quinta-feira, 20 de junho de 2013

ASSEXUAIS ELES VIVEM SEM SEXO

Eles estão em toda parte. No Brasil, uma comunidade no Orkut conta com mais de trezentos membros e já chegaram ao Facebook. Formam um grupo diferente. Não curtem relacionamentos sexuais. Nenhum problema com a libido e mantêm cada um a seu modo e em graus variados bom sistema de autossatisfação. Mas essa é uma atividade pessoal e íntima e nunca compartilhada com o parceiro.

Sim, eles têm parceiros, namoram e casam! Partilham uma vida a dois sem, contudo, se unir sexualmente. São amorosos, querem o encontro e a cumplicidade, mas, abrem totalmente mão do sexo. São os Assexuais. A característica da assexualidade é a ausência de atração sexual. Não sentem desejo de se relacionar sexualmente uns com os outros. Namoram, amam e vivem assim. Fazem parcerias entre eles e os relacionamentos são duradouros. Poucos relatam brigas ou ciúmes, são serenos e seguros porque sabem que essa escolha é, para eles, legítima e coerente.

Raramente se sabe de um casal que tenha rompido o acordo e incluído o sexo em sua união, mas se isso acontecer e houver reciprocidade, por que não? O que não é aceitável entre os assexuais é que um dos parceiros “force a barra” com o outro para a quebra do acordo. Essa é uma regra de conduta e deve ser respeitada.

Muitas vezes a pessoa se descobre assexual já na vida adulta, depois de muito sofrimento, se relacionando com outras pessoas sempre com a sensação de não gostar de sexo, uma violência contra si mesmo. Muitos relatam a alegria e a sensação de liberdade ao se descobrir assexual, isso porque antes, ao forçar uma atividade contrária ao seu desejo, colhia muito mais insatisfação do que alegria e se é assim que se sente, ótimo. E, como disse, há excitação e, assim, a satisfação pessoal é possível.

Não há predominância de sexo. Homens e mulheres podem se descobrir assexuais e aceitar a condição, desenvolvendo a partir dessa “aceitação” novas regras de conduta. Considero importante que a pessoa que não gosta de sexo a dois (já que a autossatisfação é uma prática sexual), tente analisar-se profundamente. Uma decepção amorosa, bloqueios, um trauma, podem fazer cessar o desejo sexual por um tempo e um bom apoio psicológico pode ajudar essa pessoa fazendo com que ela retome sua vida sexual normal.

O assexual gosta de viver sem parceria sexual, não sente falta e é feliz assim. Amam melhor?  São mais desprendidos, já que na maioria inexiste o ciúme doentio e a necessidade de possuir o outro? Talvez. O fato é que vivem normalmente, e, se casados, são como qualquer casal, fora o sexo. Assim como heterossexuais podem se descobrir homossexuais e vice-versa. Também não é condição que alguém que se descubra assexual, não possa sentir que deseja voltar a ser sexual.

O que falei acima se refere à parte moral, se a pessoa estiver dentro de um relacionamento. Importa saber que eles existem, vivem, amam, se alegram e curtem a vida como qualquer pessoa e devem ser respeitados como todos. E como disse o poeta: Toda forma de amor vale a pena!

* Regina Racco é professora de ginástica íntima, autora dos livros: O livro de Ouro do Pompoarismo, A Conquista do Prazer masculino e Pirulito e Outras Delícias, sexo para mestres na arte da sedução -  

https://medium.com

quarta-feira, 19 de junho de 2013

VATICANO ENTRA NA CONTROVÉRSIA DA PRESCRIÇÃO DE PSICOTRÓPICOS PARA CRIANÇAS

O Vaticano parece estar preocupado com outras bíblias, sobretudo a chamada "bíblia da psiquiatria", ou DSM-5.
As lideranças da Igreja Católica estão particularmente preocupadas com a prescrição em larga escala de psicotrópicos para crianças, o que é diretamente afetado pelas novas definições de "doenças mentais" dadas pelo manual DSM-5.
Os medicamentos psiquiátricos já se estabeleceram como a primeira linha de tratamento para jovens com problemas emocionais e comportamentais.
Esses medicamentos são tradicionalmente conhecidos como ISRS (inibidores seletivos da recaptação da serotonina).
Ao mesmo tempo, a utilização da intervenção psicossocial está sendo deixada de lado.
Para discutir o assunto, o Vaticano organizou uma conferência com especialistas internacionais, colocando a todos a pergunta: "O aumento nas taxas globais de prescrição de psicotrópicos para crianças justifica-se com base nas evidências dos testes clínicos?"
Entre os participantes estavam o Dr. David Cohen - um dos mais citados especialistas no campo do diagnóstico do transtorno bipolar em crianças e adolescentes - e a Dra Joanna Moncrieff, psiquiatra e autora do livro "O Mito da Cura Química".
A equipe interdisciplinar incluía ainda o premiado jornalista Robert Whitaker (autor de Anatomia de uma Epidemia), Irving Kirsch (autor de As Novas Drogas do Imperador) e o renomado psiquiatra Sami Timimi.
O debate se concentrou não apenas sobre a adequação do tratamento com psicotrópicos para crianças e adolescentes, mas também sobre a segurança e a eficácia dos psicotrópicos em comparação com outros tratamentos.
A conclusão dos debatedores foi de que, com base nas melhores evidências científicas disponíveis, as terapias psicossociais devem ser a primeira escolha de qualquer profissional de saúde que esteja atendendo crianças e adolescentes com problemas comportamentais.
O Vaticano não divulgou como pretende usar as conclusões do evento.
Diário da Saúde

EFEITO PLACEBO MESMO QUANDO OS PACIENTES SABEM QUE ESTÃO TOMANDO REMÉDIOS FALSOS, HÁ EFEITOS POSITIVOS

A psicologia humana realmente é algo complicado. Não é de hoje que os “placebos” são valorizados pela sua suposta capacidade de fazer nada: ao contrário de medicamentos com substâncias ativas, placebos derivam sua capacidade de cura da psicologia, enganando os pacientes que pensam tomar um remédio de verdade.
No entanto, um novo estudo mostra que os placebos podem oferecer um tratamento eficaz mesmo quando os pacientes sabem que estão tomando uma “pílula falsa”.
Os pesquisadores deram a 80 pacientes com síndrome do intestino irritável (SII) dois tratamentos. Um grupo, o de controle, recebeu apenas consultas com médicos e enfermeiros. O segundo grupo recebeu as mesmas consultas, mais comprimidos de celulose inertes, que foram claramente identificados como “placebos”, e foram orientados a tomá-lo duas vezes por dia.
Entre os participantes do estudo, 59% dos que, conscientemente, tomaram um comprimido de placebo disseram que seus sintomas foram suficientemente aliviados depois de três semanas, enquanto apenas 35% dos pacientes que não tomaram remédios relataram tal alívio.
Na maioria dos estudos sobre medicamentos, um tratamento que funcione 20% melhor do que o grupo de controle é visto como estatisticamente e clinicamente significativo. Na nova pesquisa, os resultados surpreendentes mostram algo que é quase duas vezes mais significativo.
De fato, o estudo mostrou que os efeitos das pílulas placebo foram comparáveis aos efeitos do poderoso, mas arriscado, alosetron, medicamento para SII vendido sob a marca Lotronex.
Os pesquisadores resolveram realizar esse estudo quando uma pesquisa anterior mostrou que cerca de 50% dos médicos americanos davam placebos a seus pacientes, sem avisá-los, porque os pacientes respondiam muito bem a eles.
O entendimento atual sobre placebo era que, para que eles funcionassem, os pacientes tinham de acreditar firmemente que aquilo era uma droga real, ativa. Mas o novo estudo desafia esse pensamento. De alguma forma, o efeito placebo ainda existe, e ainda pode ter um poderoso resultado positivo, mesmo quando os pacientes sabem que não estão tomando uma droga ativa.
É comum que pacientes de ensaios clínicos se preocupem em receber placebos. A ideia é de que eles não receberão o tratamento adequado. Os pesquisadores dizem que esse estudo é uma forma de aprender mais sobre placebos e medir os efeitos com total transparência, confiança e consentimento informado.
No entanto, apesar da pesquisa ser forte e avançada, mais estudos serão necessários para replicar os resultados em um grupo maior de pacientes. 

ÉTICA DA RECIPROCIDADE NAS RELIGIÕES

A ética da reciprocidade é um princípio moral geral, que se encontra em praticamente todas as religiões e culturas, e também é encontrada na filosofia,   frequentemente como regra fundamental. Este facto sugere que pode estar relacionada com aspectos inatos da natureza humana. 

A seguir, exemplos de referência à regra áurea nas religiões mais antigas 

Budismo
Não atormentes o próximo com o que te aflige - Udana - Varga 5:18 

Confucionismo
Não façais aos outros aquilo que não quereis que vos façam - Confúcio 

Cristianismo 
Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles - Jesus no Sermão da Montanha Mateus 7:12 

Hinduísmo
Esta é a suma do dever: não faças aos outros aquilo que se a ti for feito, te causará dor - Mahabharata [5:15:17] 

Islamismo 
Nenhum de nós é um crente até que deseje a seu irmão aquilo que deseja para si mesmo - Sunnah  

Judaísmo 
O que é odioso para ti, não o faças ao próximo. Esta é toda lei, o resto é comentário Talmude - Shabbat 31ª 

Zoroastrismo 
Aquela natureza só é boa quando não faz ao outro aquilo que não é bom para ela própria - Dadistan-i-Dinik 94:5

pt.wikipedia.org

COMO OS MÁGICOS ENGANAM A SUA MENTE

Todos gostamos de mágica, da arte do ilusionismo, até de um simples truque de cartas que as crianças aprendem para surpreender a família nos almoços de domingo. Essas mágicas utilizam princípios neurocientíficos para enganar nosso cérebro de maneira que normalmente não podemos controlar conscientemente. Então, o que exatamente está errado com nosso cérebro? Nada – ele tem apenas algumas brechas que podem ser aproveitadas por essa arte. Por exemplo:
Foco
Multitarefa é um mito. O cérebro humano simplesmente não foi projetado para se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo, e os mágicos se aproveitam ao máximo disso. Nossa atenção é puxada para uma coisa em particular, conforme diz a teoria do “mover-holofotes”. Em suma, a teoria alega que a nossa atenção é como um holofote, com destaque para uma coisa, deixando o que o rodeia no escuro. Quando um item ou ação está dentro do foco, as partes do cérebro envolvidas no processamento funcionam de forma mais eficiente, enquanto o que está em torno nós não prestamos atenção. Isso permite que os mágicos tirem algo das mangas bem debaixo dos nossos narizes. Se algo estiver chamando mais nossa atenção, ou seja, estiver sob nosso holofote, nosso cérebro ignora o que ocorre em volta.
Memorias compostas
O “efeito desinformação” ocorre quando a informação nos é dada depois de um evento e nossa memória sobre ele acaba alterada. Confuso? Exemplo: um mágico pede para você escolher uma carta a partir do lado esquerdo do monte e devolvê-la sem lhe dizer qual é. Antes de ele adivinhar sua carta, ele diz algo como: “Você pode escolher qualquer carta que você quiser”. No calor do momento, você vai achar que sim. A verdade é que você só teve a opção de escolher o lado esquerdo, mas os comentários ambíguos do mágico alteram o que você se lembra do truque, deixando-o com uma falsa memória e fazendo a mágica parecer mais incrível do que era.
Previsão errada do futuro
Quando você vê uma bola sendo jogada no ar, ela volta para baixo. Você já deve ter visto isso muitas vezes, e seu cérebro sabe que tudo que vai, volta. Na verdade, por causa de algo chamado “memória de previsão de quadro”, nosso cérebro, por vezes, lembra tão bem de certas ações que deixa de prestar muita atenção, pois prevê como elas vão acabar. Quando uma bola é jogada no ar nosso cérebro instantaneamente relembra memórias de eventos semelhantes e produz uma ideia do que vai acontecer a seguir. Isso não significa que ele não possa estar errado. Quando um mágico coloca uma bola em um copo só para fazê-la desaparecer quando a taça for levantada, ficamos chocados porque o que nosso cérebro previa não se concretizou. Nosso cérebro muitas vezes alimenta uma previsão e nos convence de que isso vai acontecer, o que nos deixa ainda mais chocados quando a ação prevista não acontece.
Vontade livre
Quando estamos escolhendo uma carta, qualquer carta, raramente escolhemos de forma aleatória. Geralmente o mágico escolhe para nós, só que sem o nosso conhecimento. Em muitos truques de carta, a escolha “forçada” significa que o mágico fez alguma coisa, física ou mental, para nos conduzir a escolher exatamente o que ele queria. Mas o nosso cérebro muitas vezes nega isso, acreditando na livre escolha e omitindo fatos que podem indicar que fomos forçados.
Preenchendo os espaços em branco
O truque da “mulher serrada ao meio” é velho o suficiente para que a maioria das pessoas saiba seu segredo. A cabeça que vemos em uma das extremidades da caixa não pertence às pernas que vemos na outra. Mas nosso cérebro insiste e acredita nisso. Por quê? Porque o nosso cérebro não é lá muito inteligente quanto a continuidade. Quando se vê uma cabeça em alinhamento, próximo a um par de pernas, o cérebro utiliza a experiência passada para preencher o espaço em branco e dizer que, obviamente, um tronco existe entre essas duas partes do corpo. Em muitos truques de mágica um objeto está parcialmente coberto, e nosso cérebro usa o que ele pode ver para continuar a imagem e preencher o espaço em branco – exatamente o que o mágico quer.
Mudar
Olhe rápido para fora da janela. O que você viu? Agora olhe de novo. Alguma coisa mudou? Se na primeira vez tudo o que você viu foi o seu quintal e na segunda vez havia um tigre, bem, você provavelmente vai notar. Mas e se o pássaro empoleirado na árvore moveu-se ligeiramente? E se a planta tinha se mexido pelo vento? Nossos cérebros são suscetíveis a algo chamado de “mudança cega”, o que significa que ele é muito ruim para detectar pequenas mudanças imediatamente. Não que ele não as veja, mas ele é treinado para não se preocupar com as mudanças que não vão nos afetar muito e, como resultado, se não formos muito focados, raramente vamos registrá-las conscientemente. Obviamente, mágicos podem utilizar isso ao extremo, e não notamos as pequenas mudanças no que está acontecendo até o foco seja direcionado.
Nosso cérebro tem um ego
Nosso cérebro insiste que temos o livre-arbítrio, e também insiste que está sempre certo. Devido a uma coisa chamada “dissonância cognitiva”, ele tenta racionalizar os eventos, mesmo se isso significar ir contra o que você sentiu ou pensou apenas alguns minutos mais cedo. Nosso cérebro nos forçará a justificar os eventos se eles não ocorrerem como esperávamos. Mágicos apresentam uma realidade que não obedece a ideia de realidade que seu cérebro está acostumado a ver. Isso cria uma dissonância cognitiva e chega a um ponto em que não importa o quanto ele tenta; seu cérebro não consegue racionalizar os eventos vistos. Como o cérebro é usado para racionalizar os eventos depois que eles ocorrem, a mágica cria uma situação que não pode existir e que leva à sensação única de espanto.
Vendo e sentindo
Você já viu números de ilusões na internet em que você olha fixamente em uma imagem em preto e em seguida olha para uma parede branca para encontrar a imagem que ainda existe em sua visão. Isso é chamado de pós-imagem – quando o cérebro continua vendo algo por um curto período de tempo após esse algo ter se extinguido. Um mágico pode usar este truque quando muda um item de mão em mão. Para o seu cérebro, a moeda pode parecer estar em uma mão por um pouco mais de tempo do que realmente esteve devido a pós-imagem, o que dá ao mágico uma fração de segundo a mais para fazer seu truque. Ele pode até usar essa sensação de pós-imagem para remover o seu relógio. Apertar seu pulso pode deixar uma imagem que leva o cérebro a acreditar que seu relógio ainda está lá, mesmo depois dele ter sido habilmente removido.
Seu cérebro ama coisas novas
De maneira simples, quando o cérebro vê algo novo, rápido e emocionante, não pode evitar de tomar conhecimento. Devido à “captura de atenção exógena”, seu cérebro sempre será atraído para algo novo. Uma pomba voando de forma irregular vai chamar a atenção quase que imediatamente, mas seu cérebro leva pelo menos alguns segundos para processar o evento e avaliar a sua importância. Uma mão curvando-se rapidamente, por exemplo, chama mais atenção do que uma lenta linha reta. Os mágicos sabem disso, por isso usam as ações emocionais de seu cérebro para não te deixar olhar para onde querem.
Seu cérebro cai para o encanto
Muitos mágicos usam o humor em seus atos, em uma tentativa de encantar o seu público durante a apresentação. Esse charme e carisma é um efeito químico sobre o cérebro. É possível que o simples ato de rir com os trocadilhos terríveis do mágico libere oxitocina, o “hormônio do amor e do vínculo”, que faz com que os atos de cooperação e interação social o façam se sentir bem. A liberação da oxitocina te deixa menos propenso a ser crítico aos truques que você está assistindo, e ainda mais suscetível a perder as trocas de mão com a atenção atraída para o rosto do mágico. Tudo, até mesmo os trocadilhos terríveis, fazem parte do truque.

EFEITO PINÓQUIO SEU NARIZ O ACUSA QUANDO VOCÊ MENTE



Seu nariz denuncia quando você está mentindo. Ele não cresce, como acontece com o Pinóquio, mas fica vermelho. Isso acontece porque, quando os níveis de ansiedade crescem, a temperatura do nariz aumenta. O acréscimo da temperatura deixa o nariz com tom avermelhado.
Os cientistas batizaram a descoberta de “Efeito Pinóquio”, em homenagem a ficção que não está tão distante assim da realidade. De acordo com os pesquisadores espanhóis Emilio Gómez Milán e Elvira Salazar López, do departamento de Psicologia Experimental Universidade de Granada, é possível obter o efeito contrário e resfriar o rosto quando fazemos grande esforço mental.
 O nariz não é apenas o único a nos denunciar. Uma parte interna do músculo orbital do olho também esquenta quando mentimos. E contar inverdades não é a única maneira de ficarmos quentinhos. Quando estamos excitados sexualmente, nosso peito e órgãos genitais se aquecem.
As conclusões foram tomadas a partir da análise do cérebro de voluntários. Quando eles mentiam, o córtex insular se alterava. Essa área está envolvida com a detecção e a regulação da temperatura corporal, e é por isso que há relação entre a mentira e a temperatura do nosso rosto.
Por isso, se estiver na dúvida se alguma pessoa está contando lorotas, veja a cor de seu nariz. 

15 EXTRAORDINÁRIOS FATOS SOBRE O CORPO HUMANO

Em nossa constante busca por dados sobre as coisas mais interessantes, nós montamos esta lista de incríveis fatos sobre o corpo humano. Estes são os 15 fatos mais incríveis sobre nossos corpos que esperamos serem novidades para a maioria de nossos leitores.

01
Os ácidos digestivos do estômago possuem potência suficiente para digerir zinco. Felizmente as células naquele órgão se renovam em velocidade suficiente para que o seu suco gástrico não possa digerir a si mesmo.

02
Os pulmões possuem 300 milhões de capilares,  minúsculos vasos sanguíneos. Se eles fossem ligados ponta a ponta poderiam percorrer a distância de 2.400 km.

03
Um homem libera em média 250 milhões de espermatozoides durante um único ato sexual, produzindo cerca de 525 bilhões destas células durante toda a sua vida. A mulher libera apenas cerca de 450 óvulos maduros durante toda a sua vida.

04
Os ossos humanos são tão fortes quanto o granito ao sustentar peso. Um bloco de ossos do tamanho de uma caixa de fósforos grande pode sustentar até nove toneladas, isso é quatro vezes a capacidade do concreto.

05
Cada unha do corpo leva seis meses para crescer da base até a ponta.

06
O maior órgão do corpo é a pele. Um homem adulto é coberto por cerca de 1,9m2 de pele. Cada um de nós perde cerca de 600 mil partículas de pele por hora. A pele morta é constantemente esfoliada do corpo somando cerca de 48kg ao longo de 70 anos. A pele morta também é a responsável pela maior parte do pó na sua casa.

 07
Enquanto você dorme sua altura aumenta cerca de 8mm. Durante o dia cada um encolhe novamente para o tamanho normal. A causa são os discos de cartilagem em nossa coluna vertebral que se hidratam durante o sono, aumentando de volume, e são espremidas como esponjas durante o dia, por causa da força da gravidade.

08
Uma pessoa comum do ocidente ingere cerca de 50 toneladas de comida e bebe 50 mil litros de líquidos durante a sua vida.

09
Cada rim contém cerca de um milhão de filtros individuais. Eles filtram cerca de 1,3 litros de sangue por minuto e expelem até 1,4 litros de urina por dia.

10
Os músculos focais dos olhos se movem cerca de 100 mil vezes por dia. Para malhar as pernas da mesma maneira você teria que andar 80km.

11
Em apenas uma hora um corpo humano gera calor combinado suficiente para ferver 3,8 litros de água.

12
Uma única hemácia do seu sangue leva apenas um minuto para circular completamente o seu corpo.

13
O prepúcio (pele da ponta do pênis) removido de bebês circuncidados, quando colocado em cultura, leva apenas 21 dias para crescer pele suficiente para cobrir três quadras de basquete. Graças à ciência esta pele é usada para tratar pacientes de queimaduras entre outras enfermidades.

14
É comum ouvir a frase que afirma que “somos criaturas visuais”. Isso se dá pelo fato de que os olhos recebem cerca de 90% de toda a nossa informação.

15
O coração bombeia cerca de 5 litros de sangue por minuto, ou seja 7.200 litros por dia, mais de 2,5 milhões de litros a cada ano ou 184 milhões litros até os 70 anos de idade. Nada mal para uma bomba biológica de apenas 300 gramas! 

Hype Science

NOVOS NEURÔNIOS SÃO CRIADOS DURANTE A VIDA TODA

 
Há evidências de que novas células neuronais são geradas em algumas estruturas cerebrais até a vida adulta, mas a frequência com que isso ocorre e a importância desse processo, chamado neurogênese, dentro da fisiologia do cérebro como um todo são temas ainda pouco compreendidos pela ciência.
Estudo publicado na revista científica Cell, revelam evidências diretas e inéditas
de que neurônios são formados continuamente ao longo da vida no hipocampo, numa região do cérebro fortemente associada à memória e ao aprendizado, especificamente, são cerca de 700 novos neurônios por dia em cada hipocampo
— o cérebro tem dois, um em cada hemisfério. De acordo com a pesquisa, cerca
de um terço dos neurônios são renováveis e repostos regularmente, e o restante
foi criado na fase fetal e, uma vez morto, não é substituído.

Testes nucleares
O estudo foi feito com cérebros congelados (doados após a morte) de pessoas entre 19 e 92 anos, sob a coordenação de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia. Para determinar a idade dos neurônios e concluir em que momento da
vida eles foram gerados, utilizou-se uma técnica de datação de carbono semelhante
à que se usa na arqueologia e na paleontologia para datação de fósseis e objetos antigos.
Os cientistas mediram no DNA de cada neurônio a concentração de carbono-14, um isótopo de carbono não radioativo. Embora o carbono-14 ocorra naturalmente, os vários testes nucleares realizados durante a Guerra Fria nas décadas de 1950 e 1960 aumentaram muito a sua concentração no meio ambiente e no DNA de plantas e animais.
Por isso, quando os pesquisadores compararam a concentração de carbono-14 nos neurônios às concentrações presentes na atmosfera no passado, foi possível determinar em que ano cada neurônio foi gerado. Ou seja, a concentração de carbono-14 serviu como marca para determinar a idade de um neurônio. Se um neurônio “nasceu” em 1995, mas a pessoa nasceu em 1965, por exemplo, isso significa que ele foi gerado na vida adulta.

O estudo observou que, em um mesmo cérebro, havia neurônios com concentrações diferentes – e, portanto, com idades diferentes, mostrando que uns foram gerados anos antes do que outros.  “Algumas células estão morrendo, outras sendo repostas. Há um constante fluxo de vida e morte no nosso cérebro”, diz Kirsty Spalding, uma das autoras do estudo.
De acordo com os autores, o próximo passo é tentar determinar a importância dessa neurogênese nas funções cerebrais. Segundo cientistas, o fato de tantas células serem formadas continuamente sugere fortemente que elas têm um papel importante na manutenção das funções cognitivas do hipocampo ao longo da vida.
Hypescience

terça-feira, 18 de junho de 2013

QUANDO COMPUTADORES SERÃO TÃO PODEROSOS QUANTO O CÉREBRO HUMANO?

De máquinas gigantescas que ocupavam o andar de um prédio a aparelhos que cabem no bolso, os computadores passaram por uma evolução impressionante em questão de décadas – dobrando sua capacidade de processamento a cada 18 meses, aproximadamente. Se mantivermos esse ritmo, quando a humanidade estará mais próxima de um cenário como o de O Exterminador do Futuro ou Eu, Robô

Antes de prosseguir, é importante estabelecer um critério de comparação. A equipe do site Mother Jones escolheu a capacidade de cálculos por segundo e, para facilitar a visualização, traçou um paralelo entre a quantidade de água (em onça fluida estadunidense, que equivale a cerca de 29 ml) do Lago Michigan (EUA) e o número de cálculos que o cérebro humano consegue realizar em um segundo.

Em cálculos por segundo, o volume em onças fluidas do Lago Michigan é igual a capacidade do nosso cérebro: 2,88 x 10¹⁷. Se o esvaziássemos e o quiséssemos preencher totalmente, isso seria possível em 85 anos. Ou seja, partindo de um cálculo por segundo em 1940, os computadores seguem evoluindo cada vez mais rápido e, nesse ritmo, chegarão à capacidade do cérebro humano em 2025. Se isso vai se traduzir em robôs tiranos capazes de escravizar a humanidade, porém, ainda é cedo para dizer.

Gizmodo

TODA A INFORMAÇÃO DIGITAL DO MUNDO CABE EM UM ÚNICO CÉREBRO HUMANO

Segundo uma nova pesquisa, se fosse possível colocar todos os dados do mundo em CDs e empilhá-los, a pilha se estenderia da Terra para além da lua.

Esse e muitos outros dados e conclusões foram descobertos por Martin Hilbert e Priscila López, que assumiram a difícil tarefa de descobrir quanta informação está lá fora, e como seu armazenamento mudou com o tempo.

Toda a infra-estrutura tecnológica do mundo tem uma capacidade incrível de armazenar e processar informações, que alcançou 295 exabytes em 2007 (um número com 20 zeros), um reflexo da transição mundial quase completa para a era digital.

Hilbert e López pesquisaram mais de 1.000 fontes e peneiraram através de 60 categorias incrivelmente completas de tecnologias analógicas e digitais, de papel e discos de vinil até discos Blu-ray. Ao todo, os pesquisadores dizem que o mundo poderia armazenar 295 trilhões de megabytes comprimidos; comunicar quase dois quatrilhões de megabytes, e realizar 6.4 trilhões de MIPS (milhões de instruções por segundo) em computadores de propósito geral.

Alguns dos resultados parecem óbvios, como o fato da internet e redes de celular terem crescido bastante (28% ao ano), enquanto a TV e o rádio cresceram muito mais lentamente. Outros são mais surpreendentes, como a descoberta de que 75% da informação armazenada do mundo ainda estavam em formato analógico em 2000, principalmente sob a forma de cassetes de vídeo. Em 2007, 94% da informação do mundo era digital.

Em 2007, todos os computadores de uso geral no mundo computavam 6,4 x 1018 instruções por segundo. Segundo os pesquisadores, fazer isso a mão levaria 2.200 vezes o período desde o Big Bang.

A evolução é clara: em 1986, primeiro ano examinado pela dupla, 41% de todas as computações eram feitas por calculadoras. Em 2000, os computadores pessoais estavam fazendo 86% da computação. Até 2007, hardwares de videogames estavam fazendo 25% das computações. No geral, consoles de jogos tem mais poder de computação do que os supercomputadores do mundo.

Os telefones celulares representavam 6% de todas as computações em 2007. É importante notar que esse é o primeiro ano que o iPhone foi lançado, e um ano antes que alguém pudesse comprar um celular desse estilo no mercado de massa. É justo supor que este número tem aumentado exponencialmente desde então.

Porém, eis uma informação que não tem comparação: no grande esquema de informação, estes números que parecem gigantes são apenas um “pontinho”. Eles são ainda menores do que o número de bits armazenados em todas as moléculas de DNA de um ser humano adulto solteiro.

Por exemplo, as 6,4 x 1018 instruções por segundo que a humanidade realizou em computadores de uso geral em 2007 estão na mesma área que a estimativa do número máximo de impulsos nervosos executados pelo cérebro humano em um segundo. Quem precisa de computador? 

POPSCI

ESTUDOS MOSTRAM IMPACTO DE PROPAGANDA POLÍTICA NO CÉREBRO

Diversos cientistas norte-americanos trabalham para avaliar os impactos que as propagandas políticas têm no cérebro dos eleitores. A informação divulgada pela agência de notícias Associated Press aparece em um momento propício para se debater o assunto: na próxima terça-feira (07), os EUA realizam eleições para eleger o partido que controlará o Congresso e governadores de 36 estados.
O psiquiatra Marco Iacoboni, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), realiza um trabalho para identificar as áreas estimuladas no cérebro dos eleitores quando seus candidatos são atacados. “O efeito dessas propagandas no cérebro são chocantes”, afirmou o especialista. Uma de suas descobertas foi o fato de os norte-americanos perderem parte da empatia com seus políticos favoritos, depois de estes candidatos serem agredidos por seus opositores.
Em 2004, Iacoboni fez um estudo no início da campanha presidencial disputada entre George W. Bush e John Kerry. Quando os voluntários viam uma foto de seu candidato, a parte do cérebro associada à empatia era estimulada. Quando se deparavam com o opositor, o estímulo ia para áreas ligadas ao desgosto.
Ao repetir o trabalho no final da campanha, depois de os eleitores terem visto diversas informações negativas sobre seus candidatos, o sinal de empatia indicado pelo cérebro desaparecia. “Quanto mais você for bombardeado por propagandas, mais será afetado por elas”, disse Iacoboni.
O professor de psicologia George Bizer, do Union College in Schenectady (Nova York), colocou sensores em voluntários para medir reações faciais -- como sorrisos -- relacionadas às propagandas. “Todos dizem que as odeiam, que elas são horríveis. No entanto, os estudos mostram que elas funcionam”, disse o professor. Na maioria dos casos, acredita Bizeer, os ataques podem fazer com que eleitores desistam de votar em seus candidatos.
Shanto Iyengar, professor de comunicação da Universidade de Stanford, e co-autor do livro “Como a Propaganda Eleitoral Diminui e Polariza o Eleitorado” (em inglês), defende uma opinião parecida. “A propaganda negativa aumenta as chances de o eleitor do ‘agressor’ votar, enquanto diminui as possibilidades de voto para o ‘agredido’”, afirmou o especialista.
 
Os políticos parecem já ter notado a eficácia dos ataques para prejudicar a campanha de seus concorrentes. Segundo a Associated Press, os partidos apostam mais nas propagandas “negativas” (contra os adversários) do que “positivas” (a seu favor) -- essa taxa fica em dez para um.
G1

O BOCEJO É O TERMOSTATO DO CORPO HUMANO

Nosso cérebro é como um computador: os dois funcionam melhor quando estão frios. Quando colocados sob uma tensão muito grande, eles superaquecem e tem a capacidade de processar informações reduzida.
Quando nossa cabeça começa a aquecer, o bocejo funciona como um “termostato” natural, que permite que o ar fresco entre e leve o cérebro de volta para uma temperatura saudável.
 
Um estudo com 160 voluntários do Arizona (EUA) descobriu que as pessoas bocejam quase o dobro no inverno, quando a temperatura corporal é maior do que a do ambiente. Haveria menos benefícios em bocejar no verão porque o ar respirado seria mais quente que o corpo da pessoa.

A temperatura do cérebro é influenciada pela quantidade de trabalho que o cérebro tem que processar, a temperatura do sangue e a taxa na qual ele flui para o cérebro.
Um cérebro superaquecido pode causar sensações de sonolência, o que explica porque nós bocejamos quando estamos com sono. Quando você está prestes a dormir, depois de um dia cansativo, o cérebro certamente está com a temperatura no ponto mais alto do dia. 

Telegraph

NEURONIOS PODEM TER UM ENORME EFEITO EM CADEIA

Você já deve ter ouvido falar naquela teoria sobre efeitos em cadeia, que diz o seguinte: quando uma borboleta bate as asas no Brasil, provoca um furacão nos Estados Unidos, ou algo parecido. Para cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) essa teoria pareceu fazer sentido, mas não em seu significado literal. Eles estão se dedicando a testes baseados nessa ideia para esclarecer aspectos ainda obscuros sobre o funcionamento do cérebro humano.

Os neurônios são a chave do estudo. A ideia do cientista que coordena o projeto foi a seguinte: provocar uma pequena perturbação em um neurônio e observar se ela poderia dar origem a um efeito em cadeia e resultar em consequências observáveis no corpo. Para isso, eles controlaram a transmissão de impulsos de um neurônio de um rato.

Para determinada tarefa, eles provocavam um impulso extra nos dendritos (porção final de cada neurônio), para observar a continuidade. Esse único impulso a mais causou trinta novos impulsos na transmissão para o neurônio seguinte, esses trinta causaram, cada um, novos trinta impulsos no seguinte, e assim por diante. Pode parecer insignificante sabendo que os dendritos produzem milhões de impulsos, mas a interferência se propaga, por sua vez, por milhões de neurônios.

Isso pode ajudar a explicar porque às vezes nós confundimos coisas, nos esquecemos de umas e lembramos outras. Nosso cérebro absorve muitas informações a cada momento, o que torna comuns essas “interferências” (impulsos nervosos fora do que seria normal, se você passasse o dia todo sem pensar em nada), a cada instante. Por isso, embaralhamos informações.

Mais uma vez, nasce a comparação com computadores. Se pudéssemos ouvir o ruído no interior de nossos cérebros (ainda bem que não podemos) veríamos que é muito mais barulhento do que qualquer computador, já que são muito mais impulsos se cruzando a cada instante. Os neurônios estão ligados uns aos outros como em uma gigantesca fiação (tal como os computadores) então, uma pequena alteração parece ser mesmo capaz de fazer uma grande diferença no conjunto. Cada neurônio conecta-se a outros dez mil, em média. Se pudéssemos colocar todos eles lado a lado, em uma única linha, seriam 8.000 km de neurônios. Mais do que você vai caminhar em uns dez anos, no mínimo. 

Science Daily

REGIÃO NOBRE DO CÉREBRO É CAPAZ DE ‘PREVER’ QUANDO VERÁ UMA FACE

Área ligada exclusivamente á identificação de faces age mesmo quando interpreta um rosto, como na famosa "face de Marte".
 
Segundo cientistas, o córtex frontal envia informações para uma área especificada do cérebro, que decodifica rostos. 
 
Cientistas comprovaram uma teoria que diz que o cérebro é capaz de prever uma informação antes de recebê-la, ao mesmo tempo em que encontraram uma ligação entre uma área cerebral nobre, ligada á atenção e à memória, e outra, logada á identificação de faces. 
 
Ninguém vê uma face da mesma maneira que vê um objeto qualquer. Ao ver um rosto, nós automaticamente registramos a aparência da pessoa, como ela está se sentindo e como ela se relaciona conosco. Por isso, não é surpreendente que uma certa parte do cérebro seja devotada, exclusivamente, para fazer isso. 
 
Um especifico, chamado de "área fusiforme de faces" [ou FFA, na sigla em inglês], na parte posterior inferior do cérebro, é ativado somente quando achamos que vimos um rosto. Mesmo que apenas um pescoço apoiando um circulo cinza nos seja mostrado, a FFA é ativada. Se confundirmos um objeto com uma face, também. No entanto, se confundirmos uma face com um objeto, nada acontece. 
 
"Esse comportamento dessa área especifica levou cientistas a interpretarem que a atividade neural ali não é estimulada apenas pelo mundo exterior, mas também por expectativas e crenças internas", explicou o autor do estudo. Christopher Summerfield, da Universidade Columbia, em Nova York, ao G1. "Esses sinais internos" precisam, então vir de outra parte do cérebro. E foi exatamente isso que descobrimos", diz ele. 
 
Em seu estudo, publicado na revista "Science", Summerfield observou o cérebro de algumas pessoas, através de ressonância magnética, enquanto elas respondiam a certos estímulos. Eles mostraram faces tanto para quem esperava ver faces, quanto para quem esperava ver qualquer outro objeto. Da mesma maneira, mostraram objetos para os mesmos dois grupos. 
 
Conforme esperado, nós descobrimos que a região FFA respondia tanto quanto se via um rosto, quanto quando se esperava ver um rosto. No entanto, encontramos também uma região, no córtex frontal, sensível apenas á expectativa por uma face" conta Summerfield. "Com isso, pudemos mostrar, depois, que havia ligação entre essa área e a FFA. 
 
O estudo de Summerfiel comprova uma antiga teoria de psicólogos chamada "codificação preditiva". Segundo ela, o cérebro prevê uma informação antes de recebê-la, facilitando a codificação.  Summerfield explica "quando você está conversando com um amigo, sabe que ele não vai desaparecer. Então, quando você
se vira, seu cérebro, sabe que quando voltar, o amigo estará lá. E já codifica isso antecipadamente", explica. 
 
Uma vez eu estava pintando o banheiro do meu apartamento e tirei um espelho que havia na parede. No meio do serviço, tive que viajar por duas semanas. Quando voltei, havia esquecido que o espelho não estava ali. Quando me virei, por uma fração de segundo, vi minha imagem refletida, conta o cientista. 
 
Para ele, o estudo não é importante apenas por mostrar que podem existir neurônios especializados em prever imagens, mas também porque mostra, pela primeira vez, 
um fluxo de informações entre uma área mais nobre do cérebro e uma região ligada a recepção visual. 
 
G1 SP

ROBÔS INDUSTRIAIS DIRIGIDOS COM OLHOS E SOBRANCELHAS

O objetivo é facilitar a programação dos robôs industriais quando é necessário ensiná-los a mexer com novas peças ou novas ferramentas. 

Programação por movimentos
Mexendo as sobrancelhas, o pesquisador seleciona qual junta de um robô industrial deve se mover.
Piscando os olhos, ou concentrando a atenção em um determinado ponto, ele efetua o movimento desejado.
"Eu uso o movimento dos meus olhos, sobrancelhas e outras partes do meu rosto," diz Angel Perez Garcia, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.
E o que há de prático nisso?
"Bem, todo o mundo sabe que os robôs industriais são pré-programados e relativamente inflexíveis," diz o pesquisador, exemplificando o caso da troca de ferramentas usadas pelo robô e sua adaptação para pegar novos tipos de peças.
"A substituição das garras e do programa de orientação do robô é um processo complexo, e nós queremos tornar isso mais simples. Queremos programar robôs de forma mais intuitiva, e não apenas na forma tradicional, utilizando um painel com teclas pressionadas por um operador," diz ele.
Para isso, ele está adaptando as tecnologias de "controle de equipamentos pelo pensamento" para o ambiente dos robôs industriais.
Para ir mais direto ao assunto, o pesquisador dispensou os pensamentos, e está guiando o robô por seus próprios movimentos.
Cada movimento facial gera uma atividade neural na parte do cérebro responsável pela coordenação motora, que é forte, padronizada e mais fácil de captar por meio de sinais de eletroencefalografia do que a simples intenção de movimento.
O objetivo é que o pesquisador - ou o programador de robôs - guie o braço industrial, ensinando-o a mexer com as novas peças ou com a nova ferramenta.
Enquanto os primeiros movimentos são feitos, os dados são gravados para gerarem a programação definitiva do robô.
Os pesquisadores noruegueses estão também comparando a precisão obtida por meio dos capacetes de leitura neural e por meio de um Kinect, que é bem mais simples de operar.
Site Inovação Tecnológica - 12/06/2013