terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CADA PESSOA PRODUZ UM SOM CEREBRAL ÚNICO

Os cientistas estão descobrindo que todo cérebro tem sua própria trilha musical. É um som único, individual e produzido de acordo com a situação vivida. Quando se enxerga algo, ele tem determinadas "notas". Quando se está tenso, apresenta outras, diferentes. A descoberta desta "música" cerebral poderá ajudar no tratamento de problemas como o stress e a insônia e no entendimento de doenças como a epilepsia.

O som do cérebro é formado a partir das oscilações nos sinais elétricos emitidos pelos neurônios. Um dos grupos que estudam o tema é o de cientistas do Departamento de Ciência e Tecnologia de Segurança Nacional, órgão do governo americano. Eles estão conduzindo um trabalho interessante. Primeiro, gravaram as ondas elétricas produzidas por bombeiros em situação de alerta e de relaxamento. Depois, transformaram os sinais em notas musicais e criaram duas composições, obedecendo ao ritmo do cérebro para cada circunstância.

As músicas têm entre dois e seis minutos e, na sua maioria, são executadas ao piano. "As relaxantes se parecem com uma sonata de Chopin", diz Robert Burns, coordenador do trabalho. "E as indicadas para alerta têm melodias que lembram Mozart", conta. Os voluntários foram instruídos a escutar as canções de acordo com a necessidade. Não há resultados conclusivos, mas os pesquisadores acreditam que as melodias podem acalmar ou melhorar a concentração dos profissionais.

Na Inglaterra, cientistas da Universidade de Cardiff estão investigando a relação do ritmo cerebral observado quando se enxerga algo com a substância Gaba. Eles descobriram que, quanto maior sua concentração, mais altas as "notas musicais" fabricadas pelo cérebro. Como o composto está associado a doenças como esquizofrenia e epilepsia, eles acreditam que a informação pode contribuir para a melhor compreensão das enfermidades. "Com essa informação, esperamos entender melhor a ação de substâncias como o Gaba", explicou Krish Singh, autor da pesquisa.

Cilene Pereira
www.istoe.com.br

MÚSICA É PERCEBIDA NO CÉREBRO


Provavelmente o desenvolvimento mais importante na investigação científica sobre a música foi a descoberta de que a música é percebida através da parte do cérebro que recebe os estímulos das emoções, sensações e sentimentos, sem antes ser submetida aos centros cerebrais envolvidos com a razão e a inteligência. Schullian e Schoen explicam este fenômeno: "Música, que não depende das funções superiores do cérebro para franquear entrada ao organismo, ainda pode excitar por meio do tálamo – o posto de intercomunicação de todas as emoções, sensações e sentimentos. Uma vez que um estímulo foi capaz de alcançar o tálamo, o cérebro superior é automaticamente invadido, e, se o estímulo é mantido por algum tempo, um contato íntimo entre o cérebro superior e o mundo da realidade pode ser desta forma estabelecido."

Tempo e espaço não permitem uma abordagem completa da percepção musical. É suficiente dizer que estudos nos últimos cinqüenta anos tem trazido à luz algumas descobertas bastante significativas, que podem ser resumidas como se segue:

01
A música é percebida e desfrutada sem necessariamente ser interpretada pelos centros superiores do cérebro que envolvem a razão e o julgamento.

02
A resposta à música é mensurável, mesmo quando o ouvinte não está dando uma atenção consciente a ela.

03
Há evidencias de que a música pode levar a mudanças de estados de espírito pela alteração da química corporal e do equilíbrio dos eletrólitos.

04
Rebaixando o nível de percepção sensorial, a música amplifica as respostas às cores, toque e outras percepções sensoriais.

05
Tem sido demonstrado que os efeitos da música alteram a energia muscular e promovem ou inibem o movimento corporal.

06
Música rítmica altamente repetitiva tem um efeito hipnótico.

07
O sentido da audição tem um efeito maior sobre o sistema nervoso autônomo do que qualquer outro sentido.


www.musicaeadoracao.com.br/

JOELHO GERA ENERGIA PARA NAVEGAR DURANTE AS CAMINHADAS


O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro
transdutores bimorph, responsáveis pela geração de energia
 [Imagem: Pozzi et al./SMS]

Exogerador. Você logo poderá contar com sapatos geradores de energia.

Mas, se você gosta de fazer caminhadas e não se importa em carregar um artefato extra, usar seus joelhos como geradores de energia pode ser uma opção mais potente.

Michele Pozzi coordenou uma equipe de engenheiros de três universidades do Reino Unido para criar um aparelho de colheita de energia circular que vira uma espécie de exoesqueleto ao redor do joelho - com a diferença que, em vez de auxiliar o movimento, ele aproveita o movimento para gerar eletricidade.

Transdutor bimorph. O aparelho consiste de um anel externo, que faz um movimento de vaivém ao redor de um eixo central.

O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro palhetas geradoras de energia, conectadas ao eixo interno.

Quando cada dente toca uma das quatro palhetas centrais, elas vibram como se fossem cordas de um violão.
O protótipo, aqui em testes de bancada, gera
 2 mW de potência, mas poderá chegar aos 30 mW
[Imagem: Pozzi et al./SMS]

Cada palheta é um gerador piezoelétrico - um tipo de transdutor conhecido como bimorph - que produz eletricidade enquanto durar sua vibração.

Joelho gerador. Com o movimento repetitivo de flexão dos joelhos os transdutores bimorph vibram quase continuamente, o que permite gerar uma potência razoável para equipamentos desse tipo.

O protótipo produz cerca de 2 miliwatts (mW) de potência, mas os pesquisadores afirmam que, com algumas melhorias já idealizadas, ele poderá chegar aos 30 mW - a maioria dos nanogeradores tem potências na faixa dos microwatts.

Segundo a equipe, o joelho é um ponto de partida ideal para a geração de eletricidade pelo movimento do corpo humano devido à grande variação de ângulo, à velocidade significativa e à repetição contínua do movimento.

Site Inovação Tecnológica

UM NEORÔNIO PODE GUARDAR ATÉ UM MINUTO DE MEMÓRIA


Apenas um neurônio na região frontal do cérebro é capaz, sozinho, de guardar memórias por um minuto e possivelmente mais, revela um estudo realizado por cientistas americanos.

A pesquisa é a primeira a identificar o sinal que estabelece uma memória celular não permanente e a revelar como o cérebro guarda informações temporárias.

Segundo um dos responsáveis pelo estudo, o psiquiatra Don Cooper, o estudo ajuda a entender de que forma o cérebro guarda informações que se alteram constantemente.

Ele também disse que o estudo mostra paralelos entre a forma como o cérebro e os computadores guardam informações.

Memória Permanente. O estudo foi feito no Southwestern Medical Center da University of Texas, em Dallas, e aparece na edição de fevereiro da publicação científica Nature Neuroscience.

Usando eletrodos minúsculos, os pesquisadores mediram o processo de formação de memória no cérebro das cobaias.

Os cientistas já sabiam como memórias permanentes são arquivadas.

Este processo, no entanto, leva minutos ou até horas para ser ativado e desativado, e é muito lento para guardar temporariamente informações que chegam rapidamente.

No estudo, os pesquisadores identificaram um outro processo de memória celular, desencadeado por impulsos rápidos de informação que duram menos de um segundo, em células nervosas individuais.
Esse processo pode durar apenas um minuto.

Como um computador. Cooper cita como exemplo o tipo de memória que um crupiê usa quando conta cartas em um jogo de 21 - uma memória que, como bem sabem os donos de cassinos, é sensível aos efeitos do álcool e outras distrações, como o ruído.

(Esta memória) "é mais parecida com a memória RAM de um computador do que com a memória arquivada no disco rígido", disse Cooper.

"A memória no disco rígido é mais permanente e você pode acessá-la repetidamente. A memória RAM é um arquivo temporário que pode ser reescrito e que permite que uma pessoa faça várias tarefas ao mesmo tempo", acrescentou.

O pesquisador acredita que a descoberta tem implicações importantes tratamentos para pessoas com vícios, distúrbios de atenção e perda de memória associada ao estresse.
"Se pudermos identificar e manipular os componentes moleculares da memória, poderemos desenvolver drogas que melhorem a capacidade de uma pessoa de manter essa memória temporária para que ela possa completar tarefas sem ser perturbada", disse Cooper.

"Para pessoas viciadas em drogas, podemos fortalecer essa parte do cérebro associada à tomada de decisões, permitindo que elas ignorem impulsos e avaliem as conseqüências negativas do seu comportamento antes de usar drogas."

O próximo passo das pesquisas, segundo os estudiosos, é identificar a estrutura responsável por reter e regenerar um traço de memória.

BBC do Brasil

OS RISCOS DO ESPIRITISMO PARA O TRANSTORNO MENTAL

Há muito tempo o assunto espiritismo versus transtornos mentais vêm sendo destaque em muitas discussões infinitas e polêmicas. Realmente, é complexo falar ou escrever sobre assuntos que envolvam diversas opiniões e pontos de vista.

Portanto, antes de qualquer coisa, deixo claro aqui que não estarei defendendo nem contrariando nenhum tipo de crença, visto que o propósito aqui é a preocupação com os portadores destes transtornos diante destas situações conflitantes as quais, muitas vezes, sem querer, eles são envolvidos. Pense agora, como se você fosse portador de um transtorno mental ao qual um dos sintomas é alucinação, (pode ocorrer na esquizofrenia, por exemplo).

Um dia você sai de sua casa para o trabalho, como de costume, e ao voltar para sua casa percebe algo estranho no seu quarto. Um vulto que rapidamente passou próximo a sua cama. E fica, a princípio, muito assustado, mas deixa passar, por que imagina que pelo cansaço deva estar “imaginando coisas”. Pois bem, no outro dia, quando acorda, percebe que ao fazer o café sente um calafrio, e aquela sensação de medo do dia anterior, volta a perturbar.

Agora, você começa a ficar inseguro, pois, até então, não costumava sentir medo dentro de sua própria casa. Sendo assim, ao ir para o trabalho, comenta com um amigo o que vêm ocorrendo, e este, assim que você termina de explicar, o encaminha para um “centro de espiritismo” (poderia ser qualquer outro local, de acordo com crença de cada um). Você vai, pois acredita que possa realmente ser algo “do além da imaginação” que o esteja confrontando.

Depois de ter frequentado por sete dias o local, e ter praticado as orações, percebe que apesar de estar mais calmo, às vezes continua tendo as mesmas sensações de medo, agora acompanhadas de certo tipo de desconfiança. É como se aquele vulto o quisesse prejudicar. Sendo assim, você decide ir ao psiquiatra, já que a situação tem ficado próxima do insuportável. Chegando a consulta, explica detalhadamente ao médico todos os acontecimentos e responde a um pequeno questionário com conteúdo especifico para portadores de transtornos mentais.

Ao final da consulta, o médico conclui que realmente você vem tendo descargas emocionais de alto peso, além de morar sozinho e não poder contar com o apoio familiar em muitas situações de sua vida, e que estes fatos o sobrecarregaram, ocasionando um transtorno mental.

Você finalmente consegue olhar para si mesmo, e enxergar a sua vida. Seria um espírito maligno, ou seria um peso muito grande que você não estava mais conseguindo suportar sozinho?

Entendem como é complicada a relação entre o espiritismo e o transtorno mental? É claro, que quando a pessoa tem fé, e, portanto, tem algo com o que possa contar e se apoiar, fica mais fácil suportar os “pesos da vida”, mas se ela não olhar para si mesma, e observar o que está fazendo com sua mente e vida, talvez as consequências sejam graves demais para suportar sozinha.

HypeScience

PERCEPÇÃO FACIAL VAI ALÉM DO QUE OS OLHOS VEEM

Há detalhes sutis nos rostos das pessoas, que conseguimos perceber em milésimos de segundo - ainda que não consigamos explicá-los[Imagem: Wikimedia/Redamp19]

Complexidade. O tempo todo fazemos considerações altamente complexas sobre outras pessoas que encontramos apenas olhando para seus rostos.

E um novo estudo demonstrou que fazemos isso com base em uma série de fatores que vai muito além de simplesmente a raça e ou o gênero da pessoa.

Os resultados questionam uma teoria de longa data, que sustenta que as pessoas catalogam imediatamente os outros dentro de um número limitado de categorias sociais, tais como: feminino ou masculino, jovem ou velho, asiático, negro, latino ou branco.

Categorização. A Dra. Kimberly Quinn, da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, demonstrou que as pessoas "veem" rostos de várias maneiras.

Isso pode ter uma grande importância na compreensão dos estereótipos, dos preconceitos e da discriminação, devido às implicações sobre se, e como, as pessoas categorizam os outros.

A categorização não se baseia exclusivamente nas características físicas do rosto diante de nós, mas depende de outras informações, incluindo se a pessoa já é conhecida e se acreditamos que aquela pessoa compartilha outras identidades importantes conosco.

"A maneira como nós percebemos rostos não é simplesmente um reflexo do que está naqueles rostos," explica a Dra. Quinn. "Nós não somos objetivos; nós trazemos nossos interesses e nosso conhecimento para cada novo encontro. E isso acontece muito rapidamente - em cerca de 200 milésimos de segundo quando vemos o rosto."

Rejeição dos estereótipos. O estudo concluiu que rejeitamos os estereótipos simples quando alguma coisa sobre a situação nos alerta para o fato de o estereótipo não contar toda a história.

Se tomarmos, por exemplo, um grupo racial, e o estereótipo correspondente aos membros desse grupo afirma que eles são pouco inteligentes, ver uma pessoa desse grupo jogando um jogo intelectual, como xadrez, por exemplo, vai nos dizer para cancelar o estereótipo.

Isso difere de pesquisas anteriores, que adotaram uma abordagem de "processo dual", assumindo que as pessoas classificam prontamente os rostos com base em fatores como raça, sexo ou idade, antes de determinar se irá estereotipá-las ou vê-las como indivíduos únicos.

Refinamento. As conclusões da equipe da Dra. Quinn são mais consistentes com um processo único, que inicialmente se concentra em informações mais "grosseiras", mais fáceis de detectar, e, logo em seguida, começa a incluir informações mais "refinadas".

Este modelo permite tanto a categorização quanto o processamento mais individualizado, e não assume que a categorização sempre venha antes do reconhecimento de identidades exclusivas - permitindo, assim, resultados mais diversos e mais complexos.

Redação do Diário da Saúde

ONDAS DO CEREBRO SÃO USADAS PARA ESCREVER NO COMPUTADOR


Neurocientistas da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, demonstraram que as ondas cerebrais podem ser usadas para digitar caracteres alfanuméricos na tela de um computador. Nos testes, basta que o paciente concentre-se em uma letra ou número mostrados em uma matriz para que a letra apareça no monitor.

Os pesquisadores afirmam que a descoberta representa um progresso concreto na viabilização de uma interface cérebro-computador. Embora ainda utilize métodos invasivos para coletar as ondas cerebrais, o método está entre os mais precisos já demonstrados até hoje.

O pesquisador principal do estudo, o médico neurologista Jerry Shih, desenvolveu a nova interface em colaboração com a equipe do Dr. Dean Krusienski, da Universidade do Norte da Flórida.

"Esse estudo constitui um primeiro passo no caminho em direção ao futuro e representa um progresso tangível no uso de ondas cerebrais para realizar certas tarefas", explica Shih.

O neurologista queria estudar uma interface cérebro-computador, porque, hipoteticamente, as informações captadas pelos eletrodos colocados diretamente no cérebro poderiam ser muito mais específicas do que os dados coletados através de eletroencefalografias (EEGs), nos quais os eletrodos são colocados no couro cabeludo. A maioria dos estudos de interação cérebro-computador foram feitos com EEGs, diz o neurologista.

"Há uma grande diferença entre a qualidade das informações obtidas com o ECoG e com o EEG. No EEG, o couro cabeludo e o osso do crânio dissipam e distorcem o sinal, da mesma forma que a atmosfera terrestre obscurece a luz das estrelas", diz o neurocientista. "É por isso que o progresso do desenvolvimento dessa espécie de interface da mente tem sido lento", afirma.

Os pesquisadores solicitaram aos pacientes que olhassem para uma tela, que apresentava uma matriz 6 por 6, com um único caractere em cada quadrado. Todas as vezes que o quadrado com uma certa letra cintilava - e que o paciente estava focado nele - o computador registrava a resposta do cérebro à letra cintilante.

Os pesquisadores pediram então aos pacientes que focassem em letras específicas e o software do computador registrou as informações. A seguir, o computador calibrou o sistema com a onda cerebral específica de cada indivíduo, fazendo com que uma letra aparecesse na tela quando o paciente se focava nela.

"Nós podemos predizer, de forma consistente, as letras desejadas por nossos pacientes, com quase 100% de precisão", diz Jerry Shih. Embora isso seja comparável a resultados obtidos por outros pesquisadores, essa abordagem é mais localizada e pode, potencialmente, fornecer uma taxa de comunicação mais rápida. Nosso objetivo é encontrar uma maneira de usar, de forma eficaz e consistente, as ondas cerebrais do paciente, para realizar certas tarefas", afirma.

Quando a técnica for aperfeiçoada, será necessário que os pacientes se submetam a uma incisão no crânio para utilizá-la, embora ainda não se saiba quantos eletrodos deverão ser implantados. E o software precisa ser calibrado para as ondas cerebrais de cada pessoa para a ação desejada.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/

ONDAS CEREBRAIS PRODUZEM MÚSICA

Música do cérebro. Cientistas chineses trauziram dois tipos de exames de ondas cerebrais em música.

A pesquisa é mais um resultado de uma linha emergente de estudos que estão encontrando novas formas de compreender e decifrar as ondas cerebrais.

Primeiro se descobriu que o cérebro transmite informações em várias frequências, que lembram muito as estações de rádio.

Mais recentemente, cientistas mostraram como nosso cérebro toca sua própria música e até que o cérebro controla os movimentos usando ritmos musicais.

Mas esta é a primeira vez que o cérebro cria sua própria música, sem obedecer a nenhuma escala musical predeterminada. Ouça uma das "composições cerebrais":

Cérebro compositor. Jing Lu e seus colegas da Universidade de Ciência Eletrônica e Tecnologia (China) usaram dois tipos de exames para criar a música cerebral.

Um eletroencefalograma (EEG) foi usado para criar a altura e a duração de uma nota, enquanto um exame de ressonância magnética funcional (IRMf) foi usado para controlar a intensidade da música.

E o cérebro compositor não desafinou, conforme mostra o artigo científico publicado na revista PLoS ONE.

Diagnósticos e terapias. Segundo os cientistas, a música cerebral é muito mais do que uma curiosidade, representando um novo método para analisar os processos fisiológicos do cérebro, com múltiplos propósitos.

A música cerebral "expressa o funcionamento do cérebro como arte, proporcionando uma plataforma para cientistas e artistas trabalharem em conjunto para melhor compreender as relações entre a música e o cérebro humano," escreveram eles.

Os autores também sugerem que a combinação de dados de EEG e fMRI pode produzir resultados, na forma de música, que refletem melhor a atividade funcional do cérebro, podendo levar a melhorias no diagnóstico clínico e nas terapias de biofeedback.

Redação do Diário da Saúde

ONDAS ALFA FECHAM CÉREBRO CONTRA DISTRAÇÕES


"Entrar em alfa" é uma expressão bem conhecida, 
com um efeito mais profundo do que se supunha.[Imagem: Meditations-uk]

Entrar em alfa. "Entrar em alfa" é uma expressão bem conhecida, significando atingir um estado mental de tranquilidade e paz.

Mas o fato é que as ondas alfa têm sido praticamente ignoradas pelos cientistas.

Só muito recentemente é que os neurologistas passaram novamente a dar atenção a essas "emissões" específicas do cérebro.

Isso porque, além da concentração, essas ondas parecem ter importância crucial nas formas como lidamos com o estresse e com a ansiedade.

Frequências das ondas cerebrais. A atividade elétrica dos grupos de células cerebrais resulta na emissão de ondas cerebrais de diferentes frequências, ou amplitudes.

Cérebro possui "estações de rádio" transmitindo em várias frequências.

As chamadas ondas alfa - uma onda cerebral lenta, com um ciclo de 100 milissegundos (ms) - desempenha um papel fundamental na atividade cerebral.

Seu principal papel parece ser suprimir atividades irrelevantes. A hipótese mais aceita atualmente é que as ondas alfa estão associadas com impulsos de inibição no cérebro - em contraposição aos impulsos de ativação - emitidos a cada 100 ms.

Prevendo e evitando as distrações. O que não se sabia é que, quando informações que causam distração podem ser previstas antecipadamente, há um aumento na potência das ondas alfa pouco antes do acontecimento efetivo desse elemento de distração.

A descoberta foi feita por Mathilde Bonnefond e Ole Jensen, da Universidade Radboud Nijmegen, na Holanda.

Mais do que isso, eles descobriram que o cérebro é capaz de controlar precisamente a emissão das ondas alfa de modo que o impulso de inibição esteja na potência máxima quando o fenômeno de distração ocorre.

Ou seja, quando a pessoa espera a ocorrência de algo que tende a tirar sua concentração, seu próprio cérebro se encarrega de emitir ondas de "tranquilização", para evitar a distração.

"É como se uma porta se abrisse rapidamente para permitir ver o que está acontecendo lá fora. Isso nos permite detectar um evento inesperado, mas importante ou perigoso. Mas, para evitar ser distraído por uma informação completamente irrelevante, é melhor se a inibição estiver ativa apenas quando um distrator surge. Isso pode ser visto como um mecanismo de fechar a porta do cérebro para intrusos," afirmam os pesquisadores.

Fechando o cérebro. Os pesquisadores projetaram uma experiência em que a precisão na capacidade de suprimir informações irrelevantes era crucial para o desempenho dos voluntários.

Os indivíduos foram treinados para fazer uma tarefa de memória em um ritmo muito rigoroso.

No experimento, os intervalos entre os distratores eram sempre os mesmos, de modo que os participantes podiam antecipar o momento em que eles surgiriam.

Aqueles que foram capazes de sincronizar a sua atividade alfa com o ritmo em que elementos de distração irrelevantes surgiam tiveram a maior pontuação na tarefa. Mas tudo ocorre por um processo que é totalmente inconsciente.

Os pesquisadores presumem que a capacidade de ajustar a atividade alfa para uma distração iminente pode desempenhar um papel importante quando nós avaliamos ativamente o meio ambiente.

As ondas alfa eram mais fortes antes dos distratores fortes do que antes dos distratores fracos, confirmando que estas ondas "fecham" nosso cérebro para informação perturbadoras.

Redação do Diário da Saúde

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

EXAME DA SALIVA REVELA CAPACIDADE DE TOMAR DECISÕES

Cortisol. O nível de cortisol na saliva é um indicador preciso da capacidade de uma pessoa tomar decisões acertadas em uma situação estressante.  

O cortisol, também conhecido como hormônio do estresse, é um esteroide produzido pelo córtex adrenal e estimulado pelo hormônio adrenocorticotrópico (ACTH), que é produzido na glândula pituitária.  

O cortisol está envolvido em uma série de sistemas, desempenhando um papel relevante no sistema músculo-esquelético, na circulação do sangue, no sistema imunológico, no metabolismo das gorduras, carboidratos e proteínas e no sistema nervoso.  

Por sua vez, estudos têm demonstrado que o estresse pode influenciar a tomada de decisão nas pessoas.  

Por isso, Isabel Peralta e Ana Santos, da Universidade de Granada (Espanha) resolveram analisar as relações entre os dois - estresse e cortisol.  

Decisão e estresse. As pesquisadoras expuseram as voluntárias a situações estressantes usando tecnologias de realidade virtual.  

O estudo analisou apenas mulheres porque as mulheres saem-se sistematicamente melhor do que os homens na tomada de decisões sob condições de incerteza, conforme medido por um teste padrão conhecido como Iowa Gambling Task.  

Os níveis de cortisol foram medidos na saliva das participantes em quatro momentos: antes do teste, imediatamente após o teste, e 10 e 20 minutos depois do teste.  

Os exames revelaram que as voluntárias que não têm grande habilidade de tomada de decisão têm níveis de cortisol na saliva significativamente mais elevados do que aquelas que saíram-se bem nas decisões.  

As pesquisadoras explicam a relação propondo que a capacidade de tomar decisões é um elemento importante para que a pessoa lide com o estresse.  

Isso significa, segundo elas, que os efeitos do estresse psicológico nas pessoas saudáveis com baixos níveis de cortisol podem ser mais brandos.
Redação do Diário da Saúde

FICAR SEM DORMIR DIMINUI IMUNIDADE

 
Efeitos da falta de sono. A importância do sono para o bom funcionamento do sistema imunológico é conhecida, mas pouco se sabe sobre os mecanismos fisiológicos envolvidos - como o sono altera o funcionamento do corpo.

Uma pesquisa brasileira vem ajudando a elucidar essa questão, mostrando como diferentes tipos de privação de sono interferem nas defesas do organismo.

Na primeira fase da pesquisa, para replicar situações do dia-a-dia, os pesquisadores submeteram voluntários à privação total por 48 horas - algo que ocorre com pessoas que trabalham em sistema de plantão noturno.

Outro experimento envolveu a privação seletiva de sono REM - movimento rápido de olhos, na sigla em inglês), fase do sono em que prevalecem os sonhos - por quatro noites seguidas

Chacoalhadas. "O objetivo [...] foi avaliar a alteração no perfil imunológico dos voluntários causada pela falta de sono. Para isso, realizamos leucograma - exame que mede a quantidade de leucócitos no sangue - antes e depois do experimento", disse Francieli Ruiz da Silva, autora principal do estudo, feito na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Ao longo de uma semana, 30 voluntários saudáveis, entre 18 e 30 anos, permaneceram no laboratório distribuídos em três grupos. Aqueles do grupo controle dormiram normalmente e tiveram seu padrão de sono monitorado por meio do exame de polissonografia.

Os integrantes do grupo submetido à privação seletiva também tiveram o sono monitorado e foram acordados por uma campainha toda vez que o exame indicava a aproximação da fase REM.

"A primeira noite foi tranquila, mas à medida que a demanda do organismo por sono REM foi se acumulando, foi ficando difícil. Esse estágio aparecia cada vez mais cedo, efeito conhecido como rebote de sono REM. Na quarta noite, eles mal cochilavam e já entravam na fase REM", contou Francieli.

Já o grupo da privação total manteve-se alerta por 48 horas com a ajuda de videogames, jogos de cartas, internet e eventuais chacoalhadas.

Nas três noites seguintes, dormiram normalmente e foram monitorados pela polissonografia para registrar o efeito rebote de sono.

Efeitos no perfil imunológico. Enquanto o grupo controle não apresentou alteração no perfil imunológico, como esperado, os voluntários do grupo submetido à privação total tiveram uma elevação no número de leucócitos, especificamente de neutrófilos, o primeiro tipo celular que responde à maioria das infecções.

Também houve aumento de linfócitos T CD4, responsáveis pela imunidade adaptativa, específica para cada doença.

"Considerando que os leucócitos desempenham a função de defesa ao primeiro sinal de invasão por patógenos, observamos que a privação total de sono desencadeou um sinal de alerta no organismo. Ele entendeu como uma agressão e respondeu a um fantasma", disse Francieli.

Essa alteração foi revertida após as primeiras 24 horas de recuperação do sono. "Mas, para nossa surpresa, o número de linfócitos não voltou ao normal após as três noites de recuperação", contou.

No grupo privado de sono REM, foi observada uma diminuição da imunoglobulina A (IgA) circulante no sangue durante todo o período do experimento. Esse efeito permaneceu após as três noites de recuperação do sono.

"Essa imunoglobulina, presente na secreção de mucosas, está diretamente relacionada à proteção contra a invasão por patógenos. Isso poderia explicar por que a privação de sono REM poderia estar relacionada a uma maior suscetibilidade a doenças como gripes e resfriados já descrita na literatura", disse.

Agência Fapesp

RELÓGIO BIOLÓGICO HUMANO É ALIMENTADO ELETRICAMENTE


Bioeletricidade. Biólogos descobriram como os neurônios que compõem o nosso relógio biológico utilizam a bioeletricidade para ajudar a manter nossos ritmos e comportamentos em ordem.

Os resultados sobre o chamado ritmo circadiano também apontam para novos rumos para as pesquisas e os tratamentos sobre os distúrbios do sono e problemas relacionados.

"Esse processo ajuda a explicar como nossos relógios biológicos mantêm uma temporização surpreendentemente eficaz," disse Justin Blau, professor adjunto na Universidade de Nova Iorque, coordenador do estudo.

Blau explica que os resultados podem oferecer novos caminhos para desenvolver tratamentos para distúrbios do sono porque a pesquisa elucida as partes do nosso relógio biológico que "podem ser particularmente sensíveis ao tratamento ou mudanças em diferentes momentos do dia."

Canais de potássio. Em um estudo anterior, a mesma equipe havia descoberto que o ritmo na expressão de um canal de potássio (Ir) ajuda a vincular o relógio biológico com a atividade dos chamados neurônios marcapassos.

Mas o IR não funciona como um simples mostrador do relógio - o canal também serve como realimentador para regular o núcleo do relógio.

Manipulando a atividade dos neurônios marcapassos, os pesquisadores mostraram que mudanças na atividade elétrica dos neurônios do relógio produzem grandes mudanças na expressão dos genes circadianos.

Liga e desligando atividade genética. Aumentando a atividade elétrica à noite, quando os neurônios do relógio biológico são normalmente bastante inativos, os pesquisadores mostraram que esses neurônios passam a apresentar um perfil de expressão gênica mais tipicamente encontrado durante a manhã.

Ao contrário, a diminuição na atividade elétrica pela manhã faz a expressão genética assumir o perfil noturno.

Em outras palavras, o estado elétrico de um neurônio-relógio pode afetar drasticamente a expressão do gene circadiano.

"O que é mais notável nesses resultados é a coordenação entre o disparo dos neurônios e a expressão gênica", observou Blau. "Este é um dos processos extraordinários que ajudam a manter os neurônios-relógio sincronizados e funcionando com tanta precisão

Redação do Diário da Saúde

LER AS HORAS NO RELÓGIO BIOLÓGICO



O tempo interno do corpo pode ser determinado lendo-se os níveis de 50 hormônios e aminoácidos presentes em uma amostra de sangue.[Imagem: PNAS] 
 
Tempo biológico. Que o nosso corpo tem seu próprio relógio biológico para regular ritmos essenciais do nosso corpo todo o mundo já sabe.
 
O que poucos sabem é que o nosso "tempo biológico", mais conhecido como ritmo circadiano, não necessariamente segue o mesmo ritmo do "tempo cósmico", marcado pelos movimentos do Sol e da Terra.
 
Assim, há pessoas que têm dificuldade em ficar ativas no início da manhã, enquanto outras costumam apresentar potência total em seus motores internos bem tarde da noite.
 
Mas há um problema: é muito difícil saber as horas que os nossos relógios biológicos marcam.
 
Que horas são no seu relógio biológico? Os ciclos de sono e vigília, as atividades digestivas e muitos outros processos fisiológicos são controlados por nosso relógio biológico. É por isso que o horário das refeições é tão importante quanto o que você come.

Há pouco tempo se descobriu até que o ritmo circadiano afeta como os pacientes reagem aos medicamentos.

Por exemplo, quando se ajusta um ciclo de quimioterapia para o tempo interno do corpo dos pacientes é possível não apenas melhorar a eficácia do tratamento, como também reduzir os efeitos colaterais.

O problema é ler as horas no relógio biológico individual.
O método mais aceito exige a retirada de amostras de sangue do paciente uma vez por hora, para monitorar os níveis do hormônio melatonina, um dos indicadores associados com o tempo interno do corpo.

Calendário molecular. Agora, um grupo de pesquisadores japoneses desenvolveu um método alternativo para determinar o horário interno do corpo construindo o que eles chamam de um calendário molecular.

O método envolve examinar uma amostra de sangue para determinar os níveis de mais de 50 hormônios, metabólitos e aminoácidos gerados pela atividade biológica.

A vantagem é que bastam duas amostras de sangue de cada pessoa, coletadas em um período de 24 horas.

A nova técnica foi aferida contra o método tradicional baseado na melatonina, e os dois resultados mostraram a mesma hora no relógio biológico dos voluntários.

Medicina personalizada. A expectativa é que o novo exame permita que os médicos sincronizem a aplicação dos medicamentos de acordo com o tempo interno do corpo dos pacientes, sobretudo em tratamentos mais intensos, como quimioterapia, cirurgias e em pacientes internados em UTIs.

"A medicina personalizada tem-se concentrado sobretudo em diferenças genéticas, mas há também diferenças temporais entre os pacientes. Este será o próximo passo na medicina personalizada," afirmou o biólogo Hiroki Ueda, do Centro de Biologia Desenvolvimental Riken (Japão), que liderou a pesquisa.

Science

DESIDERATA

 
Max Ehrmann nasceu em uma família de imigrantes alemães originários da Baviera, filho de Maximilian Ehrmann e Margaret Barbara Lutz Ehrmann. Ele foi o filho mais jovem do casal e tinha quatro irmãos. Seu pai era um marceneiro metodista que trabalhava na estrada de ferro. O jovem Erhmann estudou na Terre Haute Fourth District School e freqüentava a Igreja Metodista alemã com a família.

Ehrmann obteve uma graduação em língua inglesa na De Pauw University, em Greencastle, além de atuar como editor da revista De Pauw Weekly. Em seguida dedicou-se aos estudos de Filosofia e Direito na Universidade de Harvard, onde também foi o editor da revista The Rainbow. Quando ainda estava em Harvard, publicou o seu primeiro livro, A Farrago, em 1898. Após concluir os estudos universitários, Ehrmann retornou à sua cidade natal em 1898, vindo a exercer o cargo de promotor público assistente durante dois anos.

Nessa época, Ehrmann contraiu febre tifóide e, durante o período em que esteve doente, escreveu o poema Uma Prece (A Prayer). Após restabelecer-se da enfermidade, voltou às suas atividades profissionais, trabalhando durante dez anos na função de gerente de crédito e advogado na fábrica fundada por seus irmãos, a Ehrmann Manufacturing Corporation.

Finalmente em 1912, aos 40 anos, Ehrmann decidiu dedicar-se integralmente à literatura, vindo a escrever mais de vinte livros, além de panfletos, ensaios e poemas, que eram publicados em jornais e revistas nos Estados Unidos.

Morando em um pequeno apartamento em Terre Haute, Ehrmann passou os últimos 33 anos de sua vida dedicando-se ao que mais amava: a poesia e a filosofia. Nos últimos três meses de sua existência, decidiu casar-se com uma amiga de longa data, Bertha King, educadora, escritora e fundadora da King Classical School.

Sobre a vida e o trabalho de Ehrmann, foram escritos dois importantes livros: Max Ehrmann: A poet's life, de sua esposa Bertha K. Ehrmann; e Max Ehrmann, a centennial tribute, de Richard Dowell.

Bertha dedicou o resto de sua vida a disseminar e publicar os pensamentos e poemas de Ehrmann.

Como forma de homenagear o seu ilustre poeta-filósofo, a comunidade da cidade de Terre Haute celebra o nascimento de Max Ehrmann todos os anos.

DESIDERATA - MAX EHRMANN

Viva tranqüilamente, por entre a pressa e os ruídos, e lembre-se de quanta paz há no silêncio. Tanto quanto possível, sem se render, esteja em bons termos com as pessoas.

Diga sua verdade calma e claramente, e ouça os outros, mesmo os mais medíocres e ignorantes – eles também têm a sua história

Evite as pessoas espalhafatosas e agressivas, pois essas são um insulto ao espírito. Não se compare com os outros, para não se tornar vaidoso ou amargo, e saiba: sempre haverá pessoas melhores e piores que você. Desfrute tanto de suas realizações quanto de seus planos.

Cultive seu trabalho, mesmo que ele seja humilde; esse é um bem real, frente às variações da sorte. Seja cauteloso em seus negócios, pois o mundo é cheio de armadilhas. Mas não deixe que isso o torne cego para a virtude, que esta sempre presente está; muitas pessoas lutam por ideais nobres e, por toda a parte, a vida é sempre exemplo de heroísmo.

Seja sempre você mesmo. E sobretudo nunca finja afeição. Nem seja cínico em relação ao amor, pois, apesar de toda a aridez e desencanto, ele é tão perene quanto a relva.

Aceite serenamente os ensinamentos do passar dos anos, renunciando suavemente àquilo que pertence à juventude. Fortaleça seu espírito para que ele possa protegê-lo diante de uma súbita infelicidade. Não antecipe sofrimentos pois muitos temores são apenas fruto do cansaço e da solidão. Mesmo seguindo uma disciplina rigorosa, seja leniente consigo.

Você é filho do Universo, tanto quanto as árvores e as estrelas; e tem o direito de estar aqui. E mesmo que isso não seja muito claro para você, não tenha dúvida de que o Universo segue na direção certa.

Portanto, esteja em paz com DEUS, não importa a maneira como você O concebe, e sejam quais forem as suas lutas e aspirações, na terrível confusão que é a vida, fique em paz com sua alma.

Pois, apesar de toda a falsidade e sonhos desfeitos, este ainda é um lindo mundo. Seja cauteloso. Lute para ser feliz.

* Max Ehrmann, poeta e advogado escreveu este texto em 1927. A força e beleza do texto associadas com a divulgação feita por um padre, gerou a falsa idéia que esta poesia havia sido encontrada "na velha Igreja de São Paulo,em Baltimor.

www.cantodapoesia.net/
pt.wikipedia.org

PALAVRAS TÊM SENTIMENTOS


Na raiva, tristeza, alegria ou medo, o discurso assume uma urgência que não está presente em sua expressão com um temperamento mais brando. [Imagem: Annett Schirmer] 
 
Emoção e tempo. Será que a emoção expressa em nossa voz tem um efeito duradouro sobre quem nos ouve?
 
Segundo Annett Schirmer, da Universidade Nacional de Cingapura, a emoção nos ajuda a reconhecer as palavras com maior rapidez e mais precisão.
 
A longo prazo, no entanto, nós não nos lembramos dos discursos emocionalmente carregados de forma tão exata quanto de um discurso emocionalmente neutro.
 
Valor emocional das palavras.  Quando nos lembramos das palavras, elas adquirem um valor emocional.
 
Por exemplo, as palavras ditas em voz triste são lembradas como mais negativas do que as palavras ditas em voz neutra.
 
Na raiva, tristeza, alegria ou medo, o discurso assume uma urgência que não está presente em sua expressão com um temperamento mais brando.
 
As palavras se tornam mais fortes ou mais suaves, mais apressadas ou mais lentas, mais melódicas, irregulares ou mais monótonas.
 
E este discurso emocionado imediatamente capta a atenção de um ouvinte.
 
O que Schirmer e seus colegas queriam saber é se a emoção tem um efeito duradouro sobre a memória, se ajudaria a lembrar melhor ou não desses discursos no longo prazo.
 
Emoção feminina. Os participantes dos experimentos reconheceram melhor as palavras quando as tinham ouvido em tom neutro, em comparação com o tom triste. Além disso, as palavras foram mais lembradas como mais negativas quando foram ouvidas previamente em voz triste.
 
Os pesquisadores também observaram diferenças de gênero na compreensão do discurso.
 
Eles descobriram que as mulheres são mais sensíveis aos elementos emocionais do que os homens, e são mais propensas do que os homens a recordar a emoção carregada na voz.
 
Exames dos níveis do hormônio estrogênio, realizados entre os participantes, mostraram forte correlação com essas diferenças entre gêneros.
 
"Vozes emocionais geram mudanças na memória de longo prazo, bem como captam a atenção do ouvinte. Elas influenciam a forma como as palavras são posteriormente reconhecidas e quais emoções são atribuídas a eles. Assim, as vozes, tal como outros sinais emocionais, afeta os ouvintes além do presente imediato," disse Schirmer.
 
Revista Cognitive, Affective & Behavioral Neuroscience

NOTEBOOK CONTROLADO PELO OLHAR


Movimentar objetos com o poder dos olhos. É esse o alvo dos produtos da companhia sueca Tobii Technology, cujo protótipo mais popularfoi reveladona feira de tecnologia Cebit, em Hannover (norte da Alemanha).

Em parceria com a fabricante de computadores pessoais Lenovo, a empresa produziu um notebook que não precisa teclado ou trackpad (retângulo usado em laptops para fazer as vezes do mouse). É o primeiro laptop do mundo a funcionar a partir de rastreamento do olhar.

Basta calibrar a velocidade do seu olho (o processo leva menos de 10 segundos) e começar a acessar pastas e movimentar janelas sem usar as mãos.

A reportagem testou duas aplicações do laptop: um game parecido com o clássico "Space Invaders", em que é preciso atirar em meteoritos que ameaçam a Terra, e o controle de um mapa virtual. Em ambos os casos, a resposta da máquina foi imediata e o uso, intuitivo.

No caso do jogo, após algum tempo de partida fica cansativo não poder mirar outro lugar que não a tela (e ao fazer isso, você invariavelmente estará perdendo a partida e condenando a raça humana ao extermínio).

RUMO AO MERCADO A empresa não descarta o uso deste tipo de aplicação com periféricos já existentes, como o teclado.

"Agora, precisamos fazer modelos mais baratos e menores. Acredito que isso pode ser atingido em dois anos", diz Henrik Eskilsson, diretora-executiva da Tobii. Cerca de US$ 2 milhões foram gastos no desenvolvimento da tecnologia desde 2006. Por enquanto, só existem 20 exemplares deste notebook no mundo.

"Este protótipo é a prova de que a tecnologia de rastreamento de olhar é madura o bastante para ser usada em computadores com interface padrão", diz Eskilsson.

Jornal Folha de São Paulo

PARA MELHORAR O HUMOR USE LÂMPADAS FRACAS À NOITE


A exposição contínua à luz forte à noite pode aumentar o risco de depressão e os problemas de aprendizado.

A luz forte tarde da noite atrapalha os ritmos circadianos - o relógio biológico do corpo - além do efeito mais óbvio de atrapalhar o sono logo a seguir.

Esses efeitos são significativos o bastante para atuar no cérebro, afetando o nosso comportamento.

Em decorrência desses efeitos, um novo estudo alerta fortemente sobre a exposição à luz não natural, que pode resultar em alterações do humor e da capacidade cognitiva.

Gânglios retinais "Basicamente, o que nós descobrimos é que a exposição crônica à luz eleva os níveis de determinados hormônios do estresse no corpo, o que resulta em depressão, e baixa a função cognitiva," diz o Dr. Samer Hattar, da Universidade Johns Hopkins (EUA).

O mecanismo de atuação da luz artificial passa por células especiais do olho, chamadas gânglios retinais intrinsecamente fotossensitivos, que, ativados pela luz, afetam o centro cerebral responsável pelo humor, pela memória e pelo aprendizado.

Os resultados sugerem que as pessoas devem estão se precaver da exposição prolongada e regular à luz forte à noite, devido a todos os potenciais efeitos.

Só o necessário para ver "Eu não estou dizendo que as pessoas devam ficar no escuro completo à noite, mas eu recomendo ligar poucas lâmpadas e usar luzes menos intensas," diz o pesquisador.

"Basicamente, use somente o que você necessita para enxergar. Isso não será suficiente para ativar essas células que afetam o humor," concluiu.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature.

Redação do Diário da Saúde

PERCEPÇÃO DA LUZ PELO CÉREBRO PODE GERAR ECONOMIA DE ENERGIA

Estudos já demonstraram que as lãmpadas
são criticas para a saúde das pessoas
 Case Western University

Flicker Cientistas que estudam detalhes da visão humana fizeram uma descoberta revolucionária que vai permitir a otimização das lâmpadas e outras fontes de luz.

Ajustando as fontes de iluminação para que operem de forma mais eficiente em conjunto com o cérebro humano, os pesquisadores acreditam ser possível economizar bilhões de reais em gastos com eletricidade.

A descoberta diz respeito à forma como os seres humanos percebem modulações temporais da luz.

Por exemplo, a maioria dos dispositivos emissores de luz, tais como lâmpadas, monitores de vídeo e televisores, não emite uma luz contínua, mas uma luz que pisca em alta velocidade.

Quais mais rápido for este tremeluzir, menor é a capacidade do olho humano em percebê-lo, o que é mais confortável.

Percepção visual Estudando como este fenômeno atua no cérebro, os pesquisadores descobriram que existe uma faixa de cintilação dinâmica da luz que otimiza a percepção do brilho pelo sistema visual humano sem que seja necessário aumentar a potência da luz.

Assim, é possível fabricar lâmpadas com o mesmo brilho, mas que consumam menos energia, ou aumentar o brilho sem aumentar o consumo de energia.

"Nós descobrimos uma 'janela' temporal na percepção visual que pode ser explorada para obter economias significativas projetando dispositivos emissores de luz que pisquem com a dinâmica ideal para ativar os neurônios do sistema visual no cérebro humano," disse Stephen Macknik, do Instituto Neurológico Barrow (EUA), orientador do estudo.

Teorias sobre a percepção visual Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores testaram na prática duas teorias contraditórias sobre a percepção visual temporal - o quão brilhante uma luz parece ser aos nossos olhos.

A chamada Lei de Bloch propõe que a percepção do contraste de
um estímulo visual aumenta com sua duração, mas eventualmente se estabiliza em torno dos 100 milissegundos. Por exemplo, um flash de 5 milissegundos parecerá ter metade do brilho de um flash de 10 milissegundos, mas um flash de 200 milissegundos será tão brilhante quanto um de 400 milissegundos.

O Efeito Broca-Sulzer, por outro lado, propõe que a percepção do contraste aumenta inicialmente com a duração do flash, atinge um pico e então cai novamente.

Os pesquisadores descobriram que a discrepância entre a Lei de Bloch e o Efeito Broca-Sulzer é causada por uma influência intrínseca - um desvio - apresentado pelos participantes da experiência, o que leva a dados com um viés que altera as conclusões.

Pico de percepção Ao melhorar o projeto do experimento, de forma a superar esse viés, os resultados demonstraram que a visão temporal de fato segue o Efeito Broca-Sulzer.

"Os pesquisadores têm estudado a visão temporal há mais de 125 anos, mas como a nossa é a primeira experiência desse tipo que estabeleceu um controle de todas as formas conhecidas de critérios, ela é a primeira a medir com precisão o papel da dinâmica temporal na percepção de brilho," diz Dr. Macknik.

"Assim, podemos começar já a fazer economia de energia, pois podemos ajustar a nossa iluminação que que pisque de forma a aproveitar esse pico de percepção."

Redação do Diário da Saúde

MÉDICO NATURALISTA ENSINA EXERCÍCIOS

Um médico naturalista estava muito triste porque participou de congressos e, embora comprovados, os resultados não eram divulgados, e como ele disse 'NÃO DÁ IBOPE''.

Então ensinou a fazer um exercício simples que evita problemas cardíacos

1º. Antes do banho, exercitar a panturrilha (levantar
o corpo na ponta dos pés) , primeiro rápido até esquentaras panturilhas e depois uma sequência de 10 movimentos lentos. Pronto. Esse exercício bombeia o sangue para o coração, melhora os batimentos cardíacos e evita obstrução das veias. A pessoa estiver com excesso de peso, ela emagrece da cintura para baixo e, nos 6 meses seguintes, da cintura para cima; Depois de 2 anos, não engorda mais e, além de tudo, diminui o risco de uma cirurgia cardíaca que custa em média, hoje em dia, R$38.000,00 e, de um modo geral, os planos de saúde nem sempre pagam.Melhora o problema de micro varizes.

2º. Ao chegar em casa, coloque os seus pés em uma bacia com água bem quente (o famoso escalda pés) - além de relaxar, esse processo desencadeia a dilatação dos vasos sanguíneos dos pés , melhora o cabelo e melhora,inclusive, a visão. Esse processo foi pesquisado com pessoas diabéticas e o resultado evidenciou a melhora na
circulação sanguínea, diminuindo os casos de gangrena, o quadro geral de saúde dos pesquisados melhorou e, como um fato relevante, a melhora da visão. Evita o encurvamento da coluna.

3º. Ao acordar, deitado de barriga para cima pedalar 120 vezes no ar. Esse exercício melhora o posicionamento da coluna e da postura, diminuindo ou retardando o encurvamento das costa e aliviando as dores nas costas.

4º. Baixando a pressão Ao perceber que a pressão subiu, coloque as pernas dentro de um balde com água muito gelada até os joelhos. Permaneça nesta imersão por 20 min. Este processo fará com que o organismo, na busca de aquecer os membros inferiores, faça com que o acúmulo de sangue na cabeça desça, baixando a pressão.

Blog do Terapeuta