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sábado, 27 de novembro de 2010

COACHING ILUMINA PENSAMENTOS DO APRENDIZ

O coaching - quando um profissional mais experiente se torna uma espécie de mestre de um colega mais novo - acontece em quase todos os lugares, todos os dias, sempre tendo a aprendizagem como objetivo.

Um coaching eficaz pode levar a organizações mais eficientes, mais produtivas e potencialmente mais lucrativas. Nas salas de aula, ele gera um desempenho melhor do aluno. Médicos e enfermeiros podem se conectar melhor com os pacientes.

Por isto, a formação desses "treinadores", ou mestres modernos, parece ser um objetivo natural, e tem sido um importante tópico de pesquisa em diversas universidades desde os anos 1990.

As formas de se fazer o coaching podem variar amplamente, devido a uma falta de compreensão dos mecanismos psicofisiológicos que reagem a estímulos.

Os cientistas agora decidiram investigar as reações produzidas no cérebro humano em reação a dois métodos de treinamento: o compassivo e o crítico.

Os pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos,
usaram imagens do cérebro para identificar a assinatura neural registrada quando
se alcança um "atrator emocional positivo", o elemento básico que permite um coaching bem-sucedido.

O coaching com compreensão é um método que enfatiza as metas do próprio indivíduo treinado e trabalha sempre com orientações positivas.

Boyatzis e seu colega Anthony Jack, usaram a ressonância magnética funcional [fMRI] para mostrar as reações neurais geradas pelos diferentes estilos de treinamento.

"Nós estamos tentando ativar as partes do cérebro que levam uma pessoa a considerar possibilidades," disse Richard Boyatzis, coordenador da pesquisa. "Acreditamos que isto pode levar a uma melhor aprendizagem. Ao considerar possibilidades, nós facilitamos a aprendizagem."

Segundo os pesquisadores, os treinadores devem procurar despertar o Atrator Emocional Positivo [AEP], que gera emoções positivas e ativa os sistemas neuroendócrinos que estimulam o melhor funcionamento cognitivo, a maior precisão da percepção e a abertura na pessoa que está sendo treinada, ensinada ou aconselhada.

Enfatizar as fraquezas, as falhas, ou outras deficiências, ou mesmo tentar "consertar" o problema da pessoa treinada, tem um efeito oposto.

"Uma das principais razões pelas quais as pessoas trabalham é pela oportunidade de aprender e crescer. Então, em todas as relações gerenciais, e em cada relação chefe-subordinado, as pessoas ficam mais dispostas a usar seus talentos se elas sentem que têm a oportunidade de aprender e crescer," completa o cientista.

Diário da Saúde