terça-feira, 15 de julho de 2014

MAIORIA DOS ÁTOMOS QUE COMPÕEM OS HUMANOS FORAM PRODUZIDOS EM ESTRELAS

Nebulosa da Chama

Em 1929, o astrônomo Harlow Shapley, da Universidade Harvard, afirmou: "Nós, seres orgânicos que nos descrevemos como humanos, somos feitos da mesma matéria que as estrelas". Foi uma observação surpreendente, considerando que, na época, ninguém nem sequer sabia o que fazia as estrelas brilharem.

Trinta anos ainda se passariam até Geoffrey e Margaret Burbidge, William Fowler e Fred Hoyle, em artigo que se tornaria clássico, demonstrarem que os átomos que nos compõem não apenas são os mesmos que os das estrelas: a maioria deles foi, na verdade, produzida em estrelas. Começando pelos primordiais hidrogênio e hélio, elementos mais densos como ferro, oxigênio, carbono e nitrogênio foram gerados numa série de reações termonucleares e então espalhados pelo espaço quando essas estrelas morreram e explodiram como supernovas, num frenesi termonuclear final.

Notícias divulgadas recentemente me lembraram disso. Uma delas envolvia escaravelhos, que, aparentemente, orientam-se pela luz da Via Láctea.
A outra foi o anúncio de que astrônomos identificaram a origem da existência do ouro no Universo em um cataclismo conhecido como explosão de raios gama.

Edo Berger, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, no Massachusetts, disse que a explosão pode ter criado uma quantidade de ouro equivalente à massa de 20 Luas da Terra.

As próprias estrelas de nêutrons são frutos de cataclismos: explosões de supernovas que podem espremer o espaço para fora de átomos e comprimir uma massa maior que o Sol numa bola de 32 quilômetros de diâmetro.

Berger sugeriu que, de fato, é possível que todo o ouro do universo tenha sido produzido por colisões entre estrelas de nêutrons.
Isso nos traz de volta ao escaravelho.
Esses seres, que vivem das fezes de animais maiores, têm um problema. A partir do momento em que um escaravelho encontrou esterco e rolou um pouco para formar uma bola, ele precisa tirar a bola do local, rolando-a em linha reta para longe da pilha de esterco, senão outros escaravelhos virão roubá-la. Como os besouros fazem isso, mesmo em noites sem luar, têm sido um mistério.

Em janeiro, uma equipe de pesquisadores suecos e sul-africanos revelou que os escaravelhos coprófagos africanos podem usar a Via Láctea para se orientar.

Os pesquisadores descobriram que, quando eram colocados pequenos "chapéus" nos escaravelhos, impedindo-os de enxergar o céu, ou quando nuvens ocultavam as estrelas, os escaravelhos andavam a esmo. Mas eles não se desviam do caminho em noites estreladas.

Seria difícil imaginar uma conexão entre o microscópico e o macroscópico e entre o espaço interno e o sideral mais bela que essa ou que tão bem induz um sentimento de humildade.

Os antigos egípcios consideravam os escaravelhos sagrados por sua capacidade de gerar vida a partir de dejetos. O escaravelho era símbolo da renovação eterna e da vida que nasce da morte. Os egípcios usavam representações de escaravelhos como amuletos. Em um dos símbolos máximos de reciclagem, alguns desses amuletos eram feitos de ouro.

DENNIS OVERBYE
DO "NEW YORK TIMES" 

CIÊNCIA DAS MUDRAS? GESTOS DAS MÃOS AFETAM PROCESSAMENTO CEREBRAL

Há milênios, as mudras - alguns pronunciam os mudras - são usadas em uma variedade de práticas de auto aperfeiçoamento, que vão da iogae da dança indiana ao budismo e diversas outras práticas espirituais.
Mudrás são gestos feitos com as mãos simbolizando o objetivo que se deseja alcançar, seja um aspecto específico do corpo, a cura de uma determinada enfermidade ou um aspecto psicológico ou espiritual que se deseja desenvolver.
A disseminação das práticas por tantas culturas e há tanto tempo sempre atiçou a curiosidade - será que fazer determinadas posturas com as mãos tem de fato algum efeito sobre a fisiologia humana?
Agora começam a surgir os primeiros indícios coletados em experimentos científicos que dão razão aos praticantes das mudrás.
Embora a equipe da Dra. Deborah Barany, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (EUA), em nenhum momento se refira às mudrás em seu estudo, publicado no Journal of Neuroscience, o grupo desenvolveu umsofisticado aparato que está permitindo pela primeira vez associar movimentos sutis dos pulsos, mãos e dedos a atividades no cérebro.
E a associação encontrada foi muito forte.
Mapas cerebrais
Os pesquisadores usaram neuroimagens para decodificar como o cérebro transforma uma entrada sensorial - a postura das mãos - em ação.
Segundo eles, nossos cérebros estão repletos de mapas: mapas visuais de nossos ambientes externos e mapas motores que definem a forma como interagimos fisicamente dentro desses ambientes.
De alguma forma, esses pontos de referência precisam corresponder uns com os outros a fim de agirmos, seja para segurar uma xícara de café ou rebater uma bola de tênis.
A atividade cerebral dos voluntários foi medida enquanto eles faziam movimentos do pulso e das mãos em diferentes direções (à esquerda e à direita, ou para cima e para baixo) e em posturas definidas.
A Dra. Deborah implementou um experimento sofisticado - que outros cientistas elogiaram e disseram que vão usar em seus próprios experimentos -, no qual câmeras gravam luzes de LED distribuídas pela mão para rastrear movimentos muito sutis durante o escaneamento cerebral.
"Nós conseguimos reunir um rico conjunto de dados de movimento relacionados com a atividade do cérebro," disse ela.
Ciência das mudrás?
O principal resultado foi revelar que os mapas mentais relacionados ao movimento são altamente sensíveis à postura da mão.
"Foi surpreendente ver representações das posturas [das mãos] através de todo o sistema motor," disse Deborah. "Isso pode significar que o planejamento dependente da postura é mais difundido no cérebro do que se pensava."
O estudo também revelou áreas do cérebro que contêm mapas para a localização espacial da intenção do movimento e da direção do movimento real. Uma dessas áreas, o lóbulo parietal superior, continha informações tanto para localização quanto para a direção, o que sugere que esta área ajuda no processo de transformação da intenção em ação.
Terapias neurológicas
Segundo a equipe, os resultados ajudam a explicar os déficits de pacientes com lesões neurológicas que afetam o processamento das transformações visuomotoras - a transformação dos sinais visuais em movimentos musculares coerentes com o que a pessoa vê.
Isso poderá ajudar no desenvolvimento de novas terapias para o tratamento de pacientes com ataxia óptica - uma incapacidade de atingir com precisão os objetos - e apraxia ideomotora - uma dificuldade em imitar gestos.
E, claro, deixará mais entusiasmados os adeptos das mudrás em relação às suas práticas.
Redação do Diário da Saúde

MEDITAÇÃO MINDFULNESS

 
Jerry Seinfeld medita desde os tempos de faculdade todos os dias, duas vezes ao dia

“Mindfulness”, ou atenção plena, é um tema popular nos dias de hoje, assim como a meditação. Cada vez mais, o assunto recebe atenção nos noticiários – aqui no Hype também – e mais estudos são publicados mostrando os benefícios da atenção plena.

Embora possa soar como um termo meio psicodélico e muito “New Age” para alguns, há evidências reais de que ser mais consciente pode melhorar quase todos os aspectos da sua vida – e você não precisa ficar horas sentado em posição de lótus para chegar lá.

Mindfulness tem muitos sinônimos. Você pode chamá-la de consciência, atenção, foco, presença ou vigilância. O oposto, portanto, não é apenas inconsciência, mas também distração, desatenção e falta de compromisso.

Esta técnica é tanto uma prática quanto um estado de espírito (por falta de uma palavra melhor). Por exemplo, quando você pratica a meditação mindfulness, você está aumentando seu foco (geralmente por prestar mais atenção à sua respiração) e treinando o seu cérebro a ser mais consciente muito tempo depois de você terminar de meditar. Quando você está exibindo a atenção plena, você está completamente absorto em tudo o que está acontecendo ao seu redor. (Há outros exercícios de conscientização além da mindfulness, como você verá abaixo. Também há muitos outros tipos de meditação, e ainda que estejam intimamente relacionadas, elas não são a mesma coisa).

Pensar em mindfulness como simplesmente “estar plenamente no momento”. O Dr. Jon Kabat-Zinn define a prática como “prestar atenção de propósito, no momento presente, sem julgamentos, como se sua vida dependesse disso”. Essa pode ser a definição simples, mas ficar 100% comprometido não é fácil, especialmente em nosso mundo cheio de distrações. Significa ouvir ativamente e não viajar dentro da sua cabeça (mesmo que só um pouco) quando o seu colega de trabalho conta a mesma história pela terceira vez. E também significa usar todos os seus sentidos até mesmo em situações corriqueiras, como lavar a louça ou andar até o ponto de ônibus.

A atenção plena tem raízes na filosofia e religião budista, e é considerada muito importante para o caminho para a iluminação. Mas a técnica também assume uma nova e secular definição quando vista sob as lentes da psicologia ocidental. A Dra. Ellen Langer, professora de psicologia da Universidade de Harvard (EUA), escreveu um livro sobre conceitos de mindfulness. Ela a define como a inclusão desses atributos importantes:

Atenção plena tem raízes na filosofia e religião budista, considerada importante para o caminho para a iluminação. Mas a técnica também assume uma nova e secular definição quando vista sob as lentes da psicologia ocidental. A Dra. Ellen Langer, professora de psicologia da Universidade de Harvard (EUA), escreveu um livro sobre conceitos de mindfulness. Ela a define como a inclusão desses atributos importantes:

A criação contínua de novas categorias: em vez de confiar rigidamente em categorias e rótulos antigos, a mindfulness está prestando atenção à situação, contexto e vendo novas distinções. Por exemplo, em vez de ver um tijolo como simplesmente um objeto de construção, você pode também considerá-lo um suporte para livros, uma arma, um batente, e muito mais;

Acolher novas informações, mais de um ponto de vista: criação de categorias, a atenção plena implica também receber continuamente novas informações e estar aberto a novas sugestões (sociais ou não). Você e seu parceiro, por exemplo, podem parecer brigar pelas mesmas coisas de sempre, mas estar aberto ao ponto de vista da outra pessoa poderia mudar essa dinâmica;

Processo acima do resultado: focar em cada passo ao invés de ficar preocupado com os resultados. Em vez de se preocupar com em gabaritar um teste, concentre-se em realmente aprender o assunto.

Em suma, a atenção plena tem a ver com sintonia e ser mais consciente de cada experiência que você tem.

 “Então, qual é o objetivo disso?”. Como as definições acima antecipam, a atenção plena poderia ajudá-lo a tornar-se mais focado, mais criativo, mais feliz, mais saudável, mais relaxado e no controle. Ela também pode ajudá-lo a apreciar mais plenamente cada momento atual (que é tudo o que temos, na verdade). A formação em mindfulness pode:

Melhorar a memória e desempenho acadêmico. Em um estudo, os alunos que fizeram exercícios de construção de atenção haviam aumentado o foco (ou tinham menos divagação mental), mais memória de curto prazo, e melhor desempenho em exames como o GRE (Graduate Record Examination, prova feita para entrar no mestrado nos EUA), para qual deveria ser impossível de treinar.

Ajudar com a perda de peso e o consumo de alimentos mais saudáveis. Comer consciente significa prestar atenção a cada mordida e comer devagar, prestando atenção a todos os seus sentidos. Os participantes nos estudos de mindfulness consumiram menos calorias quando estavam com mais fome do que os grupos de controle.

Levar a uma melhor tomada de decisão. Dois experimentos associaram a meditação mindfulness ou apenas uma tendência natural a ser mais conscientemente ciente a ser menos propenso a não desistir de causas perdidas, como um relacionamento ruim ou trabalho sem perspectiva – por causa do tempo e energia já investidos.

Reduzir o estresse e ajudar a lidar com problemas crônicos de saúde. Uma meta-análise de 20 relatos empíricos descobriu que a mindfulness aumentou tanto o bem-estar mental quanto físico em pacientes com dor crônica, câncer, doenças cardíacas e mais.

Melhorar a imunidade e criar mudanças cerebrais positivas. Os pesquisadores mediram a atividade cerebral antes e depois de voluntários seram treinados em meditação mindfulness durante oito semanas.

Oferecer benefícios cerebrais como melhor foco, mais criatividade, menos ansiedade e depressão.

Infelizmente, a atenção plena não é um interruptor que você pode simplesmente apertar e, em seguida, de repente você se transforma no Sr. ou na Sra. Consciência para o resto de sua vida. Contudo, é algo que você pode cultivar.

Limitar distrações e simplesmente dizer não a realizar várias tarefas ao mesmo tempo pode ajudá-lo a ficar mais concentrado. A mindfulness exige que você seja mais consciente, mesmo nas situações mais movimentadas e estressantes (e é aí que ela vem a ser muito útil também).

Uma maneira simples de começar é criar “gatilhos” ou “pistas” para puxá-lo de volta para o presente quando sua mente, inevitavelmente, começar a vagar. Por exemplo, enquanto come, não se esqueça de saborear cada mordida cada vez que você colocar o seu garfo na boca. No trabalho, você pode programar um alarme de hora em hora ou algum outro tipo de lembrete para fazer uma pausa naquele momento. Fazer uma pausa antes de responder algo a alguém também pode ajudá-lo a tornar-se mais consciente em seus relacionamentos, familiares, fraternos ou amorosos. Mais práticas (aparentemente simples) incluem treinar a valorização e abrir mão do controle.

Em um estudo acadêmico, o treinamento da mente que levou à melhor memória e aprendizado envolvia esses 6 passos:

Sentar-se em uma postura ereta, com as pernas cruzadas e olhar abaixado;

Distinguir entre os pensamentos que surgem naturalmente e o pensar elaborado;

Minimizar a distração com preocupações passadas e futuras reformulando-as como projeções mentais que ocorrem no presente;

Usar a respiração como uma âncora para a atenção durante a meditação;

Contar repetidamente até 21 expirações consecutivas;

Permitir que a mente descanse naturalmente ao invés de tentar suprimir a ocorrência de pensamentos.

Você pode estar familiarizado com os passos acima como meditação mindfulness – uma das melhores maneiras de cultivar a atenção. É um exercício para o cérebro e você pode fazê-lo enquanto conduz o seu dia normalmente (uma estratégia poderia ser a de escolher uma parte de sua rotina diária a ser usada para o treinamento da mente, como quando você toma banho ou passeia com o cachorro).
Como nota final, apesar de praticar a consciência plena ser muito benéfico, há momentos em que é melhor deixar a mente divagar. O jornal “The New York Times” relata que a criatividade e percepção podem depender de deixar sua mente vagar e sonhar, e um estudo sugere que maior atenção plena pode ser conectada com uma “aprendizagem implícita” ( adquirir inconscientemente novas habilidades ou hábitos) mais fraca.

“Depois de meditar sobre tais achados sacrílegos, sem dúvida o Buda, que ensinava um meio-termo entre as preocupações mundanas e espirituais, teria concordado que há um momento para a utilização de mindfulness para descobrir verdades interiores, um momento para usá-la para sobreviver a uma batalha ou uma prova e um momento abrir mão da mindfulness para que a mente possa vagar pelo universo”, diz a reportagem.

Sua missão, se você optar por aceitá-la, é encontrar esses momentos de equilíbrio entre ligar a consciência e fazer uma pausa mental. 
Life Hacker

SAIA DA SUA ZONA DE CONFORTO E POTENCIE A SUA VIDA

A nossa sociedade encoraja-nos para a obtenção do conforto. A grande maioria dos produtos e serviços são pensados, desenhados e publicitados dia após dia para nos sentirmos mais confortáveis, e ainda bem. O conforto que tanto procuramos e lutamos para obter é sem qualquer tipo de dúvida uma mais valia na vida de todos nós. Facilita-nos a vida, reconforta-nos depois de um dia extenuante de trabalho, revitaliza-nos o corpo e a mente, por tudo isto, sem sombra de dúvida que o conforto estará sempre na mira da humanidade. No entanto,  o desafio, a aventura e o incómodo são promotores do desenvolvimento e crescimento.

O desafio, talvez seja aquilo que mais coloca à prova as nossas capacidades e nos faz avançar. Acredito que o desafio e a motivação, ambas entrelaçadas irão permitir a transformação pessoal. Cada desafio que enfrentamos ou a que nos propomos são uma oportunidade para criarmos um “Eu” mais capacitado, habilidoso e realizado.

PROCURE DESAFIOS QUE MEXAM CONSIGO

Cabe a cada um de nós de forma constante e persistente procurar desafios que nos motivem. E cabe a você perceber quando se encontra aborrecido e entediado por se ter enraizado na sua zona de conforto. Para que nos seja mais fácil entender sobre o que aqui quero apresentar, importa distinguir que querermos conforto na nossa vida, não é sinónimo de vivermos sempre na nossa zona de conforto, são coisas distintas. Zona de conforto, também não se trata de um sítio ou espaço a que recorremos quando necessitamos descansar ou restabelecer energias.  Apenas a palavra é comum, o que por este facto pode induzir-nos em erro. São conceitos distintos ainda que se toquem indirectamente. Permanecer na nossa zona de conforto, está relacionado.

Durante a vida, as pessoas, de uma maneira geral, costumam acomodar-se, refugiar-se  na sua “zona de conforto”. Acostumam-se com uma certa rotina, conformam-se a um determinado modo de vida, seja no âmbito familiar, social ou profissional. No entanto, a vida é essencialmente dinâmica. Assim, é preciso adaptar-se continuamente às mudanças que ocorrem, sob pena de estagnação e marginalização.
As mudanças são desconfortáveis, trazem insegurança e ansiedade. Mas são necessárias. É preciso preparar-se continuamente para os novos desafios que se apresentam todos os dias. Tudo é impermanente. A insegurança é a regra. Não podemos contar com a estabilidade nas relações sociais, profissionais ou comerciais. A todo o momento, surgem novidades. É preciso acompanhar o progresso inevitável que ocorre a uma velocidade cada vez maior.

O QUE É A ZONA DE CONFORTO?

É o conceito base de qualquer aprendizagem, evolução ou transformação. A zona de conforto, define-se por tudo aquilo que estamos acostumados a fazer, pensar ou sentir. É o habitual e conhecido para nós próprios. Incluí experiências positivas e negativas, comportamentos construtivos e destrutivos.

Se queremos aprender ou mudar qualquer coisa, necessitamos de sair do conhecido e aventurarmo-nos no desconhecido. Isto comporta um risco: todavia não sabemos o que se passará ou se seremos capazes de controlar a situação. Por isso a tendência natural é refugiarmo-nos naquilo que controlamos, a nossa experiência até à data, que assim se converte, por sua vez, no nosso refúgio e limitação. De facto, quanto mais experiência acumulamos, mais razões teremos para nos mantermos na nossa já “ampla” zona de conforto

Citação: De vez em quando é preciso subir num galho perigoso, porque é lá que estão as frutas – Will Rogers

A DESCONFORTÁVEL ZONA DE CONFORTO

O desenvolvimento pessoal e a auto-confiança estão intimamente relacionados com a  zona de conforto. Isto acontece, porque para avançarmos, desenvolvermo-nos mais rápido e de forma mais eficiente no nosso crescimento pessoal é necessário um boa dose de confiança para sairmos daquilo que nos é conhecido, habitual e automático.

O crescimento pessoal ocorre fora da sua zona de conforto. Quando você estiver na sua zona de conforto, você não está aprendendo, nem crescendo. Fazendo aquilo que sempre fez irá obter aquilo que sempre obteve Para crescer, você deve fazer as coisas que não está fazendo neste momento.  Pense em todas as conquistas que você alcançou na sua vida. Provavelmente a maioria se não todos as vezes o resultado aconteceu quando fez algo novo, ao invés de praticar os seus velhos hábitos.

Desafio: Que novas experiência você se propõe a realizar em prol do seu desenvolvimento?

Grande parte da razão pela qual se aborda o estudo das zonas de conforto é porque este conceito torna-se um preditor confiável de como as pessoas se irão comportar ou reagir às situações, e ainda porque quando as pessoas se movimentam apenas na sua zona de conforto isso passa a ser visto como um elemento de estagnação na vida. Permanecendo a grande maioria do tempo no interior de uma zona de conforto não permitirá a expansão mental ou o desenvolvimento de novas ideias , conduzindo as pessoas para uma  relativa estagnação ao longo da vida.

Por vezes alguns fatores externos podem contribuir para a quebra da zona de conforto. Grandes tragédias ou mudanças na vida podem levar as pessoas à mudança. Acontecimentos como o 11 de setembro de 2001 em solo americano conduziram os  cidadãos dos E.U.A. a quebrarem a crença de que  a América estava de alguma forma segura de ataques de terrorismo, e isso contribuiu para a forma como os americanos passaram a interpretar qualquer evento que se seguiu.

ESCOLHA SAIR DA SUA ZONA DE CONFORTO

Deixar a nossa zona de conforto deliberadamente é uma oportunidade de crescimento pessoal, e preferencialmente não deve ser causado ​​por eventos drásticos. Os estudantes que ingressam  na faculdade por vezes são estimulados a olhar para novas ideias e interpretações, e estas podem levar o aluno a expandir mentalmente as suas zonas habituais e avaliar as coisas de maneiras novas. Na verdade, durante os anos de crescimento e desenvolvimento, as crianças e depois adultos jovens são constantemente solicitados a expandir as suas zonas, para assumir novas ideias, para analisar as coisas de forma mais complexa, e interpretar o mundo de uma forma crescente.

A grande maioria das pessoas acham que a  zona de conforto deve ser expandida apenas na juventude, e uma vez que estes estádios “crescentes” terminem com a entrada na idade adulta, as pessoas aceitam a estagnação como algo natural.  Esta ideia pode levar as pessoas a recusarem-se a mover-se mais ou pensar mais sobre as ideias que são diferentes  das suas ou que estejam fora da sua zona de conforto. E isto, inibe a possibilidade de potenciar a vida.

COMO SAIR DA SUA ZONA DE CONFORTO

Com o tempo, todos nós construímos um conjunto de hábitos de constrição e restrição em torno de nós, são aqueles hábitos que nos aprisionam numa suposta zona de conforto, e esta impede-nos de atingir todo o nosso potencial.  Logo, tais hábitos enraízam-se fora da nossa consciência, mas eles ainda determinam o que pensamos e o que podemos e não podemos fazer e o  que nos recusamos sequer a tentar. Se permitir que estes hábitos governem a sua vida, você vai ficar preso na sua própria teia. Uma teia que o vai paralisando!

Tal como as pequenas criaturas macias (pequenos pólipos de coral) que constroem os recifes de coral, os nosso hábitos começam pouco a pouco e flexíveis, e acabam construindo barreiras de “rocha maciça” em toda a estrutura mental. Dentro dos recifes, a água é tranquila e amigável. Fora desse ambiente pacífico as águas ficam mais revoltas e o ambiente mais perigoso.
Na vida as coisas acontecem um pouco como no exemplo anterior, se você está a desenvolver-se numa determinada área e  atingiu um determinado estado, aquele em que se encontra hoje, se quer continuar a progredir, você deve sair dos seus hábitos e rotinas, deve abandonar o seu recife, alargar o limites da sua zona de conforto e propor-se a explorar novas águas. Não há outra maneira. Assim como pode não haver nada de errado nos seus hábitos comuns. Eles provavelmente funcionaram bem para você no passado. Mas agora é hora de passar por cima deles e ir explorar o resto do mundo, o resto do seu potencial não usado e ainda não descoberto. Alguns dos seus medos podem estar a fazê-lo refém de si mesmo. A nossa mente é prodigiosa a construir cenários, possíveis cenários monstruosos e perigosos que podem nunca vir a acontecer, a não ser na sua cabeça.

Ninguém nasce com um manual de instruções para a vida. Apesar de todos os conselhos úteis de pais, professores e idosos, cada um de nós deve fazer o seu próprio caminho no mundo, fazendo o melhor que pode e muitas vezes fazer algumas coisas erradas. Bagunçar algumas vezes não é pecado. Mas se você ficar com medo e tentar evitar todos os erros, com comportamentos “deixa ver se consigo”, você vai perder muitas oportunidades também.

Por exemplo, muitas pessoas que sofrem de tédio no trabalho estão fazendo isso para si mesmos. Elas estão aborrecidas e frustradas porque é o que as suas escolhas causaram. Elas estão presas em buracos que cavaram para si ao tentar evitar cometer erros e assumir riscos. Pessoas que nunca erram nunca fazem qualquer outra coisa também.

escolapsicologia.com

OLFATO PODE SER UM EFEITO DA FÍSICA QUÂNTICA


Segundo pesquisadores, é possível que o nosso olfato seja baseado em preceitos da física quântica.

Isso seria possível por causa de pequenos pacotes de energia, ou “quanta”, que são perdidos por elétrons. Experimentos revelam que, quando elétrons se movem dentro de nossos narizes, próximos a proteínas, alguns quanta interagem com as moléculas do nariz e são detectados.
 
Se a teoria estiver certa, seria possível criar um nariz eletrônico preciso, que detecta qualquer tipo de cheiro, superior a qualquer detector de produtos químicos.
A forma com que moléculas são “traduzidas” em cheiros já foi objeto de investigação de uma pesquisa que ganhou o Nobel. Mas como, precisamente, essas moléculas são detectadas ainda não ficou claro.


O problema com a teoria quântica do cheiro é a dificuldade de demonstrá-la. Testes com nanotubos foram feitos, para provar que a vibração dos elétrons e a liberação e captação dos quanta é algo plausível, mesmo assim, mais testes precisam ser feitos para que a teoria seja comprovada. 

BBC

MAPEAMENTO DAS SENSAÇÕES CORPORAIS GERADAS POR TIPO DE EMOÇÃO


O "calor" das emoções em nosso corpo: acima, da esquerda para direita, raiva, medo, nojo,felicidade, tristeza, surpresa e neutralidade; abaixo, ansiedade, amor, depressão, desprezo, orgulho, vergonha e inveja
 
Quando a vergonha ataca, você costuma sentir um calor terrível tomar conta da face? E seu estômago "embrulha" quando está ansioso? Todo mundo sabe que as emoções geram sensações físicas, mas, agora, cientistas decidiram mapear essa percepção.

O estudo, realizado por finlandeses, foi publicado no periódico Proceedings of the National Academies of Sciences (Pnas). A equipe de pesquisadores contou com 701 participantes. Eles foram convidados a colorir as partes do corpo cuja atividade sentiam aumentar ou diminuir ao visualizar determinadas palavras, histórias, filmes ou expressões faciais. As sensações mais fortes eram pintadas com cores quentes (amarelo e vermelho), enquanto as mais fracas, com cores frias (azul e preto).

O mapeamento confirmou aquilo que as pessoas muitas vezes descrevem ao relatar emoções fortes. A raiva foi expressa por manchas amarelas e vermelhas bem fortes na cabeça, no pescoço, no tórax e nos braços. Já a felicidade foi marcada por tons iluminados da cabeça aos pés. No extremo oposto aparece a depressão, ilustrada com tons de azul e preto em todo o centro do corpo - sugerindo uma sensação de vazio.

Quase todas as emoções geraram mudanças na região da cabeça, provavelmente pelo desejo que as pessoas sentem de franzir a testa, sorrir, abraçar alguém ou dar um soco. Já sensações no sistema digestivo e na região da garganta foram mais fortes quando os sentimentos eram de ansiedade ou desprezo.

Participantes da Finlândia, de Taiwan e da Suécia pintaram mapas corporais semelhantes, sugerindo que as descrições não são limitadas a determinada cultura ou idioma.

Os autores observam que, fisiologicamente, a maioria das emoções testadas no estudo só causam uma pequena alteração na frequência cardíaca ou na temperatura da pele. Mas, pelos resultados, dá para concluir que os estados mentais geram percepções subjetivas no corpo - e o curioso é que elas são basicamente as mesmas para todo mundo.

UOL, em São Paulo

segunda-feira, 14 de julho de 2014

COMO AS VOGAIS AFETAM SUAS EMOÇÕES


Um novo estudo da Universidade de Colônia (Alemanha), conduzido pelo psicólogo Ralf Rummer e pela foneticista Martine Grice, descobriu que a articulação das vogais influencia sistematicamente os nossos sentimentos, e vice-versa.
O objetivo da pesquisa era analisar em que medida o significado das palavras está ligado ao seu som.
 O foco específico desse estudo eram dois casos especiais: o som do “i” como vogal longa, e o som do “o” como vogal fechada.
Rummer e Grice estavam particularmente interessados em descobrir se essas vogais tendiam a ocorrer em palavras com significados positivos ou negativos, em termos de impacto emocional.
Para este fim, eles fizeram dois experimentos cujos resultados foram publicados na revista científica Emotion, da Associação Americana de Psicologia.
No primeiro experimento, participantes viram filmes projetados para colocá-los em um humor positivo ou negativo. Em seguida, eles tiveram que falar dez palavras em voz alta (qualquer uma que quisessem).
Se os participantes estavam em um bom humor, falavam significativamente mais palavras que continham “i” do que “o”. O contrário aconteceu com os participantes de mau humor.
O segundo experimento determinou se a qualidade emocional das duas vogais podia ser rastreada até os movimentos dos músculos faciais associados à sua articulação.
O músculo zigomático é contraído quando rimos ou sorrimos. Seu músculo oposto é o músculo orbicular da boca. No experimento, os participantes articularam o som de “i” (contraindo o músculo zigomático principal) ou de “o” (contraindo o músculo orbicular da boca) enquanto assistiam desenhos animados. Os que articularam o som do “i” acharam os mesmos desenhos animados significativamente mais divertidos do que aqueles que articularam o “o”.
Os pesquisadores concluíram que as pessoas “sabem” que a articulação dos sons com “i” está associada a sentimentos positivos e, portanto, fazem uso de palavras correspondentes para descrever circunstâncias positivas. O oposto se aplica ao uso de “o”.

Graças aos resultados de seus dois experimentos, Rummer e Grice agora tem uma explicação para um fenômeno muito discutido: a tendência do “i” ocorrer em palavras com carga positiva (como “alegria” ou “sim”) e do “o” em palavras com carga negativa (como “depressão” ou “não”) em muitas línguas. Isso parece estar ligado ao uso correspondente dos músculos faciais na articulação de vogais. 

TEORIA U UM CAMINHO PARA INOVAÇÃO E LIDERANÇA


Muitos líderes tem enfrentado dificuldades para conseguir as mudanças que desejam, seja devido à complexidade das situações, às diferentes pessoas envolvidas ou à falta de soluções passadas que possam ser reproduzidas. A teoria U é um conjunto de teorias, ferramentas e práticas que podem auxiliar os líderes a enfrentarem os problemas atuais, não apenas intelectualmente, mas através de ações que gerem inovação.
Como uma resposta à dificuldade vivida pelos líderes, a teoria U foi desenvolvida ao longo de quase 15 anos por Otto Scharmer, Adam Kahane, Peter Senge e Joseph Jaworski.
Ela vem sendo utilizada em projetos de diferentes proporções: alguns envolvem apenas uma organização, outros envolvem toda a cadeia produtiva, enquanto outros envolvem todo um país. As mudanças nestes projetos foram obtidas através de processos da teoria U que possibilitam um grupo de pessoas a reconhecer as causas dos problemas atuais e como gerar inovações para resolvê-los.
teoria U é uma “maneira de desenhar e conduzir profundos processos de aprendizado coletivo”. O processo em U é dividido em três fases, as duas primeiras são sentir e presenciar, e a última engloba a criação de protótipos e atuação em uma única etapa chamada de realizar. Estas etapas tem as seguintes características:
  1. sentir
  2. questionar profundamente seus modelos mentais, vendo a realidade que está além do próprio filtro;

  3. presenciar: 
  4. mover-se dali para um processo profundo de se conectar com uma visão e um propósito, individual e coletivamente;

  5. realizar: 
  6. e então elaborar rapidamente um protótipo para traduzir essas visões em modelos de trabalho concretos, dos quais se possa receber feedback e fazer novos ajustes.

O significado do U está relacionado ao processo de mudança e seu formato devesse ao fato de que ao descer o lado direito o indivíduo percorre um caminho para compreender seus modelos mentais e como eles estão relacionados à realidade na qual está inserido. O fundo do U é um espaço para reflexão, o indivíduo já tem um maior conhecimento sobre si e do ambiente, e agora tem a possibilidade de compreender a realidade atual e iniciar um processo de inovação, que é a subida do U. Nesta parte, todas as novas ideias são colocadas em práticas o que não significa o fim, já que o processo pode iniciar novamente ou etapas serem revistas se necessário.
teoria U pode auxiliar líderes a melhorarem sua capacidade de compreender e ajudar além de gerar habilidades para lidar com diferentes desafios. Para isso o líder deve ser capaz de suspender suas formas habituais de ver, ou seja, ele não pode buscar apenas em sua experiência ou conhecimento informações para auxiliar os outros ele precisa ir além do que já sabe e começar a buscar informações que ainda não detém (veja abaixo o exemplo dos gerentes das montadoras americanas visitando o Japão). Além disso, ele deve ser capaz de criar espaços de aprendizagem e inovação, nos quais ele e um subordinado, ou um grupo, possam co-criar novas soluções1.
Portanto, para o líder auxiliar seus liderados, ele deve ser capaz de perceber que não tem toda a informação necessária e, portanto, deve dar ênfase no ouvir. Mas não basta apenas deixar os subordinados falarem, ele deve ser capaz de escutar sem criar julgamentos ou sem filtrar as informações através do seu próprio conhecimento. Caso ele não seja capaz de fazer isso ele irá apenas ouvir o que já sabe ou acredita, desperdiçando oportunidades para mudar ou inovar. Quanto maior for a capacidade de o líder ouvir sem focar em si e procurar estar atento ao outro, maior será sua capacidade de ajuda. O ouvir pode ser dividido em quatro partes: download2, debate, diálogo e ouvir generativo.
O primeiro tipo de escuta, download, acontece toda vez que a pessoa recebe um estímulo e reage a ele. Ou seja, ela tende a reproduzir hábitos e acaba por reproduzir padrões passados continuamente. Tal atitude faz com que o indivíduo se torne muito centrado em si; ele está sempre julgando e analisando o que ouve, prestando pouca atenção no que está realmente sendo dito. Nesse nível, há pouco espaço para a criatividade e novas ideias. Um exemplo é o líder que tende a sempre interromper seus liderados enquanto eles estão explicando algo ou dizer “isso eu já sabia”.
O segundo tipo é o ouvir focado no objeto, ou seja, o indivíduo centra sua atenção no que está vendo ou ouvindo, deixando de utilizar a análise imediata do fato, ou a voz do julgamento. A ideia central do debate é conhecer o outro e verificar se as ideias dele são diferentes das próprias ideias. Apesar de já se focar o outro, ainda existe a tendência de se comparar ideias. Nesse momento, surgem perguntas e mais interesse no que está acontecendo, possibilitando maior conhecimento dos fatos. Como exemplo, tem-se um líder que, ao escutar a ideia do liderado, a contrapõe com a sua e ambos começam a debater sobre quem está certo ou qual ideia seria a melhor.
O terceiro tipo é o ouvir empático o qual surge quando se pensa: “Ah, sim, eu sei o que você está sentindo”. Quando o indivíduo muda o foco de atenção do centro (download) para o exterior (focado no objeto), ele tem a possibilidade de se engajar em um diálogo, participando ativamente dos fatos que ouve. É preciso abertura para a empatia, ou seja, o líder passa a ver através dos olhos do liderado. Este ouvir já proporciona mais criatividade e novas informações. Porém, ele está voltado apenas para o ato de ouvir, diferentemente do próximo nível que já é uma tentativa de ouvir e criar ao mesmo tempo.
O quarto tipo é a escuta generativa, que está mais relacionada a um ouvir interno, ou seja, ao mesmo tempo em que conversa, o indivíduo busca elaborar o que escutou permitindo que novas ideias surjam. Nesse nível não há barreiras entre os participantes da conversa, todos escutam e procuram em si motivação para criar novas idéias.
Confira os detalhes de cada etapa da Teoria U na matéria completa Teoria U – Um Caminho para Inovação e Liderança“, do site Diálogos Consultoria.
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BRUCE LEE O SEGREDO POR TRÁS DO SOCO DE UMA POLEGADA


Quem é fã de artes marciais provavelmente já ouviu falar no “soco de uma polegada”. A técnica, popularizada pelo lendário Bruce Lee, permite que uma pessoa desfira um soco muito forte mesmo a curta distância (entre uma e seis polegadas, ou 2,5 a 15 centímetros).

Força bruta? Estudo recente, feito por pesquisadores do Colégio Imperial e da Academia Global de Londres (ambos na Inglaterra), sugere que o segredo técnica não está exatamente nos músculos, mas no cérebro.

Em suas investigações, eles avaliaram doze praticantes faixas-pretas de caratê (com uma média de 13,8 anos de prática) e doze pessoas com idades similares que praticavam atividade física mas não tinham experiência com artes marciais.

“Corpo são, cérebro idem”. Como era de se esperar, os faixas-pretas se saíram melhor no teste físico (socar um objeto a 5 cm de distância). Contudo, o impacto do soco, ao contrário do que muitos imaginariam, era especialmente influenciado pela coordenação do movimento, e não tanto pelo tônus muscular.

“Nós acreditamos que a habilidade pode estar relacionada à sintonia fina de conexões neurais no cerebelo, permitindo que a pessoa sincronize o movimento de seus braços e tronco de forma muito precisa”, explica o pesquisador Ed Roberts, que liderou a equipe responsável pelo estudo.

Por meio de exames de ressonância magnética, eles encontraram diferenças em duas estruturas cerebrais dos participantes: o cerebelo e o córtex motor primário, ambos envolvidos no controle de movimento. Essas diferenças eram maiores nos praticantes de caratê mais experientes, e tinham relação com sua habilidade de executar o “soco de uma polegada”.

“Estamos apenas começando a entender a relação entre estruturas cerebrais e comportamento, mas nossos resultados são consistentes com outras pesquisas que mostram o papel crucial do cerebelo em nossa habilidade de realizar movimentos complexos e coordenados”, destaca Roberts. Novas análises deverão trazer mais detalhes a respeito do “cérebro guerreiro”.

Daily Mail UK

CARL GUSTAV JUNG MANDALA

Mandala Cristã

Mandala é uma representação gráfica do centro (o Auto de Jung). Ele pode aparecer em sonhos e visões, ou pode ser criado espontaneamente, como uma obra de arte. Ela está presente nas representações culturais e religiosas.

Exemplos de Mandala podem ser encontradas em todas as culturas antigas. Nós o encontramos no cristianismo sob a forma de afrescos com imagens de animais que representam apóstolos (e do zodíaco). O zodíaco astrológico e suas versões são exemplos de mandala. Além disso, nas práticas espirituais indianos encontramos exemplos fascinantes de mandala, com símbolos do panteão local.

Na mandala práticas de yoga pode ser um apoio para a meditação ou uma imagem que deve ser internalizada através da absorção mental. Esta imagem organiza as energias e forças do praticante internas e coloca-los em relação com o seu ego.

De um modo geral uma mandala é uma forma geométrica - um quadrado ou um círculo - abstrato e estático, ou uma imagem vívida formado de objetos e / ou seres.
 
Em nossos sonhos a mandala indica o fenômeno da centralização do psíquico individual, na qual o ego reconsidera a sua posição (dominante), através da assimilação dos conteúdos inconscientes coletivos (símbolos ou imagens arquetípicas).
 
Nos sonhos modernos mandala pode ser um dispositivo eletrônico sofisticado - um relógio eletrônico ou uma máquina circular sofisticado. Muitas vezes os OVNIs vistos no céu também são símbolos da mandala. 
 
Mandala pode ser fontes circulares, parques e seus becos radiais, praças, quadrados, obeliscos e edifícios com uma forma circular ou quadrado, lagos, rios [redes de água radiais]
 
Na terapia junguiana, que inclui a experiência de vida dos conteúdos do inconsciente coletivo, o desenho espontâneo de mandalas é usado. Há uma série de ilustrações que testemunham esta técnica praticada pelo próprio Jung.
 
Mandala Junguiana