segunda-feira, 26 de novembro de 2012
BIOLOGIA DO PENSAMENTO CONCEITOS DE FÍSICA QUÂNTICA
PLANETA - O que é a "nova biologia" a que o senhor se refere em seu livro? Quando introduzi esses conceitos, em 1980, quase todos
os meus colegas cientistas os consideraram inverossímeis. Mas a profunda revisão que a biologia convencional tem feito desde aquela época a leva hoje às mesmas conclusões a que cheguei 25 anos atrás.
Os cientistas sabem que os genes não controlam a vida, mas a maior parte da imprensa ainda informa ao povo o contrário. As pessoas atribuem inicialmente suas deficiências e doenças a disfunções genéticas. As crenças sobre os genes levam-nas a se ver como "vítimas" da hereditariedade.
Os biólogos convencionais ainda consideram que o núcleo (o componente interno da célula que contém os genes) "controla" a vida, uma idéia que enfatiza os genes como o fator primário desse controle. Já a nova biologia conclui que a membrana celular (a "pele" da célula) é a estrutura que primariamente "controla" o comportamento e a genética de um organismo.
A membrana contém os interruptores moleculares que regulam as funções de uma célula em resposta a sinais do ambiente. Para exemplificar: um interruptor de luz pode ser usado para ligá-la ou desligá-la. O interruptor "controla" a luz? Não, já que ele é controlado pela pessoa que o aciona. Um interruptor de membrana é análogo a um interruptor de luz quando liga ou desliga uma função celular, ou a leitura de um gene - mas ele é, de fato, ativado por um sinal do ambiente. A nova biologia enfatiza o ambiente como o controle primordial na biologia.
Sua teoria também está relacionada à física quântica...
Pela medicina convencional, os "mecanismos" físicos que controlam a biologia se baseiam na mecânica newtoniana, a qual enfatiza o reino material (átomos e moléculas). Já a nova biologia considera que os mecanismos da célula são controlados pela mecânica quântica. Ela se concentra no papel das forças de energia invisíveis que formam, coletivamente, campos integrados e interdependentes.
Para a mecânica quântica, as forças invisíveis em movimento nos campos são os fatores fundamentais que modelam a matéria. Os cientistas também reconhecem que as moléculas do corpo são controladas por freqüências de energia vibracional, de forma que a luz, o som e outras energias eletromagnéticas influenciam profundamente todas as funções da vida.
Entre as forças energéticas que controlam a vida estão os campos eletromagnéticos gerados pela mente. Na biologia convencional, a ação da mente não é incorporada à compreensão da vida. Por isso, é uma surpresa a medicina reconhecer que o efeito placebo responde por pelo menos um terço das curas médicas, incluindo cirurgias. Ele ocorre quando alguém sara devido à sua crença de que um remédio ou procedimento médico vai curá-lo, mesmo se o medicamento for uma pílula de açúcar ou o procedimento for uma impostura.
A nova biologia ressalta o papel da mente como o fator primordial a influenciar a saúde. Nessa realidade, uma vez que controlamos nossos pensamentos, tornamo-nos mestres de nossa vida, e não vítimas dos genes.
Em que a nova biologia difere do darwinismo?Ela frisa que a evolução não é conduzida pelos mecanismos sublinhados na biologia darwiniana. A teoria de Darwin oferece dois passos básicos para explicar como a evolução ocorreu: 1) mutação aleatória, a crença de que as mutações genéticas são randômicas e não influenciadas pelo meio ambiente - a evolução é conduzida por "acidentes"; 2) seleção natural, na qual a natureza elimina os organismos mais fracos numa "luta" pela existência, na qual há vencedores e perdedores.
Novas descobertas oferecem uma imagem diferente. Em 1988, uma pesquisa revelou que, quando estressados, os organismos têm mecanismos de adaptação molecular para selecionar genes e alterar seu código genético. Ou seja, eles podem mudar sua genética em resposta a experiências ambientais. Outros estudos mostram que a biosfera (todos os animais e plantas) é uma gigantesca comunidade integrada que se baseia em uma cooperação das espécies. A natureza não se importa com indivíduos numa espécie, mas com o que a espécie como um todo está fazendo para o ambiente.
Segundo a nova biologia, a evolução: 1) não é um acidente; 2) baseia-se em cooperação. Uma teoria mais recente sobre o tema ressaltaria a natureza da harmonia e da comunidade como uma força motriz por trás da evolução.
Como o senhor concluiu que podemos comandar e mudar nossas células e genes? Minhas primeiras idéias científicas basearam-se em experiências que comecei em 1967, usando culturas de células- tronco clonadas. Nesses estudos, células geneticamente idênticas foram inoculadas em três placas de cultura, cada qual com um diferente meio de crescimento. Em uma placa, as célulastronco se tornaram músculo; em outra, células ósseas; na terceira, células de gordura. Meus resultados, publicados em 1977, revelam que o ambiente controlou a atividade genética das células.
Esses estudos mostram que os genes propiciam o surgimento de células com "potenciais", os quais são selecionados e controlados pela célula a partir de condições ambientais. As células ajustam dinamicamente seus genes de forma que eles possam adaptar-se às demandas do ambiente.
Mais tarde, descobri que a membrana celular equivalia ao cérebro da célula. No desenvolvimento humano, a pele embriônica é a precursora do cérebro. Nas células e no ser humano, o cérebro lê e interpreta a informação ambiental e então envia sinais para controlar as funções e o comportamento do organismo.
Quem está no comando do nosso corpo? Nas primeiras semanas do desenvolvimento do embrião, os genes basicamente controlam o desenvolvimento do plano corporal de um humano (criam dois braços, duas pernas, etc.). Uma vez que o embrião toma a forma humana (torna-se um feto), os genes assumem uma posição secundária, controlando o desenvolvimento do corpo pela informação ambiental. Durante esse período, a estrutura e a função do corpo fetal são ajustadas em resposta à percepção do ambiente da mãe, que, via placenta, influencia a genética e a programação comportamental do feto.
A "leitura" dos sinais ambientais (no útero e após o nascimento) capacita as células do corpo e seus genes a fazer ajustes biológicos para sustentar a vida. Como os sinais ambientais são lidos e interpretados pelas "percepções da mente", a mente se torna a força básica que, em última instância, modela a vida de uma pessoa.
Como os campos energéticos controlam a bioquímica do corpo? As funções do corpo derivam do movimento das moléculas (basicamente proteínas). As moléculas mudam de forma em resposta a cargas eletromagnéticas ambientais. Influências físicas tais como hormônios e remédios podem oferecer essas cargas elétricas indutoras de movimento. Mas campos de energia vibracional harmonicamente ressonantes também fazem as moléculas mudar de forma e ativar suas funções. Enzimas de proteínas podem ser ativadas num tubo de ensaio por substâncias químicas e por freqüências eletromagnéticas, como ondas de luz.
Podemos evitar doenças enviando mensagens positivas para nossas células? Só 5% das doenças humanas são relacionadas a defeitos genéticos de nascença. Portanto, 95% de nós nascemos com um genoma adequado a uma vida saudável. Para os doentes dessa maioria, a pergunta é: por que estamos tendo problemas de saúde? Reconhece-se hoje que o estilo de vida causa mais de 90% dos problemas de coração, mais de 60% dos casos de câncer e, talvez, todos os casos de diabete tipo 2. Quanto mais olhamos, mais vemos como nossas emoções, reações à vida, dieta pobre, falta de exercício e estresse modelam nossa vida. Como temos um controle significativo sobre nosso organismo, podemos reprogramar a saúde e a vida com nossas intenções. Se de fato soubessem como o seu organismo funciona, as pessoas poderiam influenciar sua saúde, e isso seria o melhor preventivo para a doença.
É possível remodelar nossos pensamentos mais profundos?
O problema é que não entendíamos como a mente trabalha. Temos duas mentes, a consciente e a inconsciente. Associamos a primeira à nossa identidade pessoal - é a mente pensante, racional. A mente subconsciente opera sem a supervisão da consciente - é a "mente automática". Se as crenças da mente subconsciente conflitarem com os desejos da mente consciente, quem ganhará? A resposta é clara: a mente subconsciente, pois ela é uma processadora de informações um milhão de vezes mais poderosa do que a outra e, como os neurocientistas revelam, opera em torno de 95% do tempo.
Pensávamos que se a mente consciente se tornasse cônscia de nossos problemas, automaticamente corrigiria quaisquer programas negativos descarregados na mente subconsciente. Mas isso não funciona, porque a mente subconsciente é como um gravador - ela grava comportamentos (os fundamentais, na maioria, são armazenados antes dos seis anos de idade) e, ao se apertar um botão, o programa será repetido incontáveis vezes (hábitos). Não existe uma "entidade" na mente subconsciente que "ouça" o que a mente consciente quer.
Pensamentos positivos funcionam quando a meta desejada é apoiada pelas intenções da mente consciente e pelos programas da mente subconsciente. Quanto a isso, existem três maneiras de mudar crenças velhas, limitantes ou sabotadoras na mente subconsciente: a meditação budista mindfulness, a hipnoterapia clínica e a chamada "psicologia da energia". Todos esses métodos são discutidos na seção "Resources" do meu site
www.brucelipton.com
O PENSAMENTO NUTRE A MENTE E O SISTEMA IMUNOLÓGICO
Algumas pessoas, quando ficam extremamente estressadas, se mantêm equilibradas e em boa saúde, e com freqüência ficam doentes quando tudo volta ao normal. Outras parecem se adaptar às intempéries da vida, permanecendo saudáveis e ativas.
Até recentemente, a ciência médica tinha pouco a dizer sobre essas diferenças, especialmente o papel dos pensamentos e atitudes para regular o que se supunha ser uma reação involuntária ao estresse. Novas pesquisas têm indicado que o sistema imunológico, arma principal do corpo contra doenças infecciosas, é regulado por um constante fluxo de automensagem. Essas doenças se originam nas emoções produzidas pela tensão e pelo estresse.
A idéia de que as imagens geradas pela mente, quer de forma espontânea ou programada, influenciam o sistema de imunidade e, em conseqüência, a saúde da pessoa tem sido explorada principalmente na qualidade de sobrevida de pacientes
Um dos pioneiros nesses estudos usando técnicas de relaxamento combinadas com imagens mentais O. Carl Simonton. Outros profissionais, como o cirurgião Bernie Siegel e a psicóloga Patrícia Norris, têm obtido sucesso no tratamento de pacientes com a prática de visualização personalizada.
Cientificamente, fica cada vez mais aparente o elo entre o psíquico (pensamento e emoções) e o sistema imunológico. Pode-se fazer previsões a respeito da saúde de uma pessoa avaliando como ela reage ao estresse do dia-adia e lida com seus sentimentos. As emoções causam uma alteração química no cérebro que afeta o sistema endócrino, alterando os níveis de hormônios, repercutindo também no sistema nervoso e nas respostas do sistema imunológico. Dependendo da personalidade e do comportamento da pessoa, esse processo tanto pode apresentar riscos à saúde como proteger o organismo da presença de invasores (bactérias, vírus etc.).
A mente tem a função mais importante na recuperação de doenças. Por meio dos pensamentos, imagens, crenças, memórias e emoções, ela pode alterar a estrutura bioquímica e o sistema nervoso. Esta interação é constante e involuntária. Poucas pessoas sabem que têm poder para alterar a maneira como a mente e o corpo interagem e que podem aprimorar essa comunicação, aprendendo a prevenir doenças e expandir seu potencial humano.
A mente e o corpo estão constantemente se comunicando, e reagem de maneira holística aos estímulos externos. Portanto, todo pensamento aciona automaticamente o mecanismo bioquímico e a atividade eletroquímica. Este é o princípio que guia as pesquisas na área do estresse desde os estudos realizados na década de 1960 na Menninger Foundation, nos Estados Unidos. Acredita-se que o estado mental de uma pessoa determina adaptações em níveis fisiológico e emocional.
O hipotálamo é responsável pelo controle e ativação do sistema nervoso autônomo. Além de regular o sistema endócrino e outras funções do organismo, o sistema nervoso autônomo também é responsável pela atividade do sistema nervoso simpático, que prepara o corpo para enfrentar a situação estressante, e do sistema nervoso parassimpático, que prepara o corpo para relaxar.
O sistema nervoso simpático desencadeia as adaptações fisiológicas, incluindo aumento da freqüência cardíaca, aumento da pressão arterial do sangue, maior consumo de oxigênio devido a uma respiração mais rápida e superfi cial, redução da temperatura dos pés e das mãos, aumento no nível de sudorese das mãos e dos pés, contratura muscular e dilatação das pupilas. Além da ativação das glândulas supra-renais e pituitária, o pâncreas produz mais insulina devido a um aumento de açúcar no sangue. Portanto, no caso do estresse, todo o organismo é ativado – sistema nervoso, sistema endócrino e siste ma imunológico – para o enfrentamento ou fuga da situação estressante.
Da mesma forma que o hipotálamo pode enviar uma mensagem de alerta preparando o corpo para lutar ou fugir, pode ativar o sistema nervoso parassimpático, desencadeando uma resposta de relaxamento. Esta é uma condição necessária para que o organismo possa se recuperar dos desgastes contínuos que sofre e manter um equilíbrio que propicie a recuperação do corpo.
SISTEMA IMUNOLÓGICO
A relação entre estresse, sistema de imunidade e doenças é demonstrada em muitas pesquisas, as frustrações do dia-a-dia afetam as células do sistema imunológico. Neste cenário, a postura mental pode atuar como um escudo, imunizando contra doenças Mais recentemente, devido à grande incidência de doenças relacionadas ao estresse e à maior conscientização do efeito do pensamento e das emoções, retornou-se à medicina psicossomática, desenvolvida pelas culturas assíria e grega. A palavra psicossomático, de origem grega, é formada de dois termos: psyche, que signifca mente ou espírito, e soma, que significa corpo. Novamente, uma perspectiva mais global começou a surgir, considerando a pessoa como um todo, em vez de fragmentá-la. Essa visão enfatiza os fatores psicos sociais que contribuem para as doenças ou facilitam o processo de recuperação.
O cardiologista Herbert Benson, diz que 75% das doenças estão diretamente relacionadas ao estresse. Para ele, estamos apenas começando a entender a relação entre a mente e o corpo. Em 25% das vezes, o tratamento médico tradicional apresenta resultados animadores, como o da insulina, penicilina e cirurgia. No entanto, segundo Benson, em 99% dos casos a mente é responsável pelas reações fisiológicas e emocionais e pelo poder que os pensamentos exercerão na recuperação da pessoa. Por isso, é imprescindível que a pessoa se conscientize da qualidade de suas automensagens e aprenda a fazer as mudanças necessárias para regular o seu sistema imunológico.
O sistema imunológico agrupa células, tecidos, bioquímicos e órgãos espalhados pelo corpo. Ele tem a missão de detectar e defender o organismo de intrusos. Alguns desses elementos estranhos ao corpo podem trazer benefícios, enquanto outros podem causar a morte. O sistema de defesa é responsável por identificar os agentes invasores, determinando o grau de ameaça para, então, destruí-los, se for o caso. O mau funcionamento do sistema imunológico torna o orga nismo vulnerável a todo tipo de invasores, do simples vírus da gripe .
O sistema imunológico é como um exército bem orquestrado, onde o esquema de segurança é coordenado pelas células brancas – fagócitos e linfóides. Os fagócitos atuam como patrulheiros, que atacam o invasor. Após a captura, os linfóides (células B e T) entram em ação, produzindo anticorpos para neutrali zar o inimigo ou identifi - cá-lo para um futuro ataque.
A atividade cerebral interfere na execução da defesa do sistema imunológico. O hipotálamo e outras partes do cérebro produzem neurotransmissores e hormônios – mensageiros químicos – que circulam no coração, músculos e sistema imunológico. O estresse pode impedir que os mensageiros executem sua tarefa.
Uma área de grande interesse científico tem sido a de hormônios. A produção de endorfina, por exemplo, parece regular não apenas o sistema imunológico como também a sensibilidade à dor. A produção de cortisol é acelerada pelo estresse e pode suprimir as células de imunidade, tornando a pessoa extremamen te vulnerável a qualquer doença. Outro hormônio – a epinefrina –, conhecido como adrenalina, às vezes estimula as defesas do corpo. Em outros momentos, no entanto, inibe esta capacidade. A norepinefrina atua primariamente como um neurotransmissor e pode ser perniciosa ao sistema imunológico.
Muitas vezes os agentes invasores podem viver secretamente no organismo até que uma situação mui to estressante ou problemas de nutrição estimulem seu ataque. Assim, podem passar despercebidos pelo exército de defesa do sistema imunológico.
Em algumas pessoas, o esquema de defesa está sempre alerta. Em outras, parece que os soldados responsáveis pela defesa do corpo caíram em sono profundo, deixando o organismo desguarnecido. Esta diferença ocorre em função da qualidade da alimentação, hábitos pessoais como o sono, exercício físico regular, prática de relaxamento e, acima de tudo, da postura mental.
Em suma, a mente e o corpo controlam um sistema complexo que se comunica e interage. A mente é a parte mais importante desse sistema. Ela tem o poder de regular todas as funções orgânicas e produzir elementos químicos indispensáveis para o bem-estar do indivíduo.
A mente possui dois escravos: o corpo e as emoções. Eles reagem de acordo com a qualidade dos pensamentos que ela produz. Quando a pessoa não gosta de si, ela se comunica consigo mesma através de pensamentos negativos e autodestrutivos. Este processo determina o comportamento e as atitudes das pessoas.
Para mudar uma personalidade negativa ou disfuncional, é necessário primeiro mudar a qualidade dos pensamentos. Use sua imaginação para criar uma imagem daquilo que gostaria de ser e utilize os poderes da visualização para materializar imagens mentais que possam melhorar sua qualidade de vida física e mental. Assim, diminuirá o risco de acidentes de percurso, como ter um sistema de defesa sonolento e displicente que permita a invasão de agentes estranhos ao seu organismo.
revistamarieclaire.globo.com
CURSOR CONTROLADO PELO PENSAMENTO SABE A HORA CERTA DE PARAR
O novo algoritmo (à direita) decodifica os sinais neurais com uma precisão que representa um salto em relação aos modelosanteriores
Imagem: Vikash Gilja/Stanford University
Próteses neurais. Quando uma pessoa com paralisia imagina mover o membro paralisado, os neurônios da parte do cérebro que controlam aquele movimento ainda disparam como se estivessem tentando fazer o membro imóvel mexer-se novamente.
Apesar da lesão neurológica ou da doença que rompeu a via entre o cérebro e o músculo, a região onde os sinais são emitidos permanece intacta e funcional.
Nos últimos anos, neurocientistas e neuroengenheiros que trabalham com próteses começaram a desenvolver sensores implantáveis no cérebro que podem medir sinais a partir de neurônios individuais.
Depois de submeter esses sinais a um algoritmo matemático para decodificação, eles os utilizaram para controlar cursores de computador apenas com o pensamento. Essa área de estudo é conhecida como protética neural.
Algoritmo neural. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveu agora um novo algoritmo, chamado ReFIT (REcalibrated Feedback InTention, intenção de feedback recalibrada, em tradução livre).
O algoritmo melhora muito a velocidade e a precisão das próteses neurais que controlam os cursores na tela do computador.
Em demonstrações lado a lado com macacos-rhesus, cursores controlados pelo algoritmo ReFIT duplicaram o desempenho dos sistemas existentes, aproximando-se do desempenho do braço real.
Melhor ainda, mais de quatro anos após a implantação, o novo sistema continua funcionando de forma robusta, enquanto os sistemas anteriores apresentam uma diminuição constante de desempenho ao longo do tempo.
"Essas descobertas podem levar a um desempenho e robustez muito melhores das próteses implantadas em pessoas com paralisia, algo que estamos buscando ativamente como parte dos testes clínicos [com a plataforma] BrainGate," disse Krishna Shenoy, coordenador do experimento.
Comparação de desempenho entre o braço real (esquerda), o novo algortimo (centro) e o algoritmo anterior com melhor desempenho (direita). [Imagem: Vikash Gilja/Stanford University].
Monitor neural em tempo real. O sistema se baseia em chip de silício implantado no cérebro, que registra "potenciais de ação" na atividade neural a partir de uma matriz de eletrodos, e envia os dados para um computador.
A frequência com que os potenciais de ação são gerados fornece as informações sobre a direção e a velocidade do movimento pretendido.
O algoritmo ReFIT decodifica esses sinais com uma precisão que representa um salto em relação aos modelos anteriores.
Na maioria das pesquisas com próteses neurais controladas pelo pensamento, os cientistas gravam a atividade cerebral enquanto o usuário move ou imagina mover um braço, e analisam os dados a posteriori.
O pesquisador Vikash Gilja descobriu como fazer isso on-line, em um circuito fechado de controle no qual o computador analisa e implementa o feedback visual capturado em tempo real, conforme o macaco controla neuralmente o cursor rumo a um alvo na tela.
Por estranho que pareça, um dos elementos fundamentais do trabalho de Gilja foi a forma de parar o cursor, e não de movê-lo.
Embora os algoritmos anteriores atinjam o alvo quase tão rapidamente quanto o novo algoritmo, eles muitas vezes ultrapassam o destino, exigindo tempo para trazer o cursor de volta, sendo necessárias várias passagens para "clicar" no alvo.
Kelly Servick
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS
BEBÊ QUE NASCEU COM METADE DO CORAÇÃO SOBREVIVE
CELULA PODE GERAR NOVOS NEURÔNIOS
CÉREBRO CONTROLA MOVIMENTO USANDO RITMOS MUSICAIS
CONSCIÊNCIA E CÉREBRO QUÂNTICO HOLOGRÁFICO
ESPIRITUALIDADE MELHORA SAÚDE INDEPENDE DA RELIGIÃO
MATRIZ VIVA A NOVA CIÊNCIA DA CURA
MEDICINA DA ALMA
MEDICINA CHINESA ESPIRITUALIDADE É ESSENCIA
MEDITAÇÃO REFORÇA CONEXÕES ELÉTRICAS NO CÉREBRO INTEIRO
MEDITAÇÃO ALTERA ESTRUTURA DO CÉREBRO EM OITO SEMANAS
NEUROPLASTICIDADE MUDANÇAS NO CÉREBRO INDUZIDAS
NÓS SOMOS FRUTOS DE NOSSAS EXPERIÊNCIAS
NOSSOS CORPOS ESPIRITUAIS E NOSSA EVOLUÇÃO
O EFEITO DA VIBRAÇÃO DAS ONDAS NO CORPO HUMANO
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE MEDICINA ALTERNATIVA
SONO PREPARA O CÉREBRO PROCESSA NOVA INFORMAÇÃO
PERSONALIDADE ALVIN TOFFLER OS ANALFABETOS DO SÉCULO 21
PERSONALIDADE REYNALDO GIANECCHINI NUNCA PERCA A FÉ
SER VOCÊ MESMO
SINTETIZADOR DE PENSAMENTOS ESCREVE COM FORÇA DA MENTE
TENTAÇÃO FAZ CÉREBRO ENTRAR EM CONFLITO
TERAPIA PELO TELEFONE É TÃO EFICAZ QUANTO FACE-A-FACE
TERAPIA REORGANIZA CÉREBRO E MELHORA GAGUEIRA
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O EFEITO DA VIBRAÇÃO DAS ONDAS NO CORPO HUMANO
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PERSONALIDADE REYNALDO GIANECCHINI NUNCA PERCA A FÉ
SER VOCÊ MESMO
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TERAPIA REORGANIZA CÉREBRO E MELHORA GAGUEIRA
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A matriz viva - Um filme sobre a nova ciência da cura.
https://youtu.be/Zgw5F63teTA
https://youtu.be/Zgw5F63teTA
O Documentário revela novas idéias sobre a complexidade de fatores que determinam a nossa saúde. Participaram um grupo de cientistas dedicados, psicólogos, pesquisadores bioenergéticos e profissionais holísticos que estão encontrando potencial de cura em uma ampla variedade de novos lugares.
Bruce lipton, Phd,
Edgar Miitchell, Phd.
Eric Pearl, Md.
Rupert Sheldrake, Phd.
Reconnective Healing® são frequências energéticas, ‘livre de toque’, sem contato físico, e tende a oferecer uma experiência de equilíbrio promovendo mudanças positivas na vida. Durante um atendimento, você é ‘apresentado’ a um espectro amplo de luz e informação que permite a ocorrência de profundas curas físicas, mentais e emocionais. Sua interação com estas frequências altamente palpável é naturalmente benéfica.
O Documentário revela novas idéias sobre a complexidade de fatores que determinam a nossa saúde. Participaram um grupo de cientistas dedicados, psicólogos, pesquisadores bioenergéticos e profissionais holísticos que estão encontrando potencial de cura em uma ampla variedade de novos lugares.
Bruce lipton, Phd,
Edgar Miitchell, Phd.
Eric Pearl, Md.
Rupert Sheldrake, Phd.
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NÓS SOMOS FRUTOS DE NOSSAS EXPERIÊNCIAS
Experiências de vida
Nossas experiências de vida delineam nossas personalidades, permanecem conosco e influenciam nosso estado emocional.
Estas experiências de vida incluem os momentos bons e os momentos ruins, e tudo o que se encontra entre esses dois extremos.
O estudo mostra que, além dos nossos genes, nossas experiências de vida são importantes influências em nossos níveis de ansiedade e depressão.
Além dos genes
"Nesta época de gene disso e gene daquilo, é importante lembrar que nossas experiências também fazem contribuições importantes para quem nós somos como pessoas," afirma Kenneth Kendler, da Universidade da Virgínia (EUA), que, ao contrário do que possa parecer, é professor de genética molecular, além de especialista em psiquiatria.
"Quando estamos em fase de crescimento é frequente ouvirmos a expressão 'Você é o que você come'. O que este estudo mostra é que é uma grande verdade também que 'Você é o que você experiencia'. Ou seja, sua história de vida fica com você, influenciando seu jeito de ser, nas coisas boas ou nas coisas ruins", diz ele.
Para chegar a essas conclusões, os cientistas estudaram gêmeos idênticos, onde se ponde encontrar um par de indivíduos com composições genéticas virtualmente idênticas, além de um mesmo ambiente familiar.
Surgimento das diferenças
O ambiente de cada um dos pares de gêmeos só começa a mudar conforme eles crescem e começam a tomar decisões divergentes, em suas experiências com amigos, dietas ou estilo de vida.
Segundo os cientistas, conforme passam da infância para a vida adulta, os gêmeos passam a divergir significativamente em seus níveis de sintomas relacionados à ansiedade e à depressão. Mas, depois de um certo ponto, as divergências cessam.
Como compartilham um background genético idêntico e as mesmas condições familiares, essa divergência só pode ser fruto das experiências individuais durante a vida.
Fatores ambientais
Os cientistas concluíram que a contribuição dos fatores ambientais para as condições objetivas de saúde, como a ansiedade e a depressão, é muito grande.
Essas diferenças são mais perceptíveis durante a meia-idade, ao redor dos 40 anos.
Outras pesquisas já foram além, demonstrando que as experiências podem induzir alterações no próprio DNA das pessoas, um campo de estudos conhecido como epigenética.
Diário da Saúde
Nossas experiências de vida delineam nossas personalidades, permanecem conosco e influenciam nosso estado emocional.
Estas experiências de vida incluem os momentos bons e os momentos ruins, e tudo o que se encontra entre esses dois extremos.
O estudo mostra que, além dos nossos genes, nossas experiências de vida são importantes influências em nossos níveis de ansiedade e depressão.
Além dos genes
"Nesta época de gene disso e gene daquilo, é importante lembrar que nossas experiências também fazem contribuições importantes para quem nós somos como pessoas," afirma Kenneth Kendler, da Universidade da Virgínia (EUA), que, ao contrário do que possa parecer, é professor de genética molecular, além de especialista em psiquiatria.
"Quando estamos em fase de crescimento é frequente ouvirmos a expressão 'Você é o que você come'. O que este estudo mostra é que é uma grande verdade também que 'Você é o que você experiencia'. Ou seja, sua história de vida fica com você, influenciando seu jeito de ser, nas coisas boas ou nas coisas ruins", diz ele.
Para chegar a essas conclusões, os cientistas estudaram gêmeos idênticos, onde se ponde encontrar um par de indivíduos com composições genéticas virtualmente idênticas, além de um mesmo ambiente familiar.
Surgimento das diferenças
O ambiente de cada um dos pares de gêmeos só começa a mudar conforme eles crescem e começam a tomar decisões divergentes, em suas experiências com amigos, dietas ou estilo de vida.
Segundo os cientistas, conforme passam da infância para a vida adulta, os gêmeos passam a divergir significativamente em seus níveis de sintomas relacionados à ansiedade e à depressão. Mas, depois de um certo ponto, as divergências cessam.
Como compartilham um background genético idêntico e as mesmas condições familiares, essa divergência só pode ser fruto das experiências individuais durante a vida.
Fatores ambientais
Os cientistas concluíram que a contribuição dos fatores ambientais para as condições objetivas de saúde, como a ansiedade e a depressão, é muito grande.
Essas diferenças são mais perceptíveis durante a meia-idade, ao redor dos 40 anos.
Outras pesquisas já foram além, demonstrando que as experiências podem induzir alterações no próprio DNA das pessoas, um campo de estudos conhecido como epigenética.
Diário da Saúde
SER VOCÊ MESMO
Gaste seu tempo ao lado de pessoas inteligentes, dirigidas e educadas. As relações devem nos ajudar e não nos machucar.
Cerque-se de pessoas que refletem a pessoa que você quer ser. Escolha amigos que você orgulha de ter conhecido, pessoas que você admira, pessoas que te respeitam, pessoas que fazem o seu dia um pouco mais brilhante, simplesmente por estarem nele. A vida é muito curta para perdemos tempo com pessoas que sugam a nossa felicidade.
Quando você livrar-se de pessoas negativas, você conseguirá ser você mesmo e, ser você mesmo é a única maneira de realmente viver uma vida feliz!
Lucas enviou esta Mensagem
Cerque-se de pessoas que refletem a pessoa que você quer ser. Escolha amigos que você orgulha de ter conhecido, pessoas que você admira, pessoas que te respeitam, pessoas que fazem o seu dia um pouco mais brilhante, simplesmente por estarem nele. A vida é muito curta para perdemos tempo com pessoas que sugam a nossa felicidade.
Quando você livrar-se de pessoas negativas, você conseguirá ser você mesmo e, ser você mesmo é a única maneira de realmente viver uma vida feliz!
Lucas enviou esta Mensagem
SCARLETT DOUGAN NASCEU COM METADE DO CORAÇÃO E SOBREVIVE
Scarlett Dougan nasceu com a metade direita de seu coração pouco desenvolvida surpreendeu os médicos ao sobreviver sem tratamento até ser diagnosticada, com quatro meses de vida.
A maioria dos cerca de 600 bebês diagnosticados com a doença por ano na Grã-Bretanha morrem alguns dias após o nascimento.
Scarlett Dougan nasceu com a Síndrome do Coração Direito Hipoplásico - mal formação congênita que mantém o lado direito do coração menor que o esquerdo e sem funcionar corretamente -, o que fazia com que o sangue não chegasse suficientemente até seus pulmões.
Diferentemente do que normalmente acontece, a menina, que nasceu em Glasgow, não foi diagnosticada ainda no útero da mãe, por ultrassom.
A mãe de Scarlett, Nichola, percebeu o problema ao notar a diferença de temperamento entre Scarlett e seu irmão Nathanial, de 23 meses.
"Nathanial é um menino muito feliz e Nicola parecia triste o tempo inteiro e gritava muito."
Assim que foi levada para exames no hospital local, Scarlett foi admitida na Unidade de Terapia Intensiva e os médicos deram início ao tratamento.
Segundo Nichola, os médicos disseram que a menina superou todas as expectativas ao viver tanto tempo sem que se soubesse do problema. "É um milagre que ela ainda esteja aqui", diz a mãe.
"Normalmente o problema de Scarlett seria diagnosticado em um ultrassom na 22ª semana de gravidez. Antes de existir a tecnologia, os bebês simplesmente iam para casa e morriam."
Transplante
Desde o diagnóstico, a menina passou por duas grandes cirurgias, nas quais os médicos redirecionaram algumas de suas principais artérias diretamente para os pulmões, para aumentar o fluxo de oxigênio.
Eles dizem que Scarlett, que agora tem oito meses, deverá ter uma infância normal, mas provavelmente precisará de um transplante de coração no início da adolescência.
A má formação, ainda mais rara do que a Síndrome do Coração Esquerdo Hipoplásico, coloca uma pressão extra no lado do coração que funciona bem. O excesso de trabalho pode acabar fazendo com que o órgão entre em colapso.
A família de Scarlett organizou uma festa para arrecadar dinheiro para o hospital infantil Yorkhill, onde a bebê recebeu o tratamento.
UOL Notícias
A maioria dos cerca de 600 bebês diagnosticados com a doença por ano na Grã-Bretanha morrem alguns dias após o nascimento.
Scarlett Dougan nasceu com a Síndrome do Coração Direito Hipoplásico - mal formação congênita que mantém o lado direito do coração menor que o esquerdo e sem funcionar corretamente -, o que fazia com que o sangue não chegasse suficientemente até seus pulmões.
Diferentemente do que normalmente acontece, a menina, que nasceu em Glasgow, não foi diagnosticada ainda no útero da mãe, por ultrassom.
A mãe de Scarlett, Nichola, percebeu o problema ao notar a diferença de temperamento entre Scarlett e seu irmão Nathanial, de 23 meses.
"Nathanial é um menino muito feliz e Nicola parecia triste o tempo inteiro e gritava muito."
Assim que foi levada para exames no hospital local, Scarlett foi admitida na Unidade de Terapia Intensiva e os médicos deram início ao tratamento.
Segundo Nichola, os médicos disseram que a menina superou todas as expectativas ao viver tanto tempo sem que se soubesse do problema. "É um milagre que ela ainda esteja aqui", diz a mãe.
"Normalmente o problema de Scarlett seria diagnosticado em um ultrassom na 22ª semana de gravidez. Antes de existir a tecnologia, os bebês simplesmente iam para casa e morriam."
Transplante
Desde o diagnóstico, a menina passou por duas grandes cirurgias, nas quais os médicos redirecionaram algumas de suas principais artérias diretamente para os pulmões, para aumentar o fluxo de oxigênio.
Eles dizem que Scarlett, que agora tem oito meses, deverá ter uma infância normal, mas provavelmente precisará de um transplante de coração no início da adolescência.
A má formação, ainda mais rara do que a Síndrome do Coração Esquerdo Hipoplásico, coloca uma pressão extra no lado do coração que funciona bem. O excesso de trabalho pode acabar fazendo com que o órgão entre em colapso.
A família de Scarlett organizou uma festa para arrecadar dinheiro para o hospital infantil Yorkhill, onde a bebê recebeu o tratamento.
UOL Notícias
MEDITAÇÃO REFORÇA CONEXÕES ELÉTRICAS NO CÉREBRO INTEIRO
Os pesquisadores aferiram os benefícios da meditação sobre a fisiologia do cérebro usando uma nova técnica de imageamento chamada imagens por difusores de tensão. imagem Chiang et al./IEEE Transactions on Medical Imaging
Meditação contra atrofia cerebral
Dois anos atrás, pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) descobriram que regiões específicas no cérebro de pessoas que praticam a meditação há muito tempo eram maiores e tinham mais massa cinzenta do que os cérebros de indivíduos não-praticantes.
Agora, o prosseguimento do estudo sugere que pessoas que meditam também têm conexões mais fortes entre as regiões cerebrais e apresentam menos atrofia cerebral relacionada com a idade.
Ter conexões mais fortes influencia a capacidade de disparar mais rapidamente sinais elétricos no cérebro.
O que é mais significativo é que a medição produz estes efeitos em todo o cérebro, e não apenas em áreas específicas.
Conectividade do cérebro
Eileen Luders e seus colegas usaram um tipo de imagem do cérebro conhecida como imagem de tensor de difusão, uma técnica relativamente nova que fornece informações sobre a conectividade estrutural do cérebro.
Eles descobriram que as diferenças entre os meditadores e os não-meditadores não estão confinadas a uma região particular do cérebro, mas envolvem grandes redes, que incluem os lobos frontal, parietal, temporal, occipital, além do corpo caloso anterior, estruturas límbicas e o tronco cerebral.
"Nossos resultados sugerem que quem pratica meditação há muito tempo tem fibras da massa branca que são mais numerosas, mais densas ou mais distribuídas em todo o cérebro," disse Luders. "Também descobrimos que o declínio normal do tecido relacionado à idade é consideravelmente reduzido nos praticantes de meditação."
Mudanças no cérebro induzidas pela meditação
"É possível que meditar ativamente, especialmente durante um longo período de tempo, induza mudanças em um nível micro-anatômico," diz Luders.
Como consequência, afirma a pesquisadora, a robustez das conexões entre as fibras nervosas dos meditadores pode aumentar e, eventualmente, levar aos efeitos macroscópicos vistos com a nova técnica de imageamento cerebral.
"E a meditação pode causar alterações na anatomia do cérebro não apenas por uma indução no crescimento, mas também impedindo sua redução," disse Luders.
"Ou seja, se praticada regularmente ao longo de anos, a meditação pode retardar a atrofia cerebral relacionada ao envelhecimento, eventualmente afetando positivamente o sistema imunológico," conclui a pesquisadora.
Diário da Saúde
MEDITAÇÃO ALTERA ESTRUTURA DO CÉREBRO EM OITO SEMANAS
Este estudo reforça resultados de pesquisas anteriores ao eliminar outros efeitos e documentar que as diferenças foram efetivamente produzidas pela meditação
Massa cinzenta
Dois meses de prática de meditação são suficientes para gerar mudanças mensuráveis nas regiões do cérebro associadas à memória, ao sentido de si mesmo, à empatia e ao estresse.
Em um estudo que será publicado na revista Psychiatry Research, uma equipe liderada por cientistas do Hospital Geral de Massachusetts (MGH) relata os resultados deste que é o primeiro estudo a documentar alterações na massa cinzenta do cérebro produzidas pela meditação.
Os praticantes de meditação sempre afirmaram que, além da sensação de relaxamento e tranquilidade física, eles experimentam benefícios cognitivos e psicológicos de longa duração.
Os cientistas agora confirmaram essas alegações e demonstraram que elas estão associadas a alterações físicas reais no cérebro.
Meditação que altera o cérebro
Estudos anteriores de vários grupos encontraram diferenças estruturais entre os cérebros de praticantes de meditação experientes e de indivíduos sem história de meditação, sendo observado um espessamento do córtex cerebral em áreas associadas com a atenção e a integração emocional.
Este estudo reforça essas conclusões ao eliminar outros efeitos e documentar que tais diferenças foram efetivamente produzidas pela meditação.
O estudo usou imagens de ressonância magnética do cérebro dos participantes.
Os participantes relataram também redução do nível de estresse, que foram correlacionados com a diminuição da densidade da massa cinzenta na amígdala, que é conhecida por desempenhar um papel importante na ansiedade e no estresse, mas também na sociabilidade.
Plasticidade do cérebro
Por muito tempo os cientistas acreditaram ter "evidências" de que o cérebro era uma estrutura fixa, com um número de neurônios que só fazer decrescer ao longo da vida.
Hoje já é reconhecido não apenas que o cérebro é dotado de uma incrível plasticidade, mas também que mudanças no cérebro podem ser induzidas voluntariamente.
"É fascinante ver a plasticidade do cérebro e que, praticando a meditação, podemos desempenhar um papel ativo para mudar nosso cérebro e aumentar o nosso bem-estar e nossa qualidade de vida," diz Britta Hölzel, da Universidade de Giessen, na Alemanha, coautora do estudo.
Diário da Saúde
Em um estudo que será publicado na revista Psychiatry Research, uma equipe liderada por cientistas do Hospital Geral de Massachusetts (MGH) relata os resultados deste que é o primeiro estudo a documentar alterações na massa cinzenta do cérebro produzidas pela meditação.
Os praticantes de meditação sempre afirmaram que, além da sensação de relaxamento e tranquilidade física, eles experimentam benefícios cognitivos e psicológicos de longa duração.
Os cientistas agora confirmaram essas alegações e demonstraram que elas estão associadas a alterações físicas reais no cérebro.
Meditação que altera o cérebro
Estudos anteriores de vários grupos encontraram diferenças estruturais entre os cérebros de praticantes de meditação experientes e de indivíduos sem história de meditação, sendo observado um espessamento do córtex cerebral em áreas associadas com a atenção e a integração emocional.
Este estudo reforça essas conclusões ao eliminar outros efeitos e documentar que tais diferenças foram efetivamente produzidas pela meditação.
O estudo usou imagens de ressonância magnética do cérebro dos participantes.
Os participantes relataram também redução do nível de estresse, que foram correlacionados com a diminuição da densidade da massa cinzenta na amígdala, que é conhecida por desempenhar um papel importante na ansiedade e no estresse, mas também na sociabilidade.
Plasticidade do cérebro
Por muito tempo os cientistas acreditaram ter "evidências" de que o cérebro era uma estrutura fixa, com um número de neurônios que só fazer decrescer ao longo da vida.
Hoje já é reconhecido não apenas que o cérebro é dotado de uma incrível plasticidade, mas também que mudanças no cérebro podem ser induzidas voluntariamente.
"É fascinante ver a plasticidade do cérebro e que, praticando a meditação, podemos desempenhar um papel ativo para mudar nosso cérebro e aumentar o nosso bem-estar e nossa qualidade de vida," diz Britta Hölzel, da Universidade de Giessen, na Alemanha, coautora do estudo.
Diário da Saúde
MUDANÇAS NO CÉREBRO PODEM SER INDUZIDAS VOLUNTARIAMENTE
Neuroplasticidade
Cientistas da Universidade de Londres, na Inglaterra, obtiveram a primeira evidência direta da ocorrência de mudanças no cérebro humano causadas por ondas cerebrais naturais, induzidas por treinamento.As mudanças significativas na neuroplasticidade do cérebro foram observadas após a formação de ondas cerebrais alfa.
Os pesquisadores demonstraram que meia hora de controle voluntário dos ritmos do cérebro é suficiente para induzir uma mudança duradoura na excitabilidade cortical e na função intracortical, ou medular.
A mente controla o cérebro
Notavelmente, estas sequelas benéficas são comparáveis em magnitude às observadas após intervenções com formas artificiais de estimulação cerebral, como a injeção de pulsos magnéticos ou elétricos.
Depois de décadas difundindo a imagem do cérebro como sendo uma máquina da qual a mente emerge - parte de uma postura que os especialistas chamam de determinismo químico - os cientistas agora já colecionam uma longa lista de achados que mostram que a "máquina cerebral" é ela própria influenciada, e até moldada, pela consciência, ou pela mente, embora estejamos longe de ter uma conceituação amplamente aceita do que seja mente.
As interpretações dessas mudanças fisiológicas induzidas pelo comportamento, ou pela ação mental, começam desde a insatisfação com a explicação clássica de que a mente emerge do cérebro, até afirmações como a de que o cérebro se "liberta do corpo".
Neurofeedback
A atual descoberta pode ter implicações importantes para futuras terapias não-farmacológicas do cérebro e apela a um reexame sério e a um forte apoio às pesquisas no campo chamado neurofeedback, uma técnica que pode ser uma ferramenta promissora para modular a plasticidade cerebral de forma segura, indolor e natural.
Essa área emergente, conhecida como psiconeuroimunologia, está se mostrando promissora para o desenvolvimento de terapias não-medicamentosas para desordens cerebrais associadas a ritmos corticais anormais.
Alterando o próprio eletroencefalograma
A pesquisa mostrou que o controle interno da nossa própria atividade cerebral pode ser aprendida com a ajuda de uma interface cérebro-computador, que é capaz de mostrar na tela de um computador a ativação cerebral de uma pessoa em tempo real, através do que é conhecido como um circuito de neurofeedback.
Durante o neurofeedback das ondas cerebrais, uma apresentação visual na tela do computador comporta-se como um "espelho virtual", mostrando as oscilações elétricas reais produzidas pelos neurônios no córtex cerebral, que são registrados por sensores colados na superfície do couro cabeludo.
Os cientistas verificaram que as ondas cerebrais respondem aos comandos intencionais dos voluntários. Na prática, os participantes da pesquisa modificavam de forma voluntária, atuando apenas mentalmente, os resultados online do seu próprio eletroencefalograma.
Neuroplasticidade
Os cientistas utilizaram sensores conhecidos como estimuladores magnéticos transcranianos (TMS) não-invasivos para rastrear se qualquer mudança tangível na função cortical ocorreria em resposta a uma única sessão de auto-regulação das ondas cerebrais.
O experimento foi feito com a aplicação de um rápido pulso magnético externamente ao couro cabeludo para estimular o córtex motor, produzindo uma contração muscular que se manteve proporcional ao nível da capacidade de resposta neural (ou "excitabilidade") do córtex.
Os cientistas observaram que a resposta cortical que se segue à ativação pelo neurofeedback (que envolve a supressão das ondas cerebrais alfa) foi significativamente melhorada e acompanhada por uma desinibição da função sináptica intracortical de até 150%.
Tais efeitos persistiram por pelo menos 20 minutos após o término do treinamento, um período indicativo de mudança da neuroplasticidade.
Os resultados da pesquisa foram publicados no renomado European Journal of Neuroscience.
Diário da Saúde
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE QUER INCENTIVAR MEDICINA ALTERNATIVA
Incentivos à medicina alternativa
A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer incentivar a prática da medicina alternativa e o uso dos medicamentos naturais associadas a esta prática. A recomendação foi feita durante o Congresso Mundial da entidade realizada na semana passada em Pequim, na China.
A OMS quer que a prática milenar seja não apenas respeitada, mas encorajada e integrada aos sistemas nacionais de saúde e prevenção.
"As pessoas têm o direito e o dever de participar individual e coletivamente no planejamento e na implementação do sistema de saúde [ao qual elas estão submetidas], o que pode incluir o acesso à medicina alternativa," disse a OMS em comunicado.
Terapias, práticas e medicamentos
A medicina alternativa abrange um campo muito amplo e inclui uma série de terapias, práticas e medicamentos, principalmente à base de ervas medicinais. Sua prática e o valor cultural associado variam de região para região. Em alguns países a prática é referida como medicina complementar ou como medicina tradicional.
"O conhecimento da medicina alternativa, de seus tratamentos e de suas práticas deve ser respeitado, preservado, promovido e divulgado em larga escala, e apropriado com base nas circunstâncias de cada país," afirma o comunicado da OMS.
Legalização da medicina alternativa
A entidade afirma que os governos devem criar canais adequados para a verificação e qualificação dos praticantes da medicina alternativa, bem como para o licenciamento dos medicamentos naturais utilizados por ele.
Medicina chinesa
O Congresso sobre Medicina Alternativa foi realizado na China, o país onde a medicina alternativa é mais forte em todo o mundo.
Recentemente a FDA autorizou o uso da Salvia miltiorrhiza em testes clínicos nos Estados Unidos, tornando esta erva medicinal - conhecida como Danshen - o primeiro medicamento do tipo a ter seu uso autorizado naquele país.
Segundo o governo chinês, a indústria das ervas medicinais rendeu ao país uma receita de US$25,9 bilhões em 2007, equivalente a 26,53% da receita de toda a indústria farmacêutica.
Diário da Saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer incentivar a prática da medicina alternativa e o uso dos medicamentos naturais associadas a esta prática. A recomendação foi feita durante o Congresso Mundial da entidade realizada na semana passada em Pequim, na China.
A OMS quer que a prática milenar seja não apenas respeitada, mas encorajada e integrada aos sistemas nacionais de saúde e prevenção.
"As pessoas têm o direito e o dever de participar individual e coletivamente no planejamento e na implementação do sistema de saúde [ao qual elas estão submetidas], o que pode incluir o acesso à medicina alternativa," disse a OMS em comunicado.
Terapias, práticas e medicamentos
A medicina alternativa abrange um campo muito amplo e inclui uma série de terapias, práticas e medicamentos, principalmente à base de ervas medicinais. Sua prática e o valor cultural associado variam de região para região. Em alguns países a prática é referida como medicina complementar ou como medicina tradicional.
"O conhecimento da medicina alternativa, de seus tratamentos e de suas práticas deve ser respeitado, preservado, promovido e divulgado em larga escala, e apropriado com base nas circunstâncias de cada país," afirma o comunicado da OMS.
Legalização da medicina alternativa
A entidade afirma que os governos devem criar canais adequados para a verificação e qualificação dos praticantes da medicina alternativa, bem como para o licenciamento dos medicamentos naturais utilizados por ele.
Medicina chinesa
O Congresso sobre Medicina Alternativa foi realizado na China, o país onde a medicina alternativa é mais forte em todo o mundo.
Recentemente a FDA autorizou o uso da Salvia miltiorrhiza em testes clínicos nos Estados Unidos, tornando esta erva medicinal - conhecida como Danshen - o primeiro medicamento do tipo a ter seu uso autorizado naquele país.
Segundo o governo chinês, a indústria das ervas medicinais rendeu ao país uma receita de US$25,9 bilhões em 2007, equivalente a 26,53% da receita de toda a indústria farmacêutica.
Diário da Saúde
MEDICINA DA ALMA
Discípulo do budista Dalai Lama, o físico Alan Wallace defende a união entre fé e ciência para decifrar o poder terapêutico da mente.
Não importa o nome do deus ou se há deus. O fato é que a medicina começa a incluir cada vez mais em suas práticas o instrumento da espiritualidade no cuidado com os pacientes. Isso significa usar a favor do doente sua crença em uma religião ou sua busca de aprimoramento espiritual por meio de outros caminhos que não os religiosos. O tema, que sempre incomodou os homens da ciência, também começa a ganhar destaque na literatura científica, em eventos médicos e nas escolas de medicina.
Esse fenômeno é resultado de várias circunstâncias. Uma delas diz respeito à demanda dos próprios pacientes por um tratamento que contemple sua saúde em dimensões mais amplas. Eles querem ter seu lado espiritual respeitado e incluído nas terapias. Um estudo da Universidade de Ohio (EUA) feito no ano passado com 798 pessoas deixa esse anseio patente. Segundo o trabalho, cerca de 85% dos voluntários gostariam de discutir sua fé com o médico e 65% deles esperavam compreensão desse desejo por parte dos doutores.
Outra razão que explica o crescimento da importância do assunto está ancorada na observação clínica dos efeitos positivos da espiritualidade. Já são muitos os médicos que fazem essa constatação no dia a dia. O oncologista Riad Yunes, do Hospital do Câncer de São Paulo, é um deles. “Os pacientes que têm religiosidade parecem suportar mais as dores e o tratamento. Também lidam melhor com a idéia da morte”, observa.
Esse tipo de informação já aparece em diversas pesquisas. Muitas estão sendo feitas sob a batuta do médico Harold Koenig, da Universidade de Duke (EUA). Entre seus achados estão resultados interessantes. Pessoas que adotam práticas religiosas ou mantêm alguma espiritualidade apresentam 40% menos chance de sofrer de hipertensão, têm um sistema de defesa mais forte, são menos hospitalizadas, se recuperam mais rápido e tendem a sofrer menos de depressão quando se encontram debilitadas por enfermidades. “Hoje há muitas evidências científicas de que a fé e métodos como a oração e meditação ajudam os indivíduos”, afirma Thomas McCormick, do Departamento de História e Ética Médica da Universidade de Washington (EUA).
Há mais de 30 anos o físico americano Alan Wallace freqüenta retiros espirituais, escreve livros e percorre o mundo para falar sobre a ciência da felicidade. Treinado em monastérios budistas na Índia e na Suíça, ele faz parte do círculo de pensadores próximos ao líder espiritual Dalai Lama. Doutor em estudos religiosos pela Universidade de Stanford, Wallace se especializou na tumultuada relação entre ciência e fé. Na Califórnia, onde vive, fundou o Instituto Santa Bárbara de Pesquisa sobre a Consciência para desvendar os mistérios da mente humana. Em sua primeira visita ao Brasil, onde fará 11 palestras em seis cidades a partir de sábado 4, uma de suas missões é disseminar a noção de que o mundo é uma espécie de rede, onde o que ocorre com um ser se reflete nos demais. E que é possível viver com uma permanente sensação de bem-estar.
O que a ciência já sabe sobre o poder da mente? Muitas religiões valorizam a compaixão, a bondade, mas não sabemos o que é a compaixão. Da mesma forma, ninguém sabe como treinar a atenção. Mas se vamos às tradições contemplativas, como o budismo, o início do cristianismo, o hinduísmo, o taoísmo e o judaísmo, achamos métodos para treinar a atenção e desenvolver a mente que são capazes de tratar problemas mentais, como depressão, ansiedade, dependência, insônia e ódio. Estimulados por essa realidade, os cientistas procuram respostas que elucidem de que modo esse sentimento interfere na manutenção ou recuperação da saúde. Há algumas explicações. Uma delas se baseia numa verdade óbvia: a de que quem cultiva a espiritualidade tende a ter uma vida mais saudável. “Os estudos comprovam que a religiosidade proporciona menos comportamentos auto-destrutivos como suicídio, abuso de drogas e álcool, menos stress e mais satisfação. A sensação de pertencer a um grupo social e compartilhar as dificuldades também contribuiria para manter o paciente amparado, com melhor qualidade de vida”, explica o psiquiatra Alexander Almeida, do Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).
Por que drogas como Prozac e Viagra vendem tanto? Nem todos os casos de depressão e ansiedade são reflexos de desequilíbrio químico no cérebro. Há fatores sociais, emocionais, psicológicos, econômicos e biológicos. Só que em geral a primeira terapia indicada é o uso de drogas. Elas não curam a doença, só acionam substâncias no cérebro para aliviar alguns dos sintomas, sem mudar a forma de encarar a vida e os problemas. Somos simples corpos e nossos pensamentos e emoções são produto do nosso cérebro. Se você sabe disso, suas ferramentas não são nada além de seu corpo.
Como a meditação pode ajudar nesse processo? O que se percebeu é que ela é efetiva no tratamento da depressão. Uma das coisas mais importantes que a espiritualidade pode oferecer é o que os gregos chamavam de bem-estar supremo, algo que está na dimensão do estilo de vida, das coisas que vêm do coração, da mente, uma sensação de felicidade que nos faz sobreviver aos problemas cotidianos, como doenças, tristeza e conflitos. Reconhecer as boas qualidades em si próprio é uma forma de reconhecer a qualidade dos outros.
Existe uma receita para a felicidade? O dinheiro pode comprar experiências, luxo, belas casas e coisas que provoquem bem-estar e felicidade temporários. Só que isso não basta. Conheço gente com muito dinheiro e amor que vive cronicamente em depressão. Estudos psicológicos mostram que, quando se atinge uma faixa socioeconômica na qual se tem casa para morar e dinheiro para atender às necessidades básicas, pagar as contas e os pequenos prazeres da vida, o aumento de renda não tem relevância para o aumento da felicidade. Ser famoso, fisicamente atraente ou admirado também não tem relação direta com a felicidade. Há muitos níveis de felicidade. Nosso estilo de vida pode nos livrar da ansiedade, do ódio, da hostilidade e da ganância. Tudo depende da forma de lidar com o mundo. O que se sabe é que a mente pode se tornar fonte de bem-estar e muita gente faz isso a partir da espiritualidade.
Existe uma receita para a felicidade? Depois de tantos anos de conflito, chegou a hora de as instituições religiosas e científicas se unirem para cultivar fontes de bem-estar que independam do consumismo e do materialismo. Precisamos unir a sabedoria ancestral com o conhecimento moderno para buscar soluções para os problemas atuais, que dependem da união de todos para benefício comum da humanidade. Se países populosos como China e Índia tentarem copiar o estilo de vida e o materialismo da América, teremos grandes problemas globais, com mais poluição e deterioração dos recursos naturais.
Para os cientistas, essa explicação é só o começo. O que se quer saber é o que se passa na intimidade do organismo quando as pessoas oram, lêem textos sagrados e qual o impacto disso na capacidade de se defender das doenças. Embora não existam estudos conclusivos, acredita-se que esse plus esteja relacionado a mudanças produzidas pela fé na bioquímica do cérebro. “Setores do sistema nervoso relacionados à percepção, à imunidade e às emoções são alteráveis por meio das crenças e significados atribuídos aos fatos, entre outros fatores. Assim, um indivíduo religioso tem condições de atribuir significados elevados ao seu sofrimento físico e padecer menos do que um ateu ou agnóstico”, explica o psicólogo e clínico João Figueiró, do Centro Multidisciplinar da Dor do Hospital das Clínicas (HC/SP).
Para aprofundar as investigações, está surgindo até um novo campo de conhecimento, chamado de neuroteologia. Trata-se de uma área de pesquisa dedicada ao estudo da resposta das regiões cerebrais em face da fé e da espiritualidade. Um dos pesquisadores da área é o neurocirurgião Raul Marino Jr., chefe do setor de neurocirurgia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em julho, ele lançará um livro dedicado ao estudo dessas reações (A religião do cérebro, Ed. Gente). “Práticas como a prece, a meditação e a contemplação modificam a produção de substâncias do cérebro que têm atuação em locais como o sistema límbico, envolvido no processamento das emoções”, garante o especialista. Marino reuniu estudos feitos com aparelhos de ressonância magnética, PET/Scan (equipamento de imagem de última geração) e dezenas de trabalhos mostrando as modificações no cérebro.
Médiuns – A abrangência dos estudos também está aumentando. Se antes a maioria das pesquisas estudava populações protestantes, católicas e adeptos do judaísmo, agora começam a surgir trabalhos com praticantes de outras religiões. O psiquiatra Almeida, da USP, verificou a saúde mental de 115 médiuns espíritas. Descobriu que a incidência de transtornos como ansiedade e depressão nessa população fica em torno de 8%, um porcentual menor do que a estimativa encontrada na população em geral,de 15% de incidência.
Todo esse movimento está levando muitas escolas de medicina a abrir espaço para debate. De acordo com um trabalho da Universidade de Yale (EUA) publicado no Jornal da Associação Médica Americana (Jama), em 1994 apenas 17 faculdades americanas ofereciam cursos sobre medicina e espiritualidade. Em 2004, já eram 84 instituições. No Brasil, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará inaugurou, também no ano passado, um curso opcional de 20 horas. Cem alunos já cursaram a disciplina. “A mudança está ligada a uma nova abordagem da escola médica, focada na humanização do relacionamento do médico com o paciente”, diz a criadora da disciplina, a professora de histologia e embriologia humana Eliane Oliveira.
Aos poucos, essa modificação começa a se desenhar nos hospitais brasileiros. Um dos médicos que fazem questão de estimular a prática da espiritualidade em seus pacientes é Eymard Mourão Vasconcelos, da Universidade Federal da Paraíba e com pós-doutorado em espiritualidade e saúde pela Fundação Oswaldo Cruz. Para ele, não restam dúvidas quanto ao oder da fé na recuperação dos doentes. “É preciso despertar a garra em portadores de enfermidades. Isso não se faz com conhecimento técnico, mas mexendo com a emoção profunda da espiritualidade”, frisa. Outro que usa a ferramenta da fé é o cirurgião oncológico Paulo Cesar Fructoso, do Rio de Janeiro, integrante da Sociedade Brasileira de Cancerologia. “Mas nenhum tratamento médico deve ser interrompido”, ressalta.
Risco – O médico toca em um ponto importantíssimo. Quando a religiosidade toma o lugar da medicina, as coisas se complicam. Quem leva a fé a ferro e fogo e decide depositar tudo nas mãos de Deus corre o sério risco de perder a vida. Um estudo feito pelo médico Riad Yunes com três mil pacientes de câncer de mama no Hospital do Câncer de São Paulo mostra o quanto essa possibilidade é real. Segundo o trabalho, 20% das mulheres preferiram fazer tratamentos espirituais antes de se submeter à cirurgia e tomar os medicamentos indicados pelos médicos. “Quando voltaram ao hospital, três ou quatro meses depois, os tumores tinham dobrado de tamanho”, diz Yunes. Como se vê, o equilíbrio entre as necessidades da alma e as do corpo é um dos segredos de uma boa saúde. É o que busca, por exemplo, a atriz Lucélia Santos, 47 anos. “O desenvolvimento espiritual me traz harmonia. A saúde do organismo e do espírito andam juntas”, diz.
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