sábado, 17 de abril de 2010

FORÇA DA MENTE

Henry Ford disse: "Se desenharmos fortemente na mente a coisa desejam, um pequeno ente espiritual que está dentro de nós irá em busca desta coisa desejada até o devido lugar e voltará com ela".

É exatamente isso. Atraímos para nós as coisas que desejamos com uma força magnética. Não devemos, porem, ter multa pressa em ver o resultado. Se ficarmos multo impacientes em ver o resultado, enquanto a coisa desejada está se aproximando“Ainda não vem, ainda não vem” fará estacionar no meio do caminho a coisa que vem se aproximando e impedirá a sua concretização. Por isso, enquanto a coisa desejada não chega, deve-se acreditar: “Já está se aproximando de mim... Já está se aproximando...” e manter-se firme na crença de que seguramente  realizado, sem jamais se Impacientar.

Mesmo que você deseje algo magnífico, se não sabe para que utilizá-lo depois de conseguido, se não tem um objetivo certo onde empregá-lo, ele pode não se realizar. Vamos supor que uma pessoa deseje um milhão de cruzeiros e lhe apareça essa quantia, mas a pessoa não sabe o que fazer com o dinheiro. Nesse caso, o seu desejo de possuir um milhão de cruzeiros não é um desejo sincero, do fundo da alma. Por não ser um desejo verdadeiro, não se concretiza. É preciso desenhar na mente com nitidez idéias objetivas: “A coisa conseguida será empregada de uma maneira útil nisto e naquilo; ela será utilizada em tais e tais coisas boas que não prejudiquem ninguém”. E ter firme convicção de que estas coisas concretas virão mesmo.  Se a ambição é boa, se está bem clara e definida, você poderá buscar quanto quiser. Não há necessidade alguma de fazer cerimônia dizendo que não merece um destino tão magnifico. "A unidade de propósito é um dos fatores essenciais do triunfo"

Disse Henry Ford:  "Oitenta por cento (80%) da humanidade não sabe o que quer. Se perguntarmos a quinze por cento (15%) o que quer, dirá alguma coisa vaga sem a menor definição. E, finalmente, somente cinco por cento (5%) sabe o que quer, como quer e porque o quer.

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SEUS PENSAMENTOS CRIAM OS SEUS AMANHÃS


As pessoas frequentemente me perguntam, "O que são afirmações e como eu posso usá-las?" Uma afirmação é uma declaração que fazemos. Se as afirmações são usadas consistentemente, elas se tornam crenças e produzirão sempre resultados, algumas vezes de modos que nem mesmo podemos imaginar.

Eu sempre disse: "A vida é simples. O que emitimos, recebemos de volta". Nós podemos dizer em voz alta ou pensarmos uma afirmação durante todo o dia, tal como "Tudo está bem", inúmeras vezes. Ou podemos ter uma lista de 20 afirmações e apenas dizermos ou escrevermos uma a cada dia. O número de vezes que dizemos ou escrevemos uma afirmação está realmente a critério de cada indivíduo.

Quando nos concentramos nestas afirmações e começamos a mudar o nosso modo de pensar, a nossa voz interior reage imediatamente a estes novos pensamentos.  Precisamos dizer para nós mesmos: "Obrigada por compartilhar. Este é um pensamento que eu estarei lhe enviando muitas vezes, assim acostume-se a isto!" É como se a nossa mente fosse um arquivo e estes pensamentos fossem novos documentos que estamos colocando nele.

Este é o momento em que vocês ou curtem ou não curtem a sua vida. O que vocês estão sentindo agora, criam os seus amanhãs. Isto não é uma coisa maravilhosa para saber? Vocês estão no comando da sua vida!

Se estiverem fazendo afirmações positivas e não estiverem alcançando os resultados que querem, então analisem para ver com que freqüência durante o dia vocês se permitem a se sentirem tristes ou perturbados. Estas emoções são exatamente o que está adiando a manifestação de suas afirmações e interrompendo o fluxo da sua prosperidade.

Nós vivemos em um Universo em expansão, ilimitado. As possibilidades a nós disponíveis estão bem além do que as nossas mentes humanas possam imaginar. A única coisa que sempre nos limita é o nosso pensamento. Nós desperdiçamos os nossos pensamentos, com limitações. Nossos pensamentos são muito preciosos Cada pensamento que temos está criando o nosso futuro. Cada pensamento!

A cada vez que temos um pensamento que nos faça sentir mal de algum modo, é um pensamento desperdiçado. Não somente desperdiçamos uma oportunidade de termos um pensamento positivo e criarmos uma vida magnífica para nós mesmos, nós contribuímos com a pilha de pensamentos que nos trazem experiências desagradáveis.

Cada pensamento é precioso. Nós podemos aprender a pensar em afirmações positivas. Sim, dá trabalho adquirir o controle sobre os nossos pensamentos, entretanto, as recompensas são tremendas. O passado não tem poder sobre nós. O nosso poder se encontra nos pensamentos que escolhemos ter hoje. Lembrem-se, há oportunidades infinitas para a prosperidade ante nós.

Podemos ter pensamentos felizes. Podemos ter pensamentos positivos. Podemos dizer: "Sim, eu posso fazê-lo!" Nós podemos ter pensamentos que nos façam sentir alegres. Podemos aprender a pensar somente em toda a prosperidade no mundo. Podemos elevar os nossos pensamentos. Podemos saudar o dia com um sorriso. Podemos permitir que o mundo saiba que estamos felizes por estarmos vivos. Podemos expressar gratidão a cada momento. Podemos amar os nossos corpos. Podemos ser o nosso melhor amigo. Através de nossas ações, seremos um exemplo para os nossos filhos. Apenas ao nos observarmos, eles aprenderão a como criar uma vida feliz e satisfatória.

Nossa recompensa é que iremos assistir dia a dia as nossas vidas se transformando em experiências mais alegres, amorosas, saudáveis, prósperas, fabulosas. E isto durará pelo resto de nossas vidas na Terra. Assim se exercitem a ter pensamentos que lhes façam sentir bem. Deste modo, vocês estarão sempre criando a sua vida com alegria. A alegria traz sempre mais coisas que nos façam alegres.

Afirmem: Eu sou o único pensador em minha mente. E eu escolho ter pensamentos alegres, felizes, amorosos e positivos, durante 24 horas, nos 7 dias da semana. Eu amo a Vida e a Vida me ama. www.imagick.com.br

PSICONEUROIMUNOLOGIA SOMOS O QUE PENSAMOS


Conseguiu se provar cientificamente que a consciência determina, de fato, o nosso estado de saúde.  O mérito da comprovação é da psiconeuroimunologia, que estuda a relação entre pensamentos, emoções, comportamento o sistema imunológico do ser humano.

Os resultados das pesquisas confirmam o que a tradição esotérica sempre soube: somos o reflexo do nosso mundo mental.

Joan Kroc, viúva do fundador da cadeia de lanchonetes McDonald's, doou em 1989 dois milhões de dólares à Universidade de Los Angeles para que cientistas de vários campos possam pesquisar de que modo a alma é capaz de fazer adoecer ou curar o corpo.  Assim partindo dos hambúrgueres se construiu na Califórnia a ponte para a medicina integral.  Reunir o grupo de dez cientistas que começou essas pesquisas seria inimaginável alguns anos atrás, quando uma conversa entre imunologistas, especialistas  neurologistas, de um lado, e psiquiatras e psicólogos, de outro, dificilmente chegaria a um denominador comum.

Mas os tempos mudaram. Hoje existem muitos pontos de contato entre eles, graças
a um novo campo de pesquisas que se está espalhando rapidamente pelos Estados Unidos a psiconeuro-imunologia. Esse novo campo de pesquisas une o que, até agora, escava totalmente separado na medicina.

O que tem a ver a alma de uma pessoa, pensamentos, emoções e comportamento com seu sistema imunológico, aquele importante guardião da saúde? Ainda há pouco essa questão era ridicularizada pelos especialistas. Durante décadas foram concentrados esforços internacionais em desvendar, passo a passo, os segredos das células imunes (as responsáveis pela defesa do organismo, como os glóbulos brancos). 

Os especialistas chegaram à conclusão de que o sistema imunológico, depois do cérebro, é o sistema mais complicado do corpo e desenvolveu, relacionando-se
com milhões de germes hostis, uma precisão letal, se pensava, ele era autônomo. Todas as células entendiam tão bem seu serviço que nenhuma delas precisava de conselhos de ninguém.  Pensamentos, emoções e tudo que acontecia na cabeça
não tinham nada a ver com o sistema imunológico assim parecia.

Tal conceito estava totalmente de acordo com o paradigma da medicina ortodoxa. Até pelo menos 400 anos o dualismo corpo alma era um axioma, segundo o qual
as moléstias surgem apenas por causa de deslizes no plano físico e não têm nada
a ver com a consciência.

Quem acreditava que uma doença pudesse ser causada por influências psicológicas, sociais ou mentais conseguia no máximo sorrisos de desdém por parte dos médicos ortodoxos.

A mudança veio do cosmos. Durante a missão Apollo III, uma explosão a bordo colocou em perigo a volta à Terra e os astronautas ficaram extremamente estressados.

Os médicos da Nasa descobriram que a quantidade de células imunes diminuíra bastante, e dois dos três astronautas estavam com uma resistência tão baixa que ficaram com gripe. Será que foi o estresse que reduziu o número de células imunes? Será que o sistema imunológico não é autônomo?

No fim dos anos 70 se abandonou a hipótese da autonomia do sistema imunológico
o "acaso" teve um papel predominante. Quando começou uma experiência bem comum com camundongos, o psicólogo Robert Ader, da Universidade de Rochester, no Estado de Nova York, sequer sonhava que estava perto de descobrir a relação entre psique e sistema imunológico.

Desde as pesquisas com cães feitas pelo vivisseccionista russo Pavlov, essa é uma experiência padrão nas pesquisas psicológicas.  Ader ensinou os animais a rejeitar água com açúcar, colocando na água uma substância que causava enjôo: ciclofosfamida. Os camundongos aprenderam depressa. Depois da primeira dose da mistura eles associavam uma coisa com a outra e rejeitavam a água açucarada. Ader tirou então o medicamento e, com o tempo, os camundongos começaram novamente a confiar na água com açúcar.

Após algumas semanas, muitos camundongos adoeceram e alguns morreram o que era totalmente inesperado e misterioso por se tratar de camundongos saudáveis e novos. Será que o medicamento também enfraquecera o sistema imunológico dos animais? Improvável, pois eles haviam tomado apenas uma dose da substância, o que não podia ter tido resultados tão negativos.

Ader teve então uma idéia brilhante. Da mesma forma que aquela única dose causou durante tanto tempo uma aversão às doses de água com açúcar, o sistema imunológico ficou enfraquecido durante muito tempo, o que somente podia ter sido causado pela reação psicológica ao medicamento. Os camundongos aprenderam a associar a mistura ao enjôo; cada vez que bebiam o líquido, o estado psicológico ligado à rejeição levava os a um enfraquecimento contínuo do sistema imunológico, até ficarem doentes e morrerem.

A conclusão era óbvia: o sistema imunológico é condicionável. Já que reage ao poder do costume, devia ser influenciável pelo cérebro. Com isso, foi se o mito da sua autonomia e nasceu a psiconeuro-imunologia.

"Bem, e daí?", dirão muitos adeptos da Nova Era. "É claro que a mente controla o corpo. Além disso, de qualquer modo, tudo está ligado a tudo." Sim, mas exatamente como? Já há três mil anos a literatura médica da Índia vê o corpo como uma projeção da consciência.

Quem leva a integração de tudo a sério precisa saber com clareza de que modo a mente movimenta as moléculas do corpo. Como nossos pensamentos e emoções conseguem nos fazer adoecer ou curar? Como aquela consciência imaterial influencia os processos biológicos?

Diante disso, a medicina ortodoxa se cala com orgulho. Ela não considera a consciência como algo sério! Mas, se nos dirigimos a um terapeuta holístico, naturopata, a um homeopata, acupunturista ou médico espiritualista, recebemos quatro respostas diferentes. Todos falam de energias, mas cada um de uma energia diferente. E, no fundo, ninguém sabe o que quer dizer "energia".

Tampouco a psiconeuro-imunologia tem respostas claras. Mas o que ela postula nos últimos anos é fascinante: qualquer coisa acontecendo no cérebro é observada pelo sistema imunológico. Se se trata de estresse, desespero ou de bem estar e felicidade, as células imunes sabem - e, dependendo do caso, sua ação é diminuída ou aumentada. Os mensageiros das informações para o cérebro/sistema imunológico trabalham com substâncias pequeninas: os neurotransmissores e os peptídios. Até agora foram descobertos mais ou menos 70 deles, mas provavelmente existem algumas centenas. Eles são produzidos pelo cérebro [a maior "glândula" do corpo] e se instalam em determinados lugares, chamados "receptores", na superfície das células imunes.

O cérebro de uma pessoa depressiva libera grande quantidade dessas substâncias transmissoras, que por sua vez também "deprimem" as células imunes. O principio é simples: nosso sistema imunológico é feliz quando estamos felizes e triste quando estamos tristes. O "programa" na cabeça se projeta em nosso estado de saúde.

O cérebro "ouve" tudo que acontece no sistema imunológico. Mas, como sabemos hoje, as células cerebrais e os glóbulos brancos falam a mesma língua molecular e sabem tudo uns sobre os outros. Porque a criação das substâncias transmissoras não é monopólio do cérebro: o sistema imunológico também é capaz de produzir hormônios de "estresse", liberando até a endorfina, analgésico próprio do corpo. Do mesmo modo, dos intestinos, estômago ou rins são liberadas substâncias transmissoras que influenciam nossas emoções e pensamentos. Literalmente, emoções têm pouco a ver com a cabeça, e mais com a barriga.

Aquela totalidade tão freqüentemente postulada já assume agora formas concretas. Através dos neurotransmissores e dos peptídios, tudo é ligado a tudo. As conseqüências dessa descoberta são revolucionárias. Um corpo capaz de influenciar o cérebro, cuja atividade pode ser observada por cada célula desta fantástica rede psicossomática não tem mais muito a ver com o organismo tratado pela medicina ortodoxa. A divisão em sistema nervoso, imunológico, digestivo, hormonal, em todo caso, vale apenas parcialmente. Até Candice Perth, uma hiperortodoxa bióloga molecular, conhecidíssima nos EUA, já fala em body mind [corpo mente]. Também aqui as paredes estão desmoronando...

O mais fascinante das substâncias transmissoras moleculares são flexíveis e diferenciadas o bastante para projetar imediatamente processos mentais no nível físico. São os mensageiros sutis do corpo, agindo nas fronteiras entre os mundos.

O que está em cima é igual ao que está embaixo diz a sabedoria hermética dos antigos. O que pensamos ou sentimos se projeta imediatamente no padrão dos neurotransmissores. A psicocinese [o poder de mover objetos através da força de vontade], por exemplo, é para o cérebro uma coisa comum.

Sem dúvida alguma, nossos pensamentos formam a realidade material do cérebro. Já constava nos Vedas: o corpo é a projeção de nossa consciência, e muitos biólogos moleculares modernos estão de acordo. Pelo menos no campo molecular, somos o que pensamos...

Uma pesquisa feita na Universidade Stanford, na Califórnia, com pacientes sofrendo de poliartrite, deu resultados bem interessantes. Essa doença se desenvolve com um aumento constante das dores nas juntas, limitando cada vez mais os movimentos dos membros. Os pacientes foram informados detalhadamente sobre seu estado de saúde, fizeram exercícios de relaxamento físico e aprenderam técnicas para dominar melhor as dores atrozes. O curso teve bons resultados, as dores diminuíram e os pacientes conseguiram se movimentar cada vez melhor.

Diante disso, os pesquisadores se perguntaram: Por quê? Informação, relaxamento, exercícios ou o controle das dores? E descobriram, surpresos, que nenhum desses fatores teve uma influência predominante. Na verdade, os resultados positivos surgiram principalmente da convicção de que ele [o paciente] era capaz de melhorar o próprio estado de saúde.

Esperança e outras atitudes positivas são apenas características que estimulam a capacidade de autocura. Também a maneira certa de lidar com o estresse é importante. Quem assume a responsabilidade pela própria vida, quem vê os problemas como desafios não adoece, mesmo em situações difíceis. Mas a lista de fatores positivos é ainda mais longa: amigos, bons contatos sociais, senso de humor, especialmente a capacidade de rir de si mesmo, atitude otimista, capacidade de desabafar e, é claro, o amor.

Em uma outra pesquisa, o psicólogo David McClelland, da Universidade Harvard, assistiu com seus alunos a um filme de madre Teresa de Calcutá mostrando seu trabalho naquela cidade indiana. Todos os estudantes ficaram profundamente impressionados, como provou o exame do sistema imunológico de cada um. A globulina de imunidade A (IgA), um anticorpo responsável pela destruição de infecções nas vias respiratórias, tinha aumentado fenômeno que McClelland chama de "efeito madre Teresa".

Um filme sobre o huno ‘Átila’ não conseguiu, em todo o caso, competir com madre Teresa. Quando os estudantes assistiram àquele filme, a ação dos anticorpos IgA diminuiu. Mas mesmo esse tipo de filme não tem uma influência tão nefasta. Quem não tem mais esperança, não vê mais sentido na vida, está deprimido e pessimista; quem se estressa e cansa facilmente sobrecarrega o próprio sistema imunológico. Também a solidão faz mal. Pesquisas mostram, nesses casos, o enfraquecimento do sistema imunológico.

A psiconeuroimunologia não tem dúvidas: o que acontece em nossas cabeças tem infalivelmente conseqüências físicas. Todos nós, com saúde ou não, podemos provar essa descoberta.

A medicina ortodoxa não pode mais deixar de enfatizar, como fez até agora, a importância das energias autocurativas. O médico não deve apenas prescrever remédios, mas também exercícios de relaxamento, auto hipnose, meditação, visualizações ou treinamento mental. Porque os dados científicos mostram justamente esse caminho.

Franz Ingrelfinger, ex editor da revista New England Journal of Medicine, calcula que 80% de todas as doenças se curam sozinhas. E com isso ele não quer dizer gripes leves ou dores de cabeça e nas costas, causadas pelo "estresse", mas até doenças bastante graves.

Tratamentos psicológicos e espirituais estão na moda e com muita razão. Na medicina ortodoxa eles foram ignorados durante muito tempo.  Quem acredita na cura total, integral, deve levar em conta a vida toda: desde os genes até as emoções; desde as bactérias até a profissão; desde os remédios até o pensamento positivo; desde a higiene até a esperança; desde a obesidade até a poluição; desde a alimentação até a iluminação. Freqüentemente não encontramos respostas simples. Aqueles que dão mais valor à consciência que à matéria não devem cair em outra armadilha: a idéia de que sua saúde depende exclusivamente do pensamento positivo para poder modificar o mundo material da maneira que quiser.

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domingo, 4 de abril de 2010

UDUMBARA A FLOR CELESTIAL ANUNCIA A CHEGADA DE UM MESTRE AO PLANETA


Lendária Flor desata controvérsia na imprensa chinesa sendo notícia nos meios estatais por vários dias antes de ser censurada.

Cercada de mistérios e profecias a aparição da belíssima Flor a cada 3.000 anos, segundo a tradição esotérica de vários países asiáticos, anuncia a chegada ao planeta de um Grande Sábio ou Ser Iluminado.

"A Flor Udumbara se asemelha a um sino e seu talo parece um fio de seda.  As Flores podem surgir em qualquer lugar, em folhas de outras plantas, em aço inoxidável, tábuas de madeiras, plástico, frutas, granito, vidro, portas de alumínio, papel, lâmpadas elétricas, etc... ".
Beth Sarno enviou esta Mensagem

sábado, 3 de abril de 2010

EDUCAÇÃO EMPRESARIAL RESPONSÁVEL


Em um mercado de trabalho global agitado, entender as conexões fundamentais entre negócios, meio-ambiente e sociedade se tornou essencial.

Os papéis eresponsabilidades dos negócios como uma força global estão se tornando urgentes e complexos.

Conceitos relacionados com a responsabilidade social e sustentabilidade estão ganhando reconhecimento como elementos essenciais na administração de negócios.

A complexidade e interdependência crescentes requerem novas aproximações. Empresas precisam de ferramentas de administração integrativa que ajudem a agregar interesses sociais, ambientais e de governo no pensamento estratégico
e nasoperações diárias.

Elas precisam de apoio ao internalizar e integrar estes pontos no centro dos negócios, firmar diálogos com investidores (stakeholders) e apresentar relatórios
de suas condutas.

Elas necessitam de líderes talentosos que possam não somente avançar em
objetivos organizacionais e realizar obrigações legais e fiduciárias com os
acionistas (shareholders), mas que também estejam preparados para lidar
com o amplo impacto e potencial dos negócios como uma força global positiva
na sociedade.

Toda mudança significativa e permanente na conduta das corporações visando responsabilidade social e sustentabilidade deve envolver as instituições que mais
atuam como direcionadores de comportamento nos negócios.

http://www.pactoglobal.org.br/

EDUCAÇÃO CORPORATIVA

Educar corporativamente é fazer as pessoas pensarem criticamente, envolverem-se, se autogerenciarem e emocionarem-se em perceber que estão mudando a cada dia e para melhor.

Educar corporativamente é humanizar o ser, a empresa, a sociedade, o meio ambiente, educar corporativamente é também um exercício de responsabilidade social, pois visa a formação de profissionais éticos, que agreguem, valores a si próprios, à suas famílias, às suas empresas e à comunidade 

A motivação é uma das grandes forças impulsionadoras do comportamento humano e as empresas precisam possuir dentro delas uma estratégia para manter seus colaboradores motivados,
aumentando assim sua rentabilidade, isso será como uma mola propulsora da diferenciação da empresa diante de seus colaboradores, em motivação e eficiência, e com isso, surge o ponto de partida para o sucesso organizacional e pessoal de todos os envolvidos no processo.

A General Motors foi a líder, criando o General Motors Institute em 1927. Somente na década de 50, nos Estados Unidos, surgiram seguidores, mas foi a partir da década de 80 que as Universidades Corporativas proliferaram, criadas e mantidas por empresas. Afirma-se, através de estudos realizados que até o ano de 2010 haverá cerca de 3.700 Universidades Corporativas nos Estados Unidos. Embora muitas tenham espaço físico, a maioria atua também por meio virtual.

No Brasil a demanda pelo modelo da Universidade Corporativa na qual a empresa planeja seu próprio ambiente de treinamento, tem aumentado cada vez mais.

Diversas organizações e Universidades de ensino têm firmado convênio no sentido de estreitar este novo tipo de atividade: Accor Brasil, Caixa Econômica Federal, Escola Amil, Carrefour, Telemar, Alcoa, Universidade ALL – América Latina Logística, Universidade Brahma, Universidade Datasul, Universidade Mc Donald’s, Universidade Motorola, Universidade Tigre, Visa Training, Xerox.

O termo educação resulta em uma abordagem de desenvolvimento muito mais ampla que o treinamento em si. A educação continuada se estende a totalidade da empresa. A visão das empresas que adotam essa abordagem estende-se para todo seu negócio onde todos os colaboradores estão envolvidos.

A educação não mais termina quando o aluno se forma na escola tradicional. Na antiga economia, a vida de um indivíduo era dividida em dois períodos: aquele em que ele ia para a escola e o posterior a sua formatura, em que ele começava a trabalhar. Agora, espera-se que os trabalhadores construam sua base de conhecimento ao longo da vida.

O efeito da educação contínuo nas organizações é duradouro, ao contrário do treinamento, que traz resultados imediatos, a educação continuada reflete em resultados que aparecerão a longo prazo.  A educação organizacional continuada não visa a essa competição, mas sim a competitividade, gerando pessoas saudáveis e competentes. A implementação de educação continuada não é simplesmente uma mudança de nomes, não significa que ocorrendo isso o comportamento das pessoas será diferente. É preciso transformar a atitude mental de organizações inteiras, não sendo fácil e nem rápido, mas terá que ser feito a não ser que queiramos permanecer parados no tempo Mesmo assim, não se pode esquecer de que o modo como se vive é um longo resultado de uma educação convencional. É dessa forma que se visualiza um extenso caminho de transformação.

Liderança, os líderes são de importância vital, mas é preciso criar no futuro um novo papel para eles que será criar novos líderes, também se faz necessário separar o líder do ato da liderança. Liderança não é um manual a ser seguido, mas sim um comportamento que assume o que a pessoa é.

Muitas empresas vêm utilizando cenários para criar realidades alternativas que ampliem a visão dos gerentes. A idéia é simular um futuro bem próximo, assim o processo é impulsionado para onde se quer chegar. Talvez aí resida o maior salto e desafio do modelo de aprendizado, passando do sistema hierárquico, onde a alta cúpula age e pensa, para um novo modelo onde as ações devem acontecer em todos os níveis organizacionais. O papel de formação, de criação de uma imagem corporativa de disseminação de conceitos, princípios, aprendizados para a formação do capital intelectual passa a ser cada vez mais imprescindível para o sucesso organizacional.

David Garvin, da Harvard Business School, “a organização que aprende é a que dispõe de habilidades para criar, adquirir e transferir conhecimentos e é capaz de modificar seu comportamento de modo a refletir os novos conhecimentos e idéias”.

As organizações modernas são aquelas que estão em constante aperfeiçoamento. Os responsáveis pela aprendizagem nas empresas são pessoas que estão em constante produção de competências e habilidades, mas o mais importante é saber ensinar, ser o mestre é poder contribuir com o desenvolvimento daqueles que o cercam. Existem alguns modelos decorrentes a este processo, tais como o gestor.

Sendo líder de lideres, gerenciando poder e a filosofia política da empresa através de novos conceitos como inovação e liderança, pessoas de grande talento em contínuo processo de mudança, sempre visando a otimização da participação gerando comprometimento visando a força humana dentro da organização, desenvolvendo a capacidade de comunicação.

Um estrategista, reinventando o próprio conceito de estratégia, criando o futuro, sendo o pioneiro e sempre percebendo a competitividade como uma oportunidade, lembrando sempre do passado, ou seja, suas experiências, desenvolvendo a capacidade de sempre pensar e agir estrategicamente.

Aente de transformação, procurando lidar com resistência a mudanças de forma positiva, ou seja, construtiva, transformando círculos viciosos em círculos virtuosos e com estratégias inovadoras de mudança e transformação, auto-organização e a evolução da empresa buscando dinamismo e mudanças contínuas.

Catalisador de resultados, percebendo que as coisas acontecem através da participação máxima das pessoas, da competência em decidir e assegurar a ação integral no espaço e tempo, ou seja, utilizando todo o recurso em favor da própria empresa, criando estímulos de forma contínua.

Gestor como diplomata desenvolve a arte de conciliar interesses, ou seja, as habilidades técnicas, relacionadas à habilidade interpessoal e intergrupal aspectos relativos a ambientes de relacionamentos internos e externos. O gestor como representante da organização e sua competência em relacionar-se bem.

Negociador, conquistando a confiança das pessoas e negociando de forma aberta e transparente essas considerações evidenciam que os objetivos da empresa estão em sintonia com a qualidade dos resultados esperados, a arte de transformar conflitos em processos de desenvolvimento contínuo, a competência essencial de harmonia, ou seja, ambiente interno: colaboradores e ambiente externo: clientes, fornecedores etc

Gestor como exemplo, deve desenvolver a máxima coerência entre discurso e ação, a própria motivação do líder posicionando na vida de forma positiva, estimulante, potencializando a força interior pelo equilíbrio em todas as dimensões da vida, educando pelo exemplo e a competência em relacionar-se com as pessoas, ser o líder exemplo, ou seja, capacidade de criatividade, autodesenvolvimento e intuição.

As empresas tendem cada vez mais a empreender esforços no processo educacional, pois este fator é crucial na retenção de talentos, isto porque somente pela educação será possível viabilizar caminhos para desenvolver os profissionais do futuro.

Numa visão geral oportunizada neste estudo a educação corporativa é mais uma ferramenta utilizada pela organização, para proporcionar um diferencial de grande importância no mercado.    www.fecap.br/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

LIDERANÇA ESPIRITUAL



Através da observação de líderes históricos e contemporâneos, vim a crer que as respostas a essas perguntas residem nas definições das palavras "espiritual" e "liderança".

Espiritual é bastante distinto de religioso. Espiritual reconhece que há algo de sagrado em relação à própria vida. Reconhece que, qualquer que seja sua fonte, este elemento sagrado está em nós mesmos e em cada ser vivo.

Compreende intuitivamente que, indevidamente de diferenças extremas, compartilhamos comunidade. Dessa comunidade sagrada brotam valores essenciais de decência humana.E, se honrarmos esses valores, eles informam nossas decisões e relacionamentos.

Liderança sempre implica visão, uma capacidade para discernir uma direção que outros no grupo poderão, ou não, já ter vislumbrado, mas que podem ser levados a explorar. Há sempre uma certa ousadia, uma disposição de abrir novos horizontes, de abrir mão do antigo, de aguçar, de forma construtiva, o contraste entre as escolhas com que o grupo se depara. Há também fidelidade, tanto à visão quanto ao grupo. Quando visão e energia são informadas por valores sagrados, a liderança espiritual poderá emergir.

Liderança espiritual é geralmente calada quanto à sua própria natureza. O líder espiritual raramente fala diretamente na fonte e natureza de sua espiritualidade. A consciência espiritual molda o quadro de referência interno do líder. Não se oculta, mas também não se alardeiam. É, entretanto, continuamente renovada.

Liderança espiritual é norteada por princípios. O líder está disposto a pagar um preço por agir com base em princípios quando isto se choca contra benefícios políticos ou econômicos. Sua estrutura de valores claramente coloca fazer a coisa certa acima de ganhos pessoais ou corporativos.

Esses líderes se apoiam profundamente em suas orientações espirituais para terem a coragem de enfrentar a pressão por eles sofrida para que desafiem seus princípios. Obtêm força de suas ligações espirituais para desafiarem o status quo. Se testemunharmos esses atos, os veremos como atos de pessoas honradas e freqüentemente não percebemos a sustentação espiritual daquela honradez.

Líderes espirituais agem com decência. Estabelecem um padrão de como as pessoas serão tratadas. Isto não significa ser mole, ignorar a linha de resultados ou aceitar um desempenho ruim. Significa obter o máximo desempenho de uma equipe através da inspiração, não de medo e, ao tomar decisões que tenham efeitos adversos sobre outros, implementá-las com a compaixão e respeito.

Temos grande necessidade de líderes que sejam modelos e insistam em decência. A liderança espiritual jamais denigre os seres humanos a que serve. Ela requer que periodicamente demos um passo atrás e nos perguntemos como nossas atividades beneficiam aqueles cujas vidas tocamos. Como estamos utilizando o poder que adquirimos para fazer o bem?

Quer a liderança venha do alto quer de baixo, reconhecemos líderes espirituais não através de invocações, grupos de estudo ou proclamações, e sim pelos seus atos. Reconhecemo-los pelo seu tratamento corajoso e respeitoso do espírito encarnado na forma de seus colegas e staff, clientes, vizinhos e comunidades.
www.ipepe.com.br/

terça-feira, 30 de março de 2010

ENERGIA EMPRESARIAL E LIDERANÇA

A ENERGIA JÁ LÁ ESTÁ ...

Segundo as leis da física, toda massa possui armazenada em si uma enorme quantidade de energia. Tal como na natureza , as organizações possuem em si uma grande quantidade de energia armazenada , energia empresarial, que está apenas à espera de ser despertada.

A energia empresarial é despertada quando as pessoas envolvidas na organização agem segundo valores éticos, correm riscos e vão ao encontro de desafios, dá-lhes vitalidade e vontade de vencer, faz com que trabalhem com as mãos, a cabeça e o coração. Surge da energia que cada membro da organização tem em si. Neste processo de geração de energia, toda a gente, a todos os níveis, tem que estar envolvida. É verdade que é mais fácil que a energia seja gerada se o ímpeto inicial vier do topo da organização, no entanto nada impede que se gere no meio da organização e depois se origine uma reacção em cadeia.

... Espera ser despertada
No mercado rápido de hoje em dia, as organizações precisam cada vez mais de alguém com capacidade para impulsionar os outros, com capacidade de liderança: de um líder. A capacidade de liderança não é algo místico, é um conjunto de capacidades que pode e deve ser aprendido.

Um lider liberta a energia empresarial, transmite-a à sua equipe e faz sobressair a energia desta. Conhece-se no dia a dia e confirma as suas potencialidades sobre pressão. Quando actua debaixo de fogo, um verdadeiro líder continua a guiar-se pelos valores em que acredita e que o ajudaram(e ajudam) a libertar a energia na sua organização.

Os valores são, aliás, essenciais na criação da energia empresarial. Uma das razões da crise de energia empresarial é a decadência da ética no trabalho . Mas antes de poder fazer renascer a ética no trabalho, é necessário que os trabalhadores voltem a sentir prazer ao trabalhar. Devem incentivar-se o interesse e o empenho no trabalho, que aliás são naturais nos membros da organização. Estes devem poder sentir, no seu local de trabalho, a alegria do sucesso pessoal e das conquistas. É ao líder que cabe ser o catalizador que faz despertar e manter vivo o entusiasmo e o empenho da sua equipa.

" O desafio actual posto às organizações é arranjar maneira de voltar a colocar no local de trabalho o orgulho no trabalho produzido e o espírito inventivo dos trabalhadores ".

A importância do contacto pessoal

Muitas organizações são geridas através de relatórios, no entanto "Utilizar relatórios para gerir uma Organização... é como tentar guiar um carro com as mãos no espelho retrovisor." Os gestores não podem esconder-se atrás de relatórios e de uma série de níveis de funcionários. Para serem líderes têm que transmitir a energia empresarial às pessoas que trabalham na linha da frente. Estas "são as únicas que poderão transformar a energia empresarial em trabalho útil".

Esse contacto deve ser, não só com as pessoas da linha da frente, como também com aquelas que são clientes da organização . O contacto directo com estes clientes não só ajuda os gestores a tomar maior consciência do que realmente se passa na sua organização como também é um sinal, para a organização, de que não têm medo de agir.

Os líderes têm que enviar para a sua organização, em qualquer situação, através de acções, sinais consistentes que despertem a energia empresarial. Agir é a única forma de obter a visibilidade que, juntamente com a liderança são essenciais para o sucesso empresarial. "Uma liderança visível poderá encorajar a acção e fornecer a faísca que irá acender a chama da energia empresarial".

As vitórias e os erros
Um verdadeiro líder têm que acreditar no sucesso da organização e fazer com que esta também acredite. Tem que ser capaz de ver esse sucesso para poder passar essa imagem aos outros, uma vez que será ele que guiará a organização do momento em que está para esse futuro desejado. "Para ter sucesso, terá de tirar as mãos do espelho retrovisor e colocá-las de novo no volante".

Quando gerada, a energia empresarial faz com que os empregados sintam alegria no trabalho e queiram contribuir de forma positiva para o futuro da organização, um futuro que conseguem entender, ver e de que se sentem parte. Por isso tornam-se mais criativos. Essa criatividade deve ser olhada não como uma ameaça mas como um fonte de riqueza para a organização. Deve ser incentivada e encorajada. Ainda que as ideiais possam parecer absurdas, o funcionário deve ser escutado com atenção.

Surgirão muitas ideias, cada uma com o potencial de vir a ser uma fonte de energia. Talvez nem todas resultem. Se isso acontecer é importante que a equipa que as desenvolveu discuta o que aconteceu com as outras, para que o erro se possa tornar semente de sucesso, isto é, para que seja um "erro produtivo". O importante é que se incentive a criatividade porque, mais tarde ou mais cedo, surgirão boas ideias.

Quando se depara com um problema , a organização deve confiar no seu potencial humano para o resolver , não socumbindo a chamar um estranho para o fazer (Síndrome de Zorro).

"Os dirigentes deviam apoiar o talento, a imaginação e a experiência dos seus colaboradores,em vez de os tratar como campónios, condicionados a estarem sentados e aguardar por um homem de máscara que surgirá a cavalo, descendo a colina".

Administração e Liderança
As oportunidades têm que ser reconhecidas e realizadas: é aqui que é vital uma boa administração - na actuação. Os gestores têm manter o contacto com as pessoas da linha da frente porque é principalmente por elas que a opinião do público chega à organização.

"A liderança é necessária não apenas para nos restituir a força pré-recessão, mas também para nos guiar através de um mundo que continuará a mudar cada vez mais depressa: " A liderança permite à organização manter a sua energia empresarial viva ". Será essa energia que permitirá à organização adaptar-se às constantes flutuações do mercado.
É necessário que haja equilíbrio entre a administração e a liderança . Esse equilíbrio permite leva à energização dos trabalhadores permitindo que este voltem a funcionar como seres humanos.

Tal como a natureza selecciona os animais mais fortes para garantir a sobrevivência dos grupos, também a natureza assegura a sobrevivência dos líderes e dos seus seguidores.

A criação da energia empresarial
Os verdadeiros dirigentes são capazes de descobrir valores e "uma razão inspirada de ser" para a organização. Estes devem tocar o coração das pessoas e fazer com que estas queiram pertencer. Baseados neles formam uma equipa de trabalho.Será isto que fornecerá a energia que ligará os seguidores ao líder

Os sinais são aquilo que prova aos seguidores que os líderes são genuínos. É dando o exemplo que o líder obtem respeito. Por outro lado, porque nas organizações os membros tendem a seguir o comportamento dos líderes, quanto maior for a coerência entre as acções/sinais destes e os valores e visão da empresa que estes defendem, maior será a probabilidade de os seus seguidores conseguirem materializar a imagem mental que o líder lhes transmitiu. A visão do dirigente torna-se assim numa visão partilhada, um sonho partilhado.

Qualquer organização enfrenta desafios. Quando nela existe um verdadeiro líder os desafios não são evitados, antes são encarados como oportunidades a explorar. Mais, o verdadeiro líder pode encorajar o desafio. O mais importante de tudo é que lhe responda em coerência com a missão e valores da organização. Este é um dos mais fortes sinais que um líder pode enviar. Os seus seguidores mantêm e reforçam a confiança nele e o seu envolvimento na missão e valores da empresa.

A liderança é algo mítico ?
A liderança é algo que pode ser aprendido. Toda a gente nasce com algumas capacidades de liderança, no entanto nem sempre as desenvolve. O líder deve ajudar os restantes gestores a (re)descobrir a "alegria e capacidade lucrativa que advêm de uma utilização consistente das capacidades de liderança." Como a maioria das ideias criativas nascem no campo, é necessário que também lá existam líderes com capacidades para as trazer à luz do dia.

Para libertar a energia corporativa é necessário liderança e esta exige treino e acção. A criação de energia corporativa exige acção e visibilidade. Por isso tem que agir, ainda que começando por coisas pequenas, para ganhar treino. E vale a pena "a maior compensação de criar energia empresarial é que isso, por sua vez, irá criar mais energia". "Fazer bem as coisa não chega. Agora, também têm que pensar em fazer o adequado."  student.dei.uc.pt

domingo, 28 de março de 2010

CONTRATADOS PELO Q.I. DEMITIDOS PELO Q.E.

Até pouco tempo atrás, as considerações a respeito do Q.I. (quociente intelectual) das pessoas nos levou a crença de que o sucesso de nossas conquistas estava prioritariamente ligado à nossa qualificação acadêmica. Eram vistos como gênio e fadados ao sucesso aqueles que gabaritavam testes e tinham agilidade de raciocínio.

Diante dessa afirmação, por muito tempo admitimos que esse fosse o grande propósito da vida: promover a capacitação técnica, pois os mais inteligentes tornar-se-iam os principais agentes de mudança no universo corporativo. Mesmo na atualidade, quando das entrevistas de emprego, ainda é comum que aspectos como conhecimento técnico e experiência na função sejam os principais requisitos no processos de contratação profissional.

Com o passar do tempo, estudos a respeito da excelência humana, comprovaram que as pessoas com Q.I. excepcional não eram, obrigatoriamente, bem-sucedidas profissionalmente. Enquanto outras com QI Moderado, mas dotadas de determinadas competências emocionais sobressaíam-se em suas carreiras. Aspectos como empatia, autogestão, proatividade e flexibilidade passaram a pautar a condição de bem-sucedido no mercado de trabalho.

São recorrentes as queixas de empresários sobre seus colaboradores, dada a dificuldade de se relacionarem em equipe. Ouve-se muito a respeito de centralização, reatividade a críticas e postura defensiva nas empresas.

Na prática, constata-se que as empresas, cada vez mais, tentam munir-se de recursos que possibilitem antever características relacionadas ao perfil sociopsicológico de seus colaboradores e evitar contratações indevidas. Inclusive, um dos papéis do RH é buscar suporte através dos testes de aferição de perfil, que traga luz às questões referentes ao padrão comportamental e temperamento de seus futuros colaboradores.

É sabido que a contratação de um profissional desprovido de ética, respeito mútuo e disposição para atuar em conjunto pode comprometer o clima no ambiente de trabalho e provocar sérios problemas à equipe e por consequência à empresa. E não é comum ver um candidato fazer mea culpa na entrevista e confessar que não gosta de trabalhar em equipe, não digere bem críticas e muito menos alguma repreensão sobre sua conduta na empresa.

Dada a dificuldade de manter um convívio saudável nos ambientes de trabalho, são cada vez mais recorrentes casos sobre assédio moral e justa causa nas empresas, decorrentes de problemas de ordem emocional. Portanto é essencial aprender a controlar a ansiedade e impulsividade. O fato de trabalharmos expostos e sob pressão, além de muitas vezes termos de interagir com pessoas, aparentemente, tão diferentes de nós, ao longo do tempo, propicia uma animosidade por vezes desconhecidas até mesmo de nós próprios.

Independente de termos ou não razão, somos avaliados o tempo inteiro pela ótica de outras pessoas, que nem sempre comungam das nossas ideias e opiniões. Nos ajuda ter consciência de que, assim como nós, os outros também têm suas limitações, e antes de assumirmos uma postura expressa de oposição àqueles com quem trabalhamos, é preferível, em alguns casos, procurar uma oportunidade de trabalho em outro local antes de macularmos nossa reputação e credibilidade profissional.

Certo ditado fala que “não somos o que dizemos, mas o que fazemos”. Fato esse que nos leva a refletir sobre como nossas atitudes influenciam na formação da nossa imagem, pois somos constantemente avaliados por nossas ações e reações e através delas é que as pessoas formam e expressam opiniões a nosso respeito.

Vale ressaltar que o conhecimento técnico e especializado será sempre de fundamental importância, pois é o recurso que nos torna capazes de desempenhar as funções pelas quais somos responsáveis. Mas o desenvolvimento das competências emocionais, no longo prazo, é o que permitirá a nossa sustentabilidade pessoal e excelência das nossas relações de trabalho.

Nesse contexto a única forma de nos permite conquistar a confiança de nossos colegas e chefias e certa estabilidade na empresa e pensar duas vezes antes de agir, tendo conhecimento de que, a despeito de nossas habilidades acadêmicas, são nossas decisões e forma como interagimos nas nossas relações interpessoais que pautarão o sucesso ou fracasso das nossas conquistas profissionais.

Vale ressaltar que o conhecimento técnico e especializado será sempre de fundamental importância, pois é o recurso que nos torna capazes de desempenhar as funções pelas quais somos responsáveis. Mas o desenvolvimento das competências emocionais, no longo prazo, é o que permitirá a nossa sustentabilidade pessoal e excelência das nossas relações de trabalho.

No universo corporativo, bem como nos demais segmentos da nossa vida, terão sucesso aqueles que dedicados ao seu aperfeiçoamento pessoal, com boa dose de resiliência e determinação, se adaptarem ao meio e àqueles com quem convivem. E somente a criação de um diferencial pelo desenvolvimento das habilidades emocionais nos distanciará do estigma de sermos contratados pelo Q.I. (Quociente Intelectual) e demitidos pelo Q.E. (Inteligência Emocional). Revista Época Negócios

A FÉ QUE MOVE EMPRESAS


A apoteose científica, tecnológica e virtual dos tempos modernos está provocando o surgimento de uma nova corporação dentro das corporações. Em vez de estimular o estresse, tenta-se eliminá-lo. Em vez de promover a competitividade do porteiro ao executivo número 1, procura-se dar conforto e segurança a todos. Em vez de exigir criatividade com o chicote, cria-se clima para que as pessoas encontrem, em paz, a inspiração. Um paraíso? Bem perto disso. Onda passageira ou não, algumas empresas estão recorrendo à religião - seja ela qual for - para levantar o astral cada vez mais combalido de seus empregados.

Bem acima da linha do Equador, muda o fuso horário, mas o "fenômeno espiritualista" ganha a megalomania americana. Nos Estados Unidos, meca das manias coletivas, a religião chega ao mundo financeiro, fazendo proliferar os fundos mútuos baseados na fé para atender a investidores católicos, islâmicos, luteranos, que evitam investir em indústrias de cigarros, bebidas, jogos e companhias com maus precedentes em relação ao meio ambiente, cujo volume de dinheiro aportado aos portfólios cresceu de US$ 1,2 trilhão para US$ 2 trilhões em um ano. E avança por empresas do porte da Xerox (US$ 400 milhões de faturamento), onde engenheiros durões aderem dia-a-dia aos chamados "eventos espirituais". Um deles reuniu 300 funcionários de todos os níveis durante 24 horas no deserto de New Mexico, "para se comungar com a natureza em busca de inspiração para a construção da primeira impressora-copiadora-fax digital da empresa, sob a liderança do engenheiro-chefe John F. Elter. Resultado da peregrinação: nasceu a Xerox 265DC, 97% reciclável, um sucesso retumbante . Executivos da Ford, Nike e Harley Davidson ficaram tão impressionados que foram a Rochester - sede do design da Xerox - para dar uma olhada no "milagre". Ainda nos Estados Unidos, executivos estão adotando o hábito de se reunir no café da manhã para ouvir conferências espirituais. Em Minneapolis, por exemplo, 150 executivos se reúnem mensalmente para ouvir do chefão da Medtronic In., William George, lições de negócios da Bíblia.

Uma pesquisa recente da McKinsey & Co., da Austrália, mostra que quando as companhias se engajam em projetos espirituais, a produtividade aumenta e o turn over diminui. Os trabalhadores religiosos costumam mergulhar no trabalho. Seria a religiosidade a última moda em vantagem competitiva? Que Jesus Cristo, Maomé e Xangô perdoem a "heresia", mas a resposta é sim. As rezas matinais na sede da Superbom dão resultado. "Não temos casos de brigas ou greves na empresa, todos se respeitam", diz Itamar de Paula Marques. Além dos cultos diários de 15 minutos, onde todos louvam Jesus, ouvem palavras de agradecimento pela vida e fazem pedidos de orientação para o dia de trabalho, todas às sextas-feiras o expediente termina às 13 horas, para a preparação dos fiéis para o sábado, dia sagrado para os adventistas, que começa no pôr do sol de sexta e vai até o pôr do sol de sábado. Com geléias, mel, compotas e sucos produzidos sem conservantes (a embalagem menciona a produção feita de acordo com os preceitos da igreja), a Superbom fatura R$ 15 milhões por ano e, diz seu presidente, nunca, desde 1929, quando surgiu como empresa a partir de uma escola adventista, esteve sob a ameaça de quebrar.

Foi a proteção divina? Fábio Fernandes, diretor de criação e sócio diretor da agência da publicidade F/Nazca, sem dúvida responderia sim. Religioso desde criança, ex-coroinha da Igreja de São Domingos de Gusmão, na Tijuca, no Rio, devoto de Nossa Senhora Aparecida, ele diz com segurança que tudo na sua vida acontece devido a fé. Quando a nova sede da agência foi inaugurada em julho passado, chamou um padre para benzer o lugar. Antes de apresentar uma campanha, pede ajuda a ela e ao Espírito Santo. E anda com um terço no bolso há mais de dez anos. Sua agência tem contas disputadas: Brahma, Skol, Zipnet, Garoto e Telemar. E o faturamento está nas alturas: previsão de R$ 250 milhões neste ano.

Graças à Nossa Senhora Aparecida e, claro, à competência da agência. Sempre é bom lembrar do provérbio russo que diz "reze a Deus mas continue nadando para a praia". É mais ou menos assim que Francisco José Correa Pinto, dono da empresa de decorações e revestimentos Dabila, no Rio de Janeiro, concilia sua religiosidade - ele é membro da Igreja Universal do Reino de Deus - aos negócios. "Não adianta ficar sentado rezando. Tenho que correr atrás", diz. Vai ao culto todos os dias, às 19 horas, e encara as crises como "fases do aprendizado". E garante que a fé é sua grande aliada nas horas de desespero. Correa não faz leituras e nem orações na empresa, ao contrário de Maricy Trussardi, proprietária da Romaria Empreendimentos, católica fervorosa. Duas vezes por ano, durante o horário de expediente, um padre da paróquia de Santo Amaro celebra missa na empresa. Contagiados pela religiosidade da patroa, 60 dos 140 funcionários, todos os dias, antes de sair para o intervalo do almoço, fazem uma oração conjunta ou lêem uma passagem da Bíblia. A Romaria produz 300 mil peças/ano e só Deus - além dos donos - tem acesso ao faturamento.

O fenômeno da religiosidade parece ser um reflexo das mudanças no mundo dos negócios. As pessoas estão trabalhando mais - o equivalente a um mês a mais cada ano, em comparação com uma década atrás. Comem na empresa, fazem ginástica na empresa, namoram e casam na empresa e é ali que sofrem diariamente pressões de todos os tipos, além de conviver com a ameaça do desemprego. Nesse clima perverso, uns se apegam à religião; outros trocam empregos milionários por qualidade de vida, realização pessoal, essas coisas que a maioria sonha e uma minoria realiza. "Mais e mais pessoas buscam o caminho da espiritualidade em busca de ajuda para enfrentar tudo isso", diz um consultor americano que tem como clientes Goldman Sachs, Sun Microsystems e Ford. Dez anos atrás seria impossível imaginar a existência de grupos de oração na multinacional de consultoria Deloitte & Touche. Seria quase ridículo, segundo os padrões da época. Hoje, além da pasta e do laptop, carrega-se a fé para o escritório. Para as empresas, esses programas espirituais não representam apenas um esforço para acabar com o estresse dos empregados, mas sim para liberar a produtividade. O que, para os críticos, é outra fantasia de administração, algo como a onda de soluções japonesas para aumentar a produtividade dos empregados e o lucro dos patrões. Pelo sim pelo não, tudo indica que, nestas alturas, rezar, se não for o melhor remédio contra as pressões, alivia. No mínimo, enquanto você reza estará livre de explodir e falar tudo o que sempre quis e nunca teve coragem, correndo o risco de perder o emprego. O momento não permite essa extravagância.  Revista Isto É DInheiro

ESPIRITUALIDADE NAS EMPRESAS

Todos os dias, quando chega ao trabalho, em São Paulo, o consultor Gutemberg B. de Macedo percorre os quatro cantos do escritório ainda vazio. Em silêncio, reza e pede a Deus que o ajude na missão de orientar executivos na busca de uma recolocação no mercado. No fim do expediente, quando todos já se foram, ele volta a caminhar pela empresa. Agradece por mais um dia e faz um pedido especial: que aqueles talentos que passaram pelo seu programa de outplacement consigam encontrar rapidamente o emprego de que necessitam. "Isso aqui é o meu ministério", diz. "Você não consegue manter o ânimo de um profissional que acabou de ser demitido apenas com teoria gerencial. É preciso oferecer um suporte espiritual às pessoas para que saiam da minha sala melhor do que quando entraram."

Macedo é formado em direito, mas o diploma de que mais se orgulha ter conquistado é o de Master of Divinity, mestrado em teologia concluído em 1971 no Seminário Teológico da Fé, na Filadélfia, Estados Unidos. Ele, no entanto, não faz pregações no dia-a-dia. Sua verdadeira filosofia de vida é agir no trabalho de acordo com os valores que sua religião professa: respeitar as pessoas, contribuir para o desenvolvimento profissional delas, ajudar as que necessitam de apoio. "Aqui não se fala em religião, mas em princípios", afirma. O consultor acredita que seja importante todos os profissionais prestarem atenção no tema. E a razão é simples: as empresas estão cada vez mais buscando gente espiritualizada. É claro que uma sólida formação acadêmica é fundamental, mas para algumas companhias apenas isso já não basta. Elas querem que seus funcionários tenham também preceitos morais sólidos, desejo de servir ao próximo, obstinação em liderar equipes com justiça e vontade de transformar a organização num ambiente agradável e fraterno. Em resumo: querem indivíduos que busquem no trabalho um sentido maior e mais profundo do que simplesmente um meio de sobrevivência.

Para o consultor Alkíndar de Oliveira, diretor executivo da Escola de Líderes, as empresas só têm a ganhar agindo dessa forma. Segundo ele, não há dúvida de que os funcionários espiritualizados são mais produtivos que os outros. Para defender sua tese, ele lembra o resultado da pesquisa feita pelo Laboratório Bell, nos Estados Unidos, citada por Daniel Goleman em seu livro Inteligência Emocional. De acordo com o levantamento, os funcionários mais produtivos não eram os mais inteligentes ou os que possuíam currículos brilhantes, mas aqueles que exibiam maior capacidade de se relacionar com os outros e de não sucumbir a conflitos ou crises. "Essas qualidades tendem a estar presentes nas pessoas mais espiritualizadas", afirma Oliveira.

Falar em espiritualidade dentro das organizações pode parecer absurdo à primeira vista. Afinal, todos dentro de uma organização têm o compromisso de gerar lucro -- e não há nada mais terreno do que isso. Mas, para alguns especialistas no assunto, a questão é que atingir esse objetivo pode ser extremamente mais difícil sem a espiritualização das pessoas. O rabino Nilton Bonder, vai mais longe. Para ele, investir na espiritualidade é uma questão de sobrevivência. Bonder é líder espiritual da Congregação Judaica do Brasil e graduado em engenharia mecânica pela Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos. Nos últimos anos, tem viajado pelo mundo fazendo palestras em grandes corporações. O curioso é que os convites para esses eventos são quase sempre vagos, pois as organizações não conseguem definir com exatidão o que realmente desejam de um líder espiritual como ele. Mas elas sabem, segundo o rabino, que precisam de ajuda. Sentem que seus funcionários não estão interessados apenas em valores materiais e que buscam um sentido maior para a vida. De uma hora para a outra eles começaram a se questionar: para que, afinal, trabalhar 12 ou até 14 horas por dia? Vale a pena sacrificar a família pela empresa? Aonde essa correria vai levá-los?

É importante ressaltar que a espiritualidade não deve ser encarada como religiosidade, mas como uma ação provocada por ela. Uma das melhores definições é a apresentada por Leonardo Boff  "A espiritualidade não é monopólio das religiões. É uma dimensão de cada ser humano. Essa dimensão espiritual que cada um de nós tem se revela pela capacidade de diálogo consigo mesmo, se traduz no amor, na sensibilidade, na compaixão, na escuta do outro, na responsabilidade e no cuidado como atitude fundamental. É alimentar um sentido profundo de valores pelos quais vale sacrificar tempo, energia e, no limite, a própria vida".

Inúmeras empresas nos Estados Unidos já tratam do tema com naturalidade. Na Service Master Industries, por exemplo, a diretoria definiu, por ordem de importância, seus quatro princípios básicos, e os divulgou por toda a companhia: honrar a Deus em tudo o que fizerem, ajudar as pessoas a se desenvolver, perseguir a excelência e, por último, aumentar a lucratividade. "A companhia americana percebeu que era preciso promover uma inversão de valores", afirma o consultor Alkíndar de Oliveira. "Antes, as empresas colocavam em primeiro lugar os acionistas, depois os clientes e por fim os funcionários. Hoje, elas estão descobrindo que é mais fácil satisfazer acionistas e clientes se os funcionários estiverem em primeiro lugar." É claro que, embora distintas, espiritualidade e religiosidade andam muito próximas -- algumas vezes até de mãos dadas. Na Companhia Energética Santa Elisa, sediada em Sertãozinho, em São Paulo, elas se confundem. A empresa construiu uma capela em suas dependências para realizar missas, batizados e até casamentos. No início e no fim da safra de cana-de-açúcar, um padre percorre as instalações e benze maquinários e funcionários, que também podem recorrer ao atendimento espiritual durante todo o ano. Vários deles participam de grupos de orações dentro da companhia. "Respeitamos todas as religiões e estimulamos as pessoas a ter fé", afirma Rosmary Delboni Ortolan, diretora de recursos humanos. "Só pessoas felizes trabalham bem." 

Na Superbom, tradicional empresa de alimentos, com fábricas em São Paulo e em Santa Catarina, os funcionários se reúnem às 7 horas da manhã diariamente para a leitura de um texto religioso. Durante 15 minutos, no horário de expediente, eles meditam sobre o que acabaram de ouvir. O diretor-geral, Itamar de Paula Marques, está sempre presente. "O resultado é um clima interno muito bom", diz Jair Helfenstens, gerente de recursos humanos. "Há também uma equipe de evangelização que utiliza nossas instalações e oferece apoio espiritual e estudos bíblicos aos interessados." Os funcionários, se desejarem, podem receber a visita desses colegas em casa. A Superbom, que pertence à Igreja Adventista do Sétimo Dia, promove ainda, anualmente, a Semana da Oração, quando, durante uma hora por dia, são realizados trabalhos e estudos religiosos.

Não é preciso, no entanto, acreditar necessariamente em Deus para que uma pessoa seja considerada espiritualizada. É uma questão de atitude. "Conheço ateus mais espiritualizados que pessoas religiosas que propagam sua crença a todo momento", diz a escritora Rosa Maria Jaques, autora do livro Paranormalidade - O Elo Perdido (editora Ground, 174 páginas, R$ 18,00). Rosa já fez palestras sobre o tema no Congresso Nacional e até na Universidade de Brasília. "Inúmeras pessoas falam em igualdade, só que no cotidiano discriminam e humilham os colegas. Indivíduos espiritualizados não praticam atos contraditórios como esses, pois são sempre justos e equilibrados."