histórias de vítimas de pedofilia, além de uma análise com o filósofo e colunista da Folha Luiz Felipe Pondé que ajuda a discutir o tema.


Jornal Folha de São Paulo

NÃO É ASSIM QUE SE EDUCA UMA CRIANÇA


Tão grave quanto a violência é o muro de silêncio que cerca essa situação, construído pela indiferença da sociedade e pela cultura da impunidade dos agressores, o que se constitui em nova forma de violação às suas vítimas. 

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SUS TEM INTERESSE EM 71 ESPÉCIES DE PLANTAS MEDICINAIS

O Ministério da Saúde divulgou uma lista com 71 plantas de interesse do SUS. Entre as plantas encontram-se a alcachofra, a aroeira da praia e a unha-de-gato, usadas pela sabedoria popular e confirmadas cientificamente, para distúrbios de digestão, inflamação vaginal e dores articulares, respectivamente.

A Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus) traz uma lista de plantas medicinais com potencial para gerar produtos de interesse ao SUS.
O objetivo do Ministério da Saúde, com a divulgação da lista, é orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a elaboração da relação de fitoterápicos disponíveis para uso da população. Atualmente, o SUS já oferece fitoterápicos derivados de espinheira santa, para gastrites e úlceras, e de guaco, para tosses e gripes.

Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é o medicamento obtido exclusivamente a partir de matérias-primas ativas vegetais. Os fitoterápicos utilizados pelo SUS são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e, por isso, são considerados seguros e eficazes para a população.

O SUS pretende ampliar, a partir de 2009, a lista de medicamentos fitoterápicos disponíveis na assistência farmacêutica básica em todo o país. O Ministério da Saúde também espera que com o Programa, os Estados possam se sentir estimulados a oferecer o serviço com esse tipo de medicamento - são 12 Estados ao todo que já oferecem.

Lista de plantas medicinais de interesse do SUS
01 - Achillea millefolium
02 - Allium sativum
03 - Aloe spp* (A. vera ou A. barbadensis)
04 - Alpinia spp* (A. zerumbet ou A. speciosa)
05 - Anacardium occidentale
06 - Ananas comosus
07 - Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea *
08 - Arrabidaea chica
09 - Artemisia absinthium
10 - Baccharis trimera
11 - Bauhinia spp* (B. affinis, B. forficata ou B. variegata)
12 - Bidens pilosa
13 - Calendula officinalis
14 - Carapa guianensis
15 - Casearia sylvestris
16 - Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita
17 - Chenopodium ambrosioides
18 - Copaifera spp*
19 - Cordia spp* (C. curassavica ou C. verbenacea)*
20 - Costus spp* (C. scaber ou C. spicatus)
21 - Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri)
22 - Cúrcuma longa (ou curcumina)
23 - Cynara scolymus
24 - Dalbergia subcymosa
25 - Eleutherine plicata
26 - Equisetum arvense
27 - Erythrina mulungu
28 - Eucalyptus globulus
29 - Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana*
30 - Foeniculum vulgare
31 - Glycine max
32 - Harpagophytum procumbens
33 - Jatropha gossypiifolia
34 - Justicia pectoralis
35 - Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum*
36 - Lamium album
37 - Lippia sidoides
38 - Malva sylvestris
39 - Maytenus spp* (M. aquifolium ou M. ilicifolia)
40 - Mentha pulegium
41 - Mentha spp* (M. crispa, M. piperita ou M. villosa)
42 - Mikania spp* (M. glomerata ou M. laevigata)
43 - Momordica charantia
44 - Morus sp*
45 - Ocimum gratissimum
46 - Orbignya speciosa
47 - Passiflora spp* (P. alata, P. edulis ou P. incarnata)
48 - Persea spp* (P. gratissima ou P. americana)
49 - Petroselinum sativum
50 - Phyllanthus spp* (P. amarus, P.niruri, P. tenellus e P. urinaria)
51 - Plantago major
52 - Plectranthus barbatus = Coleus barbatus
53 - Polygonum spp* (P. acre ou P. hydropiperoides)
54 - Portulaca pilosa
55 - Psidium guajava
56 - Punica granatum
57 - Rhamnus purshiana
58 - Ruta graveolens
59 - Salix alba
60 - Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira
61 - Solanum paniculatum
62 - Solidago microglossa
63 - Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam
64- Syzygium spp* (S. jambolanum ou S. cumini)
65 - Tabebuia avellanedeae
66 - Tagetes minuta
67 - Trifolium pratense
68 - Uncaria tomentosa
69 - Vernonia condensata
70 - Vernonia spp* (V. ruficoma ou V. polyanthes)
71 - Zingiber officinale
Diário da Saúde