quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SÍNDROME DE STEVE JOBS



Um estudo realizado com 441 empreendedores que criaram empresas de alta tecnologia, e tiveram sucesso financeiro com elas, revela que a riqueza não necessariamente traz felicidade.

Segundo o levantamento, há uma correlação positiva entre o crescimento da
empresa emergente e a satisfação com a renda do seu fundador.

Contudo, esse mesmo sinal de sucesso empresarial está negativamente correlacionado com a felicidade do fundador.

Arndt Lautenschlaeger, da Universidade de Jena (Alemanha), analisou
empresas de alta tecnologia de diversas áreas.

A felicidade pessoal do fundador foi avaliada por indicadores que incluem satisfação com a vida, satisfação com o trabalho, situação financeira e tempo de lazer.

O termo "sucesso" foi conceituado de forma diferente pelos participantes. Alguns o associam com lucros e se tornar rico, enquanto outros valorizam mais ser o próprio patrão e a auto-realização.

Já o sucesso do empreendimento foi medido de forma objetiva, com indicadores de vendas, eficiência e lucros.

Sucesso da empresa, não do empreendedor
"Eu descobri que, no estágio inicial da empresa, o desempenho da firma e
a satisfação pessoal do fundador andam lado a lado, com algumas poucas exceções," conta Lautenschlaeger.

Mas a satisfação com a vida do seu fundador apresentou um declínio no
longo prazo conforme a empresa crescia - apesar do aumento na renda.

O pesquisador aponta que seu estudo contesta a visão tradicional de que o crescimento de uma empresa caminha lado a lado com o sucesso pessoal
do seu fundador.

As conclusões do estudo são importantes tanto para o empresário de alta
tecnologia quanto para as empresas que eles fundam.

Para o empresário tudo parece mais fácil: como ele ficou rico - pelo menos
no caso das 441 empresas estudadas - ele pode sair da empresa e usar seu
dinheiro para aumentar sua satisfação com a vida.

Já para a empresa, o problema pode vir justamente quando o fundador
não sai.  Conforme aumenta a insatisfação pessoal do fundador, sua
permanência pode começar a representar um risco para a continuidade da
própria empresa, que passa a enfrentar um risco real de falência por conta
de uma condução desmotivada.

Síndrome de Steve Jobs
Steve Jobs, um dos maiores ícones do mundo da alta tecnologia, criou a
Apple, uma empresa que  atingiu o maior valor de mercado de sua história
e alcançou o pódio de empresa mais valiosa do mundo.

Antes disso, porém, Jobs foi demitido da direção da empresa em um momento de dificuldades, mostrando que os conselhos de administração das empresas de alta tecnologia de sucesso de fato precisam discutir abertamente se o criador não se voltou contra a criatura. No caso de Jobs, posteriormente ele
voltou e "reinventou" a empresa, levando-a ao patamar no qual ela está hoje.

Redação do Diário da Saúde

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